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A descriminalização da homossexualidade na União Soviética

Apesar de tudo, a homofobia na Rússia é forte até hoje - e não dá sinais de parar. 

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Em 1918, após o triunfo da Revolução Bolchevique, o homossexualidade foi descriminalizado em todo o território da União Soviética. Desse modo, a URSS se tornou, por quase uma década, o primeiro país a "aprovar"  práticas não heterossexuais.


Apesar desse avanço, o quadro político caótico dos primeiros anos posteriores à Revolução de Outubro fez com que, na prática, a vida das minorias sexuais russas continuasse bastante complicada. Mesmo que em teoria não fossem legais, houve nesses anos perseguições e até mesmo julgamentos contra os homossexuais.

Os direitos foram mantidos até a década de 1930, quando, sob o governo de Stalin, foi iniciada uma perseguição feroz contra a dissidência sexual na URSS.

Entre 1934 e os primeiros anos da década de 1980, calcula-se que aproximadamente 50 mil homossexuais tenham sido condenados, e muitos deles morreram em campos de concentração.

Ainda hoje, em muitos países pós-soviéticos, o homossexualidade é criminalizado em nome da moral e da família tradicional.


Fonte: La Izquierda Diario

Imagem: Shutterstock

Como viviam os gays na Roma Antiga

Durante o Império, até o casamento entre homens era liberado! 

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A homossexualidade, regida por regras de protocolo, era uma prática comum na Grécia Antiga. Até a adoção do catolicismo, o Império Romano, herdeiro cultural dos helenos, também aceitava o sexo entre homens, contanto que cumprisse as leis.

Nos primeiros anos da República Romana, foi proibida a pederastia, considerada uma perversão característica dos gregos, e o sexo entre cidadãos livres. Porém, os patrões podiam ter relações sexuais com seus escravos, desde que fossem ativos.

Na época do império, a pederastia não só foi legalizada, como também era permitido o casamento entre homens, já que as atividades privadas não diziam respeito ao foro penal.

A prostituição masculina se tornou uma prática comum, e havia banheiros públicos aonde iam os homens que buscavam relações homossexuais. Existia, inclusive, uma série de códigos gestuais e de vestimenta que indicavam quando um sujeito queria se relacionar com um congênere.

As relações lésbicas não eram regidas por nenhuma lei, provavelmente porque, dadas as normativas de gênero vigentes, estas aconteciam no âmbito doméstico, longe dos olhos inquisidores dos censores.


Fonte: Super Curioso
Imagem: Shutterstock

Nativos da América do Norte reconheciam cinco gêneros sexuais

Houve um tempo aqui nas américas em que existiam homens e mulheres dos espíritos. Então, chegaram os colonizadores e muita gente morreu por seguir a própria cultura.

As tribos nativas da América do Norte encaravam a sexualidade de um jeito bem diferente do que a nossa atual sociedade. Na verdade, antes de a colonização e o cristianismo chegarem ao continente, as pessoas que apresentavam características de ambos os sexos recebiam mais valor que as demais, já que se acreditava que elas tinham a capacidade de entender as coisas das duas perspectivas.

Naquela época, eram reconhecidos cinco gêneros: homem, mulher, homem dos espíritos, mulher dos espíritos e transgênero. Para os europeus desse período histórico, a existência dos gêneros “dos espíritos” era algo abominável e necessitava ser destruído urgentemente. Inclusive, por isso, foram eliminados todos os vestígios que deixassem quaisquer registros sobre o assunto.

Ao contrário dos papéis sociais rígidos que o cristianismo europeu queria impor, os nativos valorizavam cada pessoa pela sua real contribuição à tribo. Nem mesmo os pais atribuíam um gênero aos seus filhos. Essas mesmas famílias se consideravam sortudas quando uma pessoa “dos espíritos” nascia no seu seio, já que isso era considerado uma bênção.


Fonte e imagens: lamula.pe

Sexo sempre foi proibido, mas casamento homossexual podia na Idade Média

O casamento entre dois homens era possível na Idade Média e se chamava adelfopoiesis. Em tese, uma união espiritual entre homens.

O casamento homoafetivo já foi aceito e bem regulamentado pelos cristãos no passado. Durante a Idade Média, ocorria a chamada adelfopoiesis, que, em grego, significa “fazer irmãos”.

Era uma cerimônia religiosa na qual dois homens se uniam para criar uma convivência. O ritual não só permitia compartilhar o lar, mas também lhes dava o direito à herança, em caso de morte de um dos dois, e de serem enterrados em um mesmo túmulo. A única coisa que não podia era praticar sexo, embora, acredite-se que a adelfopoiesis era uma forma de encobrir os relacionamentos homossexuais.

A prática da adelfopoiesis foi pesquisada pelo teólogo ortodoxo Pável Florenski. Em seu livro “O Pilar e o Fundamento da Verdade. Ensaio sobre a Teodiceia Ortodoxa em Doze Cartas”, o teólogo defende que esse tipo de casamento não tinha nenhuma relação com o amor erótico.

Em vez disso, tratava-se de uma união espiritual, cujo objetivo era desenvolver a compreensão do trabalho de Jesus Cristo a dois. Durante as cerimônias, eram recitados cânticos, textos, o casal era unido com um cinto e ocorria também uma troca de beijos entre os participantes.


Fonte e imagem: supercurioso.com

Conheça algumas das personalidades gays mais importantes da história

Nem mesmo suas grandes realizações pouparam personagens como Michelangelo e Turing de preconceitos e perseguições apenas pelo fato de serem homossexuais. 

Muitos gays, aceitos ou não em seus tempos, contribuíram em vários campos do conhecimento, como nas artes, filosofia, e em áreas das ciências exatas e biológias. Alguns puderam assumir sua orientação sexual sem sofrer maiores consequências, enquanto outros foram perseguidos e há um terceiro grupo de personagens históricos cuja sexualidade é objeto de especulação até os dias de hoje. Confira abaixo algumas da grandes figuras da história que marcaram época e que eram gays (ou há quem diga que foram):

- Leonardo Da Vinci (1452-1519): vários biógrafos afirmam que o brilhante artista era gay. Uma denúncia contra ele e sua perseguição posterior não o teriam permitido exercer sua sexualidade em liberdade.

- Michelangelo (1475-1564): praticamente um conterrâneo de Leonardo Da Vinci, o pintor, escultor e poeta Michelangelo dedicou vários sonetos ao seu companheiro de vida, Tommaso de Cavallieri. Michelangelo se destaca por várias obras, como a Pietà, David, além do vasto ciclo do teto da Capela Sistina e o Juízo Final. 

- Nicolau Maquiavel (1469-1527) o influente filósofo italiano Nicolau Maquiavel foi obrigado a esconder sua sexualidade por toda a vida. Ele é autor do clássico "O Princípe", um dos tratados políticos mais fundamentais elaborados pelo pensamento humano, com papel crucial na construção do conceito de Estado moderno.

- Margaret Mead (1901-1978):  famosa e respeitada antropóloga norte-americana ficou conhecida por seus relatórios detalhando as atitudes em relação ao sexo no Pacífico Sul e culturas do Sudeste Asiático tradicionais, influenciado a revolução sexual de 1960. Ele nunca assumiu sua orientação sexual abertamente, embora um livro chamado "With a Daughter's Eye" faça uma citação de que a pesquisadora possuía um relacionamento "parcialmente sexual" com uma instrutora.

- Sara Josephine Baker (1873-1945): foi a primeira mulher americana a receber um doutorado em medicina. Ela ficou conhecida por suas contribuições à saúde pública, especialmente nas comunidades de imigrantes de Nova York. Baker o final da sua vida com a australiana Ida Alexa Ross Wylie, uma romancista, ensaísta e roteirista.

Alan Turing (1912-1954): o pai da computação trabalhou durante a Segunda Guerra para a inteligência britânica para quebrar os códigos de mensagens secretas dos alemães. Por conta de sua homossexualidade, sofreu um processo criminal em 1952 e teve que passar por tratamento com hormônios femininos e castração química para não ir à prisão. Sua vida foi retratada no filme "O Jogo da Imitação". 

- Oscar Wilde (1854-1900): o famoso escritor e dramaturgo de origem irlandesa é autor de clássicos como "O Retrato de Dorian Gray". Ele foi condenado por ser gay e, em seus últimos anos, foi submetido a trabalhos forçados por "cometer atos imorais com diversos rapazes". Ele morreu em Paris, na pobreza, pouco mais de três anos após sair da prisão.

- Truman Capote (1924-1984): foi um escritor norte-americano que ficou conhecido por clássicos como Bonequinha de Luxo (1958) e também A Sangue Frio (1966), considerado livro pioneiro do chamado jornalismo literário.

- Virginia Woolf (1882-1941): a famosa escritora inglesa foi uma das mais importantes figuras do modernismo do século XX e deixou livros como "Mrs. Dalloway", "Ao Farol" e "Um Teto Todo Seu". Algumas de suas cartas indicam que ela teve um longo affair com a romancista Margaret Howard.

- Federico García Lorca (1898-1936): um dos maiores poeta e dramaturgos da Espanha foi assassinado aos 38 anos. Ian Gibson, que escreveu uma biografia sobre o escritor, disse que ele tinha uma paixão secreta pelo artista Salvador Dalí. 

 


Fonte: Wikipedia

Imagem/montagem (da esquerda para a direita): Alan Turing / Oscar Wilde / Truman Capote via Wikimedia Commons 

 

 

17.May.1990

Dia Internacional contra a Homofobia

No dia 17 de março de 1990, a Organização Mundial da Saúde excluiu a Homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Por conta deste marco na luta contra o preconceito, o Dia Internacional contra a Homofobia foi criado no dia 17 de maio e oficialmente declarado em 1992. A data é celebrada no mundo inteiro, com marchas, beijaços e diversos eventos para conscientização das pessoas.

 


Imagem: Shutterstock.com