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Encontrados restos de soldados sacrificados por astecas na Conquista do México

Uma equipe de arqueólogos encontrou os restos dos soldados que acompanharam Hernán Cortés na expedição que o escoltou durante a Conquista do México e que teriam sido sacrificados pelo Império Asteca, no início do século XVI.

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O achado aconteceu no sítio arqueológico Sultepec Tecoaque, uma área ocupada pelos acolhuas, entre 1300 e 1520 d.C., localizada no noroeste da atual Cidade do México. Lá, foram encontrados os restos mortais dos soldados do conquistador Hernán Cortés, que liderou a expedição que pôs fim ao Império Asteca.

Os especialistas acreditam que os aborígenes acolhuas, uma tribo do centro do México, sacrificaram mais de 500 pessoas até o ano de 1520, as quais eram, em grande maioria, membros da expedição que acompanhou o conquistador europeu na derrubada de Tenochtitlán.


Segundo Enrique Martínez, do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, além dos soldados espanhóis, a caravana era composta por entre negros, cafuzos e mulatos, provavelmente trazidos de Cuba.

Calcula-se que, a princípio, o grupo ficou preso em um cativeiro por muito tempo. Dessa forma, os respectivos sacrifícios foram regulados em função do calendário asteca e de suas múltiplas festividades. Alguns foram colocados em altares e outros exibidos como troféus de guerra em espaços públicos.

 

Fique de olho

Não perca, este sábado, O PAPA DO FUM DO MUNDO, às 21h. Assista ao vídeo abaixo e confira um trecho do especial:

 


Fonte: RT
Imagem: Henry Romero via RT

07.Jul.1520

Travou-se a Batalha de Otumba

A Batalha de Otumba foi um Combate travado em 7 de Julho de 1520 pelos conquistadores espanhóis (comandados pelo conquistador espanhol Hernán Cortês) do México contra os astecas (Comandados por Cihuacóatl Matlatzincátzin). Apesar da vitória espanhola, este foi o grupo que sofreu mais baixas em comparação aos mexicanos, pois faleceram quase todos os tlaxcaltecas (povo indígena do México) que acompanhavam Cortês. Cansados, finalmente retiraram-se seguindo o caminho para Tlaxcala (centro-oriente do México). Mais de 440 pereceram na batalha de Otumba e calcula-se que 870, incluindo os que ficaram em mãos dos mexicanos, foram sacrificados no templo Maior.

 


Imagem: [Domínio público], via Wikimedia Commons

 

15.Mar.1519

Batalha de Centla no México

A Batalha de Centla foi um combate ocorrido em 15 de março de 1519 no qual os indígenas mexicanos maya-chontales, dirigidos por seu cacique Taabsascoob, enfrentaram-se com os espanhóis comandados por Hernán Cortés (conquistador espanhol do império asteca). Nesta batalha os derrotados foram os índios chontales. No dia seguinte, embaixadores enviados por Taabscoob chegaram ao acampamento espanhol com presentes, pois segundo a tradição dos índios, o perdedor devia dar obséquios ao ganhador. Entre os presentes havia ouro, joias, jade, turquesa, peles de animais, animais domésticos, plumas de aves preciosas, etc. Além disso, os índios entregaram aos europeus 20 jovens, entre as quais vinha Malitzin, que os espanhóis batizaram como Marina, e quem se transformou em amante de Cortés, conselheira e intérprete. Depois da batalha, no dia 25 de maio de 1519, os espanhóis fundaram no lugar da batalha a Vila de Santa Maria da Vitória. Nesse mesmo dia houve a primeira missa no México e no Continente Americano. De lá os espanhóis embarcaram rumo a Veracruz para iniciar a rota até a cidade capital asteca, Tenochtitlan.

 

Imagem via Wikimedia Commons

18.Nov.1519

Hernán Cortés lidera matança de Chulula rumo à conquista de Tenochtitlan

A Matança de Cholula foi um ataque realizado pelas forças militares do conquistador espanhol Hernán Cortés em sua trajetória à cidade do México-Tenochtitlan no dia 18 de novembro de 1519. De acordo com os cronistas e com o próprio Hernán Cortés, se tratou de uma ação preventiva pela suspeita de uma possível emboscada dentro da cidade de Cholula. O resultado foi a morte de 5.000 ou 6.000 cholultecas, em sua maioria civis desarmados. Os cholultecas haviam sido fiéis tributários dos mexicas (eram uma das tribos nahuas, e quando chegaram ao vale do México, trouxeram seus próprios deuses.), depois da ação militar, foram submetidos e se tornaram aliados dos conquistadores espanhóis. Os sobreviventes pediram clemência a Cortés, explicando que cumpriam ordens dos mexicas. Desta forma as hostilidades cessaram, Cortés se reuniu com os dirigentes que haviam sobrevivido e pactuou com eles, pediu-lhes para deixar de realizar sacrifícios e atos de canibalismo, assim como deixar sua religião para convertê-los ao cristianismo. A princípio recusaram a ideia de destruir a seus ídolos, mas finalmente se converteram em aliados dos espanhóis. Os prisioneiros capturados pelos tlaxcaltecas foram postos em liberdade. Cinco dias mais tarde, a cidade regressou a sua atividade normal como se nada tivesse acontecido. Os 20.000 guerreiros mexicas nunca foram ao lugar, nem tiveram contato com os espanhóis durante o resto da trajetória para Tenochtitlan.

 


Imagem: [Domínio público], via Wikimedia Commons