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Getúlio Vargas

Getúlio Dornelles Vargas foi um político brasileiro e um presidentes de grande importância histórica para o Brasil. Vargas nasceu no dia 19 de abril de 1882, em São Borja, Rio Grande do Sul. Seus pais eram Manuel do Nascimento Vargas e Cândida Dornelles Vargas Francisca, imigrantes do arquipélago dos Açores, que, como a maioria dos habitantes do Rio Grande do Sul, veio para o Brasil em busca de melhores condições de vida.

Vargas estudou primeiro em sua terra natal e depois em Ouro Preto (MG). Em 1897, retornou ao Rio Grande e começou a sua carreira militar no ano seguinte, como soldado, com apenas 16 anos de idade. Em 1900, frequentou a Escola Preparatória e de Tática de Rio Pardo, onde permaneceu por um longo tempo até ser transferido para Porto Alegre para completar o serviço militar.

 

Carreira política

Desconfio de quem nunca me pediu nada. Geralmente, aqueles que se sentam à mesa sem apetite são os que mais comem.

Promovido a sargento, ele se envolveu na disputa entre Bolívia e Brasil na questão do estado do Acre. Em 1904, se matriculou na Faculdade de Direito de Porto Alegre, onde se formou em 1907. Trabalhou, inicialmente, como defensor público, mas logo decidiu voltar para sua cidade natal para exercer a advocacia. Interessado em política, logo estabeleceu contato com outros jovens de seu estado, participou de vários movimentos e se destacou como grande orador, o que o ajudou a ser eleito deputado estadual em 1909, 1913, 1917 e 1921.

Não tenho inimigo de quem não possa me aproximar nem amigo de quem não possa me distanciar.

Líder político, foi eleito deputado federal em 1923 e assumiu a liderança dos deputados na Assembleia Legislativa. Foi nomeado ministro da Fazenda, em 1926, pelo presidente Washington Luís, mas só ocupou o cargo por um ano para participar das eleições ao governo do Rio Grande do Sul. Vargas foi eleito e tornou-se governador de seu estado natal em 1928. Durante o seu mandato, lançou uma série de políticas que beneficiaram os moradores, além de fazer forte oposição ao governo federal.

 

Estado Novo, volta ao poder e morte

A constituição é como as virgens. Foi feita para ser violada.

Em 1930, após um processo conturbado de sucessão presidencial, onde o candidato à reeleição foi acusado de fraude eleitoral e o principal oposicionista, João Pessoa, foi morto, Washington Luís foi deposto como presidente. À frente de um movimento revolucionário, Getúlio Vargas acabou nomeado líder nacional pelo governo provisório e teve seu cargo validado nas eleições de 1934. Em 1937, estabeleceu o "Estado Novo", governo que lhe concedia todos os poderes e proibia a oposição. Seu governo durou até 1945, quando foi derrubado por um golpe militar. Depois, retornou à presidência, em 1950, após ser eleito democraticamente. Em seu mandato, promoveu uma forte política nacionalista e criou inúmeras instituições e organizações governamentais que existem até hoje no Brasil.

O mandato de Getúlio Vargas acabou de maneira trágica no dia 24 de agosto de 1954 ele deu fim à própria vida com um tiro no coração. Ele deixou uma carta testamento em que apontava os inimigos da nação como responsáveis por seu suicídio. Amado por uns e odiado por outros, é sem dúvida um dos políticos mais importantes da história brasileira e latino-americana.

 


Imagem: Governo do Brasil [Domínio público], via Wikimedia Commons

Estamos em guerra: e agora?

A terrível visão dos corpos de centenas de vítimas dos afundamentos nas praias do nordeste da costa brasileira chegou até as primeiras páginas dos jornais do país. A população revoltada foi para as ruas pedindo vingança pela ação covarde dos submarinos do Eixo. Foi o último ato para fechar o alinhamento de Vargas com Roosevelt. Em janeiro de 1943, houve o histórico encontro entre os dois líderes, ocorrido em Natal, onde asseguraram-se as patrulhas anti-submarinos em nossos mares, o reaparelhamento militar das forças brasileiras e a firme determinação de Vargas no envio de tropas para com os Aliados.

Getúlio Vargas (centro) e Roosevelt (à direita) - ambos de chapéu panamá - durante a Conferência de Natal, em Janeiro de 1943 (Agência Brasil).

Participar da guerra era o passaporte do Brasil para adentrar ao mundo desenvolvido e se posicionar ao lado das nações modernas, deixando o papel de mero coadjuvante. Roosevelt até reconheceu Vargas como um “ditador benevolente”, uma vez que estava cerrando fileiras com os Aliados. Nesta época, surgiam as bases da Organização das Nações Unidas e já se falava em globalização. O estreitamento de relações com Washington muito se deveu aos esforços do chanceler brasileiro Oswaldo Aranha, que trabalhou durante anos para que isso ocorresse, mesmo contrariando os interesses dos militares pro-fascistas que integravam o gabinete de Vargas. A História provou quem estava certo.

Restava agora o gigantesco trabalho de preparar o país para a guerra. O Brasil tinha um exército com menos de cem mil homens. A campanha de voluntários para lutar não chegou nem perto do número previsto, criando dúvidas se o Brasil conseguiria realmente participar da guerra. Nenhum militar aceitava o convite para comandar uma força expedicionária nacional, feito pelo ministro da guerra, Eurico Dutra. Só em agosto de 1943 a FEB - Força Expedicionária Brasileira - foi oficialmente criada, com o início da convocação de reservistas, na tentativa de atingir uma meta razoável de homens aptos para servir. Depois de muita espera, o General Mascarenhas de Moraes finalmente aceitou o desafio de comandar o efetivo brasileiro.  Havia urgência em receber material bélico americano, seguir com a formação de bons soldados, treiná-los e enviá-los para onde quer que fosse determinado pelo comando Aliado. No começo de 1944, o general Mascarenhas foi mandado numa missão de reconhecimento do teatro de operações do Mediterrâneo, onde havia cerca de 20 divisões Aliadas lutando na Itália, para onde seguiram depois que derrotaram as forças do Eixo no Norte da África. Nesta fase da guerra, ainda se acreditava no roteiro idealizado pelo primeiro ministro inglês, Winston Churchill: subir a bota italiana e avançar pela Áustria até Berlim. De volta ao Brasil, Mascarenhas acompanhou os preparativos da FEB.

O primeiro contingente da FEB, com mais de cinco mil integrantes vindos de todas as partes do Brasil, em fim zarpou em julho de 1944, do Rio de Janeiro rumo à Itália. Outros quatro embarques subsequentes totalizaram mais de vinte e cinco mil homens enviados para lutar no front italiano. Mesmo depois do emblemático Dia D – o desembarque Aliado na Normandia - a guerra na Itália continuava inclemente, exigindo vultuosos esforços para manter ocupado o maior número possível de efetivos alemães, que tinham cerca de trinta divisões lutando no território italiano. Estes inimigos bem treinados, experientes  e com vantagem estratégica é que os brasileiros teriam pela frente nas montanhas e vales do norte da Itália, sob sol, chuva e neve. Os brasileiros provariam seu valor em campo de batalha, lutando ao lado dos americanos do V Exército, numa saga de valor e coragem que precisa ser contada nos dias de hoje.

 

João Barone é mais conhecido como o baterista da banda PARALAMAS DO SUCESSO. Além disso, Barone é um dos brasileiros que mais entendem sobre a participação do nosso país na Segunda Guerra Mundial, tendo escrito dois livros sobre o assunto e produzido o especial O CAMINHO DOS HERÓIS, que estreia no HISTORY na quinta, dia 31 de julho, às 23H.

O Brasil declara guerra ao Eixo

por: João Barone

O cenário de uma guerra global que se ampliava no começo de 1942 era bastante complexo, especialmente para os Estados Unidos, que se tornaram os defensores da democracia mundial. Dentro em breve, o fantástico parque industrial americano estaria totalmente voltado para fornecer as armas na luta em prol da liberdade. Seria um esforço notável manter a guerra em dois penosos fronts, contra os nazistas e fascistas no Ocidente e contra os Japão Imperial no Oriente. Os russos - que começaram a guerra como parceiros dos nazistas - também seriam protagonistas de ações quase acima da capacidade humana para combater os alemães, que em 1941, viraram inimigos e invasores de seu território. Stalin não descansaria até chegar à Berlim. Na América, havia a preocupação do crescimento das ações de submarinos nazifascistas nos mares do Atlântico Norte e Sul, além de qual seria o destino das colônias de países ocupados pelo Eixo, no Oriente e, especialmente, na África do Norte e América do Sul. Criou-se uma paranoia de que os alemães poderiam atacar a costa da América do Sul, partindo das colônias francesas ocupadas na África. A extensa costa brasileira se tornou ponto de defesa estratégico das Américas, algo que os Estados Unidos já vislumbravam antes mesmo do começo do conflito. Não foi por acaso que os americanos planejaram a construção de campos de pouso para futuras bases aeronavais no nordeste brasileiro, tendo como fachada o desenvolvimento da aviação comercial. Ao entrarem na guerra, os Estados Unidos focaram esforços para a luta no Norte da África, onde as forças britânicas sofriam reveses dos alemães e italianos. Por isso, o litoral do nordeste brasileiro se tornou ponto de grande importância estratégica pela sua proximidade com a África, com o funcionamento das bases aeronavais em pontos chave como a ilha de Fernando de Noronha e nas capitais nordestinas Natal e Recife, uma vez que Vargas assim permitiu. Esse apoio não sairia de graça para o agora autoproclamado "presidente" brasileiro.

Parnamirim Field Natal Brasil
Parnamirim Field, ao sul de Natal - RN: a maior base da Força Aérea norte-americana, em território estrangeiro, durante a Segunda Guerra Mundial. Serviu como ponto de partida para muitas aeronaves americanas que levavam tropas ao front da África.

 

Os chamados acordos de Washington realizados ente os governos brasileiro e americano promoveram a tão esperada renovação das forças armadas nacionais. Em pouco tempo, o Brasil receberia navios, armas, veículos militares e aviões para a reestruturação do exército, marinha e aeronáutica, que estavam muito defasados tanto em equipamento como na antiquada doutrina militar francesa herdada pós Primeira Guerra. Militares americanos vieram treinar os brasileiros e prepara-los para ações de guerra. Hitler autorizou operações mais ousadas de submarinos do Eixo, aumentando os ataques e afundamentos dos navios ingleses e agora americanos no Atlântico Sul. Em março de 1941, um navio brasileiro que navegava no Mar Adriático foi atacado por um avião nazista, vitimando um marinheiro. Em 1942, dezenas de navios brasileiros foram atacados, com o primeiro afundamento do cargueiro Cabedelo ocorrido em março, no Caribe. Começavam as patrulhas antissubmarino na costa brasileira. Em agosto, mais de 600 brasileiros morreram nos cinco navios torpedeados pelo submarino U-507. Mais de uma dezena de navios brasileiros foram afundados com centenas de mortos, antes de Vargas finalmente declarar o estado de beligerância contra o Eixo, em 22 de agosto de 1942. A guerra chegava ao Brasil pelo mar.

 

João Barone é mais conhecido como o baterista da banda PARALAMAS DO SUCESSO. Além disso, Barone é um dos brasileiros que mais entendem sobre a participação do nosso país na Segunda Guerra Mundial, tendo escrito dois livros sobre o assunto e produzido o especial O CAMINHO DOS HERÓIS, que estreia no HISTORY na quinta, dia 31 de julho, às 23H.

A guerra cada vez mais perto

por: João Barone

Em 1939, ninguém acreditava que uma nova guerra explodiria, mas os sinais enviados pela Alemanha nazista não foram poucos. Ingleses e franceses cederam à todas as pressões de Hitler em retomar territórios que a Alemanha perdeu depois da Primeira Guerra. Os alemães se rearmaram burlando as restrições do Tratado de Versalhes e a invasão da Polônia foi o começo oficial do conflito. Alemanha, Itália e Japão formaram o Eixo, unidos e em sintonia com seus ideais de supremacia racial, invasão de territórios, confisco de riquezas e demais atrocidades. Mussolini alertou seu amigo Vargas, num telefonema, para que levasse de volta ao Brasil seu filho Luthero, que estudava medicina na Alemanha.

Uma cidade polonesa intacta a partir do cockpit de um avião bombardeiro médio alemão, provavelmente um Heinkel He 111 P, em 1939. (Biblioteca do Congresso Americano).

 

Os Estados Unidos - ainda isolados do conflito - empreendiam uma campanha diplomática preventiva para unir as Américas contra qualquer ameaça externa, iniciada com a conhecida "política da boa vizinhança" de Roosevelt, no final dos anos 30. O agravamento das hostilidades na Europa refreou os investimentos que os alemães pretendiam fazer no Brasil, mas havia a promessa de retomá-los assim que terminassem sua Blitzkrieg. Em 1940, o grande sucesso da ofensiva alemã - que conquistou quase toda a Europa Ocidental em poucos meses - parecia validar as ambições da nova ordem nazifascista. Os americanos continuavam sem ofertar muita coisa ao Brasil, quando em setembro, Vargas proferiu um discurso que foi entendido pela maioria como um aceno aos regimes das "nações fortes", o que assustou os americanos, temerosos com a possibilidade de um núcleo nazifascista em plena América Latina. O resultado deste episódio foi que os americanos resolveram dar todo apoio possível ao Brasil, afastando de vez a chance de uma aproximação maior com o Eixo. Empréstimos do governo e financiamentos de bancos americanos foram liberados e finalmente o Brasil receberia a sua primeira usina siderúrgica. Muitos atribuem esse triunfo político-econômico como resultado da astúcia de Vargas, que depois de namorar os regimes fascistas, agora pendia sua balança para o lado da maior democracia do mundo, que tinha muito mais a ofertar.

 

Ataque japonês à Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941. 

 

A aproximação do Brasil com os Estados Unidos abalou as relações diplomáticas  com Berlim e Roma. Apesar disso, Vargas procurou manter as relações comerciais e a neutralidade. Navios alemães foram capturados e afundados pelos ingleses em águas brasileiras, enquanto navios brasileiros ainda navegavam entre as rotas da Europa e Américas. O Japão sofria um embargo econômico pelos Estados Unidos em represália à invasão da China, o que privou o país de importantes matérias primas como petróleo e aço. Em represália, no famigerado 7 de dezembro de 1941, ocorre o ataque surpresa dos japoneses à Pearl Harbor - uma base naval americana que ficava numa ilha à mais de 12 mil quilômetros do Brasil – que trouxe os americanos para a Segunda Guerra e serviu como ponto de inclinação na gangorra  oportunista de Vargas entre Roosevelt e os nazifascistas. O sorrateiro ataque à frota naval americana estacionada no meio do Pacífico representou a inaceitável agressão externa ao bloco americano. Na conferência de chanceleres de janeiro de 1942, realizada no Rio de Janeiro, o Brasil rompia relações diplomáticas com os países do Eixo, o que já representava um estado de guerra informal. Ninguém acreditava que dentro de alguns meses, o Brasil estaria em guerra de verdade contra eles.

Fotos: Blog do Chico Miranda

 

João Barone é mais conhecido como o baterista da banda PARALAMAS DO SUCESSO. Além disso, Barone é um dos brasileiros que mais entendem sobre a participação do nosso país na Segunda Guerra Mundial, tendo escrito dois livros sobre o assunto e produzido o especial O CAMINHO DOS HERÓIS, que estreia no HISTORY na quinta, dia 31 de julho, às 23H.

O Brasil pouco antes da Segunda Guerra Mundial

por: João Barone

Nas duas décadas posteriores ao final da Primeira Grande Guerra, o Mundo passou por grandes aflições que se estenderam até o começo da década de 30, quando as grandes potências econômicas tentavam se reerguer da crise de 1929, impérios tentavam manter seus domínios geopolíticos, a ideologia comunista se espalhava pelo planeta e regimes de extrema direita afloravam em resposta à expansão do comunismo. No Brasil, Getúlio Vargas subia ao poder, configurando uma das muitas ditaduras que despontavam pela América Latina. O caudilho brasileiro estava decidido a levar o país no caminho do desenvolvimento, mas encontrava grandes dificuldades em conseguir dinheiro e parceiros comerciais no cenário global. Os americanos não estavam dispostos a financiar a siderurgia no Brasil, mas incrementavam as relações comerciais.

O Brasil parecia fadado ao papel de economia agrícola, quando começou a intensificar trocas comerciais com a Alemanha nazista, que prometia investimentos no país e até mesmo a tão sonhada primeira siderúrgica nacional. No final dos anos 30, o Brasil conseguiu até mesmo comprar material bélico alemão para reequipar suas forças armadas, que necessitavam se modernizar urgentemente. A presença alemã na América do Sul aumentava, sendo que no Brasil, o número de integrantes do partido nazista chegou a ser o maior fora da Alemanha. Vargas tinha uma relação cordial com o ditador fascista italiano Benitto Mussolini e a polícia repressiva do Estado Novo - nome do regime que Vargas impôs em 1937 - fez um intercâmbio anticomunista com a famigerada Gestapo de Hitler. Os ideais nazifascistas pareciam encurralar as democracias para um beco sem saída e o ditador Vargas seguia esta cartilha ao pé da letra.

Mesmo com o começo da Segunda Guerra Mundial na Europa em setembro de 1939, o Brasil manteve-se neutro e as relações diplomáticas e comerciais seguiam com italianos e alemães, o que chegou a incomodar os americanos, mais pela ameaça da perda da hegemonia comercial do que por outra razão, pois os Estados Unidos ainda se mantinham isolados do conflito, apesar do veemente  apoio do presidente Roosevelt à Inglaterra. O bloqueio naval imposto aos nazistas pela Inglaterra e França não impediu que navios mercantes alemães continuassem ousadamente realizando suas rotas indo e vindo do Brasil, levando para o Reich importantes matérias primas de toda sorte, como minerais, algodão, couro e café.Navios de guerra ingleses vieram até o Atlântico Sul para afundar e confiscar navios mercantes inimigos, que contavam com a cobertura de naus de guerra da Marinha Alemã.

Couraçado Admiral Graf Spee, navio de guerra da Marinha da Alemanha

 

Não foi à toa que a primeira batalha naval da Segunda Guerra Mundial aconteceu na foz do Rio da Prata em dezembro de 1939, com a caçada e cerco ao lendário couraçado de bolso Graf Spee - que havia afundado um navio inglês na costa pernambucana em setembro - empreendida por uma flotilha inglesa. O moderno navio alemão foi avariado e buscou refúgio no Porto de Montevideo, onde foi destruído por seu comandante para que não fosse capturado pelos ingleses. A guerra começava a chegar perto do Brasil.

Fotos: Blog do Chico Miranda

 

João Barone é mais conhecido como o baterista da banda PARALAMAS DO SUCESSO. Além disso, Barone é um dos brasileiros que mais entendem sobre a participação do nosso país na Segunda Guerra Mundial, tendo escrito dois livros sobre o assunto e produzido o especial O CAMINHO DOS HERÓIS, que estreia no HISTORY na quinta, dia 31 de julho, às 23H.
09.Jul.1932

Começa a Revolução Constitucionalista de 1932

No dia 9 de julho de 1932 começava a Revolução Constitucionalista, também conhecida como Revolução de 32 ou Guerra Paulista, um movimento no estado de São Paulo, que durou 87 dias e que teve como objetivo derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e elaborar uma nova constituição para o Brasil. O saldo após a rendição dos paulistas no dia 4 de outubro de 1932 foi a morte de 934 pessoas, de acordo com os números oficiais. Contudo, estima-se que até 2200 tenham morrido. Por conta dessa revolução, o dia 9 de julho é feriado no estado de São Paulo. O movimento foi uma reação paulista à Revolução de 1930, que pôs fim à autonomia dos estados, impediu a posse Júlio Prestes como presidente e colocou fim à “República Velha”, conhecida pela política café com leite, na qual Minas Gerais e São Paulo se alternavam no poder. A Revolução de 32 também teve os seus heróis, no caso, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, conhecidos pela sigla “MMDC”, e que tiveram seus nomes inscritos no Livro dos Heróis da Pátria. Vídeo: A revolução de 1932 foi o último grande conflito armado do Brasil. Você quer saber um pouco mais sobre as outras revoluções? O Eduardo Bueno conta tudo para você!

 


Imagem: [Domínio público], via Wikimedia Commons

13.May.1934

Celebrado o primeiro Dia do Automóvel, data criada por Getúlio Vargas

O Dia do Automóvel era celebrado pela primeira vez, no dia 13 de maio de 1934, de acordo com decreto 24.224, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. Há algumas versões sobre a origem deste dia. Uma delas indica que a data seria em homenagem a Bertha Benz, esposa de Karl Benz, inventor do primeiro carro para venda do mundo, o Benz Patent-Motorwagen - ou Motorcar.
 
Outra versão aponta que o Dia do Automóvel no Brasil faria referência à produção do Belcar, um carro de passeio brasileiro e, finalmente, uma terceira hipótese indica que o dia teria sido escolhido por causa da abertura da primeira estrada pavimentada do Brasil, que liga o Rio de Janeiro a Petrópolis. A obra foi inaugurada em 13 de maio de 1926.
 

Imagem: Shutterstock.com

19.Abr.1943

Criado o Dia do Índio por Getúlio Vargas

No dia 19 de abril de 1943 o presidente Getúlio Vargas criava, pelo decreto-lei 5540, o Dia do Índio. Este dia foi escolhido, pois na mesma data, em 1940, várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. O Dia do Índio tem como função relatar os direitos indígenas e faz com que o povo brasileiro tenha consciência da importância que eles possuem na nossa história. Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas após intervenção de Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril.

 


Foto: Shutterstock.com

19.Abr.1882

Nasce o ex-presidente Getúlio Vargas

No dia 19 de abril de 1882 nascia, em São Borja (RS), Getúlio Dorneles Vargas, presidente do Brasil em duas ocasiões, líder da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha. Getúlio ficou conhecido pelos seus simpatizantes como "o pai dos pobres" por ter criado muitas leis sociais e trabalhistas. Considerado um dos políticos mais controversos da história do Brasil, Getúlio foi presidente do país em dois períodos. No primeiro, ficou 15 anos no poder, de 1930 a 1945. Este governo foi dividido em três fases: de 1930 a 1934, como chefe do "Governo Provisório"; entre 1934 e 1937 foi presidente da república do Governo Constitucional, eleito presidente pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e de 1937 a 1945, enquanto durou o Estado Novo, após um golpe de estado. Em seu segundo mandato, Getúlio foi eleito por voto direto e governou o Brasil por três anos e meio. Seu governo e sua vida chegaram ao fim no dia 24 de agosto de 1954, quando Getúlio se matou em seu quarto, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, com um tiro no coração.

 


 

Foto: Governo do Brasil (Galeria de Presidentes) [Public domain, Public domain or Public domain], via Wikimedia Commons

 

 

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07.Dic.1940

Criado o Código Penal Brasileiro por Getúlio Vargas

Em um dia como hoje, no ano de 1940, era criado o Código Penal vigente no Brasil pelo decreto-lei nº 2.848, pelo então presidente Getúlio Vargas. Este é o 3º da história do Brasil e o que está há mais tempo em vigência, após os códigos de 1830 e 1890. Apesar de ser extenso, o Código Penal não compreende toda a questão penal prevista na lei brasileira e, por isso, há uma grande quantidade de leis penais especiais.

Com o passar do tempo e as mudanças na sociedade, o Código Penal sofreu alterações como, por exemplo, a introdução da Lei dos Crimes Hediondos, Maria da Penha, proibição de consumo de bebidas por motoristas e crimes na área da informática.

 

 


 

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