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17.Feb.1972

Fusca ultrapassa o Ford T como o carro mais vendido do mundo

Em 17 de fevereiro de 1972, o 15.007.034º Fusca da Volkswagen sai da linha de montagem, quebrando um recorde na produção mundial de carros detida por mais de quatro décadas pelo icônico Modelo T da Ford Motor Company, que foi produzido de 1908 a 1927.

A história do Fusca remonta aos anos 30, na Alemanha. Em 1933, Adolf Hitler se tornou chanceler da Alemanha e anunciou que queria construir novas estradas e carros a preços acessíveis para a população alemã. Na época, o engenheiro austríaco Ferdinand Porsche (1875-1951) já estava trabalhando na criação de um carro pequeno para as massas. Hitler e Porsche se reuniram posteriormente e o engenheiro ficou encarregado de projetar um Volkswagen barato e de produção em massa, ou o “carro do povo”.

O plano de Hitler era que as pessoas pudessem comprar os carros ao fazer depósitos regulares em um programa de selos. Em 1938, o trabalho começou na fábrica da Volkswagen, localizada na atual cidade de Wolfsburg, na Alemanha. No entanto, a produção em grande escala do automóvel só começou após a Segunda Guerra Mundial.

Apelido de Beetle

Nos anos 50, a Volkswagen chegou aos EUA, onde a recepção inicial foi morna, em parte devido à ligação histórica do veículo ao nazismo, e também por causa de seu tamanho compacto e seu incomum formato arredondado (o que lhe valeu o apelido de “Beetle” – besouro, em inglês). Em 1959, a agência de publicidade Doyle Dane Bernbach lançou uma campanha inovadora que promoveu o tamanho diminuto do carro como uma vantagem para os consumidores, e, nos anos seguintes, o Fusca se tornou o carro importado mais vendido nos EUA.

Em 1998, a Volkswagen começou a vender o altamente elogiado “New Beetle”, enquanto ainda produzia seu modelo anterior. Depois de mais de 60 anos e 21 milhões de veículos produzidos, o último Fusca original saiu de linha em Puebla, no México, em 30 de julho de 2003.

Modelo T

O primeiro carro mais vendido da história, o Modelo T de Henry Ford, começou a ser produzido em uma fábrica de Detroit, em Michigan. Conhecido como o carro que “colocou o mundo sobre rodas”, o Modelo T revolucionou a indústria automotora – e a sociedade americana no geral – ao oferecer transporte acessível e confiável para um cidadão comum. Em 1913, a Ford Motor Company começou a utilizar a linha de montagem móvel na sua fábrica em Highland Park, Michigan, que reduziu a velocidade de montagem de um chassi de 12 horas e 8 minutos para 1 hora e 33 minutos. 

No ano seguinte, a Ford produziu 308.162 veículos, um número maior que o de todas as outras montadoras juntas. Em 1924, o 10.000.000º Modelo T saiu da linha de montagem. Quando sua produção finalmente terminou, depois de 19 anos, em maio de 1927, mais de 15 milhões de Modelos T tinham sido fabricados.

 

Imagem: DutchScenery/Shutterstock.com

30.Jul.2003

O último Fusca sai de linha

Em 30 de julho de 2003, o último dos 21.529.464 Fuscas da Volkswagen, construídos desde a Segunda Guerra Mundial, é produzido na fábrica da Volkswagen, em Puebla, no México. Uma das três mil unidades da última edição, o veículo azul-bebê foi enviado para um museu em Wolfsburg, na Alemanha, onde a Volkswagen está sediada. 

O carro montado em Puebla nessa data foi o último dos “clássicos” Fuscas (Beetle, no inglês), que não devem ser confundidos com o remodelado New Beetle, que a Volkswagen lançou em 1998 (o New Beetle se assemelha à versão clássica, mas é baseado no Golf). As origens do Fusca remontam a meados dos anos 30, quando o famoso engenheiro automobilístico austríaco Dr. Ferdidand Porsche atendeu a um pedido do líder Adolf Hitler para um carro de passageiros pequeno e acessível, que satisfaria as necessidades de transporte do povo alemão.  Hitler chamou o resultado de KdF (Kraft-durch-Freude) -Wagen (ou “Carro-da-força-através-da-diversão”, em uma tradução aproximada) após um movimento liderado por nazistas que pretendiam ajudar, a qualquer custo, o povo trabalhador alemão. Posteriormente, ele seria conhecido pelo nome que a Porsche preferia: Volkswagen, ou “carro do povo”.

O primeiro KdF-Wagen foi exibido no Berlin Motor Show em 1939, e a imprensa internacional logo o chamaria de “Beetle” (“Besouro”, na tradução) por seu formato arredondado característico. Durante a Segunda Guerra, a fábrica em Kdf-Stadt (cidade que depois virou Wolfsburg) continuou a produzir Fuscas, embora fosse mais dedicada à produção de veículos de guerra. A sua produção foi interrompida sob ameaça de bombardeio aliado em agosto de 1944 e só retornou após a guerra, controlada pelos britânicos. Apesar de as vendas da Volkswagen terem diminuído nos EUA, em comparação com o resto do mundo, em 1960, o Fusca era o carro mais importado na América, graças a uma campanha publicitária simbólica feita pela empresa Doyle Dane Bernbach. Em 1972, o Fusca ultrapassou o recorde de produção mundial de 15 milhões de veículos, estabelecido pelo lendário Model T da Ford entre 1908 e 1927. E ele também se tornou um ícone da cultura mundial, recebendo destaque no filme de sucesso de 1969, “Se o Meu ‘Fusca’ Falasse” (cujo protagonista era um Fusca chamado Herbie) e na capa do disco “Abbey Road” dos Beatles.

Em 1977, no entanto, o Fusca, com o seu motor traseiro e refrigerado, foi banido dos EUA, por não cumprir as normas de seguranças. As vendas mundiais do carro encolheram no final dos anos 70 e, em 1988, o Fusca só era vendido no México. Por causa de uma competição cada vez maior de outros fabricantes de carros compactos e baratos, e uma decisão mexicana de eliminar progressivamente os táxis de duas portas, a Volkswagen decidiu interromper a produção do Fusca em 2003. Aliás, a contagem final das 21.529.464 unidades não inclui os 600 carros originais construídos pelos nazistas antes da Segunda Guerra Mundial.

 


Imagem: Art Konovalov, via Shutterstock.com

 

03.Sep.1875

Nasce Ferdinand Porsche, um dos "pais" do Fusca

Considerado um dos "pais" do icônico carro Fusca, Ferdinand Porsche nascia em um dia como este, no ano de 1875, em Maffersdorf,  local que hoje parte da cidade de Liberec, República Checa. Engenheiro automotivo austríaco, ele e sua equipe trabalharam em projetos inovadores no setor automobilístico e também no desenvolvimento do atual Volkswagen Fusca. Com o seu filho e outros engenheiros e mecânicos fabricou o primeiro Porsche 356.
 
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No começo da década de 30, após várias tentativas de busca por financiamento para os seus projetos, ele finalmente obteve recursos de Adolf Hitler, que queria motorizar o país, com o pensamento de que todo alemão deveria ter um veículo. Em 1934, Porsche conseguiu um contrato para construir três protótipos baseados em seu desenho. Os três carros ficaram prontos no inverno de 1936. 
 
Após a guerra, Porsche foi solicitado a seguir com o desenho do Volkswagen na França. Ele deveria deslocar a fábrica e seus equipamentos para o território francês como reparações de guerra. Contudo, houve muita divergência antes mesmo da implantação da fábrica, e Porsche ficou na cadeia como criminoso de guerra por 20 meses, sem direito a julgamento.
 
No final de sua vida, Porsche foi contratado pela Volkswagen para consultoria adicional, e recebeu royalties por cada Volkswagen do Tipo I (Fusca) fabricado. Isso o deixou em boa situação financeira, pois mais de 20 milhões de unidades do carro foram fabricadas. Em novembro de 1950, Porsche visitou a fábrica da Volkswagen em Wolfsburg pela primeira vez desde o final da Segunda Guerra Mundial. Poucas tempo depois, ele sofreu um derrame. Sem se recuperar completamente, ele morreu no dia 30 de janeiro de 1951, em Stuttgart.
 
 

Imagem: Bundesarchiv, Bild 183-2005-1017-525 / CC-BY-SA [CC BY-SA 3.0 de], via Wikimedia Commons