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Quer ser mais produtivo? Conheça os métodos de trabalho bizarros de grandes figuras históricas

Você está em busca de novas maneiras de aumentar a sua produtividade? Então, pode considerar copiar os hábitos de trabalho de alguns dos grandes artistas, músicos e políticos da história. A maioria conseguiu vencer os dias usando apenas uma disciplina rígida e doses altas de cafeína, mas alguns utilizaram estratégias peculiares que os ajudaram a trabalhar mais rápido e com maior eficácia. Desde a obsessão de Charles Dickens por trabalhar de forma ordenada até o truque bizarro dos gregos para evitar a procrastinação, conheça oito figuras históricas que tinham métodos pouco ortodoxos para concluir suas tarefas.

1. Charles Dickens

O autor de livros tão amados quanto “Um Conto de Duas Cidades” e “Um Conto de Natal” era notoriamente exigente quanto às suas condições de trabalho. Ele mantinha um horário quase militar de tão rígido, sempre escrevendo entre 9 da manhã e 2 da tarde, antes de espairecer com uma caminhada de três horas. Dickens pedia silêncio total em sua casa durante suas horas de trabalho e exigia que suas canetas, tinta e uma pequena coleção de estatuetas fossem dispostas de um modo especial em sua mesa, para ajudá-lo a pensar. O autor carregava esses talismãs para onde quer que fosse e até mesmo reorganizava os móveis em pensões e hotéis para recriar a disposição de seu home office o máximo possível. Os hábitos de Dickens também se aplicavam ao seu quarto: ele dormia apenas virado para o norte, acreditando que isso o alinhava melhor com as correntes elétricas da Terra.

Imagem: "Dickens Gurney head" por Jeremiah Gurney - Heritage Auction Gallery/Domínio público via Wikimedia Commons.


2. Beethoven

Ludwig Van Beethoven realizou grande parte do seu trabalho enquanto estava em movimento. Após uma refeição matinal diária, com café e feijão (ele contava obsessivamente 60 grãos com a mão), o compositor ficava algumas horas em sua mesa antes de partir para uma longa e sinuosa caminhada. Esses passeios no campo supostamente o ajudavam a impulsionar sua criatividade e, conforme andava, ele parava para escrever algumas notas musicais em um grande caderno de esboços. Se as notas demoravam a vir, ele copiava o trabalho de outro compositor para estudar sua técnica. Beethoven também compunha enquanto tomava banho. De acordo com seu secretário, Anton Schindler, muitas vezes ele perambulava por seu quarto e despejava repetidamente jarros de água em suas mãos enquanto cantarolava melodias e ficava olhando para o vazio em uma “meditação profunda”.

Imagem: Joseph Karl Stieler/Domínio Público via Wikimedia Commons


3. Marcel Proust

Enquanto escrevia seu gigantesco romance de 3 mil páginas, “Em Busca do Tempo Perdido”, no início do século XX, o escritor francês Marcel Proust permaneceu grande parte do tempo nos limites do seu quarto. Normalmente, ele acordava às 3 ou 4 da tarde, quando ingeria um café e um croissant (geralmente, sua única refeição do dia) e inalava vapor de tabaco em pó com ópio, o que ele acreditava que ajudava na sua asma. Proust trabalhava no conforto de sua cama, encostado em vários travesseiros macios. Apesar do ambiente de trabalho aparentemente descontraído, o escritor dizia que a elaboração de seu romance clássico foi incrivelmente exigente. Segundo ele, após dez páginas, ele já estava extremamente cansado.

Imagem: Domínio Público via via Wikimedia Commons


4. Salvador Dalí

Salvador Dalí foi um dos grandes mestres do Surrealismo, um movimento artístico que visava entrar no inconsciente e acessar tesouros escondidos da imaginação. Para ajudar a produzir as imagens alucinatórias de quadros como “A Persistência da Memória” e “Cisnes Refletindo Elefantes”, Dalí utilizava truques mentais para tentar diminuir a linha entre seus sonhos e a realidade. Uma de suas experimentadas e reais técnicas envolvia segurar uma chave de metal sobre uma panela, enquanto tirava sua soneca. Conforme o artista ia adormecendo, ele deixava cair a chave e acordava, o que lhe proporcionava uma chance de relembrar as estranhas imagens que haviam passado por sua mente. Dalí também concebeu o que ele chamou de método “crítico-paranoico”, uma abordagem criativa que exigia que ele entrasse em estado de paranoia ao, intencionalmente, se autoprovocar pensamentos bizarros e ilógicos. Uma vez que sentimentos de “irracionalidade concreta” o transbordavam, ele pintava as visões atípicas produzidas em sua mente.

Imagem: Roger Higgins, World Telegram staff photographer/Domínio Público via Wikipedia Commons.


5. Maya Angelou

 A poetisa e autora de “Eu sei por que o Pássaro canta na Gaiola” era famosa também por fazer muito pouco do seu trabalho em casa. Achando o conforto de sua casa muito distrativo, Angelou preferia escrever na tranquilidade anônima do que ela descrevia como “pequenos, pobres” quartos de hotéis. Normalmente, ela alugava os quartos por meses e chegava de manhã cedo, equipada com seu material de escrever, uma Bíblia, uma garrafa de xerez e um baralho de cartas (que ela dizia ajudar a manter sua “mente pequena” ocupada). Angelou se certificava de que os quartos eram sóbrios o suficiente para que ela pudesse deixar sua concentração afiada, e ela costumava escrever deitada de lado na cama. Em uma entrevista ao “Paris Review”, ela confessou que um de seus cotovelos era “áspero de calos”, de tanto se deitar neles por horas a fio.

Imagem: Brian Stansberry [CC BY 3.0], via Wikimedia Commons


6. Jonathan Edwards

O pregador cristão do século XVIII é talvez mais famoso pela retórica de condenação de sermões como “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado”, mas ele também era conhecido por sua abordagem meticulosa em relação ao seu trabalho. Edwards acordava antes do pôr-do-sol e passava 13 horas por dia debruçado sobre livros e escrevendo sermões, geralmente pulando refeições para evitar que seus estudos fossem interrompidos. Mesmo quando tirava pequenos intervalos para cortar lenha ou realizar caminhadas, ele carregava uma caneta e um papel, de modo que pudesse fazer anotações no caminho. Se ele era acometido por um insight enquanto viajava de cavalo ou estava de algum modo fora de sua mesa, Edwards recorria ao uso de uma técnica mnemônica. Ele fixava um pequeno pedaço de papel em uma parte de sua roupa que o lembraria da ideia, e então removia os pedaços, um por um, e anotava as ideias associadas assim que tivesse a oportunidade.


Imagem: Domínio Público via Wikipedia Commons


7. B.F. Skinner

Em meados do século XX, B.F, Skinner era o maior defensor do behaviorismo, uma escola de psicologia focada na ideia que os seres humanos são páginas em branco, cujo comportamento pode ser controlado por circunstâncias externas. Skinner era famoso por colocar suas ideias em prática – ele criou sua segunda filha em um ambiente especialmente projetado e com controle de temperatura chamado de “Air Crib” –, então não é surpresa que ele também as tenha aplicado em seu próprio trabalho. Ele trabalhava em um horário rígido e utilizava um cronômetro para ser lembrado de quando começar e parar de escrever. Para “cada doze horas registradas nele”, Edwards escreveu em seu diário, “eu desenho um ponto em uma curva cumulativa, cuja inclinação mostra minha produtividade geral”. Junto com cronometragens precisas e análises de seu dia de trabalho, Skinner era também um defensor do que se conhece como “sono segmentado”. Em vez de dormir durante toda a noite, o psicólogo muitas vezes acordava depois da meia-noite e retornava ao trabalho por uma hora, antes de voltar a dormir pela manhã.

Imagem: Silly rabbit [GFDL ou CC BY 3.0], via Wikimedia Commons

 

8. Demóstenes

O antigo político grego Demóstenes era conhecido por sua habilidade oratória estimulante e aparentemente espontânea, mas toda essa proeza era resultado de uma disciplina de trabalho rigorosa e, muitas vezes, extravagante. Ele passava muitas horas estudando retórica e lei em um escritório subterrâneo especialmente projetado para esse fim, e aprendia com um ator como controlar corretamente os movimentos do corpo. Para derrotar a língua presa e a falta de ar, Demóstenes praticava a fala com pequenas pedras em sua boca, gritava seus discursos enquanto subia morros correndo e até os proferia em plenos pulmões sobre o som das ondas batendo na praia. A mais estranha de todas era sua estratégia de lutar contra a procrastinação. Quando era jovem, Demóstenes raspava todo o cabelo de um lado de sua cabeça na esperança de que, se aquilo o tornasse mais ridículo, ele ficaria mais propenso a permanecer em casa e se concentrar em seus estudos.

Imagem: Sting [CC BY-SA 2.5], via Wikimedia Commons

Você sabia?

Ernest Hemingway escreveu muitos de seus livros famosos enquanto se punha de pé sobre uma prateleira. O escritor vencedor do Prêmio Nobel explicou em uma ocasião o seu desdém por mesas e cadeiras, dizendo: “Escrever e viajar alargam a sua bunda, se não também sua mente, e eu prefiro escrever em pé”.

Imagem: Roger Higgins, World Telegram staff photographer/Domínio Público via Wikipedia Commons.

René Descartes

René Descartes é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da história do pensamento ocidental e uma das figuras-chave na Revolução Científica. Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, deve início o racionalismo da Idade Moderna. A famosa frase “Penso, logo existo" ou ainda "Eu duvido, logo penso, logo existo" é uma conclusão do seu pensamento, alcançada após duvidar da sua própria existência, mas comprovada ao ver que pode pensar e, desta forma, como sujeito e ser pensante, existe indubitavelmente. A ele é atribuída a fundação da filosofia moderna e ele é também chamado "pai da matemática moderna". Descartes se notabilizou por seus conhecimentos matemáticos, por sugerir a fusão da álgebra com a geometria, fato que gerou a geometria analítica, e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome.

Penso, logo existo.

René Descartes nasceu em La Haye en Touraine (atualmente chamada de Descartes), na França, em 31 de março de 1596, e morreu no dia 11 de fevereiro de 1650, em Estocolmo, na Suécia, aos 53 anos. Sua mãe, Jeanne Brochard, morreu quando ele tinha um ano. Seu pai era Joachim Descartes, advogado e juiz, proprietário de terras, com o título de escudeiro, primeiro grau de nobreza.

Com oito anos, Descartes ingressou no prestigiado colégio jesuíta Royal Henry-Le-Grand, em La Flèche, onde ficou por cerca de nove anos (1606-1615). Depois, formou-se em direito, em 1616, pela Universidade de Poitiers, mas nunca exerceu a profissão.

 

Muitas viagens

É melhor ter os olhos fechados, sem jamais tentar abri-los, do que viver sem filosofar.

Nos anos seguintes, viajou bastante. Em 1618 foi para a Holanda, onde se alistou no exército do príncipe Maurício de Nassau. No ano seguinte, quando estava na Alemanha, teve um sonho sobre um novo sistema matemático e científico. De acordo com a tradição, isso teria ocorrido no dia 10 de novembro. Ainda em 1619, viajou para a Dinamarca e a Polônia. Em 1622, retornou à França e, seis depois, em 1628, resolveu fixar residência nos Países Baixos, onde ficou até 1649.

Não basta termos um bom espírito. O mais importante é aplicá-lo bem.

Neste meio tempo, em 1637, publicou três pequenos tratados científicos: A Dióptrica, Os Meteoros e A Geometria. O prefácio dessas obras serviu para uma de suas obras mais conhecidas, Discurso Sobre o Método. Em 1641, surge sua obra filosófica e metafísica mais imponente: as "Meditações Sobre a Filosofia Primeira". Influente também no meio aristocrático, Descartes, em 1647, foi premiado pelo rei da França com uma pensão e começa a trabalhar na "Descrição do Corpo Humano".

 

Morte por pneumonia

Cada problema que resolvi tornou-se uma regra que, depois, serviu para resolver outros problemas.

Sua morte, aos 53 anos, no dia 11 de fevereiro de 1650, aconteceu por causa de uma pneumonia, em Estocolmo, depois de dez dias doente. Como era católico num país protestante, ele foi enterrado num cemitério de crianças não batizadas, na Adolf Fredrikskyrkan, em Estocolmo. Em 1667, seus restos mortais foram para a França e enterrados na Abadia de Sainte-Geneviève de Paris.  No mesmo ano, a Igreja Católica colocou os seus livros na lista proibida.Desde 1819, seu túmulo está na Igreja de Saint-Germain-des-Prés, em Paris.

 

Suas obras    

Regras para a direção do espírito (1628)

O Mundo ou Tratado da Luz (1632-1633)

Discurso sobre o método (1637)

Geometria (1637)

Meditações Metafísicas (1641)

As Paixões da Alma (1649)

 

12.Jul.1536

Morre o filósofo, teólogo e humanista Erasmo de Rotterdam

Erasmo de Rotterdam nasceu em 1469 e faleceu em 12 de Julho de 1536. Foi um humanista, filósofo, filólogo e teólogo neerlandês, autor de importantes obras em latim. Passou os últimos anos de sua vida perseguido tanto por católicos como por reformadores. As polêmicas de Erasmo contra a Igreja foram mal interpretadas com frequência. A inimizade do filósofo não derivava nem de questionamentos para a exatidão da doutrina nem de hostilidade contra a organização da instituição em si. Em outras palavras, Erasmo não era nem anticatólico nem anticlerical. Isto se observa mediante a simples leitura de seus livros. A verdadeira razão do confronto é que Erasmo queria utilizar sua formação e treinamento para apurar a doutrina e liberar as instituições e estes dois objetivos não eram compartilhados pela hierarquia eclesiástica do século XVI. "Adagios" (primeira edição em 1500; edição corrigida e aumentada pelo autor em 1508, 1518, 1520, 1523, 1526, 1528, 1533 e 1536.) Enchiridion Militiis Christiani (Manual do cavaleiro cristão) (1503) "De ratione studii" ("Sobre o método de estudo") (1511) Encomion moriae seu laus stultitiae ("Elogio da loucura") (1511) Institutio Principis Christiani (Educação do príncipe cristão) (1516) dedicada a Carlos V. Tradução do Novo Testamento ao latim (1516) "Paráfrase do Novo Testamento" (1516).

 


Imagem: Hans Holbein the Younger [Domínio público], via Wikimedia Commons

05.May.1818

Nasce Karl Marx, filósofo e teórico político alemão

Considerado um dos arquitetos da sociologia moderna, Karl Marx nascia em um dia como este, no ano de 1818, em Tréveris, na Alemanha. Sem dúvida, ele foi dos grandes pensadores e teóricos do nosso tempo, influenciando áreas do conhecimento como filosofia, história, economia, geografia, entre tantas. A obra de Marx sobre economia lançou as bases para a compreensão atual do trabalho e de sua relação com o capital. Suas teorias, conhecidas como marxismo, defendem que as sociedades humanas evoluem por meio da luta de classes: um conflito entre a burguesa, que controla a produção, e um proletariado, que fornece a mão de obra para a produção.
 
De acordo com Marx, o capitalismo produziria seus próprios conflitos internos que o conduziriam à autodestruição. A partir daí, viria um novo sistema, o socialismo, governado pela classe trabalhadora. Marx acreditava que o socialismo daria origem ao comunismo, uma sociedade sem apátrida, sem classes sociais e igualitária.
 
Em 1848, Marx, com a ajuda de Friedrich Engels, publicou O Manifesto Comunista, em Londres. O panfleto político - sem dúvida o mais influente na história - proclamou que "a história de toda a sociedade até agora existente é a história das lutas de classes" e que a vitória inevitável do proletariado, ou classe trabalhadora, conduziria ao fim da sociedade de classes para sempre. Originalmente, publicado em alemão como Manifest der Kommunistischen Partei ("Manifesto do Partido Comunista"), o trabalho teve pouco impacto imediato. Suas ideias, porém, repercutiram com grande força no século 20.
 
Em 1864, Marx ajudou a fundar a Associação Internacional dos Trabalhadores e, em 1867, publicou o primeiro volume de sua monumental obra Das Kapital (O Capital), o trabalho de base da teoria comunista. Com a sua morte, em 14 de março de 1884, o comunismo tornou-se um movimento reconhecido na Europa. Vinte e três anos depois, em 1917, Vladimir Lenin, marxista, conduziu a primeira revolução comunista do mundo da Rússia.

 

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Imagem: Benutzer Tets [Domínio público], via Wikimedia Commons

14.Jul.1826

Nasce Joseph Arthur de Gobineau

Joseph Arthur de Gobineau foi um diplomata e filósofo francês, cuja teoria racial, impregnada de anti-semitismo, chegou a ser empregada posteriormente como justificativa filosófica do racismo nazista. Gobineau nasceu em 14 de Julho de 1826 em Ville D Avray, uma localidade próxima a Paris, no seio de uma família da aristocracia. Desempenhou diversos cargos diplomáticos no Irã, Alemanha, Grécia, Brasil e Suécia desde 1848 até 1877. Além de sua atividade na política exterior, foi um prolífico escritor. Escreveu novelas e livros sobre religião, filosofia e história. Faleceu em 13 de Outubro de 1882. É conhecido geralmente como o fundador do racismo moderno. Seus interesses puramente acadêmicos levaram-no a se especializar em estudos orientais, nos quais ganhou a reputação de ser um erudito. Baseando suas teorias no conhecimento do Oriente, tentou comparar as raças orientais com as da Europa. O estudo de Gobineau incluiu a avaliação e classificação dos hábitos alimentares dos povos da Ásia, África e Europa, determinando os graus respectivos de conforto requeridos por esses povos para o consumo de alimentos, e seus hábitos de vida em geral. Sua obra mais famosa é o Ensaio Sobre a Desigualdade das Raças Humanas (1853-1855), na que afirmou que a raça dos germanos, que habita na Grã-Bretanha, França e Bélgica, era a única raça pura em comparação com aquelas que eram misturadas com as raças «negra» e «amarela».

 


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28.Jun.1712

Nasceu Jean-Jacques Rousseau

Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo, teórico político e social, músico e botânico francês; um dos escritores mais eloquentes da época da Ilustração. Nasceu em 28 de Junho de 1712 em Genebra, Suíça, e faleceu em 2 de Julho de 1778. Foi educado por seus tios, depois que sua mãe faleceu poucos dias após seu nascimento. Aos 13 anos de idade foi aprendiz de gravador, mas, após três anos, abandonou este ofício para converter-se em secretário e acompanhante assíduo de madame Louise de Warens, uma mulher rica e generosa, que exerceu uma profunda influência em sua vida e obra. Em 1742 mudou-se para Paris, onde trabalhou como professor e copista de música, além de exercer o cargo de secretário político. Entre suas obras destacaram-se: Julia ou A Nova Eloísa (1761), A Botânica (1802), Confissões (1782) e O Contrato Social ou Princípios de Direito Político (1762).

 


Imagem: Maurice Quentin de La Tour [Domínio público], via Wikimedia Commons

21.Jun.1905

Nasce o escritor e filósofo Jean-Paul Sartre

No dia 21 de junho de 1905 nascia, em Paris, Jean-Paul Sartre Charles Aymard, mais conhecido como Jean-Paul Sartre, escritor, filósofo e dramaturgo francês do existencialismo. Foi o décimo escritor francês selecionado como o Prêmio Nobel de literatura, mas declinou, explicando em uma carta à Academia Sueca que os laços entre o homem e a cultura devem ser desenvolvidos diretamente, sem passar pelas instituições. Sua vida foi caracterizada por uma atitude militante da filosofia, onde manifestou a sua solidariedade com os acontecimentos mais importantes de seu tempo como o movimento estudantil do maio francês, a Revolução Cultural na China e a Revolução Cubana. Ele morreu no dia 15 de abril de 1980, na capital francesa, e seu enterro foi acompanhado por cerca de 50 mil pessoas. O corpo do filósofo está no Cemitério de Montparnasse, em Paris.

 


Imagem: [CC BY-SA 3.0 NL], via Wikimedia Commons

13.Feb.1633

Galileo chega à Roma para enfrentar acusações de heresia

Neste dia, no ano de em 1633, o filósofo italiano, astrônomo e matemático Galileu Galilei chegava a Roma para enfrentar as acusações de heresia por defender a teoria de Copérnico, que afirmava que a Terra girava em torno do sol. Galileu enfrentou oficialmente a Inquisição Romana, em abril do mesmo ano e concordou em se declarar culpado em troca de uma sentença mais leve. Ele ficou em prisão domiciliar por tempo indeterminado pelo Papa Urbano VIII. Galileu passou o resto de seus dias em sua casa de campo em Arcetri, perto de Florença, até o dia de sua morte. em 8 de janeiro de 1642.
 
Galileo, o filho de um músico, nasceu em 15 de fevereiro de 1564, em Pisa, Itália. Segundo alguns relatos, realizou sua pesquisa sobre a queda de objetos de diferentes pesos na famosa torre inclinada de Pisa. Galileu ainda desenvolveu um telescópio que lhe permitiu observar montanhas lunares e crateras, os quatro maiores satélites de Júpiter e as fases deste planeta. Ele também descobriu que a Via Láctea era composta de estrelas. Na sequência da publicação de sua pesquisa, em 1610, Galileu ganhou fama e também foi perseguido por suas ideias. A inquisição romana tinha suas raízes na inquisição da Idade Média, e seu objetivo era procurar e processar os hereges, pessoas consideradas inimigas do estado católico por defender ideias contrárias às da igreja.
 
Atualmente, Galileo é amplamente reconhecido por suas importantes contribuições para o estudo do movimento e da astronomia. Seu trabalho influenciou cientistas como o matemático e físico inglês Isaac Newton, que desenvolveu a lei da gravitação universal. Em 1992, o Vaticano reconheceu formalmente o seu erro na condenação de Galileu.

 

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Imagem: Justus Sustermans [Public domain or Public domain], via Wikimedia Commons
11.Feb.1650

Morre René Descartes, filósofo francês

Considerado o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", René Descartes morria em um dia como este, em 1650, em Estocolmo, na Suécia, aos 53 anos. Nascido em La Haye en Touraine (atualmente chamada de Descartes), na França, em 31 de março de 1596, ele foi um filósofo, físico e matemático francês. Ganhou fama por conta do seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência e por sugerir a fusão da álgebra com a geometria, criando a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome.
 
É considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, deve início o racionalismo da Idade Moderna. Décadas mais tarde, surgiria o empirismo, um movimento filosófico que contou com John Locke e David Hume, que, de certa forma, seria oposto ao modelo proposto por Descartes.
 

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21.Nov.1694

Nasce o escritor e filósofo iluminista Voltaire

Neste dia, em 1694, nascia François-Marie Arouet, mais conhecido como o escritor e filósofo iluminista Voltaire, na cidade de Paris. Ele abandonou os estudos de Direito para se tornar um escritor. Obteve sucesso com suas peças, principalmente com as tragédias clássicas. Também escreveu histórias e poesia épica. Com o sucesso do seu trabalho, aos 30 anos já era um homem rico. Era conhecido pela sua sátira, perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis e religiosa e livre comércio. Por conta de seus pensamentos, foi preso duas vezes e, em uma das ocasiões, foi viver na Inglaterra.

Em 1750, mudou-se para Berlim, a convite de Frederico II da Prússia e, mais tarde, se estabeleceu na Suíça, onde escreveu sua obra mais conhecida, Cândido (1759). Suas obras e ideias influenciaram pensadores importantes, tanto da Revolução Francesa quanto da Americana. Ele morreu em Paris, em 30 de maio de 1778, aos 83 anos, quando estava na cidade para supervisionar a produção de uma de suas peças. Voltaire produziu cerca de 70 obras, em quase todas as formas literárias.

 


Imagem: Nicolas de Largillière / Carnavalet Museum [Domínio público], via Wikimedia Commons