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Descoberta revela o ancestral mais remoto do homem

Uma equipe de cientistas da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, encontrou os fósseis mais antigos de mamíferos relacionados ao homem descobertos até o momento. Tudo foi resultado de uma verdadeira coincidência, enquanto os especialistas procuravam por rochas na Costa Jurássica, em Dorset, na Inglaterra.

Trata-se de uma série de peças dentárias, datadas de 145 milhões de anos e correspondentes a um mamífero que, atualmente, prolifera por todo o planeta, mas que, naquela época, vivendo à sombra dos dinossauros, era uma verdadeira raridade: o rato. De acordo com os especialistas, naquele período eles eram um pouco maiores que hoje em dia.

Trata-se de uma descoberta fundamental para entender a cadeia evolutiva dos mamíferos, incluindo o homem e a baleia. Sobre isso, Steve Sweetman, um dos autores da pesquisa, afirma: “Esses dentes de 145 milhões de anos são, sem dúvida, os mais antigos que se conhece da linha de mamíferos que leva à nossa própria espécie”.

A nova espécie foi batizada com o nome de Durlstotherium newmani, em alusão a Charlie Newman, o proprietário de um pub localizado nas proximidades do local, onde foi feita a descoberta. De acordo com as primeiras conclusões tiradas da análise morfológica das peças dentais, esses ratos podiam se alimentar tanto de insetos quanto de plantas, além de poder cortar, perfurar e triturar os alimentos.


Fonte: Infobae

Psicotrópicos e orgias: as chaves da evolução humana

Para especialista, sexo grupal e consumo de substâncias alucinógenas seriam responsáveis por salto evolutivo!

Vídeo relacionado:
 Em meados da década de 90, o etnobotânico e especialista em substâncias psicoativas Terence McKenna apresentou uma teoria particular sobre a evolução humana. De acordo com ele, teria sido o consumo de psilocibina nas planícies africanas que estimulou o desenvolvimento do neocortex nos hominídeos há 50 mil anos, fazendo com que aparecessem capacidades linguísticas e filosóficas no cérebro em um curto período de tempo.

O etnobotânico afirma ainda que as danças rituais e o sexo grupal, incitados pelo consumo dessa substância poderosa, teriam despertado a consciência mística e artística nesses ancestrais humanos, provocando um salto evolutivo substancial.

Embora vários cientistas tenham descartado essa hipótese, novas descobertas arqueológicas parecem indicar que, certamente, o consumo de “substâncias mágicas” era comum na Idade da Pedra. Foram encontrados filamentos de fungos petrificados nos dentes de mulheres que viveram há quase 19 mil anos. Além disso, pinturas encontradas em cavernas neolíticas e da Idade do Bronze parecem representar o fungo que contém a psilocibina.


Fonte: Pijama Surf
Imagens: Shutterstock

Por que somos a única espécie humana viva?

Quando nossa espécie surgiu, há 200 mil anos, muitas outras espécie de hominídeos semelhantes habitavam o planeta e algumas, inclusive, há milhões de anos. E por que hoje, tão pouco tempo relativo depois, somos a única espécie humana viva? Existem várias hipóteses para essa pergunta, mas nenhum apresenta uma resposta certa e unanimemente aceita.

[VEJA TAMBÉM:Nova descoberta: Seres humanos gigantes fizeram parte da evolução humana]

Quando os hominídeos se mudaram das florestas para as savanas, eles se tornaram cada vez mais carnívoros. Os animais caçados também tinham menos plantas para comer, e esse contexto estimulou a competição, o que levou à extinção de algumas espécies.

De qualquer forma, há 30 mil anos, os humanos ainda conviviam com os Neandertais na Europa e na Ásia Ocidental, os Denisovas na Ásia e os homens de Flores na Indonésia. Mas quando e como desapareceram essas espécies? Os homens de Flores teriam desaparecido há 18 mil anos, por causa de uma grande erupção vulcânica. Os Neandertais teriam sido retirados de seu habitat com a chegada do homem moderno, e pouco se sabe dos Denisovas, cuja existência só é conhecida pela ciência através de um dedo pequeno e dois dentes.

E por que os humanos removeram os Neandertais? Pouco depois de chegarem à Europa, há 40 mil anos, o clima se tornou mais frio e as florestas mais abertas, como as savanas africanas, às quais os humanos modernos estavam acostumados. Os Neandertais não conseguiram adaptar seu estilo de caça ao novo contexto, como fizeram os humanos em seu novo habitat. Dessa forma, graças à sua capacidade de inovação e adaptação, o humano desalojou o homem de Neandertal.

Essa supremacia se consolidou pela criação da arte simbólica, que permitiu aos indivíduos se organizar de acordo com as necessidades sociais e econômicas. Assim, foi desenvolvida nossa principal característica que nos distingue do mundo animal: a linguagem. A verdade é que a população humana se multiplicou, enquanto outras espécies de hominídeos desapareceram. E isso pode ter acontecido devido às causas já mencionadas, ou, talvez, de acordo com alguns cientistas, por pura casualidade.

 


Fonte: BBC Mundo
Imagem: OrdinaryJoe/Shutterstock.com

 

 

Evolução: Cientistas afirmam que gorila estaria tentando falar com seres humanos

A gorila Koko, que se tornou famosa no mundo todo por tentar usar uma linguagem de sinais para se comunicar com seus cuidadores, pode estar perto de outra façanha: de acordo com os pesquisadores, ela estaria tentando falar.

Os cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison chegaram a essa conclusão após analisar sinais do discurso da gorila depois da análise de 71 horas de filmagens de seu comportamento. Na gravação Koko deu exemplos de que estava realizando nove tipos de comportamentos que exigiam “controle sobre sua vocalização e respiração”. Aparentemente, estes não são os comportamentos que você esperaria de um "gorila típico", mas Koko tem o potencial de melhorar, sim, as suas cordas vocais.

Confira mais sobre Koko no vídeo abaixo:

Fonte:

Unilad
 

Foto: Reprodução YouTube

Homo Sapiens e Neandertais tiveram relações sexuais e conviveram por 5 mil anos

Uma nova evidência sobre o cruzamento entre o Homo Sapiens e os Neandertais surgiu a partir da análise do DNA de uma mandíbula de 40 mil anos de idade, encontrada em 2002 em uma caverna romena. O estudo sugere que ambas as espécies conviveram na Europa por, ao menos, 5 mil anos, período em que houve um cruzamento genético entre as duas.

Os cientistas acreditam que a ascendência Neandertal do indivíduo cujo maxilar foi analisado remonta a quatro ou seis gerações de sua árvore genealógica, o que os levou à conclusão de que os primeiros seres humanos modernos chegados à Europa se miscigenaram com Neandertais já estabelecidos no território.

“Há evidência arqueológica de que o homem moderno interagiu com os Neandertais durante o tempo em que viveu na Europa: trocas de ferramentas para fazer tecnologia, rituais funerários e a decoração do corpo implicam um intercâmbio cultural entre os grupos. No entanto, temos poucos esqueletos desse período”, explica David Reich, um dos especialistas que participou do estudo.

Fonte: Clarín 

Crédito da Imagem: life_in_a_pixel / Shutterstock.com

Teoria da Evolução em risco: são descobertos animais terrestres com 333 milhões de anos

Uma equipe de pesquisadores do Museu de Queensland, na Austrália, chegou a uma conclusão surpreendente e de consequências científicas inesperadas. Ao analisar os restos fósseis da fêmea de um tetrápode Ossinodus pueri, eles constataram que o animal havia sofrido uma fratura que só poderia ser causada por uma forte queda no solo. O fato não seria inusitado se a datação dos restos não indicasse que eles possuem 333 milhões de anos de idade. Ou seja, o animal teria vivido antes dos primeiros tetrápodes saírem da água para habitar na terra, segundo afirmam todas as teorias sobre a evolução dos vertebrados.

O diretor da pesquisa publicada pela revista Plos One, Peter Bishop, explica que, além do que se pode deduzir da fratura e da queda, características ósseas e dos vasos sanguíneos sugerem que o espécime teria passado bastante tempo na terra. Essa descoberta pode ter implicações muito importantes para o estudo dos contextos temporais, biogeográficos e fisiológicos na evolução dos vertebrados, cuja história oficial – agora ameaçada – indica que eles migraram da água para a Terra.

Fontes: PlosOneLa Gran Época

Crédito da imagem: P.J. Bishop et al., PLoS ONE 2015

 

Competição entre machos é responsável pela preservação das espécies, indica estudo

Uma equipe internacional de cientistas realizou uma pesquisa que pretende responder a uma pergunta simples e complexa ao mesmo tempo: por que o sexo continua sendo a forma privilegiada de reprodução entre os animais, embora seja trabalhoso e perigoso para algumas espécies? E a resposta mostra toda a importância da reprodução através da seleção sexual.

De acordo com o estudo, publicado pela revista Nature, a competição entre machos é a responsável por evitar a extinção e melhorar a saúde das espécies. Através de um experimento realizado com besouros, pôde-se comprovar que a competição reprodutiva favorece a genética dos animais: a seleção funciona como filtro para eliminar mutações genéticas prejudiciais, de tal modo que as espécies podem se livrar delas e se desenvolverem, evitando, em longo prazo, sua extinção. Aí reside a importância dessa briga para ser escolhido, na qual os machos competem para ficar mais atrativos às fêmeas.

Depois de analisar 50 gerações de besouros em laboratório, os cientistas observaram que o grupo com menos variedade de genes eram mais propenso a doenças e à morte, enquanto o outro, no qual havia ocorrido uma seleção sexual mais intensa e com maior competição entre os machos, o estado de saúde geral era sensivelmente superior.

Fonte: ABC 

Crédito Imagem: Chamnong Inthasaro - Shutterstock.com

Instituto dos EUA divulga documentos sigilosos sobre esqueletos humanos gigantes

Uma decisão da Corte Suprema dos EUA pediu que o Instituto Smithsoniano tornasse públicos documentos do final do século XIX e início do XX relacionados à descoberta de esqueletos de humanos gigantes. Acredita-se que o Instituto tenha, inicialmente, ocultado e, depois, destruído os fósseis remanescentes desses seres, com a suposta finalidade de preservar a ideia convencional da evolução humana.

Os arquivos abertos mencionam a existência de antigos corpos humanos com mais de dois metros e meio de altura. Um dos textos, escrito em 1894 por pesquisadores da Oficina de Etnologia do Instituto Smithsoniano, descreve: “Debaixo de uma camada de conchas (...) descansando sobre a superfície natural da Terra, havia um grande esqueleto em posição horizontal em toda sua extensão (...). O comprimento da base do crânio aos ossos dos dedos dos pés era de dois metros e meio. É provável, portanto, que esse indivíduo, quando vivo, chegasse a quase 2,70 metros de altura”.

A respeito disso, as autoridades do Instituto negaram qualquer tipo de envolvimento com esses esqueletos, o que acabou gerando várias teorias conspiratórias, muitas das quais apontam para uma ocultação inescrupulosa da existência de seres humanos gigantes no passado de nossa civilização.

Fonte: Creer o reventar 

Imagem: AquilaGib (Own work) [<a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0">CC BY-SA 3.0</a>], <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ANeanderthal_skull_from_Forbes&#039;_Quarry.jpg">via Wikimedia Commons</a>

Fotografias de 1937 retraram suposto homem-macaco encontrado no Brasil

Uma controversa série de imagens, datadas de 1937 e que reapareceram na internet, retrata o que seria um suposto homem-macaco encontrado nas florestas brasileiras. Embora alguns não hesitem em identificá-lo como um elo perdido na cadeia evolutiva da raça humana, outros afirmam que se trata de uma farsa antiga. Mas, de qualquer forma, a polêmica foi instaurada.

As fotografias foram compartilhadas pelo site Imgur e retratam um indivíduo de lábios pronunciados e mãos curvadas. Elas foram publicadas originalmente pela revista holandesa Het Leven, em 1937, afirmando se tratar de um verdadeiro homem-macaco, encontrado em uma floresta brasileira. Apesar de seus traços faciais se assemelharem aos de um macaco, sua aparência limpa, sem barba e com o cabelo bem cortado, está em sintonia com a moda da época. Já o seu punho, que está curvado, seria o reflexo de uma necessidade ancestral do animal para poder caminhar com quatro patas.

É difícil saber se as fotos são verdadeiras ou não. Mais uma vez, e como costuma acontecer nesses casos, cada um deverá tirar suas próprias conclusões.

Fonte: http://difundir.org/ 

Charles Darwin

Charles Robert Darwin nasceu no dia 12 de fevereiro de 1809, em Shrewbury, na Inglaterra, e morreu em 19 de abril de 1882, em Downe, no condado de Kent, na Inglaterra. Renomado naturalista e um dos mais importantes cientistas da história, era filho do médico Robert Waring Darwin e de Susannah Darwin, que morreu quando ele tinha sete anos.  

Darwin foi autor do livro "A Origem das Espécies" (do original On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life, de 1959), onde debateu sobre a questão da evolução a partir de um ancestral comum, por uma seleção natural. Depois, já na Royal Society de Londres - entidade destinada à divulgação do conhecimento científico - ele continuou a sua pesquisa, escrevendo uma série de livros sobre plantas e animais, incluindo a espécie humana, entre eles "A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo" (The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex, 1871) e "A Expressão da Emoção em Homens e Animais" (The Expression of the Emotions in Man and Animals, 1872).

 

Infância e estudos

O homem ainda traz em sua estrutura física a marca indelével de sua origem primitiva.

Desde pequeno, Charles Darwin mostrava interesse em colecionar objetos como minerais, insetos e ovos de pássaros. De origem abastada, seu pai, Robert Waring Darwin, era um médico de prestígio e seu avô paterno, Erasmus Darwin, também foi um conhecido médico, naturalista e poeta.

Em 1925, Darwin estudava medicina na Universidade Edimburgo para atender o desejo do seu pai, mas não se interessou pela carreira. Novamente aconselhado pelo pai, estudou artes e religião na Universidade de Cambridge, contudo também não seguiu adiante nestas áreas. Nesta época, porém, descobriu a botânica, a entomologia e a geologia. Também conheceu o reverendo John Hesnlow, de quem ficou amigo e também de quem partiu o convite para uma viagem ao redor do mundo, a bordo do barco HMS Beagle, do capitão Robert FitzRoy.

 

Viagem pelo mudo durante cinco anos

Estou quase convencido (muito ao contrário da opinião que possuía antes) de que as espécies não são imutáveis (é como confessar um assassinato).

Darwin havia sido convidado para a viagem em agosto daquele mesmo ano e, de início, seu pai pensou que o filho iria perder tempo a bordo de uma expedição para mapear a América do Sul. Contudo, ele foi persuadido pelo cunhado, Josiah Wedgwood, a concordar e também patrocinar a viagem de Charles Darwin. A equipe passou por Cabo Verde, América do Sul - incluindo o Brasil - até a Patagônia e a Ilha do Fogo, Galápagos, Austrália, Nova Zelândia, Ilhas Maurício e África do Sul.

A expedição pelo mundo deveria durar dois anos, mas levou cinco, se encerrando em outubro de 1936, após cruzar o globo terrestre. Este tempo foi suficiente para estabelecer Darwin também como um eminente geólogo. Ele ainda publicou o seu diário de viagem, o que contribuiu para sua fama. Mais importante do que isso, a viagem no Beagle proporcionou a Darwin observar semelhanças e diferenças entre várias espécies em diferentes locais e começou a suspeitar da verdade absoluta sobre a teoria da estabilidade das espécies.

 

Teoria da seleção natural

Enquanto meio de educação, a escola para mim foi um simples vazio.

Depois da expedição, começou a redigir seus estudos para posterior publicação. O mais famoso até hoje, publicado em 1959, é “On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life” (A Origem das espécies por seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida”), onde Darwin apresentou sua teoria de seleção natural, na qual a natureza seleciona as populações mais capacitadas para a sobrevivência, em determinado ambiente, e descarta as menos aptas.

A obra, lançada em Londres, se esgotou imediatamente e sua teoria foi abraçada por vários cientistas, pois resolvia alguns enigmas da ciência biológica. Por outro lado, cristãos ortodoxos condenaram o trabalho como heresia, já que contrariava o relato bíblico da criação. A controvérsia sobre as ideias de Darwin se aprofundaram com a publicação de "A Descendência do Homem e Seleção em Relação ao Sexo" (1871), em que ele apresentou evidências da evolução do homem a partir dos macacos.

Em sua teoria, que chamou de "seleção natural", Darwin argumentava que os organismos com variações genéticas tendem a se adaptar melhor ao seu ambiente e a propagar mais descendentes do que os organismos da mesma espécie que não possuem a variação, influenciando, assim, a constituição genética total da espécie. Seus pensamentos foram influenciados pelo naturalista francês Jean-Baptiste de Lamarck e do pelo economista inglês Thomas Mathus.

 

Evolução natural é aceita por cientistas

Estas informações, juntamente com seus estudos em variação e cruzamento de espécies, provou ser inestimável para o desenvolvimento de sua teoria. A ideia da evolução orgânica não era nova. Ela havia sido sugerida anteriormente por, entre outros, o avô de Darwin, Erasmus Darwin e Lamarck. No entanto, Darwin foi quem mostrou uma explicação prática para o fenômeno da evolução.

Na década de 1870, a comunidade científica e grande parte do público em geral já aceitavam a evolução como um fato. Contudo, o debate sobre a sua teoria segue até os dias atuais, muito tempo após a morte de Darwin, no dia 19 de abril de 1882, na cidade inglesa de Kent. Por conta de sua importância para a ciência, Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster, em Londres, ao lado de reis, rainhas e outras figuras ilustres da história britânica. Darwin foi casado com a sua prima Emma Wedgwood em Maer. Eles tiveram dez filhos, três dos quais morreram prematuramente.

 


Imagem: Elliott & Fry [Domínio público], via Wikimedia Commons