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O campeão olímpico que ganhou uma luta depois de morto

O cadáver foi coroado com louros e se tornou um verdadeiro mito esportivo! 

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Dentre os esportes populares na Grécia Antiga, talvez nenhum tenha sido tão famoso e prestigiado quanto o pancrácio, uma modalidade olímpica que unia o que hoje conhecemos como boxe e luta livre, embora tudo fosse permitido, exceto morder e furar os olhos com os dedos.

Entre os lutadores mais famosos destacou-se Arrhachion, um atleta de Figaleia – cidade que fica no sudoeste de Arcádia –, que se consagrou campeão dos Jogos Olímpicos de 572 e 568 a.C.. Em 564 a.C., ele disputou sua última luta contra um adversário sobre o qual não se tem mais detalhes.

Após uma luta difícil, Arrhachion tentou sair de uma chave de braço que estava lhe estrangulando. Ele, então, conseguiu girar seu adversário e quebrar um de seus dedos, lhe causando tanta dor que ele não teve alternativa senão dar-se por vencido. Porém, durante o movimento, Arrhachion não conseguiu sair da chave e fraturou o pescoço.

O grego morreu imediatamente, de acordo com Pausânia, em sua Descrição da Grécia (VIII, XL-12): “os de Élida votaram a favor de Arrhachion e, mesmo em sua condição de morto, foi declarado vencedor”. Os juízes consideraram que o adversário se rendeu antes de Arrhachion morrer e que, portanto, o último era o vencedor.

Seu cadáver foi coroado com louros e, desde então, Arrhachion se transformou em um verdadeiro mito, o atleta mais famoso de todos os lutadores de pancrácio da Grécia Antiga.


Fonte: La Bruja Verde

Imagem: Shutterstock

10.May.1973

Fundado o clube de futebol Chapecoense

No dia 10 de maio de 1973 foi fundada a Chapecoense, clube de futebol do oeste de Santa Catarina, que tem como principal conquista o título da Copa Sul-Americana de 2016. A equipe também disputou a Libertadores pela primeira vez em sua história em 2017.

 

A Chape, como é apelidada, nasceu da fusão das antigas equipes do Atlético Chapecó e do Independente. Pouco tempo depois da sua fundação, a Chapecoense chegou à primeira final do Catarinense e ao primeiro título de sua história, em 1977, ao derrotar o Avaí na decisão, por 1 a 0.


Ascensão nacional e internacional

Após quase quatro décadas de existência, a Chape começou a despontar no cenário nacional e internacional. Em 2009, o time disputou a Série D e garantiu a vaga na Terceira Divisão de 2010. Para sair da Série C foram necessárias outras três temporadas. Neste período, a equipe ganhou o estadual de 2011. O Verdão do Oeste, como é carinhosamente chamado, finalmente conseguiu o acesso à Série B em 2012. Bastou um ano na Segundona para a Chape garantir sua passagem à elite do futebol nacional. 

 

Em sua participação na Série A, a Chape surpreendeu encerrou a competição em 15o., garantindo a vaga na Copa Sul-Americana no ano seguinte. Em 2015, na sua primeira competição internacional, foi às quartas de final, onde acabou eliminado pelo River Plate. Em 2016, o time se classificou novamente à Sul-Americana e, desta vez, foi mais longe: chegou à final da competição.

 

Tragédia na Colômbia

O sonho da disputa do título foi precocemente interrompido por uma tragédia. O avião que transportava o time para o jogo da primeira partida final, contra o Atlético Medellin, caiu pouco antes do pouso na Colômbia, no dia 29 de novembro de 2016. Somente seis pessoas sobreviveram entre os 77 passageiros: os jogadores Alan Ruschel, Jakson Follmann e Neto, o jornalista Rafael Henzel, e os tripulantes Erwin Tumiri e Ximena Suarez. Com a tragédia, não houve final, e o título da Copa Sul-Americana foi entregue para a Chapeocoense. 

 

Reunindo esforços para seguir adiante, a Chapecoense e a cidade de Chapecó se uniram para a reconstrução do futebol do clube, que iniciou a disputa do Campeonato Catarinense em 2017 e também realizou a primeira partida da história do clube pela Libertadores. No dia 7 de março, a Chape venceu o venezuelano Zulia no seu jogo de estreia, fora de casa, por 2 a 1, pelo torneio continental.  

 


  

Imagem: Reprodução TV

05.Aug.2016

Estão abertos os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

No dia 5 de agosto de 2016 aconteceu a abertura oficial, no Rio de Janeiro, dos Jogos da XXXI Olimpíada, que se encerraram no dia 21 de agosto. Foi a primeira edição dos Jogos Olímpicos sediados na América do Sul.

 

A cerimônia de abertura, no Maracanã, foi marcada pelo tema da sustentabilidade e diversidade e contou com a presença de diversas celebridades como a modelo Gisele Bündchen e os cantores Anitta, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Os diretores de criação para a cerimônia foram Fernando Meirelles, Daniela Thomas, Andrucha Waddington e Deborah Colker. Para encerrar o revezamento da tocha olímpica, no final da cerimônia de abertura, Gustavo Kuerten trouxe a tocha ao estádio, passou a chama olímpica para Hortência Marcari, que, por sua vez, passou para Vanderlei de Lima, que acendeu a pira olímpica. 

 

Foram disputadas 306 medalhas em 28 esportes, divididos em 42 modalidades. Os jogos do Rio contaram om a inclusão do rugby seven e do golfe. No quadro de medalhas, os Estados Unidos terminaram os Jogos na primeira colocação pela quinta vez consecutiva - com 46 medalhas de ouro e 121 medalhas no total. A Grã-Bretanha finalizou em segundo e a China em terceiro. O Brasil ganhou sete medalhas de ouro, somando 19 no total, selando sua melhor participação na história das Olimpíadas. Um dos destaques foi a conquista inédita do ouro pela seleção masculina de futebol do Brasil. A edição dos Jogos do Rio foi marcada pela suspensão dos atletas russos do atletismo pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) por conta de um relatório que apontava a existência de um amplo programa de dopagem no país.

 


Imagem: Leonard Zhukovsky / Shutterstock.com

 

07.Sep.2016

Começam os jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro

No dia 7 de setembro de 2016 uma grande festa com o lema “Todo mundo tem um coração” abriu os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro, no Maracanã. A apresentação teve pontos altos como uma megarrampa com mortal de um cadeirante, a musa paralímpica dançando com um robô e um quebra-cabeças formando um coração pulsante. A abertura dos Jogos Paralímpicos teve assinatura dos diretores criativos Marcelo Rubens Paiva, Fred Gelli e Vik Muniz. Na hora dos mascotes, Vinícius, dos Jogos Olímpicos, apareceu com o vestido usado por Gisele Bündchen na cerimônia de abertura Olímpica e passou o protagonismo para Tom, mascote Paralímpico.

 

Cada uma das 159 delegações que participam dos Jogos entrou no estádio com o nome de seu país escrito em uma peça de um enorme quebra-cabeças, com fotos de atletas Paralímpicos - obra original montada ao vivo pelo artista plástico Vik Muniz. A delegação brasileira foi a última a entrar, ao som de “O Homem Falou”, de Gonzaguinha. Coube ao próprio Vik Muniz encaixar a última peça no enorme tabuleiro e completar a imagem de um coração pulsante para simbolizar o tema “Todo mundo tem um coração”.

 

Clodoaldo Silva, o 'Tubarão Paralímpico' da natação, com 13 medalhas no currículo, entrou com a tocha na mão e, diante dele, encontrou uma escada, aparentemente intransponível, transformar-se numa rampa que o conduziu até a pira Paralímpica. Estavam abertos oficialmente os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro com a disputa de 20 modalidades esportivas. Esta edição teve a inclusão da canoagem e do paratriatlo no programa esportivo. Os jogos se encerraram no dia 18 de setembro e, pela primeira vez, um evento desse tipo foi relizado na América do Sul, na América Latina e em um país lusófono.

 


Fonte: Rio2016.com

Imagem: A.RICARDO / Shutterstock.com

 

13.Jul.1930

A Primeira Copa do Mundo

Em 13 de julho de 1930, a França derrotou o México por 4x1 e os EUA venceram a Bélgica por 3x0 nos primeiros jogos da Copa do Mundo de futebol, jogados simultaneamente na cidade anfitriã, em Montevidéu, no Uruguai. Desde então, a Copa do Mundo se tornou o evento esportivo mais assistido do mundo.

 

Depois da decisão de 1929, de excluir o futebol da programação dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1932), o presidente da FIFA, Jules Rimet, ajudou a organizar um torneio internacional em 1930. Para a decepção de muitos futebolistas europeus, o Uruguai, vencedor consecutivo da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, e de 1928, em Amsterdã, foi escolhido para sediar a Copa do Mundo inaugural.

 

Por causa da depressão na Europa, muitos jogadores desse continente, com medo de perder seus empregos diurnos, não foram capazes ou não quiseram participar do torneio. Como resultado, algumas das equipes mais qualificadas da Europa, como a Inglaterra (três vezes medalhista de ouro olímpica), a Itália, a Espanha, a Alemanha e a Holanda não puderam participar da primeira Copa do Mundo. No entanto, quando o Uruguai aceitou pagar as despesas de viagem, Rimet conseguiu convencer a Bélgica, a França, a Romênia e a Iugoslávia a atravessarem o oceano. Na Romênia, o rei Carlos II escolheu sozinho os jogadores da equipe, deu-lhes férias de três meses de seus trabalhos e lhes garantiu que estariam empregados ao retornarem.

 

Dos que participaram do torneio, Uruguai e Argentina eram os favoritos absolutos, enquanto França e EUA também eram adversários fortes. Na primeira rodada, o francês Lucien Laurent marcou o primeiro gol da história das Copas do Mundo. Na segunda partida, a França perdeu de 1x0 para a Argentina em meio a uma controvérsia: os árbitros terminaram a partida seis minutos antes do tempo normal. Assim que foi descoberto o problema, os árbitros tiveram que trazer os jogadores argentinos de volta ao campo para jogar os minutos finais. O Brasil venceu a Bolívia por 4x0, mas por ter perdido de 2x1 para a Iugoslávia na primeira partida, acabou não se classificando para a fase final.

 

Na primeira final de Copa do Mundo, realizada em 30 de julho, 93 mil espectadores foram assistir ao Uruguai derrotar a Argentina por 4-2 em uma reprise do jogo que valeu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1928. O Uruguai veio a ganhar sua segunda Copa do Mundo em 1950, de forma traumática para a equipe brasileira, que perdeu de 2x1 em um Maracanã lotado e com o favoritismo ao seu lado.

 


Imagem: El Gráfico [Domínio público], via Wikimedia Commons

 

Morre Muhammad Ali

O mito Muhammad Ali faleceu hoje, (4/6/2016), aos 74 anos de idade, em um hospital, em Phoenix, após ser internado com urgência em devido à uma infecção respiratória. O tricampeão mundial dos peso pesados passava a maior parte do tempo em sua casa, adaptada especialmente para propiciar o clima mais adequado ao seu estado de saúde, debilitada em decorrência do mal de Parkinson que o afetava há mais de 3 anos. Cassius Clay, mais conhecido como Muhammad Ali, é considerado o boxeador mais completo da história. Destacava-se por suas condições físicas extraordinárias e seus reflexos fora do comum nos punhos e pernas. Sua técnica exitosa, que desenvolveu com muito esforço desde os 12 anos, lhe garantiu o reconhecimento e admiração do mundo todo, desde o princípio, quando conquistou a Medalha de Ouro nas Olimpíadas de Roma, em 1960, até sua última luta, em 1980, em que foi derrotado.

26.Aug.1914

Palmeiras é fundado

O Palmeiras, um dos clubes de futebol mais conhecidos e vitoriosos do Brasil, era fundado no dia 26 de agosto de 1914 em São Paulo. Imigrantes italianos fundaram o clube, que teve como primeiro nome Società Sportiva Palestra Italia. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, a equipe foi forçada a mudar o nome para Sociedade Esportiva Palmeiras por pressão do governo brasileiro.

O time, apelidado de Verdão, já venceu todas as competições  de futebol criadas no país e, entre seus títulos, destaque para a Copa Libertadores da América de 1999. Uma das equipes mais famosas da história do clube alviverde foi a chamada "Academia de Futebol", nos anos 60 e 70, que era liderada por Ademir da Guia - um dos poucos elencos que encaravam de frente o Santos de Pelé.

Na década de 90, o clube selou a famosa parceira com a multinacional Parmalat, que trouxe muitos títulos ao clube. Um elenco memorável foi formado sob comando do técnico Vanderlei Luxemburgo, em que jogavam Evair, Edmundo, Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Edílson e Zinho. Mais tarde, o craque Rivaldo entrou para o time.

Depois, com Luis Felipe Scolari, o time brilhou com jogadores como Arce, Alex, Cléber, Oséas, Paulo Nunes, Júnior, Euller e os goleiros Velloso e Marcos, este último tornou-se um dos maiores ídolos alviverdes.

No ano do seu centenário, o clube reformou o seu estádio, o Palestra Itália (popularmente conhecido como Parque Antárctica), que foi modernizado e renomeado para Allianz Parque.

 


Imagem: [Domínio público], via Wikimedia Commons

Esporte do futuro poderá ser algo como Quadribol, do Harry Potter, e Dragon Ball

Você já pensou como seria perseguir o Pomo de Ouro em um cabo de vassoura, como o Harry Potter, no jogo de Quadribol? E como seria aplicar um golpe devastador do personagem Goku como no mangá Dragon Ball? Nosso mundo e o de fantasia podem finalmente se encontrar segundo o grupo japonês Superhuman Sports Society, ou simplesmente S3. Trata-se de uma organização formada por pesquisadores, designers, artistas e especialistas de diversas áreas, reunidos com o objetivo de desenvolver esportes novos, com forte uso de tecnologia. No leque de opções para tornar isso real estão dispositivos robóticos (que podem ser vestidos) e realidade virtual para liberar os humanos das restrições físicas e terrenas. Isso tudo faria parte da chamada tecnologia humana aumentada.

O grupo planeja realizar o primeiro festival de esportes supra-humanos em outubro, em Tóquio. O evento servirá de aperitivo para um campeonato mundial do tipo em 2020, coincidindo com a realização dos Jogos Olímpicos na capital japonesa. Durante o evento, os investigadores explicarão como as novas tecnologias podem ampliar as capacidades físicas dos atletas, a ponto de criar novos esportes. O diretor executivo da S3, Kota MInamizawa, confirmou que já está sendo desenvolvida uma tecnologia de realidade virtual para criar técnicas de jogos como Dragon Ball, além de outros esportes curiosos, como o de uma bola que possui uma mente própria e se move de forma autônoma.

Em relação ao quadribol, de Harry Potter, há ainda certas dificuldades no momento:

"Ainda é difícil fazer os seres humanos flutuarem, mas nós temos uma tecnologia chamada de tele-existência", disse MInamizawa.

A tele-existência é um nome dado à envolvente visão de uma câmera, montada sobre um robô e de estimulação tátil a partir de sensores. A implementação do sistema em um drone dá ao operador uma sensação de vôo, e precisa apenas da introdução de uma bola voando para tornar possível o Quadribol, imagina Minamizawa. Além de tentar oferecer uma experiência "fora do corpo" e uma sensação sobre-humana, a S3 sonha em fazer o esporte uma prática universal. "Nós queremos que todos possam desfrutar da prática de esportes, independentemente da idade, deficiência ou talento", disse Minamizawa.

Fontes:Japan TimesRT

Crédito da Imagem: Sergey Nivens / Shutterstock.com

 

08.Jul.2014

Brasil leva 7x1 da Alemanha e é eliminado da Copa em casa

A data de 8 de julho de 2014 vai ficar marcada para sempre, de uma forma trágica, na memória do torcedor brasileiro. Foi o dia do chamado “Mineiraço”, quando a Seleção Brasileira, comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari, foi atropelada pelo time da Alemanha pelo elástico placar de 7x1 nas semifinais da Copa do Mundo no Brasil.

A partida no Mineirão, em Belo Horizonte, lembrou (salvas as devidas proporções), a derrota na final da Copa do Mundo de 1950, em que o Brasil perdeu o título para o Uruguai por 2 a 1, no Rio de Janeiro, no duelo que ficou conhecido como “Maracanaço”.

O vexame mais recente, em 2014, no entanto, entrou para a história como o maior da seleção brasileira em copas do mundo. O time entrou em campo sem seu principal goleador, Neymar, afastado por lesão. Além disso, o meio campo brasileiro praticamente inexistiu no primeiro tempo, o que obrigava os zagueiros a chutar diretamente para os atacantes. Desta forma, a bola caía nos pés dos defensores alemães que faziam a saída de bola para o melhor meio campo do mundo.

O resultado dessa deficiência não demorou a aparecer. Antes dos 30 minutos de jogo, o Brasil já havia levado 5 x 0 da Alemanha e estava completamente perdido dentro de campo. Na primeira etapa, os gols foram anotados por Müller (11 min), Klose (aos 23 min), Kroos (aos 24 e 26 min) e Khedira (aos 29 min).

Ainda abalados pelo placar, os brasileiros retornaram do vestiário para o segundo tempo com a marcação mais reforçada e sofreram “apenas” outros dois gols dos alemães, com Schürrle, que marcou duas vezes. O Brasil descontou com Oscar, nos minutos finais. Após o encerramento do jogo, boa parte dos torcedores brasileiros havia deixado o Mineirão e os que restaram bateram palmas aos alemães.

O Brasil disputou o terceiro lugar com a Holanda e foi derrotado por 3 a 0, em Brasília. Já a Alemanha foi a dona da festa ao conquistar o título na final diante da Argentina, por 1 a 0, no Rio de Janeiro.

 


Imagem: Danilo Borges/Portal da Copa [CC BY 3.0 br], via Wikimedia Commons

Mike Tyson

Nascido no Brooklyn, em Nova York, nos Estados Unidos, em 1955, o boxeador Mike Tyson se tornou o mais jovem campeão mundial dos pesos-pesados em 1986, aos 20 anos. Ele perdeu o título em 1990 e mais tarde cumpriu pena na prisão após ter sido condenado por estupro. Depois ele ganhou mais notoriedade por morder a orelha de Evander Holyfield durante uma luta em 1997. Tyson também apareceu em diversos filmes, incluindo um documentário, além de estrelar um show da Broadway baseado em sua vida.

 

Juventude e criminalidade

Em sou um bom amigo, mas sou um inferno para os inimigos.

Michael Gerard Tyson nasceu em 30 de junho de 1966, no Brooklyn, em Nova York, nos Estados Unidos, filho de Jimmy Kirkpatrick e Lorna Tyson. Quando Michael tinha 2 anos, seu pai abandonou a família, deixando para Lorna a tarefa de cuidar dele e de seus dois irmãos, Rodney e Denise. Lutando para se sustentar, a família Tyson se mudou para Brownsville, um bairro conhecido pelo alto nível de criminalidade.

Baixinho e tímido, Tyson era alvo constante de bullying. Para se defender, ele desenvolveu um estilo próprio de briga de rua, o que acabou o levando para a criminalidade. Sua gangue o incumbiu de limpar caixas registradoras enquanto membros mais velhos apontavam armas para as vítimas. Na época ele tinha apenas 11 anos. Aos 13, ele já havia sido preso mais de 30 vezes.

Devido ao mau comportamento, Tyson foi parar em um reformatório. Lá ele conheceu o orientador Bob Stewart, que havia sido um campeão de boxe amador. Tyson queria que Stewart o ensinasse a usar os punhos. O orientador só aceitou a proposta com a condição de que Tyson ficasse longe de problemas e se dedicasse mais aos estudos.

 

Promessa de virar campeão

Eu não pretendo fascinar o mundo com a minha personalidade.

Em 1980, Stewart havia ensinado tudo o que sabia a Tyson. Ele apresentou o aspirante a boxeador ao lendário empresário do boxe Constantine "Cus" D'Amato, que tinha um ginásio em Catskill, Nova York. D'Amato era conhecido por apostar em jovens talentos e prometeu transformar Tyson em um campeão.

Além de profissional, a relação entre os dois era de pai e filho. Quando saiu do reformatório, aos 14 anos, Tyson passou a viver sob custódia de D'Amato. O jovem entrou em um rigoroso esquema de treinamento. A vida de Tyson parecia estar melhorando, mas em 1982 ele sofreu alguns revezes. Sua mãe morreu de câncer e ele foi expulso da escola devido a seu comportamento violento.

Tyson continuou seus estudos com tutores particulares enquanto treinava para as etapas classificatórias das Olimpíadas de 1984. Apesar de não ter se classificado para a equipe olímpica, D'Amato decidiu que era hora de Tyson virar profissional. O treinador planejava que seu pupilo se tornasse campeão dos pesos-pesados antes de completar 21 anos, quebrando o recorde de Floyd Patterson.

 

Carreira profissional

As pessoas te adoram quando você tem sucesso, mas, caso não, quem realmente se importa com você?

Em março de 1985, Tyson fez sua estreia profissional em Albany, Nova York, contra Hector Mercedes. Aos 18 anos, ele nocauteou o adversário no primeiro round. Os pontos fortes de Tyson, punhos rápidos e notável habilidade de defesa, intimidavam seus oponentes, que frequentemente tinham medo de atingir o lutador.

O ano foi de sucesso para Tyson, mas também teve tragédias. D'Amato morreu de pneumonia em 4 de novembro de 1985. O boxeador ficou abalado com a perda do homem que considerava um pai adotivo. Kevin Rooney assumiu o lugar de D'Amato como treinador e em duas semanas retomou sua carreira. Ele conquistou seu 13º nocaute em Houston, Texas, e dedicou a vitória a D'Amato. Pessoas próximas a Tyson acreditam que ela nunca tenha superado a perda do mentor, e atribuem a isso o comportamento errático do boxeador.

 

Recorde de vitórias

Estou acabado. Não vou mais envergonhar o boxe.

Em 1986, aos 20 anos, Tyson tinha um recorde de 22 vitórias e nenhuma derrota – 21 das lutas haviam sido vencidas por nocaute. Em 22 de novembro de 1986, Tyson finalmente atingiu seu objetivo: conquistou seu primeiro título mundial ao derrotar Trevor Berbick por nocaute no segundo round pelo World Boxing Council. Aos 20 anos e quatro meses, ele bateu o recorde de Patterson e se tornou o campeão mundial mais jovem da história.

O sucesso de Tyson nos ringues não parou por aí. Ele defendeu seu título contra James Smith em 7 de março de 1987, acrescentando o título de campeão da World Boxing Association à sua lista de vítórias. Em 1º de agosto ele se tornou o primeiro peso-pesado a conquistar os cinturões das três principais associações, quando tirou de Tony Tucker o título de campeão da International Boxing Federation.

 

Casamento e prisões

A ascensão de Tyson de delinquente juvenil a campeão de boxe o colocou no centro das atenções da mídia. Ao conquistar rapidamente a fama, Tyson passou a ter uma vida noturna agitada e a sair com várias estrelas de Hollywood. Ele começou a namorar com Robin Givens, com quem casou em 7 de fevereiro de 1988.

Nos ringues, Tyson parecia estar declinando. Depois de várias vitórias árduas, ficou claro que ele não era mais o mesmo. O boxeador culpou seu treinador, Rooney, e o demitiu em 1988.
O casamento dele também estava desmoronando. Relatos de violência doméstica começaram a chegar à imprensa em junho de 1988. Givens e sua mãe saíram de casa depois que a polícia foi chamada para conter Tyson, que estava jogando os móveis pela janela.

Na mesma época, Tyson entrou em uma disputa na Justiça para romper o contrato com seu empresário, Bill Clayton. Após um acordo extrajudicial, Tyson firmou uma parceria com o promotor de lutas de boxe Don King. A manobra indicava que sua carreira estava no rumo certo, mas sua vida pessoal estava saindo de controle.

 

Comportamento  violento

O comportamento de Tyson se tornou cada vez mais violento e imprevisível. Ele se meteu em brigas e em um acidente de carro, que tabloides afirmaram ter sido uma tentativa de suicídio. Em setembro, Givens e Tyson deram uma entrevista a Barbara Walters, na qual a mulher do boxeador descreveu o casamento deles como sendo um “puro inferno”. Logo depois eles se divorciaram em um processo longo e desgastante nos tribunais.

Este foi apenas o início das batalhas de Tyson com as mulheres. No fim de 1988 ele foi processado por comportamento inadequado contra duas clientes de uma casa noturna. Em fevereiro de 1989 a separação de Tyson e Givens se tornou oficial.

 

Prisão e volta ao boxe

Tyson voltou aos ringues contra o boxeador britânico Frank Bruno em um esforço para manter seu título de peso-pesado. Ele nocauteou o adversário no quinto round. Em julho de 1989 ele venceu Carl Williams por nocaute. Mas a sucessão de vitórias de Tyson chegou ao fim em 11 de fevereiro de 1990, quando perdeu o cinturão para Buster Douglas, em Tóquio, no Japão. O favorito Tyson foi nocauteado no décimo round, a primeira vez que isso aconteceu em sua carreira.

Tyson se recuperou ao vencer o medalhista olímpico Henry Tillman, além de derrotar Alex Stewart no primeiro round. Mas Tyson perdeu sua batalha nos tribunais, quando perdeu a ação contra a cliente de uma casa noturna que o acusava de abuso. Em julho de 1991 ele foi acusado de estuprar Desiree Washington, uma concorrente ao título de Miss Black American. Em março de 1992 ele foi condenado a seis anos de prisão pelo crime.

O período dele na prisão foi conturbado, tendo sido acusado de ameaçar um guarda. No mesmo ano o pai dele morreu. Tyson se converteu ao Islã na prisão, adotando o nome de Malik Abdul Aziz.

Em 25 de março de 1995, depois de cumprir três anos de prisão, Tyson foi libertado. Em 19 de agosto ele voltou aos ringues em Las Vegas, derrotando Peter McNeeley em apenas 89 segundos. Ele também venceu a próxima luta, nocauteando Buster Mathis Jr. no terceiro round.

 

Luta contra Holyfield

Depois de problemas pessoais e profissionais, Tyson parecia estar passando por uma mudança positiva. Após várias vitórias ele encarou seu próximo grande desafio: lutar contra Evander Holyfield, que havia conquistado o título dos pesos-pesados ao derrotar Buster Douglas.

Em 9 de novembro de 1996, Tyson foi nocauteado por Holyfield no 11º round. Tyson acusou o adversário de dar cabeçadas ilegais e prometeu vingar sua derrota. A revanche aconteceu em 28 de julho de 1997. A luta ficou famosa porque, em um momento de descontrole, Tyson mordeu e arrancou um pedaço da orelha de Holyfield. Tyson foi punido com a perda de sua licença de boxeador, além do pagamento de uma multa de US$ 3 milhões. Pouco depois ele ficou ferido em um acidente de motocicleta.

 

Processo contra Don King, luta com Lewis e aposentadoria

Tyson voltou aos tribunais em 1998 ao processar Don King, a quem acusava de tê-lo passado para trás em milhões de dólares. Ele também processou seus antigos empresários. Tyson e King fecharam um acordo extrajudicial de US$ 14 milhões. Tyson teria perdido milhões no processo.

Em outubro de 1998, Tyson reconquistou sua licença de boxeador. No mesmo período ele pegou nove meses de prisão por ter agredido dois motoristas depois de um acidente de carro.
Nos anos seguintes ele enfrentaria mais acusações de agressões, assédio sexual e incidentes públicos. Sua próxima grande luta seria contra o campeão mundial Lennox Lewis, em 2002. Tyson perdeu por nocaute. Depois de ser derrotado várias vezes, Tyson anunciou sua aposentadoria em 2005.

 

Vida pessoal

Tyson também sofreu em sua vida pessoal durante o período. Ele se divorciou da mulher, Monica Turner, em 2003, após acusação de adultério. No mesmo ano ele declarou falência. Em uma tentativa de pagar suas dívidas, Tyson voltou aos ringues para uma série de lutas de exibição.

Ele também teve que vender sua mansão, indo dormir no sofá de amigos e abrigos, até se mudar para Phoenix, no Arizona. Lá ele comprou uma casa por US$ 2,1 milhões, que ele ganhou em comerciais e fazendo participações na TV e exibições de boxe.

 

Nova prisão

Em 2006 ele voltou a ser preso após quase bater em uma viatura da polícia. Ao ser revistado, a polícia encontrou cocaína em seu carro. Em setembro de 2007 ele se declarou culpado de posse de drogas e dirigir sob o efeito de entorpecentes. Ele foi condenado a 24 horas na cadeia, 360 horas de trabalho comunitário e 3 anos de condicional.

Nos últimos anos ele buscou a sobriedade ao frequentar reuniões dos Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos. Mas Tyson passou por um outro trauma quando sua filha de 4 anos morreu em um acidente doméstico. O ex-atleta é pai de sete filhos com diversas mulheres diferentes.

 

Projetos recentes e problemas

Em 2009, Tyson voltou aos holofotes por sua participação na comédia “Se Beber Não Case”. No mesmo ano ele casou pela terceira vez com Lakiha "Kiki" Spicer. O casal tem dois filhos.
O sucesso de sua participação no filme abriu as portas para outras oportunidades de atuação. Ele apareceu em séries de TV e estreou na Broadway em um espetáculo solo chamado “Mike Tyson: The Undisputed Truth”, dirigido por Spike Lee.

Tyson admitiu que estava novamente lutando contra os vícios no ano seguinte. Após altos e baixos, o futuro dele é incerto.

Em outubro de 2014, um desenho animado de combate ao crime parodiando animações como “Scooby-Doo”, chamado “Mike Tyson Mysteries”, estreou na faixa Adult Swim do Cartoon Network.

 


Imagem: birzer [CC BY 2.0], via Wikimedia Commons