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21.Sep.1947

Nasce Stephen King, o mestre do terror moderno

Conhecido no mundo inteiro por seus livros de terror, o escritor norte-americano Stephen King nasceu em Portland, Maine, em 21 de setembro de 1947. Em sua carreira de sucesso, já teve mais de 20 obras adaptadas para o cinema. Entre seus livros, destacam-se Carrie, A Estranha; O Iluminado; Christine; À Espera de um Milagre; O Apanhador de Sonhos; e It: A Coisa. O autor também já escreveu roteiros para várias séries na televisão.

Assim como seus livros, a vida de King é cheia de reviravoltas. Ele foi abandonado pelo pai quando tinha dois anos, e sua mãe lutou para sustentar seus dois filhos. Ele era doente quando criança e desenvolveu um amor pelos livros. King estudou inglês na Universidade do Maine, onde conheceu sua esposa, Tabitha.

Após a faculdade, o casal vivia em um trailer enquanto King dava aulas, trabalhava em uma lavanderia e escrevia quatro romances, todos rejeitados. Desanimado, desistiu de seu quinto livro até que sua esposa o incentivou a tentar novamente. Em 1973, recebeu US$ 2.500 pelo livro Carrie, A Estranha. Poucos meses depois, ganhou US$ 420 mil pelos direitos da obra. O livro foi um sucesso de vendas, assim como seus romances subsequentes.

Apesar do sucesso, King teve que lutar contra seus próprios demônios. Na década de 80, ele se juntou aos Alcoólicos Anônimos e lutou contra o vício em cocaína. Em junho de 1999, ele estava passeando perto de sua casa, em Maine, quando foi gravemente atingido por um furgão desgovernado. King ficou gravemente ferido. Passou por operações nos quadris, pelve e costelas. Enquanto isso, conseguiu escrever uma novela, vários contos e um livro de memórias. Apesar dos obstáculos, nunca parou com sua atividade de escritor. 
 



Imagem: Everett Collection / Shutterstock.com

 

 

Exemplar raro de livro de Shakespeare é encontrado em ilha na Escócia

Um exemplar de um dos livros mais raros e valiosos do mundo o chamado “First Folio”, de William Shakespeare, foi encontrada em uma ilha da Escócia.

A obra, publicada em 1623, foi a primeira compilação das peças do bardo. O livro foi achado em uma mansão chamada Mount Stuart, na Ilha de Bute e deve ser exposto ao público em breve. Existem cerca de 230 cópias do First Folio no mundo. Uma delas foi vendida por aproximadamente U$ 5,5 milhões em 2003.

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Emma Smith, professora especializada em Shakespeare da Universidade de Oxford, disse que ficou muito surpresa com a descoberta. A primeira reação dela foi não acreditar na existência da cópia. “Duvido que eles tenham mesmo”, disse ela quando foi informada do achado. Mas quando inspecionou os três volumes da obra, se certificou de que era autêntica.

O First Folio foi publicado sete anos após a morte de Shakespeare, compilando os textos de 36 peças teatrais do autor. Se o livro não tivesse sido publicado, obras clássicas como A Tempestade, Macbeth e Júlio César provavelmente teriam sido perdidas. Não se sabe exatamente quantas cópias do livro foram produzidas, mas alguns pesquisadores acreditam que tenham sido 750 ao todo. A última havia sido encontrada em 2014 na França.

 

William Shakespeare existiu? Veja 7 curiosidades sobre o escritor

Você sabia que algumas pessoas acreditam que o venerado escritor inglês William Shakespeare nunca existiu?

Segundo uma antiga teoria, as obras-primas literárias atribuídas a Shakespeare, na verdade, teriam sido escritas por Edward de Vere, conde de Oxford. Saiba mais sobre essa teoria e explore outros aspectos interessantes da vida de Shakespeare e seu legado.

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1) O pai de Shakespeare tinha vários empregos e chegou até a ser pago para beber cerveja

Filho de um agricultor arrendatário, John Shakespeare era um emergente social. Ele chegou a Stratford-upon-Avon em 1551 e começou a se aventurar por vários ramos comerciais, vendendo artigos de couro, lã, malte e milho. Em 1556, foi nomeado “degustador de cerveja” oficial do seu distrito, o que significava que ele era responsável pela inspeção das bebidas de trigo e malte. No ano seguinte, ele teve outra grande ascensão social ao se casar com Mary Arden, a filha de um fazendeiro aristocrata que, por coincidência, era o antigo chefe de seu pai. Posteriormente, John virou agiota e ocupou uma série de posições municipais, chegando até a ser o prefeito de Stratford por um tempo. Na década de 1570, ele contraiu dívidas e teve problemas legais por razões que permanecem obscuras.

2) Shakespeare se casou com uma mulher mais velha e que estava grávida de três meses

Em novembro de 1582, William, com 18 anos, se casou com Anne Hathaway, a filha de um fazendeiro que era oito anos mais velha que ele. Em vez do ritual normal, a intenção do casal foi anunciada apenas uma vez na igreja – prova de que a união foi arranjada às pressas por causa da condição surpreendente de Anne. Seis meses após o casamento, os Shakespeare deram as boas-vindas a uma filha, Susanna, e os gêmeos Hamnet e Judith vieram em fevereiro de 1585. Pouco se sabe sobre o relacionamento entre William e Anne, além do fato de que eles viviam separados e ele ter lhe deixado apenas sua “segunda melhor cama” em seu testamento.

3) Os pais de Shakespeare eram provavelmente analfabetos e seus filhos certamente o eram

Ninguém tem certeza, mas é muito provável que John e Mary Shakespeare nunca tenham aprendido a ler e escrever, como acontecia muitas vezes com pessoas de sua posição social durante o período elisabetano. Alguns dizem que as funções cívicas de John exigiriam alfabetização básica, mas em todos os papéis ele assinava seu nome com um símbolo. William, por outro lado, frequentava a escola primária local, onde passou a dominar a escrita, a leitura e o latim. Acredita-se que sua mulher e suas duas filhas que chegaram até a fase adulta, Susanna e Judith, eram analfabetas, embora Susanna fosse capaz de rabiscar sua assinatura. 

4) Ninguém sabe o que Shakespeare fez entre 1585 e 1592

Para o desespero de seus biógrafos, Shakespeare desaparece dos registros históricos entre 1585, quando ocorreu o batizado de seus gêmeos, e 1592, quando o dramaturgo Robert Greene o denunciou em um panfleto como um “corvo pretensioso”. O insulto sugere que ele já tinha feito um nome nos teatros londrinos na época. O que o pai recentemente casado e futuro ícone da literatura fez nesses sete anos “perdidos”? Historiadores especulam que ele tenha trabalhado como professor, estudado Direito, viajado pela Europa continental ou se juntado a uma trupe de atores que estava de passagem por Stratford. De acordo com um relato do século XVII, ele teria fugido de sua cidade natal após ter caçado veados furtivamente na propriedade de um político local.

5) O epitáfio de Shakespeare utiliza uma maldição para evitar possíveis ladrões de cova

William Shakespeare morreu em 23 de abril de 1616, aos 52 anos – nada mal para uma época em que a média de expectativa de vida variava de 30 a 40 anos. Podemos nunca descobrir o que o matou, apesar de um conhecido ter escrito que o escritor ficou doente após uma noite de bebedeira com o colega dramaturgo Ben Jonson. Apesar de sua morte rápida, Shakespeare teve os meios necessários para escrever seu epitáfio no seu túmulo, que está localizado dentro de uma igreja em Stratford. Com a intenção de frustrar os vários ladrões de cova que saqueavam os cemitérios da Inglaterra na época, ele dizia assim: “Amigo, evite por Jesus sagrado cavar o pó aqui enterrado. Abençoado seja aquele que poupar essa lápide. E amaldiçoado quem mover meus ossos". Deve ter funcionado, já que os restos de Shakespeare ainda não foram perturbados.

6) Shakespeare usava um brinco de argola dourado – ou é assim que o imaginamos

Nossa ideia da aparência de William Shakespeare vem de vários retratos do século XVII, que podem ter sido ou não pintados enquanto ele se sentava atrás da tela. Em uma de suas representações mais famosas, conhecida como Retrato de Chandos, que leva o nome de um de seus proprietários, o indivíduo tem uma barba cheia, cabelo com entradas, camisa afrouxada e um brinco de argola dourado pendurado em sua orelha esquerda. Mesmo na época de Shakespeare, brincos em homens eram sinais de um estilo de vida boêmio, conforme evidenciado por imagens de outros artistas elisabetanos. A moda pode ter sido inspirada por marinheiros, que utilizavam um único brinco dourado para cobrir despesas do enterro em caso de morrerem no mar.

7) Algumas pessoas acreditam que Shakespeare era uma fraude

Como é possível que um plebeu provinciano tenha se tornado um dos escritores mais prolíficos, mundanos e eloquentes da história? Até mesmo no início da carreira, Shakespeare contava histórias que exibiam conhecimento profundo sobre assuntos internacionais, capitais europeias e história, assim como familiaridade com a corte real e a alta sociedade. Por essa razão, alguns teóricos sugeriram que um ou vários autores que queriam esconder sua verdadeira identidade usaram a pessoa de William Shakespeare como fachada. Os candidatos incluem Edward de Vere, Francis Bacon, Christopher Marlowe e Mary Sidney Herbert. A maioria dos estudiosos e historiadores da literatura continuam céticos com relação a essa hipótese, embora muitos suspeitem que Shakespeare, às vezes, tenham colaborado com outros dramaturgos.

 

 


Fonte: History
Imagem: Georgios Kollidas/Shutterstock.com 

17.Abr.2014

Morre o escritor Gabriel García Márquez, ganhador do Nobel de Literatura

Em 17 de abril de 2014, aos 87 anos, morria, na Cidade do México, o escritor colombiano Gabriel García Márquez. O autor de “Cem Anos de Solidão” e “O Amor nos Tempos do Cólera” ganhou, em 1982, o Prêmio Nobel de Literatura.

Gabriel José de la Concordia García Márquez nasceu em 6 de março de 1927, em Aracataca, na Colômbia, e foi criado por seus avós maternos nos seus primeiros anos de vida. Eles tiveram uma grande influência na futura produção escrita do autor. A preferência de Gabriel García Márquez pelo realismo mágico, gênero do qual ele é um dos representantes mais importantes, se deu, em grande medida, por causa da imaginação e superstições de sua avó, suas histórias de premonições e fantasmas. Na verdade, Ursula Iguará, uma das personagens principais de “Cem Anos de Solidão”, foi inspirada nela.

Já resolvido a se dedicar à literatura, García Márquez estudou direito na Universidade Nacional da Colômbia, mas não terminou a carreira. Em 1947, ele publicou o seu primeiro conto, “A Terceira Resignação”, no El Espectador, um jornal de Bogotá, no qual, posteriormente, ele começou a trabalhar como jornalista. “A Revoada (O Enterro do Diabo)”, seu primeiro romance, foi publicado em 1955. Entre outras obras do autor, estão: “Ninguém Escreve ao Coronel” (1961), “Má Hora: O Veneno da Madrugada” (1962), “Crônica de uma Morte Anunciada” (1981) e “Do Amor e Outros Demônios” (1994).

Imagem: Jose Lara [CC BY-SA 2.0], via Wikimedia Commons

11.Mar.1952

Nasce Douglas Adams, o criador de O Guia do Mochileiro das Galáxias

Conhecido internacionalmente como o criador de O Guia do Mochileiro das Galáxias, o escritor Douglas Adams nasceu no dia 11 de março de 1952 em Cambridge, na Inglaterra.

Antes de se dedicar à carreira de escritor, ele trabalhou como produtor de rádio na BBC e também com Graham Chapman para escrever um episódio do Monty Python.

Originalmente transmitida na rádio BBC 4 em 1978, O Guia do Mochileiro das Galáxias foi uma série de ficção científica cômica, que mais tarde foi adaptada para vários formatos. Entre eles, uma série de livros (uma "trilogia" de quatro ou cinco livros), jogos, série de TV, história em quadrinhos e um filme lançado em 2005.

Ainda em vida, Adams também ficou conhecido por seu ativismo pelas causas ambientais, sua visão ateísta e sua paixão pela tecnologia. Ele morreu vítima de um ataque do coração aos 49 anos, no dia 11 de maio de 2011, em Santa Barbara, nos Estados Unidos.

Imagem:Por Douglas_adams_portrait.jpg: michael hughes from berlin, germanyderivative work: Beao - Douglas_adams_portrait.jpg, CC BY-SA 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=10031710

Conheça o homem mais perverso do mundo, o último grande mago

Tão amado quanto odiado, tão assustador quanto sedutor, Aleister Crowley é inspiração para artistas, magos, pensadores e cientistas de todo o mundo.

Ao mesmo tempo, não se encerraram os debates sobre ele ter sido um charlatão pervertido ou um grande bruxo do Ocidente.

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Já quando criança, Crowley mostrava seus dotes para o escândalo: sua mãe o chamava de “A Besta” e o acusou de ter queimado e escalpelado um gato vivo aos oito anos. Suas duas primeiras mulheres se tornaram alcoólatras, enquanto ele consumia heroína, ópio, peiote e cocaína, entre outras substâncias. Muitos de seus discípulos morreram em decorrência de doenças estranhas que atribuíam às maldições da Besta; outros se suicidaram. Na época, o Ministro da Justiça da Grã-Bretanha declarou: “Aleister Crowley é o personagem mais imundo e mais perverso do Reino Unido”. 

Na adolescência, ele já demonstrava uma inteligência fora do normal e deu início aos seus estudos, pelos quais sentia tanta devoção quanto por seus vícios. Logo, ele publicou sua primeira obra, uma história erótica, assinada com o nome de um suposto conde russo. Ele fez amizade com artistas de prestígio da época e começou a se dedicar ao alpinismo. Dois livros o introduziram ao mundo da magia: “A Cabala Revelada”, de MacGregor Mathers, e a compilação do mágico cerimonial A.E. Waite. Em 1896, ele teve sua primeira iluminação, quando disse: “Descobri que possuía uma capacidade mágica que fazia parte de mim. Foi uma experiência dolorosa e assustadora ao mesmo tempo, e que me deu a chave do prazer e do êxtase espiritual”.

Forças demoníacas

Ele entrou para a sociedade mágica Goden Dawn, onde recebeu o nome de Perdurabo e começou a fazer viagens e entrevistas astrais e a materializar forças celestiais e demoníacas. Ele se estabeleceu na cidade de Boleskine, na Escócia (onde se autodeclarou Senhor de Boleskine), e depois viajou para a Índia. Lá, descobriu o erotismo sagrado e o sexo como uma forma de autoconhecimento. Seu próximo destino foi o México, onde conheceu segredos mágicos dos aborígenes e criou um método para alcançar a invisibilidade. 

Em 1904, no salão da Grande Pirâmide do Egito, Crowley ouviu o ditado de “O Livro da Lei” e o escreveu. O lema do livro é “Faça o que quiser”. Desde então, o mago decidiu viver seguindo esse lema e fundou uma comunidade na Sicília, onde viveu rodeado de amantes, drogas e magia. O próprio Mussolini ordenou que desalojassem a comuna. 

Referência no Rock

Depois de anos sofrendo perseguições pessoais e o silenciamento de sua obra, Crowley morreu em 2 de dezembro de 1947, aos 72 anos. Com o passar dos anos, seu personagem virou uma referência na cultura do rock, sendo citado com entusiasmo por celebridade como os Beatles, os Rolling Stones, David Bowie, Led Zeppelin e Ozzy Osbourne, entre outros.

No Brasil, o cantor e compositor Raul Seixas foi um seguidor da obra de Crowley. Suas principais canções sobre o Crowley são "Sociedade Alternativa", "Novo Aeon", "Loteria de Babilônia" e "A Lei". Uma famosa frase de Crowley é: "Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei. Todo homem é um indivíduo único e tem direito a viver como quiser."

 


Fonte: Mundo Esotérico Paranormal  

Imagem: Jules Jacot Guillarmod (24 December 1868 – 5 June 1925) [Domínio Púlico], via Wikimedia Commons

Quer ser mais produtivo? Conheça os métodos de trabalho bizarros de grandes figuras históricas

Você está em busca de novas maneiras de aumentar a sua produtividade? Então, pode considerar copiar os hábitos de trabalho de alguns dos grandes artistas, músicos e políticos da história. A maioria conseguiu vencer os dias usando apenas uma disciplina rígida e doses altas de cafeína, mas alguns utilizaram estratégias peculiares que os ajudaram a trabalhar mais rápido e com maior eficácia. Desde a obsessão de Charles Dickens por trabalhar de forma ordenada até o truque bizarro dos gregos para evitar a procrastinação, conheça oito figuras históricas que tinham métodos pouco ortodoxos para concluir suas tarefas.

1. Charles Dickens

O autor de livros tão amados quanto “Um Conto de Duas Cidades” e “Um Conto de Natal” era notoriamente exigente quanto às suas condições de trabalho. Ele mantinha um horário quase militar de tão rígido, sempre escrevendo entre 9 da manhã e 2 da tarde, antes de espairecer com uma caminhada de três horas. Dickens pedia silêncio total em sua casa durante suas horas de trabalho e exigia que suas canetas, tinta e uma pequena coleção de estatuetas fossem dispostas de um modo especial em sua mesa, para ajudá-lo a pensar. O autor carregava esses talismãs para onde quer que fosse e até mesmo reorganizava os móveis em pensões e hotéis para recriar a disposição de seu home office o máximo possível. Os hábitos de Dickens também se aplicavam ao seu quarto: ele dormia apenas virado para o norte, acreditando que isso o alinhava melhor com as correntes elétricas da Terra.

Imagem: "Dickens Gurney head" por Jeremiah Gurney - Heritage Auction Gallery/Domínio público via Wikimedia Commons.


2. Beethoven

Ludwig Van Beethoven realizou grande parte do seu trabalho enquanto estava em movimento. Após uma refeição matinal diária, com café e feijão (ele contava obsessivamente 60 grãos com a mão), o compositor ficava algumas horas em sua mesa antes de partir para uma longa e sinuosa caminhada. Esses passeios no campo supostamente o ajudavam a impulsionar sua criatividade e, conforme andava, ele parava para escrever algumas notas musicais em um grande caderno de esboços. Se as notas demoravam a vir, ele copiava o trabalho de outro compositor para estudar sua técnica. Beethoven também compunha enquanto tomava banho. De acordo com seu secretário, Anton Schindler, muitas vezes ele perambulava por seu quarto e despejava repetidamente jarros de água em suas mãos enquanto cantarolava melodias e ficava olhando para o vazio em uma “meditação profunda”.

Imagem: Joseph Karl Stieler/Domínio Público via Wikimedia Commons


3. Marcel Proust

Enquanto escrevia seu gigantesco romance de 3 mil páginas, “Em Busca do Tempo Perdido”, no início do século XX, o escritor francês Marcel Proust permaneceu grande parte do tempo nos limites do seu quarto. Normalmente, ele acordava às 3 ou 4 da tarde, quando ingeria um café e um croissant (geralmente, sua única refeição do dia) e inalava vapor de tabaco em pó com ópio, o que ele acreditava que ajudava na sua asma. Proust trabalhava no conforto de sua cama, encostado em vários travesseiros macios. Apesar do ambiente de trabalho aparentemente descontraído, o escritor dizia que a elaboração de seu romance clássico foi incrivelmente exigente. Segundo ele, após dez páginas, ele já estava extremamente cansado.

Imagem: Domínio Público via via Wikimedia Commons


4. Salvador Dalí

Salvador Dalí foi um dos grandes mestres do Surrealismo, um movimento artístico que visava entrar no inconsciente e acessar tesouros escondidos da imaginação. Para ajudar a produzir as imagens alucinatórias de quadros como “A Persistência da Memória” e “Cisnes Refletindo Elefantes”, Dalí utilizava truques mentais para tentar diminuir a linha entre seus sonhos e a realidade. Uma de suas experimentadas e reais técnicas envolvia segurar uma chave de metal sobre uma panela, enquanto tirava sua soneca. Conforme o artista ia adormecendo, ele deixava cair a chave e acordava, o que lhe proporcionava uma chance de relembrar as estranhas imagens que haviam passado por sua mente. Dalí também concebeu o que ele chamou de método “crítico-paranoico”, uma abordagem criativa que exigia que ele entrasse em estado de paranoia ao, intencionalmente, se autoprovocar pensamentos bizarros e ilógicos. Uma vez que sentimentos de “irracionalidade concreta” o transbordavam, ele pintava as visões atípicas produzidas em sua mente.

Imagem: Roger Higgins, World Telegram staff photographer/Domínio Público via Wikipedia Commons.


5. Maya Angelou

 A poetisa e autora de “Eu sei por que o Pássaro canta na Gaiola” era famosa também por fazer muito pouco do seu trabalho em casa. Achando o conforto de sua casa muito distrativo, Angelou preferia escrever na tranquilidade anônima do que ela descrevia como “pequenos, pobres” quartos de hotéis. Normalmente, ela alugava os quartos por meses e chegava de manhã cedo, equipada com seu material de escrever, uma Bíblia, uma garrafa de xerez e um baralho de cartas (que ela dizia ajudar a manter sua “mente pequena” ocupada). Angelou se certificava de que os quartos eram sóbrios o suficiente para que ela pudesse deixar sua concentração afiada, e ela costumava escrever deitada de lado na cama. Em uma entrevista ao “Paris Review”, ela confessou que um de seus cotovelos era “áspero de calos”, de tanto se deitar neles por horas a fio.

Imagem: Brian Stansberry [CC BY 3.0], via Wikimedia Commons


6. Jonathan Edwards

O pregador cristão do século XVIII é talvez mais famoso pela retórica de condenação de sermões como “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado”, mas ele também era conhecido por sua abordagem meticulosa em relação ao seu trabalho. Edwards acordava antes do pôr-do-sol e passava 13 horas por dia debruçado sobre livros e escrevendo sermões, geralmente pulando refeições para evitar que seus estudos fossem interrompidos. Mesmo quando tirava pequenos intervalos para cortar lenha ou realizar caminhadas, ele carregava uma caneta e um papel, de modo que pudesse fazer anotações no caminho. Se ele era acometido por um insight enquanto viajava de cavalo ou estava de algum modo fora de sua mesa, Edwards recorria ao uso de uma técnica mnemônica. Ele fixava um pequeno pedaço de papel em uma parte de sua roupa que o lembraria da ideia, e então removia os pedaços, um por um, e anotava as ideias associadas assim que tivesse a oportunidade.


Imagem: Domínio Público via Wikipedia Commons


7. B.F. Skinner

Em meados do século XX, B.F, Skinner era o maior defensor do behaviorismo, uma escola de psicologia focada na ideia que os seres humanos são páginas em branco, cujo comportamento pode ser controlado por circunstâncias externas. Skinner era famoso por colocar suas ideias em prática – ele criou sua segunda filha em um ambiente especialmente projetado e com controle de temperatura chamado de “Air Crib” –, então não é surpresa que ele também as tenha aplicado em seu próprio trabalho. Ele trabalhava em um horário rígido e utilizava um cronômetro para ser lembrado de quando começar e parar de escrever. Para “cada doze horas registradas nele”, Edwards escreveu em seu diário, “eu desenho um ponto em uma curva cumulativa, cuja inclinação mostra minha produtividade geral”. Junto com cronometragens precisas e análises de seu dia de trabalho, Skinner era também um defensor do que se conhece como “sono segmentado”. Em vez de dormir durante toda a noite, o psicólogo muitas vezes acordava depois da meia-noite e retornava ao trabalho por uma hora, antes de voltar a dormir pela manhã.

Imagem: Silly rabbit [GFDL ou CC BY 3.0], via Wikimedia Commons

 

8. Demóstenes

O antigo político grego Demóstenes era conhecido por sua habilidade oratória estimulante e aparentemente espontânea, mas toda essa proeza era resultado de uma disciplina de trabalho rigorosa e, muitas vezes, extravagante. Ele passava muitas horas estudando retórica e lei em um escritório subterrâneo especialmente projetado para esse fim, e aprendia com um ator como controlar corretamente os movimentos do corpo. Para derrotar a língua presa e a falta de ar, Demóstenes praticava a fala com pequenas pedras em sua boca, gritava seus discursos enquanto subia morros correndo e até os proferia em plenos pulmões sobre o som das ondas batendo na praia. A mais estranha de todas era sua estratégia de lutar contra a procrastinação. Quando era jovem, Demóstenes raspava todo o cabelo de um lado de sua cabeça na esperança de que, se aquilo o tornasse mais ridículo, ele ficaria mais propenso a permanecer em casa e se concentrar em seus estudos.

Imagem: Sting [CC BY-SA 2.5], via Wikimedia Commons

Você sabia?

Ernest Hemingway escreveu muitos de seus livros famosos enquanto se punha de pé sobre uma prateleira. O escritor vencedor do Prêmio Nobel explicou em uma ocasião o seu desdém por mesas e cadeiras, dizendo: “Escrever e viajar alargam a sua bunda, se não também sua mente, e eu prefiro escrever em pé”.

Imagem: Roger Higgins, World Telegram staff photographer/Domínio Público via Wikipedia Commons.

Vida dupla: conheça os escritores espiões

Muitos autores reconhecidos do século XX usaram a vida dupla como espiões para inspirar romances que apaixonaram milhões de leitores pelo mundo. Será que dentro de todo espião há um escritor em potencial ou o perfil do escritor, indecifrável e inventor de enigmas, é perfeito para esconder um espião?

O exemplo maior disso é o do escritor e jornalista britânico Ian Fleming. Assim como seu personagem popular James Bond, o agente 007, esse autor esteve ligado intimamente aos serviços secretos britânicos. Na verdade, ele foi contratado por John Godfrey, um membro importante do departamento de inteligência naval, um pouco antes de eclodir a Segunda Guerra Mundial. Naquela época, Graham Greene, autor de “Nosso Homem em Havana” e “O Poder e a Glória”, também teve sua experiência como agente do MI6; uma experiência, a julgar por suas próprias palavras, bastante satisfatória (ele se referia ao serviço de inteligência como “a melhor agência de viagens do mundo”).

Outro escritor-espião foi Somerset Maugham, um dos autores mais populares e mais bem pagos de sua época. Enquanto trabalhava para o serviço secreto, ele chegou a se reunir com o primeiro-ministro russo Aleksandr Kerenski, fingindo ser um correspondente americano. Maugham foi obrigado a se livrar de muitos de seus escritos por causa dos detalhes e da precisão presentes em suas histórias de espionagem. E por fim, há Frederick Forsyth, um escritor de 76 anos que está causando uma grande expectativa em torno do lançamento de sua autobiografia, na qual se espera que ele vá confessar suas atividades como ex-agente do MI6.

O motivo dessa coincidência de profissões permanece, até hoje, um mistério, embora continue a gerar uma grande quantidade de boas histórias.


Fonte: ABC

Imagem: lassedesignen/Shutterstock.com

 

 

 

 

14.Sep.1867

Lançado O Capital, obra-prima de Karl Marx

No dia 14 de setembro de 1867, era publicada a obra-prima de Karl Marx, "O Capital: Crítica de Economia Política", uma obra que serviria de conceito e base teórica para grandes revoluções no mundo, criação de regimes de governo, além de uma crítica ao sistema capitalista. Além de "O Capital", "Manifesto Comunista" também é considerado uma das grandes obras do pensador, filósofo e teórico alemão.

Em seu livro, Marx assinalou: "os donos do capital estimularão a classe trabalhadora para que comprem mais e mais bens de consumo, casas, tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que a dívida se torne insuportável. O débito não pago da dívida levará os bancos à falência, porque terão que ser nacionalizados e o Estado dirigir a economia".

A ideia central de Marx estava na crença da derrocada da sociedade capitalista, que seria seguida por uma vitória do comunismo, libertando a classe trabalhadora da exploração por parte do empresariado.

Para escrever o primeiro volume de sua obra, Marx levou mais de 15 anos e concentrou suas pesquisas na biblioteca do Museu Britânico, de Londres. Os dois outros volumes foram finalizados após a morte de Marx, por seu amigo Friedrich Engels, com base em fragmentos, bilhetes e anotações, deixados por Marx.

Marx morreu aos 64 anos de pleurisia em Londres, em 14 de março de 1883. Enquanto sua tumba original possuía apenas uma pedra qualquer, o Partido Comunista da Grã-Bretanha ergueu uma enorme lápide, incluindo o busto de Marx, em 1954. Na grande sepultura, vê-se gravada a última frase do Manifesto Comunista (“Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”).

 

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Imagem: Zentralbibliothek Zürich [Domínio público], via Wikimedia Commons

J.K. Rowling

Nascida em Yate, na Inglaterra, em 31 de julho de 1965, J.K. Rowling tinha uma vida humilde antes de escrever “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, um romance de fantasia infantil. O livro foi um best-seller mundial e Rowling escreveu os outros volumes da série, que venderam centenas de milhares de cópias e foram adaptados a uma franquia cinematográfica de sucesso estrondoso nas bilheterias. Em 2012, Rowling lançou o romance não relacionado a Harry Potter, “Morte Súbita”.

Joanne Rowling, mais conhecida como J.K. Rowling, nasceu em 31 de julho de 1965, em Yate, na Inglaterra. A sigla J.K. vem da incorporação do nome de sua avó, Kathleen. Uma mãe solteira que vivia em Edimburgo, na Escócia, Rowling se tornou uma sensação literária internacional em 1999, quando os três primeiros volumes da série de livros infantis “Harry Potter” ficaram nas primeiras três posições da lista de best-sellers do The New York Times após atingirem o mesmo sucesso no Reino Unido. A aceitação fenomenal aos livros de Rowling chegou ao auge em julho de 2000, quando o quarto volume da série, “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, se tornou o livro mais rapidamente vendido da história. 

Formada na Universidade de Exeter, Rowling se mudou para Portugal em 1990 para ensinar inglês. Lá, ela conheceu e se casou com o jornalista português Jorge Arantes. A filha do casal, Jessica, nasceu em 1993. Após o divórcio com Arantes, Rowling foi para Edinburgh com sua filha. Enquanto lutava para sustentar Jessica e a si própria com a ajuda do governo, Rowling começou a trabalhar em um livro cuja ideia lhe teria vindo durante uma viagem de trem de Manchester a Londres, em 1990. Depois de várias rejeições, ela finalmente vendeu “Harry Potter e a Pedra Filosofal” pelo equivalente a 4 mil dólares. O romance e os volumes seguintes da série narravam a vida de Harry Potter, um jovem feiticeiro e seus amigos na Hogwarts School of Witchcraft and Wizardry.

Em 2000, os primeiros três livros, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, “Harry Potter e a Câmara Secreta” e “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, geraram um lucro de aproximadamente 480 milhões de reais em 3 anos, com 35 milhões de cópias impressas em 35 idiomas. Em julho de 2000, “Harry Potter e o Cálice de Fogo” teve uma primeira edição de 5,3 milhões de cópias e mais de 1,8 milhão de encomendas. Depois de uma data de lançamento adiada, o quinto volume, “Harry Potter e a Ordem da Fênix” chegou às livrarias em junho de 2003. O sexto, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, vendeu 6,9 milhões de cópias nos EUA nas primeiras 24 horas, sendo a maior abertura na história editorial. Antes de seu lançamento, em julho de 2007, o sétimo e último volume, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, foi o livro a ter mais pré-encomendas na Barnes & Noble, Borders e Amazon.com. Rowling é, atualmente, a décima-terceira mulher mais rica do Grã-Bretanha – na frente até da rainha. 

Uma versão cinematográfica de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, dirigida por Chris Columbus, foi lançada em novembro de 2001. No seu fim de semana de lançamento, nos EUA, o filme estreou em 8.200 salas, quebrando os recordes anteriores e arrecadando um valor estimado em 93,5 milhões de dólares (20 milhões a mais que o recordista anterior, “O Mundo Perdido: Jurassic Park”, de Steven Spielberg, de 1997). “Harry Potter” terminou o ano como o filme de maior bilheteria de 2001. O segundo e terceiro filmes da série estrearam em novembro de 2002 e junho de 2004, respectivamente, tendo sucessos similares na bilheteria. “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, dirigido por Mike Newell, foi lançado em 2005. O quinto filme, “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, lançado em julho de 2007, contava com o roteirista Michael Goldenberg, que substituiu Steve Kloves, escritor dos quatro primeiros filmes. Em 2009, saiu a versão para cinema de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”. O último filme, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, foi dividido em duas partes e lançado com muita expectativa. A primeira saiu em novembro de 2010 e a segunda, que bateu todos os recordes dos filmes anteriores, passando de 1,3 bilhão de dólares, em julho de 2011.

Apesar de a série Harry Poter ter acabado, J.K Rowling continua a trabalhar em outros livros. “Os Contos de Beedle, o Bardo”, uma coleção de cinco fábulas mencionadas nos livros de Harry Potter foi lançada em 2008. Rowling doou todos os royalties do livro para a Children’s High Level Group, uma instituição de caridade que Rowling ajudou a fundar para crianças carentes do Leste Europeu, a qual foi renomeada de Lumos. 

O primeiro livro de Rowling dirigido a adultos, “Morte Súbita”, foi publicado em setembro de 2012. O romance, uma comédia de humor negro sobre uma eleição local na pequena cidade inglesa de Pagford, recebeu críticas mornas. Em 2013, Rowling se aventurou em um novo gênero: os romances criminais. Mas este livro teve seu próprio mistério: Rowling publicou “O Chamado do Cuco” sob o nome de Robert Galbraith. Nos primeiros meses de lançamento, o romance teve vendas modestas e recebeu críticas positivas. As vendas dispararam em julho quando a identidade da autora foi descoberta. Depois, ela revelou ter sido uma experiência libertadora publicar com outro nome, sem hype ou expectativas. 

Naquele mesmo ano, Rowling anunciou uma nova parceria cinematográfica com a Warner Bros. A nova série de filmes será baseada no livro de Rowling sobre Hogwarts, “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. Segundo a autora, não se trata de uma prequela nem de uma sequência de Harry Potter, mas de uma extensão do mundo da feitiçaria. A estreia do primeiro filme está prevista para o ano que vem. Ao anunciar que seria possível um oitavo livro de Harry Potter, ela acabou desistindo da ideia e disse que faria uma enciclopédia, também desistindo posteriormente dessa ideia e afirmando estar satisfeita em divulgar pequenas histórias gratuitas no site Pottermore.

Em 26 de dezembro de 2001, J.K. Rowling se casou com o anestesista Dr. Neil Murray, em sua casa na Escócia. Eles tiveram dois filhos: David, nascido em 2003, e Mackenzie, em 2005.

 


Imagem: U.S. federal government [Domínio público], via Wikimedia Commons