Todos os horários

Cientistas descobrem que é possível identificar um rosto pelo DNA

Cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, estabeleceram pela primeira vez a relação entre o DNA e as características do rosto de uma pessoa.

O nosso código genético revela muitas informações sobre nós, como a cor da nossa pele, de nossos olhos e do nosso cabelo, entre outras características, mas, até o momento, não havia sido possível identificar o formato e os traços de um rosto.

Para realizar o estudo, foram convocados 592 voluntários de diferentes países, dos quais foram feitos um perfil genético, além de um mapa facial, com o objetivo de encontrar pontos de relação entre as características faciais e os marcadores moleculares.

Até o momento, os dados obtidos pelo algoritmo desenvolvido, que cria imagens 3D de um rosto através da informação genética, ainda não permitem modelar um rosto idêntico ao do indivíduo correspondente. Porém, o avanço é notável e, em um futuro próximo, poderá ser uma ferramenta importantíssima para as investigações policiais, por exemplo.


Fonte: Plos Genetics

Imagem: Claes P, Liberton DK, Daniels K, Rosana KM, Quillen EE, et al. (2014) Modeling 3D Facial Shape from DNA. PLoS Genet 10(3): e1004224. doi:10.1371/journal.pgen.1004224 http://journals.plos.org/plosgenetics/article?id=info:doi/10.1371/journal.pgen.1004224

Estudo de DNA revela como os gatos se espalharam pelo mundo

Um vasto estudo de DNA investigou a propagação dos gatos pelo mundo e chegou a conclusões impressionantes.

O trabalho publicado na Nature sequenciou o DNA de mais de 200 gatos que viveram entre 15 mil atrás e o século 18. O estudo foi apresentado no último mês de setembro pela geneticista evolutiva Eva-Maria Geigl, do Instituto Jacques Monod, de Paris. Trata-se do primeiro estudo abrangente sobre a disseminação dos felinos através da história. Foram analisados os DNAs de gatos domésticos encontrados em 30 sítios arqueológicos na Europa, África e Oriente Médio.

Explosões populacionais 

O pesquisadores descobriram que os gatos se espalharam em duas grandes levas. A primeira explosão populacional de gatos ocorreu quando a agricultura apareceu pela primeira vez na Turquia e no Mediterrâneo Oriental, onde viveram os ancestrais selvagens dos gatos domésticos. Geigl sugere que quando as pessoas começaram a estocar grãos, também surgiram os roedores. Estes, por sua vez, atraíram os gatos selvagens. Os agricultores podem ter visto vantagens em ter os felinos por perto para controlar os roedores e, dessa forma, surgiram as raças domésticas.

Gatos vikings

A segunda expansão de gatos ocorreu milhares de anos mais tarde, de acordo com o estudo. A equipe descobriu que uma linhagem de gatos do Egito começou a aparecer na Bulgária, Turquia e África subsaariana entre os séculos 4 a.C e 4 d.C. A equipe acredita marinheiros pode ter começado a manter gatos em navios também para controlar roedores, e os animais foram se espalhando pelas cidades portuárias durante as viagens comerciais. Um gato com o DNA mitocondrial egípcio foi encontrado em um local viking no norte da Alemanha, com datação entre 700 d.C 1000 d.C.

Quem domesticou os gatos?

Durante décadas, os pesquisadores acreditaram que os gatos foram domesticados no Egito, há cerca de 4 mil anos. Mas um sepultamento humano no Chipre, de 9,5 mil anos, encontrado em 2004, que já incluía ossos de gato, colocou em xeque essa teoria. Um outro estudo, de 2014, indica que os gatos domésticos foram criados no Alto Egito há 6 mil anos. Estas descobertas, juntamente com a cronologia de Geigl, mostram que a relação histórica entre seres humanos e gatos é muito mais longa e mais complexa do que se imaginava.


Fonte: Smithsonian Mag , Nature

Imagem: Africa Studio/Shutterstock.com 

 

Conheça a nova geração de super-heróis russos que virou febre mundial

Três homens e uma mulher se ofereceram como voluntários para um programa secreto que acabaria modificando seu DNA: assim nasciam os heróis de "Guardians".

O teaser do filme russo “Zasсhítniki” (Guardians/The Defenders/Os Defensores) bem que poderia ser uma história da DC Comics ou Marvel. A produção foi além das fronteiras locais e inundou as redes sociais do ocidente, e o teaser já foi assistido por mais de 5 milhões de pessoas em apenas seis dias. Durante a Guerra Fria, na então União Soviética, três homens e uma mulher se ofereceram voluntariamente a um projeto que acabou por submetê-los obrigatoriamente a uma modificação genética. No entanto, as mutações do DNA geraram poderes sobre-humanos - veja o vídeo no final do texto.

Após a dissolução da União Soviética, os quatro mutantes se uniram para lutar contra uma força sobrenatural, que ameaça a nova Rússia. Com direção de Sarik Andreasyan, o longa Guardians estreia na Rússia dia 23 de fevereiro de 2017. Abaixo, apresentamos a vocês a nova geração de super-heróis russos:

Arsus – O homem-besta. Arsus pode se transformar em um urso e carrega uma metralhadora nas costas. É leal e decidido. Na sua forma animal, é capaz de trucidar o inimigo.


Xenia – A mulher-água. É flexível, ágil e resistente. Tem a habilidade de desaparecer na água e nela se deslocar a qualquer distância. Não sente a diferença de temperatura e pode ficar em qualquer ambiente sem ar.


Ler – O homem-terra. Ler é capaz de controlar as pedras e o chão. Pode fazer rochas a partir do pó, impedir demolições e mover montanhas.


Khan – O homem-vento. Domina magistralmente todos os tipos de armas brancas e diferentes artes marciais. É capaz de se deslocar a velocidades inacreditáveis.

Confira o vídeo abaixo:

 

 



Fonte: RT

Imagens: Enjoy Movies

Cientistas analisam código genético para regenerar corpo humano

Há alguns séculos, a humanidade busca formas de substituir partes do corpo por variados motivos: falhas nos órgãos, deformações congênitas ou amputações.

Agora, cientistas do Laboratório Biológico de MDI, nos EUA, começaram a analisar o DNA de animais que possuem a habilidade de regenerar seus membros, como as salamandras.

“A regeneração de membros nos seres humanos pode parecer ficção científica, mas está dentro do possível”, explica um dos autores do estudo, Voot P. Yin. Graças a essa pesquisa, os especialistas encontraram os reguladores genéticos responsáveis por regenerar extremidades no axolote mexicano, do peixe-zebra indiano e do bichir-de-senegal, espécies que, quando perdem uma parte do seu corpo, geram uma massa de células que faz a regeneração celular e estrutural.

“Não esperávamos que os padrões de expressão genética fossem ser muito diferentes nas três espécies, mas ficamos surpresos em ver que eles eram consistentemente os mesmos”, afirma Benjamin L. King, coautor do estudo. Segundo os pesquisadores, ter encontrado a “assinatura genética” para que esse processo ocorra, sugere que outras espécies, como os seres humanos, poderão ser beneficiadas por esse dom natural.

 




Fonte: Computer Hoy

Imagem: sportpoint/Shutterstock.com

Três quimeras humanas que já existem e podem estar aí do seu lado

Parece assustador pensar em uma quimera humana – um ser com dois tipos de DNA. Mas elas existem e não são, necessariamente, resultado de testes em laboratório.

Quimera foi uma criatura da mitologia grega que possuía cabeça de leão, corpo de cabra e rabo de serpente. Há alguns anos, os cientistas tentam criar, em laboratório, as quimeras. Misturam de tudo: órgãos humanos em outros mamíferos, sangue humano em camundongos ou misturam DNA de plantas. O mais famoso dos quimeristas foi o pesquisador russo, pomólogo e geneticista, Ivan Michurin, que se dedicou à criação de quimeras vegetais.

Recentemente, os pesquisadores concluíram que já existem ao menos três tipos de quimeras humanas – duas naturais e uma artificial.

Tipo 1
A primeira delas foi descoberta por acaso. Quando a norte-americana Lydia Fairchild foi submetida a um teste de DNA para comprovar a maternidade dos filhos, o resultado foi negativo, inclusive para o bebê que ela estava gestando na época. Ela passou, então, por uma série de exames até que os médicos descobriram que Lydia, no estado de embrião, tinha absorvido a sua irmã gêmea, ficando as células desta no seu corpo. Assim, ainda antes de ter nascido, Lydia se tornou uma quimera.

Uma das quimeras humanas naturais que já existem são casos de gêmeos: dois óvulos fecundados podem se fundir num só ou quando gêmeos heterozigóticos trocam células entre si devido à fusão de vasos sanguíneos.

Tipo 2
O segundo tipo de quimera humana natural identificada são mães que absorvem o DNA dos fetos. Um estudo de 2015 sugere que isto acontece em quase todas as mulheres grávidas, pelo menos temporariamente.

Os pesquisadores testaram amostras de tecido dos rins, fígado, baço, pulmões, coração e cérebro de 26 mulheres que morreram tragicamente durante a gravidez ou no prazo de um mês após o parto. O estudo verificou que as mulheres tinham células fetais em todos estes tecidos.

Tipo 3
O terceiro tipo de quimera humana são os casos de transplantes de medula óssea. Durante tais transplantes, uma pessoa terá a sua própria medula óssea destruída e substituída. A medula óssea contém células estaminais que se desenvolvem no sangue. Isso significa que uma pessoa submetida a um transplante de medula óssea terá suas células sanguíneas e mais as células do doador.


Fontes: Scientific American e Sputnik News
Imagem: Sergey Nivens/Shutterstock.com

Pesquisa revela nova espécie que deu origem ao ser humano

Ao analisar o DNA de nativos das ilhas Andaman, no Sudeste da Ásia, cientistas identificaram genes totalmente desconhecidos.

Os pesquisadores acreditam que tenha existido, na região das ilhas Andam, que pertencem à Índia, um ancestral humano até agora desconhecido. O estudo foi publicado na revista Nature Genetics.

“Para lançar luz sobre o povoamento do Sul da Ásia e as origens morfológicas encontradas lá, analisamos sequências de DNA de 10 indivíduos andamaneses e os comparamos com 60 indivíduos do continente e com bancos de dados públicos. As populações do Sul e Sudeste da Ásia apresentam traços no DNA que não são encontrados em nenhum outro humano até hoje”, relatam os cientistas.

Essa descoberta leva os pesquisadores a concluírem que, além dos ancestrais já conhecidos que deram origem ao Homo erectus, poder ter existido outro que transmitiu seus genes aos povos das ilhas Andaman.

Outros ancestrais

Em 2010, os cientistas descobriram o homem de Denisova, uma possível espécie de hominídeo localizada na caverna de Denisova, na Sibéria. A análise de DNA provou que este também foi um ancestral nosso. Antes disso, em 2004, na Ilha de Flores, na Indonésia, foi identificado o Homo floresiensis. Essa espécie foi apelidada de Hobbit, pela possível semelhança com as criaturas ficcionais de J.R.R. Tolkien.

Os genes mapeados agora nos andamaneses não tem relação com o Denisova ou o Homo floresiensis. Estaríamos diante de um novo ancestral.


Fonte: iflscience.com e nature.com

Imagem: Finchfocus/Shutterstock.com

Você sabe o que é a fotografia 51?

Essa fotografia, tirada em 1952, é um marco da pesquisa genética e foi também o centro de uma das grandes injustiças da história científica do século XX.

É que, embora tenha sido tirada pela pesquisadora Rosalind Franklin, não foi ela quem recebeu o reconhecimento geral nem o Prêmio Nobel por sua descoberta. 

[O HISTORY AGORA ESTÁ NO SPOTIFY: CLIQUE AQUI E SIGA-NOS]

 



A imagem é a captura da dupla hélice do DNA e foi obtida através da difração de raios-x. Essa técnica foi criada e aperfeiçoada pela própria Rosalind, que se especializou no seu uso para a captura de substâncias amorfas. A cientista trabalhava no laboratório da King’s College de Londres ao lado de Maurice Wilkins. Quando Franklin conseguiu tirar a foto histórica, Wilkins, ambicioso e sem escrúpulos, entrou em contato com o reconhecido biólogo James Watson, que estava trabalhando no mesmo campo de pesquisa. Graças à foto, eles fizeram um modelo em três dimensões do DNA que lhes valeu uma publicação na revista Nature e, depois, o Prêmio Nobel de Medicina de 1962. 

A verdadeira autora dessa descoberta, Rosalind Franklin, morreu aos 37 anos de um câncer de ovário provocado pela exposição à radiação. Nem em vida e nem depois de sua morte ela foi mencionada por Watson e Wilkins como a autora da fotografia 51, que nos permitiu ver a estrutura interna do DNA.

 


Fonte e imagem: Muy Interesante 

14.Abr.2003

Projeto Genoma é considerado completo, com 99,99% de precisão

No dia 14 de abril de 2003, os cientistas anunciaram a conclusão do Projeto Genoma, com a “leitura” de 99,99% do sequenciamento genético humano, ou seja, foram compiladas 3 bilhões de letras químicas do nosso DNA. Era o final de uma pesquisa que levou sete anos, envolveu milhares de pesquisadores no mundo todo e custou bilhões de dólares.

O Projeto Genoma Humano foi um trabalho internacional de pesquisa científica com o objetivo de determinar a sequência de pares de bases químicas que compõem o DNA humano e de identificar e mapear todos os genes do genoma humano a partir de um ponto de vista físico e funcional. É o maior maior projeto colaborativo do tipo no mundo. Suas principais aplicações estão na pesquisa do câncer e doenças genéticas raras, além de determinar quais remédios poderão ser mais eficazes de acordo com cada pessoa. Segundo pesquisadores envolvidos, os humanos possuem uma “base” idêntica de genes de 99,9%.

 


Imagem: Shutterstock.com

Cientistas descobrem que o DNA humano possui pelo menos 145 genes estranhos à espécie

Uma equipe de cientistas da Universidade de Cambridge descobriu que os seres humanos comportam genes “alheios” à sua linhagem evolutiva, ou seja, que não foram transmitidos por congêneres antepassados. Dessa forma, estabelecendo um verdadeiro desafio à teoria evolutiva, os especialistas afirmam que dezenas de genes essenciais “estrangeiros”, ao contrário dos que se aperfeiçoaram ao longo dos tempos através da genética vertical ascendente, se originaram a partir de micro-organismos que conviveram com o ser humano em um mesmo ambiente durante algum momento de sua evolução.

Os cientistas puderam identificar 145 genes “alheios”, adquiridos pelo ser humano através da chamada transferência genética horizontal. Até hoje, a convenção teórica a respeito da evolução se baseia unicamente na transmissão genética de linhas ancestrais.

Fonte: Genome Biology 

Imagem: Sergey Nivens/Shutterstock.com

02.Abr.1953

James Watson e Francis Crick anunciam a descoberta do DNA

O ácido desoxirribonucleico, frequentemente abreviado como DNA, constitui o principal componente do material genético da imensa maioria dos organismos, sendo o elemento químico primário dos cromossomos e o material com o que os genes estão codificados. Cada molécula de DNA é constituída por duas cadeias ou fitas formadas por um elevado número de compostos químicos chamados nucleotídeos. Estas cadeias formam uma espécie de escada retorcida que se chama dupla hélice e cujo modelo foi proposto em 2 de abril de 1953 por James Watson e Francis Crick (o artigo Molecular Structure of Nucleic Acids: A Structure for Deoxyribose Nucleic Acid foi publicado no dia 25 de abril de 1953). O sucesso deste modelo radicava em sua consistência com as propriedades físicas e químicas do DNA, mostrando ainda como a complementaridade de bases podia ser importante em sua replicação, e também a importância da sequência de bases, como uma forma de informação genética.

 


 

Imagem: Marc Lieberman [CC BY 2.5], via Wikimedia Commons