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Este foi o maior animal que já andou pela Terra

Com o pescoço erguido, Patagotitan Mayorum atingia altura equivalente a de um prédio de 7 andares

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Uma equipe internacional de paleontólogos apresentou recentemente o Patagotitan Mayorum, o maior dinossauro que já existiu sobre a face da Terra. Os cientistas publicaram os resultados de sua pesquisa na revista da Real Sociedade Britânica.

Trata-se de um dinossauro que habitou o planeta há 100 milhões de anos, no início do período Cretáceo. Em 2012, os pesquisadores haviam encontrado na Patagônia argentina os restos fossilizados de seis espécimes. E depois de quase cinco anos de trabalho, os resultados das análises estão prontos. O Patagotitan teria um comprimento médio de 37 metros e, ao erguer o pescoço, ultrapassaria os 20 metros de altura. Seu peso aproximado era de 76 toneladas.

Pagatotitan Mayorum

O animal ancestral pertence à família dos titanossauros. “Dentre os saurópodes, essa linhagem possui os valores mais díspares de massa corporal, incluindo todos os saurópodes menores e os maiores conhecidos”, explica um porta-voz da equipe.

Eram animais herbívoros, cuja existência centrava-se quase exclusivamente em obter grandes quantidades de alimento, necessárias para o funcionamento de seus corpos.


Fonte: BBC

Imagem: G. LIO/PA WIRE e Levi Bernardo, via Wikimedia Commons

O que causou a maior extinção em massa da história?

Extinção ocorreu há 252 milhões de anos, quando 95% das espécies marinhas e 70% dos animais terrestres desapareceram, colocando fim ao período Permiano.

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Agora, um modelo criado em um computador permitiu que se descobrisse a causa desse desastre natural.

De acordo com os resultados do estudo, publicado na revista Nature, o fenômeno que desencadeou os eventos que levaram à extinção em massa estava relacionado a uma formação de rochas ígneas intrusivas, conhecidas como “soleiras”.

Isso significa que o calor extremo gerado pela formação das soleiras teria causado uma liberação em massa de grandes quantidades de gases de efeito estufa, os quais, posteriormente, provocariam a extinção inevitável de grande parte da vida planetária.

A criação de um modelo computacional, que incluiu o processamento de variáveis como o magmatismo, a mudança climática e a extinção, permitiu que fossem determinadas as causas dessa catástrofe de proporções inimagináveis.

Os resultados revelaram que a extinção não ocorreu por causa dos fluxos de lava, como se imaginava, mas porque “houve um subintervalo de magmatismo que desencadeou a sequência de eventos que levaram à extinção em massa”, diz o estudo.

O magma é capaz de formar a rocha ígnea de duas maneiras: por extrusão, quando há erupção através de crateras e fendas da crosta terrestre; ou por intrusão, quando ele é filtrado entre as formações rochosas existentes, sem alcançar a superfície, como no caso das soleiras.

“Nosso modelo de estudo associa o início da extinção ao estalo inicial do deslocamento das rochas incandescentes e representa um momento crítico na evolução da vida na Terra”, conclui a pesquisa.


Fonte: Infobae
Imagem: Shutterstock

Veja como são as crateras que extinguiram os Dinossauros

Sean Gulick é geofísico na Universidade de Austin, nos EUA, e lidera um grupo de cientistas que investigam o local do impacto da cratera que exterminou os dinossauros 66 milhões de anos atrás em um esforço de entender melhor como a vida ressurgiu logo após o cataclismo.

Qual a relação entre os dinossauros e um vulcão em Marte?

Uma coincidência tem deixado os cientistas com uma pulga atrás da orelha! 

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A equipe de cientistas do Goddard Space Flight Center (GSFC), da NASA, realizou estudos para determinar a idade das áreas que circundam a cratera do vulcão Arsia Mons, localizado nos Tharsis Montes, ao sul do equador de Marte.

A pesquisa, liderada pelo cientista Jacob Richardson e que utilizou imagens de alta definição obtidas pelo Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, na sigla em inglês), revelou algo surpreendente: os canais mais antigos tinham 200 milhões de anos, enquanto as últimas possíveis erupções do vulcão datam de aproximadamente 50 milhões de anos atrás.

Isso é, simplesmente, a época aproximada em que os dinossauros e muitas outras espécies animais e vegetais teriam sido extintos da Terra (há 65 milhões de anos), quando um meteoro gigante se chocou contra nosso planeta.


Fonte: El Universal
Imagem: NASA/JPL/USGS

Cauda de dinossauro com penas é descoberta intacta em âmbar

Uma nova descoberta pode ajudar os cientistas a desvendarem mistérios que ainda existem a respeito dos dinossauros.

Pesquisadores confirmaram que plumagens coloridas encontradas conservadas em um pedaço de âmbar faziam parte da cauda de um dinossauro que viveu há 99 milhões de anos. Além das penas, o pedaço da cauda também contém ossos fossilizados e traços de músculos, ligamentos e pele mumificada. 

O fragmento tem cerca de 3,7cm e possivelmente pertenceu a um jovem dinossauro da espécie coelurosauria, terópodes que se assemelhavam a pássaros e podiam atingir três metros de comprimento.  Os fragmentos preservados na resina fossilizada foram encontrados por um cientista em um mercado na China, onde a peça de âmbar estava sendo vendida como ornamento.

Penas de dinossauro

Usando tomógrafos computadorizados, os cientistas confirmaram que as penas pertenciam a um verdadeiro dinossauro e não a um pássaro ancestral. “Podemos ter certeza disso pois as vértebras não estão fundidas em uma haste, como em pássaros modernos. Ao invés disso, a cauda é longa e flexível, com quilhas de penas descendo em cada lado”, disse Ryan McKellar, pesquisador do Royal Saskatchewan Museum, no Canadá, e coautor do estudo. Os detalhes foram divulgados na publicação Current Biology.

Curtas, felpudas e sem a haste rígida das plumagens de pássaros modernos, as penas encontradas sugerem que esses dinossauros não eram capazes de voar. De acordo com McKellar, o mais provável é que as cores das penas serviam como camuflagem.

No passado, a maior parte das informações a respeito de penas de dinossauros vinha de impressões bidimensionais gravadas em rochas ou plumagens que não estavam presas aos restos do animal.  Esse fóssil pode ajudar a desvendar como as penas se desenvolveram.

 


Fontes: The Guardian e IFLScience

Imagens: Royal Saskatchewan Museum/Divulgação

Achado de crânio completo de T. rex impressiona nos EUA

Um fóssil de um T. rex com o crânio completo e preservado foi encontrado em Montana, nos Estados Unidos.

O achado, que conta com 20% de sua estrutura original intacta, ganhou um apelido bonitinho, em homenagem aos seus descobridores do Museu Burke. Também participaram das escavações na Formação Hell Creek pesquisadores da Universidade de Washington (UW).

O T. rex foi batizado de "Tufts-Love Rex", em homenagem aos paleontólogos voluntários que notaram pela primeira seus ossos em uma colina: Jason Love e Lucas Tufts, do Museu Burke.

Certamente, não é nada fácil encontrar um fóssil de T. rex, ainda mais um com o crânio bom estado. A equipe da UW e do Burke afirmou que este é apenas o 15º crânio de T. rex completo no mundo.

Até agora, os cientistas conseguiram ver o lado direito do crânio - da base ao focinho, incluindo os dentes - o outro lado está preso na rocha e um processo meticuloso de remoção será iniciado em outubro. Além do crânio, foram achados cerca de um quinto do animal, incluindo costelas, quadris, ossos da mandíbula e vértebras. 

Os pesquisadores estimam que Tufts-Love viveu há 66,3 milhões de anos, geologicamente falando, isso não foi muito antes da extinção em massa que dizimou os dinossauros da Terra. Os pesquisadores também acreditam que, pelo tamanho do crânio (1,2 m), o T. rex tinha 15 anos quando morreu, ou seja, metade da estimativa de vida de um dinossauro da sua espécie. 

Veja no vídeo abaixo, o momento em que o crânio do dinossauro chegou das escavações para o Museu Burke.


 

Fontes: Seeker.com , Universidade de Washington 

Imagem: Dave DeMar/Burke Museum/UW 

Mundo escondido é revelado embaixo de lago na Antártica

Não foi apenas a ponta de um iceberg, mas um novo mundo foi revelado debaixo de um lago subglacial da Antártica, de acordo com três novos estudos.

Apesar da superfície do continente ser coberta por 98% de gelo, os 2% restantes dão uma dica do que poderia existir abaixo. No período Cretáceo, quando existiam os dinossauros, o continente antártico abrigava florestas densas e quentes, vales, montanhas e lagos.

Três novos estudos sobre o lago subglacial Whillans revelam a existência de um lugar complexo; que reúne ambiente de zonas úmidas, com água potável e salgada. Sob 800 metros de gelo espesso, existe um mundo único, isolado da superfície por até 1 milhão de anos – com um lago líquido que poderia ser incrivelmente jovem.

“Este ambiente subglacial é parecido a uma área úmida sem vegetação em uma planície costeira terrestre”, de acordo com os autores de um dos estudos, publicados na “Earth and Planetary Science Letters” (EPSL). Eles acreditam que a história dos lagos do local é curta, de algumas décadas de idade.

Em 2013, os pesquisadores obtiveram informações valiosas quando removeram um núcleo de gelo do Lago Whillans e descobriram que ali havia 130 mil células por mililitro de água do lago subglacial – aproximadamente, a mesma densidade de vida encontrada nas profundezas remotas dos oceanos. A conclusão é que mesmo sem ver a luz solar por um século, a vida ainda existia nestas profundidades frias.

Há muito ainda o que ser investigado sobre o Lago Whillans, mas o cenário que se desenha é que ali existe um ambiente dinâmico, paradoxalmente antigo e jovem. Vale lembrar que este é apenas um entre outros 400 lagos escondidos sob o gelo.

 


Fonte: Pop Science

Imagem: Zina Deretsky/NSF 

Cinco lendários dinossauros que são bem diferentes do que a gente imagina

Nas últimas duas décadas vimos uma outra grande revolução em nossas ideias sobre os dinossauros.

Novos fósseis descobertos na China e os avanços na tecnologia evidenciaram que alguns desses bichos primitivos e ferozes são bem diferentes do que imaginamos - e daqueles que ficaram eternizados em clássicos como Jurassic Park (1993). Abaixo, listamos como são alguns dos mais famosos dinossauros aos olhos da ciência:

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Triceratops - O inimigo eterno de Tiranossauro é um dos dinossauros mais queridos das crianças. Assim, em 2009, quando os pesquisadores John Scannella e John Horner publicaram um artigo sugerindo que Triceratops não seria assim tão grande como se pensava, houve um grande alvoroço. Logo foi cunhado o termo #TriceraFAIL.

Espinosauro - Outro dinossauro que ficou famoso por sua aparição no filme Jurassic Park, o Espinosauro apareceu num confronto épico com o Tiranossauro em proporções suspeitas - 15,2 metros de comprimento, com 2,7 metros a mais que o Tiranossauro. Ele também possuía longas mandíbulas ameaçadoras e uma estranha "vela" em suas costas. Até então, o Espinosauro sempre foi um mistério, já que eram conhecidos apenas fragmentos de esqueletos achados nos desertos do norte de África. Em 2014, uma equipe liderada por Nizar Ibrahim, da Universidade de Chicago, em Illinois, EUA, anunciou novos restos mortais. Estes fósseis confirmaram algumas suspeitas: o Espinosauro é o único dinossauro aquático conhecido. A análise de Ibrahim sugeriu uma criatura com pequenas patas traseiras, que seriam mais adequadas ao ambiente marinho do que à caça terrestre. Ele também possuía um longo focinho de crocodilo e uma microestrutura óssea semelhante ao de outros vertebrados aquáticos.

Tiranossauro - Certamente o mais icônico dos dinossauros. Ele também já passou por várias especulações e "crises de imagem". De início, não se sabia se ele era ao certo macho ou fêmea. Concluiu-se que o Tiranossauro tinha um dimorfismo sexual. Em seguida, mais uma: o tiranossauro tem sangue quente ou frio? Resposta da ciência: é uma mistura dos dois, de acordo com a teoria da gigantotemia. Depois, outra questão: ele teve penas? A hipótese, que já foi discutida há um certo tempo, voltou a ganhar destaque com novas descobertas. Em 2004, na China, um tiranossauro primitivo foi achado coberto com penas, semelhantes àquelas de pequenos dinossauros predadores. Isto foi seguido pela descoberta do YUTYRANNUS HUALI 2012 - ou seja, o "tirano de penas". Este predador gigante foi estreitamente relacionado com o T. rex e não fica muito longe em tamanho. Ele era coberto de longas plumas. Estes achados lançam um novo olhar para sobre o mais famoso predador de todos os tempos. 

Brontosaurus - Os verdadeiros aficionados por dinossauros vão reconhecer imediatamente o erro aqui. Brontosaurus foi o nome dado aos saurópodes: enormes e pesados herbívoros com um pescoço longo. Mas, por mais de um século, os cientistas não tinham certeza se este dinossauro existiu de verdade. De fato, o esqueleto apresentado pela primeira vez como o de um Brontosaurus era o de um Apatossauro, com um crânio baseado no de um Camarassauro. No entanto, em 2015, um grupo de cientistas revelou novas análises que demonstram diferenças significativas entre os fósseis originais de um Brontosaurus e um Apatossauro, sugerindo que o gênero Brontosaurus deve ser ressuscitado. O fator chave diferencial, segundo a equipe, é o tamanho. Em uma família de enormes répteis, o Apatossauro é somente um "pouco" mais gigante.

Anquilossauro - Coberto da cabeça ao rabo com placas de armadura espessa, o Anquilossauro era o cavaleiro medieval do período Cretáceo. Paleontólogos modernos usaram a tecnologia para obter informações cada vez mais detalhadas a partir de fósseis. Em 2004, Torsten Scheyer, da Universidade de Bonn, na Alemanha, usou microscopia de polarização para descobrir novas camadas de complexidade na armadura do Anquilossauro. Longe de apresentar as escalas de grandes dimensões que especialistas haviam previsto anteriormente, a armadura do animal acabou por mostrar uma microestrutura complexa do osso e colágeno, análoga à estrutura da fibra de vidro ou Kevlar. Ao que tudo parece, o Anquilossauro está menos para um cavaleiro medieval e mais para um soldado supermoderno.

 

 


Fonte: BBC
Imagem: SAHACHAT SANEHA/Shutterstock.com

Cientistas querem "furar" a cratera do meteoro que matou os dinossauros

Uma expedição científica tentará chegar ao núcleo da cratera do Chicxulub, no México, provocada pelo meteoro que teria acabado com os dinossauros.

O superprojeto contará com um investimento de mais de US$ 10 milhões e o seu objetivo é chegar às profundezas do mar onde está a cratera de 180 quilômetros de diâmetro, na península de Iucatã, no Oceano Atlântico. De acordo com a teoria mais aceita, o enorme buraco foi provocado por uma pedra espacial que caiu no nosso planeta, dizimou os dinossauros e mais da metade da vida terrestre, há 66 milhões de anos.

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A expedição é formada por uma equipe de geofísicos, liderada pelos especialistas Joanna Morgan e Sean Gulick, e terá que maximizar esforços para chegar até a cratera, descoberta em 1970, a 800 metros abaixo dos sedimentos marinhos.

A escavação será iniciada no próximo 1º de abril e utilizará técnicas de engenharia do petróleo para mergulhar no leito marinho, em uma área situada a 20 km da cidade de Progreso, onde o mar chega somente a 15 metros de profundidade.

Por dois meses, os especialistas do Projeto Científico de Perfuração da Cratera de Chicxulub vão trabalhar na busca de amostras da base da cratera para tentar entender os processos derivados do impacto do asteroide e o desaparecimento de grande parte da vida existente sobre a Terra.

“Temos algumas hipóteses sobre o que encontraremos. Esperamos ver primeiro um período de ‘não vida’ e, depois, o retorno da vida e sua diversificação pelo tempo”, afirmou Gulick, que, além disso, sugeriu a possibilidade de “aprender algo sobre o futuro”. “Certos eventos podem ter efeitos sobre a morfologia de nosso planeta, as camadas estratigráficas e, claro, a vida”, ele explicou.

 

 


Fonte: motherboard.vice.com 

Imagem: NASA/JPL-Caltech, modificada por David Fuchs em en.wikipediaderivative: Mircalla22 (Yucatan_chix_crater.jpg) [Domínio Público], via Wikimedia Commons

Jurassic Park da vida real: achados fósseis perfeitos de 100 milhões de anos

Em cenas que lembram o filme Jurassic Park, cientistas descobriram lagartixas e camaleões fossilizado, congelados no tempo, há quase 100 milhões de anos.

Uma coleção de 12 lagartos, encontrada nas selvas do estado de Kachin, no Myanmar, data do período Cretáceo.

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Os cientistas acreditam que esses tesouros paleontológicos, que pré-datam dinossauros como Tyrannosaurus Rex e os Triceratops, podem ser o achado mais antigo e mais diversificado desses lagartos tropicais já descobertos.

Acredita-se que os lagartos teriam ficado presos nas árvores pela seiva pegajosa e foram enterrados nestas cápsulas do tempo à medida que o material endureceu.

O estado de preservação dos fósseis oferece aos cientistas uma ótima oportunidade para estudar sua forma e variação ao longo do tempo. O âmbar preservou perfeitamente o tecido mole e os ossos dos animais, dando aos cientistas um modelo instantâneo dos ancestrais dos lagartos modernos.

Dois dos fósseis encontrados estão relacionado com lagartixas modernas e camaleões.

Os pesquisadores disseram que, embora ainda seja necessária uma análise mais aprofundada para trazer à tona todos os detalhes, a coleção poderá ajudar a resolver ambiguidades na árvore genealógica do lagarto.



Fonte: Daily Mail

Imagem: Imagem: jeep2499/Shutterstock.com