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Cientistas demonstram que nossa 'alma' não morre: ela retorna ao universo

Cientistas acreditam ter desenvolvido uma teoria que esclarece algo sobre a misteriosa natureza da consciência - ou "alma"-, seu mecanismo no cérebro e, quem sabe, seu destino final após a morte.

Desde 1996, o Dr. Stuart Hameroff, emérito do Departamento de Anestesiologia e Psicologia e diretor do Centro de Estudos da Consciência, da Universidade do Arizona, junto com Sir Roger Penrose, físico matemático da Universidade de Oxford, desenvolvevem uma Teoria Quântica da Consciência, que define que a alma fica alojada em microtúbulos das células cerebrais.

"A origem da consciência reflete o nosso lugar no Universo, a natureza de nossa existência. Será que a consciência evoluiu de complexas operações computacionais entre os neurônios do cérebro, como a maioria dos cientistas afirmam? Ou a consciência, em algum sentido, esteve aqui o tempo todo, como as abordagens espirituais afirmam?" questionaram Hameroff e Penrose em uma revisão da sua teoria. "Isso abre uma potencial Caixa de Pandora, mas nossa teoria acomoda ambos os pontos de vista", acrescentam.

As experiências da consciência seriam um efeito da gravidade quântica nesses microtúbulos, que atuam como canais para a transferência da informação responsável pela consciência. “Quando o coração para de bater, o sangue para de correr e os microtúbulos perdem seu estado quântico. A informação quântica nos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída. Ela é simplesmente distribuída e dissipada pelo Universo”, eplica Hameroff.


Fonte: ScienceDirect

Imagem: agsandrew/Shutterstock.com

12.Ene.2015

Pesquisador defende que nossa consciência é eterna e pode viajar por universos diferentes

Um livro publicado pelo cientista Robert Lanza, abre novas perspectivas sobre nossa noção de vida e morte. Sua obra, chamada “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo”, sugere que a vida não acaba quando o corpo morre e poderia durar para sempre.

Lanza, especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company, também estuda física, mecânica quântica e astrofísica. A partir desta mistura de conhecimentos, ele formulou a teoria do biocentrismo, em que defende que a nossa consciência cria o Universo material e não o contrário.

Lanza acredita que o Universo parece conspirar para a existência da vida, o que significaria que a inteligência seria anterior ao Universo. Desta maneira, sua teoria sugere que não há morte da consciência. O há é apenas a morte do corpo, que seria um veículo físico desta consciência, que existe fora das restrições de tempo e espaço. Para adicionar mais ingredientes à polêmica teoria, Lanza, assim como vários pesquisadores, acredita que múltiplos universos (multi-universo) podem existir simultaneamente. Desta forma, o corpo poderia estar morto em um universo e continuar a existir em outro, absorvendo essa suposta consciência migratória.A consciência, ou pelo menos proto consciência, é teorizada por este grupo de pesquisadores como propriedade fundamental do Universo. “Em uma dessas experiências conscientes, comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”, diz Lanza.

De acordo com cientistas que pesquisam o assunto, as informações quânticas de nossa consciência estariam armazenadas em microtúbulos do nosso corpo. Quando morremos, esta informação não é destruída, mas distribuída e dissipada pelo Universo, ou em vários deles.

 


 

Fonte: Du Universo
Imagem: Robert Lanza ([email protected]) [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons