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Exploradores podem ter encontrado a mitológica cidade inca de Paititi

Segundo a lenda, o local esconde tesouro das civilizações pré-colombianas. 

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Um grupo de quatro expedicionários independentes encontrou, perdida na selva cusquenha da província de Calca, no Peru, uma antiga cidadela inca. O local está a quatro dias a pé da cidade de Sacramento, passando por uma complexa região montanhosa de vegetação exuberante.

Os responsáveis pela descoberta encontraram, no meio da selva, terraços, muros e até mesmo casas que teriam pertencido à era pré-colombiana. Algumas autoridades locais se arriscam a dizer até que as ruínas podem fazer parte da mítica cidade perdida do Paititi, que, de acordo com sua lenda, guardaria um milionário tesouro inca.

Os exploradores que fizeram a descoberta contaram à imprensa peruana que a existência do local era conhecida pelos anciões da região, que costumavam se referir a uma cidade perdida na selva.

Embora a expedição tenha sido realizada em conjunto com o Sernanp (Servicio Nacional de Áreas Naturales Protegidas del Estado) e com a Dirección Desconcentrada de Cultura del Cusco, ainda não foi emitido nenhum comunicado oficial sobre a descoberta.


Fonte: RT

Imagem: Shutterstock

Encontrado o túmulo mais antigo de um de um governante maia

Restos mortais têm pelo menos 1.700 anos! 

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Uma descoberta arqueológica recente conseguiu determinar que o túmulo de um governante maia, escavado na cidade de Perú-Waka e conhecido como “Enterro 80”, corresponde aos primeiros anos da dinastia Wak.

Perú-Waka fica no norte da Guatemala, a 40 quilômetros de Tikal, um dos maiores sítios arqueológicos da civilização Wak, no Parque Nacional Laguna del Tigre.

Durante o período clássico, essa cidade real dominou as rotas comerciais mais importantes da região e acredita-se que uma das primeiras dinastias conhecidas, a Wak, tenha se assentado lá durante o segundo século da Era Cristã.

De acordo com os resultados preliminares do estudo, o Enterro 80 abrigaria supostamente os restos do rei Te ‘Chan Ahk, um monarca Wak que governou no século IV. Trata-se do túmulo real mais antigo jamais descoberto nessa região, com, pelo menos, 1.700 anos de história.

Na tumba, também foram encontrados recipientes de cerâmica, enfeites de jade, conchas de Spondylus e um pingente talhado em forma de crocodilo. Além disso, um levantamento topográfico com Laser Scanning 3D permitiu a descoberta de uma rede antiquíssima de passagens que interligavam as pirâmides maias do local.


Fonte: Nodal Cultura

Imagem: Juan Carlos Pérez/Proyecto Arqueológico Waka/Ministry of Culture and Sports of Guatemala

Cientistas desvendam mistério dos gigantescos desenhos no solo do Acre

Geoglifos foram cravados na Amazônia há mais de 2 mil anos!  

Eles começaram a ser descobertos há quarenta anos e, desde então, se tornaram uma imensa interrogação na cabeça dos cientistas: quem seria responsável pelos imensos desenhos cravados no solo do Acre? 


Depois de muita pesquisa, cientistas da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade de Helsinki, na Finlândia, finalmente encontraram uma resposta para os mais de 500 desenhos encontrados até agora. 


Um artigo, publicado na revista acadêmica American Anthropologist, revela que os geoglifos têm, na verdade, a função de conectar os universos materiais e espirituais. Eles foram criados por populações locais entre os anos 3.000 a.C. e 1.000 d.C.  

Geoglifo

Geoglifo

Os desenhos começaram a ser encontrados com o processo de devastação da Amazônia. Num voo panorâmico é possível encontrá-los em diferentes formatos: quadrados, em U, círculos, elipses e octógonos. Alguns chegam a ter quatro metros de profundidade. 


Para os pesquisadores, a inspiração para as formas dos desenhos veio das padronagens encontradas nas peles dos animais da região – as mesmas que podem ser vistas em cerâmicas, tecidos e joias locais.

Geoglifo

Geoglifo

Hoje, muitos estão ameaçados pela construção de fazendas e estradas. Para evitar que sumam, podem ser declarados patrimônio da humanidade pela Unesco a qualquer momento. 


Além dos desenhos do Acre, é possível encontrar inscrições semelhantes no Peru e no deserto do Atacama, no Chile. 

 


Fonte: G1 

Imagem: YouTube/Reprodução 

Templo das 13 torres, o observatório solar mais antigo da América

Misteriosa obra de engenharia foi erguida por uma civilização ainda desconhecida. 

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Também conhecido como Chankillo, esse templo é considerado o observatório solar mais antigo da América. Ele foi erguido sobre uma colina costeira em Casma, na região de Ancash, no Peru, a 365 km ao norte da capital. Segundo os especialistas, tinha a função de prever com enorme precisão os solstícios, equinócios e toda uma série de datas no calendário, com base na posição do Sol.

O observatório possui 13 torres, de 2 a 6 metros de altura, estrategicamente alinhadas de norte a sul no topo de uma montanha. Em 21 de dezembro, ou seja, durante o solstício de verão no hemisfério sul, o Sol nasce a partir da primeira torre da extrema direita. 

Peru

Ao longo do ano, o nascer do Sol vai se deslocando por entre as torres, da direita à esquerda, um trajeto que permite calcular a data do calendário de acordo com a posição solar. Em 21 de junho, quando ocorre o solstício de inverno, o Sol nasce a partir da última torre, da extrema esquerda, de onde começa a se mover da esquerda para a direita, conforme o transcorrer dos dias.


O templo das 13 torres foi erguido por uma civilização até hoje desconhecida e acredita-se que teria sido concluído em aproximadamente 25 anos de trabalho. Especula-se que essa cultura tenha habitado a região até o ano de 200 a. C. e que não teve nada a ver com os pré-incas. Eles teriam abandonado o local após a invasão de uma aldeia inimiga, que destruiu e enterrou grande parte do complexo.


Fonte: BBC

Imagens: Iván Ghezzi/ Museo Nacional de Arqueología, Antropología e Historia del Perú

30 de julho: dia da Tríplice Deusa Inca

Tríplice Deusa Inca: um mito que sobreviveu à queda do império

 

Muitos aficionados pelo povo pré-colombiano que habitou, principalmente, o atual Peru prestam homenagens à Tríplice Deusa Inca. De acordo com alguns grupos dedicados a cerimônias pagãs, os antigos incas dedicavam a essa deusa a data que equivale ao nosso dia 30 de julho no calendário gregoriano. 

A Tríplice Deusa, na realidade, trata de três importantes divindades da mitologia inca: Mama Killa, Mama Ocllo e Mama Cocha.


Mama Killa

Mama Killa era considerada a deusa da lua, do casamento e do ciclo menstrual, defensora das mulheres e foi importante para o calendário Inca. Ela é irmã e esposa do Deus Sol (Inti) e mãe de Mama Ogllo. Segundo escritos do padre Bernabé Cobo, em meados do século XVI, a lua era adorada pelos povos nativos por causa da sua "admirável beleza" e pelos "benefícios que ela concede ao mundo". 

Mitos em torno de Mama Killa dizem que ela chorava lágrimas de prata e que os eclipses lunares foram causados quando ela estava sendo atacada por um animal. Ela era imaginada sob a forma de uma bela mulher e seus templos era servidos por dedicadas sacerdotisas.


Mama Ocllo

Os relatos sobre a origem de Mama Ocllo têm origem nos escritos de Garcilaso de la Vega II, filho do capitão espanhol Sebastián Garcilaso de la Vega com Chimpu Ocllo, uma princesa inca. Diz o cronista que o Deus Sol enviou um par de irmãos que também eram casados - Manco Capac e Mama Ocllo - para levar um pouco de civilidade aos homens que viviam de maneira selvagem e atrasada próximo ao Lago Titicaca. A mãe dos dois é Mama Killa.

O casal de irmãos recebeu do Deus Sol (Inti) um cajado de ouro que deveria ser enterrado na terra, em vários locais, até que ficasse firme. Depois de dias e noites caminhando, o casal finalmente encontrou um lugar em que o cajado se firmou: era o Cuzco, a colina Huanacauri. Eles haviam chegado ao local que seria a capital do grande Império do Sol. 


Mama Cocha

Ela é a deusa inca de todas as águas. Sob seu poder está o mar e suas marés, lagos, rios e fontes de água. Ela é comumente adorada para acalmar as águas turbulentas e para boas pescarias. 

Mama Cocha é reverenciada ao longo de toda a costa dos atuais territórios do Peru, Equador, sul da Colômbia e norte do Chile; onde a pesca era (e ainda é) essencial para muitas pessoas. Uma das principais tarefas da Mama Cocha era proteger as populações incas contra tsunamis e outros desastres marítimos. Na mitologia inca, ela é esposa do deus supremo Viracocha (senhor mestre do mundo), irmão de Mama Killa.

 


Fontes: Revista Rapadura , Machu Picchu.org

Imagem: San Antonio Museum of Art