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Descoberta aponta que neandertais praticavam rituais religiosos

Nos últimos anos, os cientistas têm feito uma série de descobertas a respeito dos neandertais.

Extintos há cerca de 40 mil anos, eles viviam na Eurásia e, apesar de ser uma espécie diferente, tiveram relações sexuais e conviveram com o homo sapiens por cinco mil anos. Agora, novas evidências sugerem que os neandertais também praticavam rituais religiosos. 

 

Recentemente, um grupo de arqueólogos achou vestígios do que eles acreditam ser os restos de um ritual funerário feito por neandertais. A descoberta foi feita em uma caverna da Espanha. Os especialistas encontraram chifres de animais e a caveira de um rinoceronte em volta da sepultura de um bebê da espécie. Eles acreditam que isso indique algum tipo de simbolismo religioso relacionado ao enterro da criança.

Os arqueólogos trabalham com diferentes hipóteses para o significado que os neandertais poderiam dar ao ritual do enterro. Em primeiro lugar, enterrar seus mortos significa que a cognição da espécie era avançada, pois a prática evita a disseminação de doenças e a presença de predadores. Em segundo lugar, a marcação das sepulturas pode indicar que os neandertais cultivavam emoções e procuravam prestar tributo e respeito a seus entes queridos. A hipótese mais fascinante especula que a espécie acreditava em algum tipo de vida após a morte e por isso realiza cerimônias para se despedir dos mortos e encaminhá-los para o além-túmulo.

A descoberta pode ajudar a derrubar alguns mitos a respeito dos neandertais. Acreditava-se que a espécie era mais bruta e primitiva, o estereótipo do “homem das cavernas”. Mas já se sabe que na verdade eles eram bons caçadores e demonstravam habilidades sociais. Além de jogar nova luz sobre os neandertais, o achado também é capaz de ajudar na compreensão da evolução das raízes da religiosidade. 



Fonte: NPR.org

Imagem: Procy/Shutterstock.com

Escavação revela animais híbridos em cemitério celta

Vacas com patas e madíbula de cavalo, ovelha com a cabeça de um touro na traseira, cavalo com chifre de vaca, entre outras bizarrices, foram encontradas no sítio arqueológico. 

 

Em um sítio arqueológico da Idade do Ferro, foram encontradas várias sepulturas de animais híbridos, criados com o objetivo de dar forma a seres da mitologia celta.

Entre os achados estão uma vaca com as patas cortadas para serem substituídas pelas de um cavalo; um crânio, também de vaca, cuja mandíbula inferior foi substituída pela de um cavalo; uma ovelha com duas cabeças (a sua e a de um touro, colocada na parte traseira); e um cavalo com um chifre de vaca enxertado na testa.


Essas espécies de enterros ritualísticos, em abundância no sítio arqueológico, revelaram indícios sobre como teriam operado os sistemas de crença durante a Idade do Ferro na Europa Ocidental. Acredita-se que sacrifícios como esses foram realizados até final do século I a.C., antes de o local ser abandonado em definitivo.

Os pesquisadores afirmam que essa cidade tenha sido formada por 200 casas e que teria florescido cultural e economicamente entre 100 e 10 a.C., quando foram lavrados metais como o ferro, o chumbo ou o cobre.  Enquanto isso, os enterros híbridos mostram que os antigos bretões tiveram um sistema de crença bastante parecido com o dos gregos antigos.


 

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Fonte: Daily  
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magens: Miles Russell

Civilização milenar havia alcançado igualdade entre homens e mulheres

Nas proximidades de Caral, a cidade mais antiga de toda a América, especialistas fizeram uma descoberta que indica que uma civilização do passado havia conquistado a igualdade de gêneros.

Uma equipe de arqueólogos encontrou os restos de uma mulher nas imediações da cidade, que fica no Peru. A múmia, de 4.500 anos de idade, estava adornada com elementos que evidenciam um papel social importante. 


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De acordo com Ruth Shady Solís, especialista responsável pela pesquisa, trata-se de uma mulher nobre, que morreu aproximadamente aos 40 anos e que foi enterrada com atributos significativos em Aspero, uma vila de pescadores de Caral. 

A múmia foi encontrada rodeada de broches de osso com desenhos de pássaros e macacos, brincos e colares feitos com caracol, e uma panela que ainda conservava fragmentos de sementes de várias hortaliças, entre outros elementos que evidenciam uma alta posição social. 

Os especialistas afirmam que um dos pontos mais importantes da descoberta está no fato de ela apontar uma igualdade de gêneros na civilização pré-histórica. "As mulheres e os homens eram capazes de desempanhar papéis de protagonistas há mais de mil anos", disse a pesquisadora Shady Solís.

 

 


Fonte: Andina 
Imagem: Vladislav T. Jirousek/Shutterstock.com

O cachorro mumificado mais antigo do mundo passa por autópsia

Cientistas realizaram um exame post-mortem nos restos de um cãozinho mumificado, considerado único no mundo, por seu excelente estado de conservação. O corpo do animal, que teria morrido com apenas três meses, foi encontrado em um permafrost no rio Syallakh, região também conhecida como a república de Sakha. Estima-se que o cão tenha 12.450 anos de idade. Será que este raro achado pode explicar a linha evolutiva do melhor amigo do homem?

Especialista acreditam que era uma fêmea e que tenha morrido por conta de um deslizamento de terra. Uma série de cientistas internacionais, incluindo especialistas da Bélgica, Canadá e Alemanha, participou do exame dos restos mortais do animal - que incluíram não apenas ossos, mas também coração, pulmões e estômago. Apesar de o cãozinho ter sido encontrado em 2001, a autópsia só foi realizada em abril deste ano, com os resultados divulgados recentemente.

De acordo com a belga Mietje Germonpre, do departamento de paleontologia do Instituto Real Belga de Ciências Naturais, que foi a Yakutsk para examinar o animal, trata-se de uma descoberta única. O achado pode ajudar a entender a linha de evolução dos cães.

Os mais antigos vestígios de cães são da caverna Goyet, na Bélgica, de 36,5 mil anos de idade, mas há outros de 26 mil anos. Este exemplares, porém, não estão tão bem preservados como o achado na república de Sakha, onde é possível identificar a pele e os órgãos internos.

O cão deverá ser enviado para Tóquio para exames mais detalhados. Os pesquisadores também planejam retornar à região da descoberta durante o verão na esperança de encontrar vestígios deixados pelos seres humanos e, quem sabe, dos donos do cão.

Fonte: Siberian Times

Imagem: Shutterstock.com

Arqueóloga revela mistério por trás do abandono de Teotihuacán, a “Cidade dos Deuses”

O abandono inexplicável de Teotihuacán, uma das maiores cidades pré-hispânicas da Mesoamérica, tem sido um grande enigma para historiadores de todas as épocas. No entanto, a arqueóloga Linda Manzanilla afirma ter finalmente desvendado o seu segredo.

A “Cidade dos Deuses”, como sugere uma das possíveis traduções do nome Teotihuacán, palavra que vem do idioma náuatle, pode ter sido abandonada por causa de um violento enfrentamento entre as elites políticas e os descendentes imigrantes, segundo as conclusões da arqueóloga. A especialista afirma que essa disputa tenha despovoado a monumental Teotihuacán.

A base do conflito estaria na existência de uma organização complexa, de características corporativas, que compreendia as elites intermediárias de diversos bairros, compostos por diferentes etnias. Esses grupos comunitários, à medida que cresciam e enriqueciam, passaram a obter um importante poder econômico. Por isso, começaram a almejar também o poder político. Enquanto isso, o Estado central teotihuacano tentou controlar esse florescimento econômico, regulando a crescente autonomia das etnias. E, a princípio, um pacto multiétnico tácito evitou que as diferenças se mostrassem insuperáveis, mas, posteriormente, não conseguiu impedir uma rebelião e um êxodo maciço da cidade.

De acordo com o estudo multidisciplinar da Dra. Linda Manzanilla, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México), as elites locais eram formadas por imigrantes que começaram a povoar os bairros da cidade após fugirem das erupções vulcânicas de Popocatépetl e Xitle.

Fonte: El Economista

Imagem: Gorgo (foto tirada pelo autor) [Domínio Público], via Wikimedia Commons

TRATO FEITO: REINO UNIDO - O crânio misterioso

Uma estrutura óssea estranha chega à loja e, de acordo com as leis comerciais, se o osso tiver mais de cem anos, pode ser comercializado, caso contrário, há um problema legal grave! Que idade será que esse osso tem?