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Índios isolados são avistados em região ameaçada por garimpo ilegal em Roraima

Uma tribo de índios isolados foi avistada recentemente por uma equipe da Funai (Fundação Nacional do Índio) na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Desde 2011 a Funai monitora o grupo via satélite e por meio de sobrevoos. Segundo Fabrício Amorim, coordenador de Proteção e Localização de Índios Isolados da Funai, as atitudes dos Moxihatëtëa indicam que o grupo quer se manter isolado, já que suas ações apontam que eles procuram evitar contatos com a sociedade não indígena. "É possível, no entanto, que eles tenham contatos esporádicos e não permanentes com outros grupos de Yanomami", diz.

O sobrevoo indica que os índios estão bem. Eles produzem roças de banana e o número de tapiris (abrigos indígenas) permanece o mesmo desde que o grupo passou a ser monitorado, apontando para uma possível estabilidade do número de famílias. Mas durante o sobrevoo também foram feitas descobertas preocupantes. Os pesquisadores avistaram pistas de pouso clandestinas e balsas para extração ilegal de ouro na região. 

O Brasil concentra a maior população de povos isolados conhecida no mundo. De acordo com a Funai, o país reconhece a existência de 103 registros, sendo 26 confirmados. As ações de localização de grupos isolados por parte do órgão indicam que esse número pode aumentar ainda mais nos próximos anos. 


Fonte: Funai

Imagem: Guilherme Gnipper Trevisan/Funai/Divulgação

15.Mar.1900

Nasce o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre

No dia 15 de março de 1900 nascia, em Recife (PE), Gilberto de Mello Freyre, sociólogo, antropólogo, historiador, escritor e pintor brasileiro. Ele foi um dos pioneiros no estudo histórico e sociológico dos territórios de colonização portuguesa como um todo. Após estudar na Universidade de Columbia, nos EUA, publicou, em 1922, sua tese de mestrado "Social life in Brazil in the middle of the 19th century" (Vida social no Brasil nos meados do século XIX). Contudo, sua obra mais conhecida é o livro Casa Grande & Senzala (1933), escrito em Portugal. Gilberto Freire também é autor de poesias, como "Bahia de todos os santos e de quase todos os pecados". Ele escreveu outros livros que tem Portugal como tema principal. São os casos dos livros "O Mundo que o Português Criou" e o "O Luso e o Trópico". Gilberto Freyre morreu no dia 18 de julho de 1987, em Recife.

18.Jul.1987

Morre o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre

No dia 18 de julho de 1987 morria, em Recife (PE), Gilberto de Mello Freyre, sociólogo, antropólogo, historiador, escritor e pintor brasileiro. Ele foi um dos pioneiros no estudo histórico e sociológico dos territórios de colonização portuguesa como um todo. Nascido em 15 de março de 1900, na capital pernambucana, ele estudou na Universidade de Columbia, nos EUA e, em 1922, publicou sua tese de mestrado "Social life in Brazil in the middle of the 19th century" (Vida social no Brasil nos meados do século XIX). Contudo, sua obra mais conhecida é o livro Casa Grande & Senzala (1933), escrito em Portugal. Gilberto Freire também é autor de poesias como "Bahia de todos os santos e de quase todos os pecados". Ele escreveu outros livros que têm Portugal como tema principal. São os casos dos livros "O Mundo que o Português Criou" e o "O Luso e o Trópico".

 


Imagem: R.uri [GFDL or CC-BY-SA-3.0], via Wikimedia Commons

30.Jul.1986

Morre o folclorista Luís da Câmara Cascudo

No dia 30 de julho de 1986 morria na cidade de Natal (RN), Luís da Câmara Cascudo, historiador, antropólogo, professor, advogado e jornalista. Durante sua vida, produziu extensa obra, com 31 livros, entre eles o Dicionário do Folclore Brasileiro (1952). Nascido no dia 30 de dezembro de 1898, em Natal, foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde pesquisou manifestações culturais brasileiras. Câmara Cascudo está entre os intelectuais brasileiros que mais produziram, obtendo reconhecimento mesmo vivendo toda a sua vida em Natal, longe de grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo.

 


Imagem: [Domínio público], via Wikimedia Commons

26.Oct.1922

Nasce Darcy Ribeiro, antropólogo, político e escritor brasileiro

Nascido no dia 26 de outubro de 1922, em Montes Claros (MG), Darcy Ribeiro foi antropólogo, político e escritor brasileiro. Ele começou na antropologia, mas depois ingressou na área educacional, alcançando, aos 29 anos, o cargo de ministro da Educação, em 1962, durante o governo João Goulart. No ano seguinte, foi ministro-chefe da Casa Civil. Ainda na carreira política, ocupou o cargo de vice-governador do Rio de Janeiro, em 1982, secretário de Cultura, coordenador do Programa Especial de Educação e senador da República, de 1991 até sua morte, em 1997. Durante esses mandatos, também concretizou projetos na área ambiental. A intensa produção de livros o transformou em um dos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde ocupou a cadeira 11, em 1993. Nos últimos anos de vida surpreendeu com sua produção de poemas. Na área da educação, criou universidades, centros culturais e os Centros Integrados de Educação Pública, os Cieps. Também deixou inúmeras obras traduzidas para diversos idiomas. Darcy ainda produziu obras etnográficas e de defesa da causa indígena. Faleceu em 17 de fevereiro de 1997 e, no seu último ano de vida, dedicou-se a organizar a Universidade Aberta do Brasil, com cursos de educação a distância, e a Escola Normal Superior, para a formação de professores de primeiro grau.

 


Imagem: www.fundar.org.br

17.Feb.1997

Morre Darcy Ribeiro, antropólogo, político e escritor

No dia 17 de fevereiro de 1997 morria, em Brasília (DF), Darcy Ribeiro, antropólogo, político e escritor. Ele faleceu após mais de 20 anos de luta contra um câncer. Nascido no dia 26 de outubro de 1922, em Montes Claros (MG), Darcy Ribeiro atuou, inicialmente, na área da antropologia e depois passou a trabalhar com educação. Com apenas 29 anos, tornou-se ministro da Educação, em 1962, durante o governo João Goulart.

Coragem! Mais vale errar, se arrebentando, do que se poupar para nada.

A coisa mais importante para os brasileiros (...) é inventar o Brasil que nós queremos.

No ano seguinte, foi ministro-chefe da Casa Civil. Ainda na carreira política, ocupou o cargo de vice-governador do Rio de Janeiro, em 1982, foi secretário de Cultura, coordenador do Programa Especial de Educação e senador, de 1991 até sua morte, em 1997. Durante esses mandatos, também concretizou projetos na área ambiental. A intensa produção de livros o transformou em um dos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde ocupou a cadeira 11, em 1993. Nos últimos anos de vida surpreendeu com sua produção de poemas. Na área da educação, criou universidades – foi o primeiro reitor da Universidade de Brasília -, centros culturais e os Centros Integrados de Educação Pública, os Cieps. Também deixou inúmeras obras que foram traduzidas para diversos idiomas. Darcy ainda produziu obras etnográficas e de defesa da causa indígena. Em seu último ano de vida, dedicou-se a organizar a Universidade Aberta do Brasil, com cursos de educação à distância, e a Escola Normal Superior, para a formação de professores de primeiro grau.

Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.

Admito, com toda desfaçatez, que gosto demais de mim e que me acho admirável.

Foto: www.fundar.org.br