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Novo estudo revela que ancestrais humanos também evitavam sexo entre familiares

Isso explica porque os homo sapiens  foram mais bem sucedidos que os Neandertais

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Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, revelou que os antepassados humanos do Paleolítico já tinham uma ideia bastante clara da importância de evitar o incesto.

De acordo com a nova pesquisa, publicada na revista Science, os humanos da pré-história teriam desenvolvido um método social de acasalamento que tinha como base encontrar parceiros sexuais fora dos grupos familiares, evitando, desse modo, os perigos genéticos da endogamia.

O relatório foi criado a partir da análise dos restos humanos encontrados em Sungir, na Rússia, que datam de 34 mil anos atrás. O teste genético revelou que os grupos familiares não possuem vínculos sanguíneos entre si.

O fato de os homo sapiens evitarem propositalmente o sexo entre familiares poderá explicar por que eles foram mais bem-sucedidos em sua sobrevivência que outros ancestrais, como os Neandertais.


Fonte: RT

Imagem: Shutterstock

Ouça o incrível idioma dos nossos ancestrais de 6 mil anos atrás

Linguistas reconstruíram um idioma de 6 mil anos, chamado Proto-Indo-Europeu (PIE), e agora é possível ter uma ideia de como essa linguagem soaria.

Essa língua antecedeu muitos idiomas europeus e asiáticos. Na revista Archeology, o linguista de Kentucky, Andrew Byrd, fez uma leitura dramática de uma história escrita, usando apenas o vocabulário que já se tem conhecimento, que existiu há 6 mil anos.

O PIE foi falado entre 4.500 e 2.500 a.C e não restou nenhum texto escrito com esta linguagem. Pesquisadores sempre ficaram intrigados em saber como essa linguagem soaria.

Em 1868, o linguista alemão August Schleicher começou a reconstruir o idioma a partir de um fábula chamada "A Ovelha e os Cavalos". O seu experimento continua em evolução até hoje, à medida que novas descobertas sobre o PIE são feitas. Desta maneira, versões atualizadas da fábula são lançadas pelos pesquisadores.

Escute abaixo a fábula na última versão do idioma milenar (no final, leia tradução do que foi dito).

Tradução da fábula 

Uma ovelha que não tinha lã avistou alguns cavalos, um deles puxando uma carroça pesada, um outro com bastante carga, e um terceiro galopando com um homem. A ovelha disse aos cavalos: "Meu coração dói ao ver um homem conduzindo cavalos." O cavalo respondeu: "Ouça, ovelha, nosso coração dói ao ver o que um homem, nosso mestre, faz com a lã de uma ovelha: uma roupa quente para ele mesmo. E a ovelha não tem lã" Ao escutar isso, a ovelha fugiu para a planície.

  


Fonte: The Vintage News

Imagem: BarryTuck/Shutterstock.com 

As previsões obscuras do antropólogo mais influente do mundo

O influente antropólogo Yuval Noah Harari faz previsões sobre como a tecnologia irá polarizar o mundo em elites e impactar no "valor" da vida humana.

O jovem professor da Universidade Hebraica de Jerusalém ganhou fama internacional após a publicação de “Sapiens: Uma Breve História da Humanidade”. O livro, que analisa de forma inovadora a evolução da espécie humana, é sucesso de vendas na Europa e recebeu a atenção de personalidades como Bill Gates, Barack Obama e Mark Zuckerberg.

Em uma entrevista dada ao jornal espanhol El Mundo, Harari explicou suas conjecturas particulares sobre o futuro de nossa espécie.

De acordo com o antropólogo, nos próximos séculos, a revolução tecnológica aumentará as divisões sociais do mundo, que será constituído basicamente de duas classes extremamente polarizadas: uma pequena elite de super-humanos com acesso aos avanços biotecnológicos e uma maioria completamente dominada por esse grupo poderoso.

Harari acredita que problemas terríveis como a fome serão solucionados pelas novas tecnologias disponíveis, mas crê que a injustiça social continuará se expandindo no futuro com inovações militares e tecnológicas que farão com que o valor da vida humana seja praticamente zero.


Fonte: RT

Imagem: Bertrand Benoit/ Shutterstock.com

Historia andina: arqueólogos descubren ancestral rito fúnebre, que disolvía cadáveres hasta reducirlos a huesos

En instalaciones de un antiguo complejo ritual, situado en tierras de la actual Bolivia, los arqueólogos descubrieron ruinas de una habitación en donde civilizaciones prehispánicas disolvían cadáveres, hasta reducirlos a sus huesos, mediante el uso de vasijas repletas de productos cáusticos.

Se trata de un recinto conocido como Khonkho Wankane, o Qhunqhu Wankani, fundado hacia finales del siglo I d. C. Es uno de los más pequeños centros ceremoniales hallados en los Andes, alrededor del Lago Titicaca, y antecede a la fundación de la antigua ciudad de Tiwanaku.

Según estiman los arqueólogos, durante su apogeo, Khonkho Wankane ocupaba unas siete hectáreas, sobre las que se erigieron al menos tres templos hundidos, enormes plataformas, una plaza central y varias casas circulares. Al mando de Scott Smith, un equipo arqueológico de la Franklin & Marshall College de Pennsylvania excavó el interior de estas estructuras redondas en búsqueda de utensilios hogareños. Sin embargo, se encontraron con un conjunto de elementos sumamente sorprendentes.

Tras algunos años de excavación, hallaron más de 970 restos óseos, en su gran mayoría piezas pequeñas de los  pies, manos, dientes y rodillas, correspondientes a 25 personas distintas. Los restos, del mismo modo que varias vasijas de cerámica y herramientas de hueso de llama, aparecieron cubiertos por una fina capa de yeso blanco. Para mayor asombro, los arqueólogos hallaron pequeños bloques calcáreos, también de color blanco, que los análisis de laboratorio permitieron identificar como óxido de calcio, o cal viva. La pregunta entonces fue obligatoria: ¿para qué la usaron?

Es sabido por el hombre moderno que, al mezclar óxido de calcio y agua caliente, se obtiene un líquido altamente cáustico y alcalino. Según los expertos, "se puede utilizar como disolvente para deshacer las grasas y los tejidos", lo que llevó a los especialistas a la conclusión de que esta antigua civilización procesaba los cadáveres en las habitaciones de Khonkho Wankane. Es probable que calentaran la mezcla de agua y cal viva en las vasijas para luego desarticular y limpiar los huesos de sus difuntos.

La presencia de algunos restos de pigmento rojo sugiere que, una vez limpios, los huesos eran pintados como parte del tratamiento ritual. Un reciente análisis de isótopos, realizado sobre los restos óseos, determinó que las personas cuyos huesos fueron allí procesados no pertenecían a la etnia local. Esto permite deducir que la gente visitaba periódicamente el predio para realizar este tipo de rituales, viajando hasta allí en caravanas de llamas.  

 

Fuente: History

Imagen Ilustrativa: Tiahuanaco

07.Aug.1947

Expedição comprova teoria de que antigos povos americanos poderiam ter povoado a Polinésia

Em um dia como este, no ano de 1947, o Kon-Tiki, uma jangada feita de madeira pau-de-balsa capitaneada pelo antropólogo norueguês Thor Heyerdahl, completou de 6.920 quilômetros, ao longo de 101 dias de viagem do Peru até Raroia, no arquipélago Tuamotu, perto to Taiti. Heyerdahl quis provar sua teoria de que pré-históricos povos da América do Sul colonizaram as ilhas da Polinésia flutuando pelas correntes oceânicas.
 
Heyerdahl e seus cinco companheiros de viagem iniciaram a aventura de Callao, Peru, na embarcação Kon-Tiki, de 3,71 metros quadrados, em 28 de abril de 1947. A jangada recebeu este nome por conta de um cacique mítico branco e foi construída com materiais indígenas e projetada para assemelhar-se às jangadas usadas pelos antigos índios sul-americanos.
 
Em sua passagem pelo Pacífico, os marinheiros tiveram que enfrentar tempestades, encontraram tubarões e baleias, antes de, finalmente, desembarcarem em Raroia. Heyerdahl, nascido em Larvik, na Noruega, em 6 de outubro de 1914, acreditava que os primeiros habitantes da Polinésia teriam vindo da América do Sul. A teoria entrava em conflito com a popular opinião acadêmica de que a origem destes povos seria da Ásia. Mesmo depois de sua viagem de sucesso, antropólogos e historiadores continuaram a desacreditar nas crenças de Heyerdahl apesar de ele provar que a viagem era possível aos povos antigos.
 
Contudo, sua aventura atraiu a atenção do público e ele escreveu um livro sobre sua experiência, que se tornou um best-seller, foi traduzido para 65 idiomas e vendeu 25 milhões de cópias. Heyerdahl também fez um documentário e recebeu o Oscar, em 1951.
 
Heyerdahl fez sua primeira expedição à Polinésia em 1937. Ele e a sua primeira esposa viveram primitivamente, durante um ano, em Fatu Hiva, nas Ilhas das Marquesas, para estudar as plantas e a vida animal. A experiência o levou a acreditar que os habitantes dali teriam vindo de outros lugares, flutuando em embarcações em correntes oceânicas vindas do leste.
 
Após sua expedição Kon-Tiki, Heyerdahl fez viagens arqueológicas a lugares como as Ilhas Galápagos, Ilha de Páscoa e Peru e continuou a testar suas teorias de como as viagens ao longo dos mares tiveram um papel importante nos padrões migratórios de culturas antigas. Em 1970, ele navegou ao longo do Atlântico, do Marrocos para Barbados, em um barco de junco chamado Rá II (por conta de Rá, o deu egípcio do Sol), para provar que os egípcios poderiam ter contato com os povos pré-colombianos das américas. Em 1977, ele navegou o Oceano Índico em outro barco primitivo de  junco, construído no Iraque, para aprender como civilizações pré-históricas da Mesopotâmia, do Vale Hindu e do Egito poderiam ter estabelecido contato.
 
Apesar de o trabalho de Heyerdahl nunca ter sido abraçado completamente pela maioria dos estudiosos, ele seguiu ganhando prêmios acadêmicos e governamentais, além de ter se tornado uma figura muito popular. Foi votado o "Norueguês do Século" em seu país. Ele morreu aos 87 no dia 18 de abril, na Itália. A jangada da sua famosa expedição de 1947 está exposta no Museu Kon-Tiki, em Olso, na Noruega.
 
 
Imagem: See page for author [Public domain], via Wikimedia Commons