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O misterioso exército de baleias jubarte

Os animais, que normalmente são solitários, começaram a se agrupar em batalhões de até 200 membros! 

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Um comportamento estranho das baleias jubarte tem intrigado os cientistas. No litoral da África do Sul, pesquisadores da fauna marinha encontraram grandes agrupamentos de baleias jubarte, que foi declarada protegida em 1996. Mas isso não é tudo: nessa época do ano, os animais já deveriam ter iniciado o êxodo para a Antártica. Entretanto, elas não demonstram intenções de deixar as águas quentes do sul da África.

Biólogos estudiosos dessa espécie acreditam que o aumento populacional registrado desde a proibição da caça seria o responsável por esse comportamento anormal.

Além disso, eles afirmam que, nesses grandes grupos recém-descobertos, todos os animais são jovens. Se fossem baleias velhas, seria impossível que se organizassem para conseguir as toneladas de alimento necessárias para garantir sua sobrevivência.


Fonte: Playground
Imagem: Shutterstock

Cientistas analisam código genético para regenerar corpo humano

Há alguns séculos, a humanidade busca formas de substituir partes do corpo por variados motivos: falhas nos órgãos, deformações congênitas ou amputações.

Agora, cientistas do Laboratório Biológico de MDI, nos EUA, começaram a analisar o DNA de animais que possuem a habilidade de regenerar seus membros, como as salamandras.

“A regeneração de membros nos seres humanos pode parecer ficção científica, mas está dentro do possível”, explica um dos autores do estudo, Voot P. Yin. Graças a essa pesquisa, os especialistas encontraram os reguladores genéticos responsáveis por regenerar extremidades no axolote mexicano, do peixe-zebra indiano e do bichir-de-senegal, espécies que, quando perdem uma parte do seu corpo, geram uma massa de células que faz a regeneração celular e estrutural.

“Não esperávamos que os padrões de expressão genética fossem ser muito diferentes nas três espécies, mas ficamos surpresos em ver que eles eram consistentemente os mesmos”, afirma Benjamin L. King, coautor do estudo. Segundo os pesquisadores, ter encontrado a “assinatura genética” para que esse processo ocorra, sugere que outras espécies, como os seres humanos, poderão ser beneficiadas por esse dom natural.

 




Fonte: Computer Hoy

Imagem: sportpoint/Shutterstock.com

Leite de barata pode ser o superalimento do futuro

Ela provoca repugnância em muita gente, mas a ciência prova que a barata pode ser uma rica fonte de alimento para os humanos. Vai saber o dia de amanhã.

Em grande parte do mundo, as baratas são consideradas um símbolo da sujeira e de doenças; uma praga impossível de ser controlada, que invade os lares, vinda dos esgotos. Agora, uma nova pesquisa, realizada pelo prestigiado Instituto de Biologia de Células-tronco e Medicina Regenerativa, na Índia, afirma que o leite de barata possui cristais de proteína com um valor nutritivo superior ao do leite da vaca.

As baratas chamadas Diploptera Punctata alimentam suas crias com leite, e esses cristais encontrados nos seus intestinos têm quatro vezes mais proteínas que o leite da vaca. “É um alimento completo: tem proteína, gorduras e açúcares. Possui todos os aminoácidos essenciais”, afirmou um dos autores da pesquisa, Sanchari Banerjee.

O problema é que esse leite ainda não pode ser extraído das baratas e, por isso, é impossível saber se ele é tóxico ao ser humano. Mesmo assim, os cientistas indianos estão bastante esperançosos e acreditam que o leite da barata pode ser utilizado na preparação de bebidas energéticas.


Fonte: Infobae
Imagem: Barnaby Chambers/Shutterstock.com

Macacos brasileiros entraram na Idade da Pedra há 700 anos

A humanidade não é mais a única espécie na Terra a entrar na Idade da Pedra.

Novos indícios indicam que, por volta de 700 anos atrás, macacos-prego no Brasil já usavam ferramentas para quebrar castanhas de caju e extrair a parte comestível. 

“É o primeiro relato de ferramentas de macacos-prego no registro arqueológico”, disse o biólogo Tiago Falótico, pesquisador de pós-doutorado do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) à agência FAPESP.

Falótico realizou a pesquisa com Eduardo Ottoni. Ambos estudam o comportamento de macacos-prego e, especificamente, o uso de ferramentas por primatas da espécie Sapajus libidinosus. Nos últimos três anos, eles aprofundaram os estudos em uma em parceria com o arqueólogo Michael Haslam, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. 

O grupo fez escavações em uma área no Parque Nacional da Serra da Capivara e descobriu que os mesmos tipos de ferramentas observadas hoje aparecem em camadas correspondentes a um período que remonta ao século XIII, de acordo com artigo publicado no dia em 11 de julho na revista Current Biology.

Até agora, 69 ferramentas foram escavadas. As mais antigas datam de 600 a 700 anos de idade, o que significa que 100 gerações de macacas-prego, pelo menos, já usam ferramentas de pedra. Os pesquisadores acreditam que é uma questão de tempo até que ferramentas mais antigas sejam encontradas.

"É possível", observa Haslam, "que os primeiros humanos a chegar aqui tenham aprendido sobre este alimento desconhecido após terem visto como era o processo dos macacos com o caju." Então, neste caso, teriam sido os humanos que imitaram os primatas, e não o contrário.



Fontes: IFL Science, Agência FAPESP

Imagem: Tiago Falótico/IP-USP 

Acidentes com drones poderão ser evitados com truques de voo das abelhas

As abelhas parecem ter muito a ensinar aos drones sobre a arte de voar.

Pelo menos é nisso que acreditam pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, ao observar esses bichinhos. Os cientistas querem aplicar nos drones alguns truques de voo das abelhas para evitar que os equipamentos colidam com outros objetos, como paredes, durante o voo.

As abelhas controlam o seu voo usando a velocidade de movimento - ou fluxo óptico - do mundo visual em torno delas, mas não se sabe como elas fazem isso. Os únicos circuitos neurais até agora encontrados no cérebro dos insetos determinam a direção do movimento, e não a velocidade.

Este estudo sugere como o circuito de detecção da direção de movimento pode ser ligado entre si também para identificar a noção de velocidade, que é crucial para o controle de voo das abelhas.

"As abelhas são excelentes navegadoras e exploradoras, usando amplamente a visão nestas tarefas, apesar de terem um cérebro de apenas um milhão de neurônios", disse o Alex Cope, principal pesquisador do estudo em um comunicado.

"Entender como as abelhas evitam paredes e obter informações de como elas navegam, nos levam mais perto do desenvolvimento de algoritmos eficientes para navegação e roteamento – o que iria melhorar muito o desempenho de robôs voadores autônomos", acrescentou.

No artigo publicado na revista PLoS Computational Biology, os pesquisadores propõem um novo modelo de computador para mostrar como as abelhas se orientam para evitar colisões e como isso poderia ajudar robôs autônomos, ou, no caso os drones, a fazer o mesmo. O modelo faz suposições com base no comportamento das abelhas e seu dados neurológicos. Você pode ver tudo no vídeo abaixo:

 

 

 


 

Fontes: University of Sheffield ,  Pop Science
Imagem: Jag_cz/Shutterstock.com

O bicho que parece uma folha, mora no mar e vive da luz do sol

A lesma-do-mar Elysia chlorotica tem muito mais em comum com as plantas do que o formato de folha e a cor verde.

Um estudo norte-americano revelou que este molusco incorporou genes do DNA da alga Vaucheria litorea em seu código genético e se tornou o primeiro animal a produzir clorofila e a fazer fotossíntese, dependendo apenas da luz do sol para se alimentar.

A capacidade da lesma-do-mar de fazer fotossíntese a partir de organelas adquiridas de algas, durante sua alimentação, já era conhecida pelos cientistas desde a década de 70. Mas os pesquisadores não conseguiam entender como o molusco tinha a capacidade de sobreviver somente de energia solar.

Este novo estudo revelou que os cromossomos da lesma-do-mar, na verdade, já possuem os genes que codificam proteínas dos cloroplastos, organelas responsáveis pela fotossíntese.

Assim, enquanto cada geração adquire novos exemplares da organela, por meio da alimentação das algas, os genes necessários para reparar os cloroplastos e mantê-los em execução, fazendo a fotossíntese, já estão presentes no genoma do molusco.



Fonte: My Modern Met , BioBull.org

Imagem: Karen N. Pelletreau et al. [CC BY 4.0], via Wikimedia Commons 

 

Escavação revela animais híbridos em cemitério celta

Vacas com patas e madíbula de cavalo, ovelha com a cabeça de um touro na traseira, cavalo com chifre de vaca, entre outras bizarrices, foram encontradas no sítio arqueológico. 

 

Em um sítio arqueológico da Idade do Ferro, foram encontradas várias sepulturas de animais híbridos, criados com o objetivo de dar forma a seres da mitologia celta.

Entre os achados estão uma vaca com as patas cortadas para serem substituídas pelas de um cavalo; um crânio, também de vaca, cuja mandíbula inferior foi substituída pela de um cavalo; uma ovelha com duas cabeças (a sua e a de um touro, colocada na parte traseira); e um cavalo com um chifre de vaca enxertado na testa.


Essas espécies de enterros ritualísticos, em abundância no sítio arqueológico, revelaram indícios sobre como teriam operado os sistemas de crença durante a Idade do Ferro na Europa Ocidental. Acredita-se que sacrifícios como esses foram realizados até final do século I a.C., antes de o local ser abandonado em definitivo.

Os pesquisadores afirmam que essa cidade tenha sido formada por 200 casas e que teria florescido cultural e economicamente entre 100 e 10 a.C., quando foram lavrados metais como o ferro, o chumbo ou o cobre.  Enquanto isso, os enterros híbridos mostram que os antigos bretões tiveram um sistema de crença bastante parecido com o dos gregos antigos.


 

Assista O ÚLTIMO REINO, domingo, às 22h e conheça a verdadeira história da Inglaterra.

 


 

Fonte: Daily  
I
magens: Miles Russell

Fuinha deixa maior acelerador de partículas do mundo sem energia

Um pequeno e desavisado animal selvagem conseguiu parar a maior experiência científica do mundo por alguns dias.

Uma fuinha roeu um cabo de força e deixou sem energia o maior acelerador de partículas do planeta, conhecido como Grande Colisor de Hádrons (sigla inglesa LHC), localizado na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (da sigla francesa CERN), próximo de Genebra, na Suíça. O acidente ocorreu no final do mês de abril. O bichinho, infelizmente, morreu frito ao mastigar a fiação que ligava um transformador eléctrico de 66 quilovolts. 

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"Posso confirmar que tivemos alguns problemas elétricos", disse o porta-voz do CERN, Arnaud Marsollier. "Nós suspeitamos que pode ser devido a um pequeno animal."

Os físicos do CERN estão ansiosos para retomar os trabalhos. Eles estão atuando na investigação de uma uma misteriosa partícula, que pesa 750 giga elétron-volts, cuja existência teria sido sugerida em dados coletados anteriormente à queda de energia.

 

 


Fonte: New Science
Imagem: Peter Krejzl/Shutterstock.com

Cientistas buscam nos animais a origem da maldade

O mal está ao nosso redor: Hitler, Maníaco do Parque e atentados terroristas são apenas alguns exemplos de até onde ele pode chegar.

A maldade pode ser definida como qualquer atitude que seja ruim, perversa ou cruel.  Mas de onde vem o impulso de agir assim? Os humanos evoluíram de primatas ancestrais e animais ainda mais simples. Isso quer dizer que herdamos nossos comportamentos deles? Será possível traçar a evolução do mal?

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Um grupo de psicólogos da University of British Columbia, no Canadá, dividiu a maldade em quatro categorias: Maquiavelismo, Psicopatia, Narcisismo e Sadismo. Eles questionam por que esses comportamentos existem nos humanos e se propuseram a descobrir se eles também existem em outros animais.

Maquiavelismo e Psicopatia

O Maquiavelismo consiste em usar inteligência estratégica para obter poder e derrotar um rival. Esse comportamento é comum em atividades como a política, por exemplo. Mas ele também pode ser observado em macacos. Estudos que acompanharam animais da espécie rhesus por mais de 20 anos mostram que eles criam táticas complexas para se sobressaírem dos competidores. Essas estratégias envolvem alianças com outros indivíduos e o uso de violência física para proteger seus grupos, fêmeas e comida.


A Psicopatia é caracterizada por comportamentos antissociais, falta de remorso, agressividade, ausência de laços emocionais e insensibilidade. Especialistas acreditam que esse comportamento pode ser visto em animais. Um estudo observou mãe e filha gorilas canibalizando oito bebês-chimpanzés durante um período de quatro anos. Os pesquisadores atribuíram essas atitudes a um distúrbio de personalidade. Animais como chimpanzés também podem apresentar traços de psicopatia.

Narcisismo e Sadismo

O egoísmo excessivo associado ao Narcisismo também é uma frequente fonte de maldade. O narcisista se sente especial e exala uma confiança capaz de atrair vítimas em potencial. A fêmea do louva-deus atrai o macho com sua exuberância e arranca a cabeça do parceiro durante a cópula. Já o Sadismo consiste em ter prazer com o sofrimento alheio. Animais como gatos aprendem a caçar na infância “brincando” com suas vítimas. A princípio eles não querem matá-los, apenas torturá-los. Bichos adultos que permanecem se comportando assim, estariam fixados em um comportamento infantil que não foi superado.

A ideia de maldade é vinculada com conceitos humanos de moralidade. O verdadeiro mistério não está na origem dos comportamentos “maldosos”, mas no fato de que nossa espécie passou a rejeitar esses atributos mesmo que eles possam trazer benefícios em termos de sobrevivência genética. O mais surpreendente é que os homens tenham sido relativamente bem-sucedidos em reprimir esses impulsos. 

 

 


 

Fonte: BBC

Imagem: Sergey Uryadnikov/Shutterstock

Estudo mostra que chimpanzés também podem acreditar em Deus

Aqui vai uma pergunta que pode soar um tanto quanto estranha para você: macacos acreditam em Deus?

Imagine que a resposta fosse afirmativa. O quanto isso mudaria a nossa percepção da cultura humana?

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A possibilidade de afirmar que não apenas os seres humanos creem na existência de um ser superior não é pura especulação: vem de uma observação científica de chimpanzés em Guiné, que parecem ter desenvolvido um sistema ritualístico para cultuar um deus.

A descoberta, realizada por um grupo de cientistas da Universidade Humboldt de Berlim, na Alemanha, foi seguida de uma pesquisa que chegou a resultados surpreendentes. Os pesquisadores filmaram os primatas com câmeras escondidas e registraram o que vemos no vídeo: um comportamento grupal que não tem um objetivo claro, uma função prática, como acontece em todas as tarefas coletivas dos animais, mas que parece remeter a uma crença simbólica, hipótese reforçada pelo fato de a prática ter se repetido de forma idêntica em outras ocasiões.

Essa descoberta incrível leva a uma pergunta inquietante: será que o sentimento religioso e a consciência de uma entidade superior obedecem a um caminho evolutivo em que os chimpanzés estão andando na mesma direção que nossa espécie? Será que compartilharemos com os macacos, em algum momento, um mesmo Deus?

Ou será que já o compartilhamos atualmente? 



Fonte: Pijama Surf 

Imagem: Edwin Butter/Shutterstock.com