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Evolução das especies

Charles Darwin

Charles Robert Darwin nasceu no dia 12 de fevereiro de 1809, em Shrewbury, na Inglaterra, e morreu em 19 de abril de 1882, em Downe, no condado de Kent, na Inglaterra. Renomado naturalista e um dos mais importantes cientistas da história, era filho do médico Robert Waring Darwin e de Susannah Darwin, que morreu quando ele tinha sete anos.  

Darwin foi autor do livro "A Origem das Espécies" (do original On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life, de 1959), onde debateu sobre a questão da evolução a partir de um ancestral comum, por uma seleção natural. Depois, já na Royal Society de Londres - entidade destinada à divulgação do conhecimento científico - ele continuou a sua pesquisa, escrevendo uma série de livros sobre plantas e animais, incluindo a espécie humana, entre eles "A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo" (The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex, 1871) e "A Expressão da Emoção em Homens e Animais" (The Expression of the Emotions in Man and Animals, 1872).

 

Infância e estudos

O homem ainda traz em sua estrutura física a marca indelével de sua origem primitiva.

Desde pequeno, Charles Darwin mostrava interesse em colecionar objetos como minerais, insetos e ovos de pássaros. De origem abastada, seu pai, Robert Waring Darwin, era um médico de prestígio e seu avô paterno, Erasmus Darwin, também foi um conhecido médico, naturalista e poeta.

Em 1925, Darwin estudava medicina na Universidade Edimburgo para atender o desejo do seu pai, mas não se interessou pela carreira. Novamente aconselhado pelo pai, estudou artes e religião na Universidade de Cambridge, contudo também não seguiu adiante nestas áreas. Nesta época, porém, descobriu a botânica, a entomologia e a geologia. Também conheceu o reverendo John Hesnlow, de quem ficou amigo e também de quem partiu o convite para uma viagem ao redor do mundo, a bordo do barco HMS Beagle, do capitão Robert FitzRoy.

 

Viagem pelo mudo durante cinco anos

Estou quase convencido (muito ao contrário da opinião que possuía antes) de que as espécies não são imutáveis (é como confessar um assassinato).

Darwin havia sido convidado para a viagem em agosto daquele mesmo ano e, de início, seu pai pensou que o filho iria perder tempo a bordo de uma expedição para mapear a América do Sul. Contudo, ele foi persuadido pelo cunhado, Josiah Wedgwood, a concordar e também patrocinar a viagem de Charles Darwin. A equipe passou por Cabo Verde, América do Sul - incluindo o Brasil - até a Patagônia e a Ilha do Fogo, Galápagos, Austrália, Nova Zelândia, Ilhas Maurício e África do Sul.

A expedição pelo mundo deveria durar dois anos, mas levou cinco, se encerrando em outubro de 1936, após cruzar o globo terrestre. Este tempo foi suficiente para estabelecer Darwin também como um eminente geólogo. Ele ainda publicou o seu diário de viagem, o que contribuiu para sua fama. Mais importante do que isso, a viagem no Beagle proporcionou a Darwin observar semelhanças e diferenças entre várias espécies em diferentes locais e começou a suspeitar da verdade absoluta sobre a teoria da estabilidade das espécies.

 

Teoria da seleção natural

Enquanto meio de educação, a escola para mim foi um simples vazio.

Depois da expedição, começou a redigir seus estudos para posterior publicação. O mais famoso até hoje, publicado em 1959, é “On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life” (A Origem das espécies por seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida”), onde Darwin apresentou sua teoria de seleção natural, na qual a natureza seleciona as populações mais capacitadas para a sobrevivência, em determinado ambiente, e descarta as menos aptas.

A obra, lançada em Londres, se esgotou imediatamente e sua teoria foi abraçada por vários cientistas, pois resolvia alguns enigmas da ciência biológica. Por outro lado, cristãos ortodoxos condenaram o trabalho como heresia, já que contrariava o relato bíblico da criação. A controvérsia sobre as ideias de Darwin se aprofundaram com a publicação de "A Descendência do Homem e Seleção em Relação ao Sexo" (1871), em que ele apresentou evidências da evolução do homem a partir dos macacos.

Em sua teoria, que chamou de "seleção natural", Darwin argumentava que os organismos com variações genéticas tendem a se adaptar melhor ao seu ambiente e a propagar mais descendentes do que os organismos da mesma espécie que não possuem a variação, influenciando, assim, a constituição genética total da espécie. Seus pensamentos foram influenciados pelo naturalista francês Jean-Baptiste de Lamarck e do pelo economista inglês Thomas Mathus.

 

Evolução natural é aceita por cientistas

Estas informações, juntamente com seus estudos em variação e cruzamento de espécies, provou ser inestimável para o desenvolvimento de sua teoria. A ideia da evolução orgânica não era nova. Ela havia sido sugerida anteriormente por, entre outros, o avô de Darwin, Erasmus Darwin e Lamarck. No entanto, Darwin foi quem mostrou uma explicação prática para o fenômeno da evolução.

Na década de 1870, a comunidade científica e grande parte do público em geral já aceitavam a evolução como um fato. Contudo, o debate sobre a sua teoria segue até os dias atuais, muito tempo após a morte de Darwin, no dia 19 de abril de 1882, na cidade inglesa de Kent. Por conta de sua importância para a ciência, Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster, em Londres, ao lado de reis, rainhas e outras figuras ilustres da história britânica. Darwin foi casado com a sua prima Emma Wedgwood em Maer. Eles tiveram dez filhos, três dos quais morreram prematuramente.

 


Imagem: Elliott & Fry [Domínio público], via Wikimedia Commons