Invenções

Benjamin Franklin

Benjamin Franklin é mais conhecido como um dos escritores da Declaração da Independência e da Constituição dos Estados Unidos.

Nós todos nascemos ignorantes, mas é preciso muito trabalho para se manter estúpido.

Nascido em Boston, em 1706, Benjamin Franklin organizou a primeira biblioteca de empréstimos dos Estados Unidos e os Bombeiros Voluntários. Suas atividades científicas incluíram pesquisas sobre eletricidade, matemática e a elaboração de mapas. Ele ajudou a escrever a Declaração da Independência e a Constituição dos EUA, e negociou o Tratado de Paris, de 1783, que marcou o fim da Guerra Revolucionária.

Benjamin Franklin nasceu em 17 de janeiro de 1706, em Boston, na Massachusetts Bay Colony. Seu pai, Josiah Frankliln, um fabricante de sabão e velas, teve 17 filhos, 7 com a primeira esposa, e 10 com a segunda. Benjamin foi o décimo quinto filho.

 

Loja de impressões

Nunca houve uma guerra boa nem uma paz ruim.

Franklin foi retirado da escola aos dez anos para trabalhar pelo pai e , um pouco depois, parou na loja de impressão do irmão James. Quando seu irmão não quis publicar os trabalhos de Franklin, este adotou o pseudônimo de Mrs. Silence Dogood, e suas 14 cartas foram publicadas no jornal de seu irmão, The New England Courant. James descobriu e Franklin foi para Nova York, mas fincou raízes na Filadélfia.

Franklin estudou sobre o negócio de impressões e ficou hospedado na casa de John Read, em 1723, quando conheceu e cortejou Deborah, a filha de seu anfitrião. Sob a proteção do governador da Pensilvânia, Franklin partiu para Londres, mas se sentiu enganado quando nenhuma das cartas de apresentação do governador chegaram ao país e ele precisou encontrar trabalho em lojas de impressão. Empregado, ele pôde aproveitar toda a vida cultural de Londres e manter sua paixão pela leitura. Ele publicou, então, seu primeiro panfleto: "A Dissertation upon Liberty and Necessity, Pleasure and Pain” (“Uma Dissertação sobre Liberdade e Necessidade, Prazer e Dor”).

Em 1726, Franklin retornou à Filadélfia e descobriu que Deborah Read tinha se casado. Nos próximos anos, teve uma série de empregos e foi pai de William sem se casar. Nessa época, formou o grupo de estudos “Junto” e no ano seguinte abriu sua própria loja de impressão com um parceiro.

 

Prestígio crescente

O orgulho que se alimenta da vaidade termina em desprezo.

Após publicar outro panfleto, "The Nature and Necessity of a Paper Currency" (“A Natureza e a Necessidade de uma Moeda de Papel”), Franklin pôde comprar o jornal The Pennsylvania Gazette. Ele também se casou no civil com Deborah Read, em 1730, após seu marido desaparecer depois de roubar um escravo. Seu primeiro filho, Francis, nasceu em 1732, e morreu quatro anos depois, vítima de varíola.

O prestígio de Franklin cresceu nos anos 1730, especialmente com a publicação de "Poor Richard's Almanack" ("O Almanaque do Pobre Ricardo"), no fim de 1732. Franklin acumulou imóveis e negócios, organizou a The Union Fire Company, uma brigada voluntária de combate ao fogo, fundou uma biblioteca para que outros pudessem compartilhar sua paixão pela leitura, além de ter sido eleito Grão-Mestre dos Maçons da Pensilvânia, escriturário da assembleia estadual e chefe dos correios da Filadélfia.

Na década de 1740, Franklin se notabilizou pelo empreendedorismo, com a invenção do forno Franklin, e também se dedicou a pesquisas cientificas. Seu panfleto "A Proposal for Promoting Useful Knowledge" ("Uma Proposta para Promover o Conhecimento Útil") sublinhou seus interesses. Sua amada filha Sarah nasceu em 1743. Ele se tornou um soldado na milícia da Pensilvânia aos 42 anos e sua paixão por eletricidade foi despertada durante o período. Ele conduziu sua famosa experiência envolvendo uma pipa e uma chave em 1752 depois que algumas de suas teorias foram publicadas na Inglaterra no ano anterior.

 

Serviço Público

Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água.

Franklin se tornou um diplomata no exterior e representou na Inglaterra a Assembleia da Pensilvânia, mas continuou a trabalhar em favor da união colonial.
Em 1775, Franklin foi eleito para o Segundo Congresso Continental e se tornou chefe geral dos correios para as colônias, tendo mapeado as rotas postais em 1762. Em 1776, foi um dos cinco homens a escrever o esboço da Declaração de Independência. Franklin também foi um dos 13 responsáveis por elaborar os Artigos da Confederação.

 

Anos na França

Neste mundo nada pode ser dado como certo, à exceção da morte e dos impostos.

Muito se falou sobre o período de Franklin em Paris como o primeiro embaixador dos Estados Unidos na França, especialmente a respeito de sua vida romântica. Deborah, sua mulher por 44 anos, morreu em 1774, dois nos antes de ele aceitar o cargo. Franklin teve uma vida romântica agitada durante seus nove anos no exterior. Ele até propôs casamento a uma viúva chamada Madame Helvetius, aos 74 anos, mas foi rejeitado.

Franklin foi celebrado na França tanto por sua posição intelectual na comunidade científica, quanto por seu status como representante político de um país nascente. Sua reputação facilitou seu  ingresso em círculos fechados, como o do Rei Luís XVI. E foi sua perícia diplomática que levou a um acordo de paz com a Inglaterra em 1783, além de outras alianças estrangeiras e tratados comerciais.

Após quase uma década na França, Franklin voltou para a América em 1785. Ele foi eleito para representar a Pensilvânia na Convenção Constitucional, que ratificou a nova Constituição dos EUA. Ele também participou da eleição de George Washington como o primeiro presidente do país, que assumiu o poder em abril de 1789. Além disso, serviu na Pensilvânia como presidente da Sociedade para Promover a Abolição da Escravatura e fez uma petição sobre o assunto para o Congresso dos EUA em 1790.

 

Sucessos e fracassos

Deus cura e o médico leva a comissão.

Na história de muitos dos heróis pioneiros dos EUA, os sucessos são ressaltados, enquanto suas falhas são raramente mencionadas. Mas, para qualquer grande empreendedor, os fracassos servem como caminho para os triunfos. Franklin mesmo disse: "Não tema os erros. Você conhecerá o fracasso. Continue a sua busca".
Ele seguiu seu próprio conselho. Franklin mapeou a Corrente do Golfo, inventou o para-raios e instrumentos musicais, entre outros. Sua autoeducação o rendeu diplomas honorários de Harvard, Yale, da Universidade de Oxford e de St. Andrews.

Mas ele também fundou uma revista que fracassou, quis dar um novo esquema para o alfabeto, eliminando as letras C, J Q, W, X e Y, e fez decisões políticas desastrosas. Ele também deu um péssimo conselho para a distribuição de selos da Pensilvânia, o que fez o público o interpretar mal. Seu único filho, William, ajudado por ele a assumir o governo de Nova Jersey, se opôs ao pai na unificação das colônias.

A capacidade voraz de Franklin para o conhecimento, pesquisa e descoberta de soluções práticas para problemas era seu foco, assim como seu comprometimento com o “fazer bem”, que levou ao conceito do pagamento adiantado.

 

“Primeiro Americano”

Benjamin Franklin morreu em 17 de abril de 1790, na Filadélfia, Pensilvânia, na casa de sua filha, Sarah Bache. Ele tinha 84 anos, sofria de gota e outras doenças. Franklin escreveu seu epitáfio aos 22 anos: “O corpo de B. Franklin, Gráfico (Como a capa de um livro cujas folhas foram arrancadas e a douração e o título apagados), jaz aqui, comida para vermes. Mas por isso não está a obra perdida; ela reaparecerá, como ele cria, em nova e melhor edição, revista e corrigida pelo Autor”. No fim, no entanto, no seu túmulo, dividido com a esposa, está escrito simplesmente “Benjamin e Deborah Franklin, 1790”.

Seus feitos foram imensos: a fundação de universidades e livrarias, os correios, a formatação da política externa dos Estados Unidos, a Declaração da Independência, a publicação de jornais, avanços pioneiros na ciência, a invenção das lentes bifocais e muitos outros. Ele foi um verdadeiro sábio e empreendedor, o que o tornou o “Primeiro Americano”.

 


Imagem: Joseph-Siffrein Duplessis [Domínio público], via Wikimedia Commons