HISTÓRIA
Reino da Suécia:
DOS VIKINGS AO ESTADO DE BEM-ESTAR-SOCIAL

Grandes foram as transformações deste país, que foi um reino imperial no extremo norte da Europa. Das expedições conquistadoras dos vikings, que atravessaram o continente de batalha em batalha, conquistando territórios e fazendo negócios, até os últimos séculos, onde a Suécia se destaca por sua posição pacífica e, finalmente, o país de melhor qualidade de vida, do ponto de vista de desenvolvimento e progresso. Talvez a história tenha inspirado a trajetória de um de seus cidadãos mais famosos da modernidade: Alfred Nobel, que inventou a dinamite e acabou transformando-se num pacifista militante.
A ÉPOCA DA EXPANSÃO
Os primeiros seres humanos chegaram à Suécia a partir de 12.000 A.C e se assentaram no sul do território, que até alguns séculos antes, estava integralmente coberto de gelo. Existem provas arqueológicas de ferramentas utilizadas para a caça e a pesca, feitas pelos habitantes, em torno de 8.000 e 6.000 AC.
Durante a Era do Bronze, a Suécia (assim como o restante dos países nórdicos) viveu uma época de grande nível cultural, o que se deduz pelos objetos encontrados em tumbas da época. Na Idade do Ferro, e com o surgimento da agricultura, a população da região tornou-se mais sedentária. Nos séculos seguintes, os suecos se desenvolveram como uma sociedade agrária, sem maior peso político fora de seu território. Em torno da Idade do Bronze (500 AC) a Suécia destacou-se como um importante centro político, localizado às margens do Lago Mälaren e dominado pelos svears.
Entre os séculos IX e XI, os vikings iniciaram suas incursões em direção sudeste, expandindo suas rotas comerciais e assaltos a outros países do Báltico, alcançando regiões tão remotas quanto à Rússia, Istambul e Bagdá, onde começaram a vincular-se, comercialmente, ao império Bizantino e os árabes.
Simultaneamente, as missões do império Carolíngio chegavam à Suécia, com a tarefa de cristianizar seus habitantes. A crença nos deuses da mitologia pagã resistiu por algum tempo, porém em 1164 a Suécia teve seu primeiro Arcebispo.
O reino foi fundado em torno do ano 1.000, a partir da unificação de todas as províncias, embora, somente trezentos anos depois é que a Coroa Sueca teria certo grau de poder.
AS GUERRAS NÓRDICAS
Com a derrota e morte do rei Harald III da Noruega, na Batalha de Stamford Bridge, em 25 de Setembro de 1066, os vikings fracassaram na tentativa de tomar a ilha britânica. A partir daí, houve uma retração nas atividades vikings na região e começou um período de lutas internas entre os povos nórdicos. Os reis suecos começaram a expandir seu território até a Finlândia.
Em 1350 a Suécia foi assaltada pela peste negra, o que causou uma grande baixa demográfica e produziu uma forte recessão econômica que perdurou por longos anos, já que todas as atividades da Hansa, o departamento que dirigia toda a atividade mercantil da região, foram totalmente paralisadas.
Durante o reinado de Magnus Ericsson, no final do século XIV, a Suéa uniu seus territórios aos dos reinos norueguês e dinamarquês, dando origem à União de Kalmar.
Com o decorrer dos anos, os dinamarqueses foram tirando os nobres suecos do poder. O descontentamento dos suecos foi crescendo e não demorou a que manifestassem: entre quatro e 10 de Novembro de 1520, tropas dinamarquesas de Cristiano II, massacraram uma centena de nobres suecos no que ficou conhecido como Banho de Sangue de Estocolmo. A matança agravou ainda mais a rebelião contra os dinamarqueses e levou Gustavo I a ser proclamado rei da Suécia, em seis de Junho de 1523. O novo monarca abraçou o protestantismo e facilitou sua propagação na Suécia. As propriedades da Igreja Católica foram confiscadas pelo Coroa e, em 1544, começa o período da monarquia hereditária. O reino sueco atuou na Guerra dos Trinta Anos, ao lado dos protestantes alemães, enfrentando em seguida os dinamarqueses na Guerra de Torstennson, entre 1643 e 1645.
O saldo destes dois conflitos terminou sendo positivo para os suecos que emergiram como uma das maiores potências da Europa, com controle sobre uma grande área de terras que chegavam até à Rússia e o norte da Polônia.
DA DECADÊNCIA DO IMPÉRIO À INDUSTRIALIZAÇÃO
Em 1709 a expansão sueca para o lado leste foi interrompida pelos russos. Em oito de Julho deste ano, eles derrotaram as tropas do rei Carlos XII, na Batalha de Poltava. A Suécia seria derrotada, definitivamente, pela coalisão entre a Dinamarca, Polônia e Rússia, na Grande Guerra do Norte.
O rei sueco Carlos XII, conhecido como rei guerreiro, morreu em 1718, durante a invasão à Noruega. As derrotas bélicas foram o início da decadência do império sueco. Nos anos que se seguiram, os russos avançaram sobre os territórios suecos no oriente, e a Finlândia conseguiu sua independência sob a proteção dos russos.
Como consequência da crise, o rei concentrou o poder e sufocou todas as manifestações de descontentamento. A rebelião dos nobres em 1809 facilitou uma reforma política onde o poder passou ao Parlamento e Conselho de Estado, dando fim à monarquia absolutista.
Durante o século XVIII, a Suécia recebeu uma forte influência francesa, tanto cultural como socialmente. No início do século XIX, o marechal francês Jean Baptiste Bernadotte foi eleito herdeiro do trono da Suécia, o que levou à anexação da Noruega ao reino sueco. Durante os anos seguintes, as guerras napoleônicas causaram um estancamento no comércio e, em consequência, nova crise profunda na economia sueca.
A decadência do império foi sucedida por um período de fome e migração massiva de seus habitantes. Enquanto grande parte da Europa começava a industrializar-se, a Suécia ainda tinha uma estrutura feudal e agrária. Em 1827, a reforma do sistema de propriedade rural facilitou a modernização do setor e uma melhora na produtividade. Somente em 1870 a atividade industrial começaria a se desenvolver, porém, até então, a Suécia esteve à margem da saga tecnológica dos países europeus.
OS MOVIMENTOS SOCIAS E A NEUTRALIDADE NAS GUERRAS
Entre o fim do século XIX e princípio do século XX, enquanto na Europa, a Primeira Guerra Mundial se formava, na Suécia nasciam diferentes movimentos populares de cunho social como a liberação das igrejas, o movimento feminista, os anti-álcool e o movimento proletário. Este crescimento coincidiu com o acelerado processo de industrialização e o grande número de exportação de produtos acabados. Durante este ano, o cientista e inventor Alfred Nobel, registrava em torno de trezentas patentes, entre elas a da dinamite. Depois de sua morte, em 1896, grande parte da fortuna obtida com suas invenções foi destinada à Fundação Nobel. Apesar de a Suécia haver declarado neutralidade na Primeira Guerra Mundial iniciada em 1914, as consequências da mesma não demoraram a chegar. A tensão política foi aumentando, situação da qual o Partido Social- Democrata aproveitou-se para passar a integrar os órgãos oficiais, consolidando seu poder político. O clima de efervescência facilitou a instauração de um sistema de monarquia parlamentária em 1921, que reduzia o poder da coroa.
A Suécia manteve sua neutralidade durante a Segunda Guerra Mundial, apesar de, na opinião dos aliados, sua posição ambivalente terminar beneficiando as potências do Eixo. Estes países lançaram bloqueio diplomático e comercial quando a Suécia se recusou a interromper o fornecimento de matérias-primas estratégicas e maquinaria ao regime nazista. Entretanto, muitos funcionários suecos assistiram a muitos perseguidos pela Alemanha. O governo sueco alegou haver atuado com o único objetivo de impedir que seu território fosse ocupado por forças nazistas. Sua estratégia permitiu chegar ao fim da guerra com seu sistema social e econômico, inabalados.
Por ocasião da Guerra Fria, a Suécia proclamou-se novamente neutra, levando adiante uma política de defesa autônoma dos blocos em disputa. Contudo, nos momentos cruciais da disputa entre ocidentais e soviéticos, a Suécia teve uma postura mais alinhada com o bloco ocidental.
O ESTADO DE BEM-ESTAR-SOCIAL E A LENTA INTEGRAÇÃO À UNIÃO EUROPÉIA
porém com ativa cooperação dos demais partidos democráticos, impôs uma série de reformas que foram fundamentando, durante duas décadas, o conhecido Estado de Bem-Estar-Social sueco. Em 1974 uma das leis fundamentais governamentais, estabeleceu que todo o poder político emana do povo (uma das bases do Estado de Bem-Estar-Social). Portanto, o voto direto popular elege os representantes do Parlamento. O poder do rei, como Chefe de Estado, é apenas simbólico, não tendo direito a veto político. A partir de 1980, o modelo do Estado de Bem-Estar-Social entrou em crise devido a um aumento descontrolado do gasto público. Isto deu um fim à hegemonia do Partido Socialdemocrata, que passou a alternar o poder político com outros partidos.
Em 1986, o assassinato do socialdemocrata Olof Palme, Primeiro Ministro desde 1982, causou uma profunda comoção em todas as camadas da vida pública sueca, já que há séculos o país não passava por feitos violentos desta natureza. Na década de 90, uma série de reformas liberais foi implantada a fim de dinamizar a economia o que permitiu que a Suécia pudesse ingressar na União Européia.
Paralelamente, o governo liderado por Carl Bildt, abandonava a política de pleno emprego que havia caracterizado as décadas que antecederam o Estado de Bem-Estar-Social. A crise de desemprego deflagrou uma onda de xenofobia sem precedentes. Em 1996 uma investigação parlamentária concluía que quase 60 mil pessoas, em sua maioria mulheres, haviam sido esterilizadas entre 1935 e 1976, como parte de uma estratégia estatal de evitar a “multiplicação de seres humanos inferiores” e manter a “pureza da raça” sueca, que havia sido determinada em 1922, pelo Instituto de Biologia Racial de Uppsala.
Em 1 de Janeiro de 1995 a Suécia passou a integrar oficialmente a comunidade européia. Em 2003, os habitantes suecos votaram contra a adoção do Euro como moeda comum, durante um referendo, o que foi interpretado como um limite ao processo de integração. Entretanto, a Suécia exerceu a presidência da União Européia entre 2001 e 2009, quando priorizou questões econômicas e climáticas.
Suécia: dos Vikings ao bem-estar-social”
GEOGRAFIA E CLIMA
A geografia sueca é composta pelas terras do centro (Svealand) e o sul (Götaland) numa região de planícies suaves e lagos, onde está concentrada a maior parte da população. O clima nesta região é oceânico temperado, com Verões quentes e Invernos frios. A região oeste, ocupada pelos Alpes Escandinavos, possui clima mais extremo devido à altitude. O ponto mais alto de seu território é o monte Kebnekaise, com 2.111 metros de altura. A região norte da Suécia (Norrland) tem o clima ártico e terreno coberto por gelo permanente e florestas densas.
região de planícies suaves e lagos, onde está concentrada a maior parte da população ”
ECONOMIA
A Suécia conta com uma das mais sólidas economias do planeta. Seu perfil, voltado para a exploração orientada, alto investimento em educação e interferência estatal para corrigir distorções sociais causadas pelo mercado, deram aos suecos o status de maior índice de desenvolvimento humano do mundo.
A Suécia possui uma indústria dedicada aos setores de fabricação automotores, eletrônica, telecomunicação, siderurgia, armamentos, maquinaria industrial, concreto, têxtil, florestal e papeleira. O setor agropecuário, dedicado principalmente ao mercado interno produz legumes, cereais, batatas, beterraba açucareira e gado bovino, porcino, ovino e uma produção apiária. O setor pesqueiro desenvolve uma intensa atividade no Báltico, complementado pela silvicultura assentada em terra firme. O setor de serviços é especialmente forte nos setores de turismo, finanças, seguros e telecomunicações.
A Suécia conta com uma das mais sólidas economias do planeta ”
FATORES HUMANOS
Cerca de 90% da população sueca é nativa, pertencente aos grupos suecos e finlandeses, com a presença de grupos minoritários lapões. Por ser um país que, ao longo do tempo, acolheu imigrantes e refugiados, aproximadamente 13% de seus habitantes é composta por iugoslavos, dinamarqueses, noruegueses, gregos, turcos, diversas nacionalidades africanas e latino-americanos.
O idioma oficial é o sueco, porém existem comunidades de língua finlandesa (3%) e grupos menores que falam lapão, finlandês, romani e ídiche, além dos bolsões de imigrantes que conservam seus idiomas de origem. A maioria da população (87%) é protestante luterano, apesar do número de suecos não praticantes e ateus haver subido consideravelmente nas últimas décadas. O restante está distribuído entre o cristianismo, islamismo, judaísmo, budismo e catolicismo ortodoxo.
Por ser um país que, ao longo do tempo, acolheu imigrantes e refugiados ”
CULTURA
A Suécia soube incorporar elementos estrangeiros e adaptá-los a sua própria cultura, frequentemente fabricando versões tão bem sucedidas quanto as originais.
Alguns compositores e escritores suecos, pouco conhecidos fora do país, fazem parte do consumo cultural sueco há séculos. Carl Larsson, August Strindberg, Astrid Lindgren, estão entre os artistas favoritos do país. A música sueca caracteriza-se por seus ritmos alegres e pela diversidade temática. Os corais, muito popular entre os habitantes, são uma das formas mais populares de expressão. O jazz e a música pop também fazem parte da vida cotidiana. O sucesso do grupo ABBA, na década de 70 abriu as portas do mercado internacional à música sueca pavimentando o caminho para outros grupos como Roxette, Europe e The Cardigans. No norte do país, os lapões conservam traços típicos de sua cultura tais como a gastronomia, tradições socias e as artes, cuja expressão mais célebre é a música Yoik.
Os suecos possuem um rico calendário de festividades anuais. Talvez, a mais popular seja a Midsommarafton celebrada nos meses de Junho, ocasião em que são organizados bailes e eventos públicos imensos. Outros festivais de música e danças acontecem durante o Festival da Colheita, no mês de Setembro. Na festa de Walpurgis festa para celebrar a chegada da Primavera, os fogos de artifício cobrem os céus do país, criando uma paisagem surpreendente.
Uma das mais fortes características da cultura sueca, portanto é o interesse de seus habitantes diante das mais diversas manifestações artísticas, o que se reflete na maneira como tratam os visitantes do exterior, sem importar sua procedência ou costume.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Estocolmo
A cidade de Estocolmo foi criada em 1252 por decisão do conde Birger Jarl, que ordenou a construção de um pequeno forte na ilha Gamla Stan, a fim de frear a atividade de grupos que invadiam as populações do litoral da região. Em poucos anos, a cidade havia se transformado na maior da Suécia e, em 1419, foi declarada capital do reino. Na Cidade Velha, é possível encontrar inúmeras construções centenárias, que sobreviveram intactas graças à tradicional neutralidade sueca e sua cultura de preservação de locais históricos. É ali que está localizado o Palácio Real, atual residência oficial dos monarcas suecos e, na vizinhança, a Catedral de Estocolmo, uma igreja luterana construída em 1279. O Museu Nobel guarda a incrível história de Alfred Nobel, inventor da dinamita, e sua conversão ao pacifismo. Na ilha de Djurgården pode-se visitar o impressionante Museu Vasa, onde se encontra em exibição permanente o gigantesco barco construído por ordem do rei da Suécia em 1628, que afundou pouco antes de ser lançado. Recuperado e restaurado a partir de 1961, passou então a ser parte do acervo do museu mais visitado da Suécia.
Malmö
A terceira maior cidade da Suécia foi fundada no século X, pelo rei sueco Svend Estridsson. Entretanto, ruínas encontradas na região indicam que os primeiros habitantes chegaram ao local 11.000 anos atrás. O edifício mais importante da cidade é o Rådhuset (sede da Câmara Municipal), construído em 1546. Da mesma época é a Igreja Petri Kyrka, uma majestosa catedral que abriga em seu interior um dos mais espetaculares órgãos da Europa. Não menos majestosa é a Paróquia de St. Pedro, uma maravilhosa construção de esplêndida arquitetura gótica. O Castelo de Malmö, construído em 1436 por ordem de Eric da Pomerânia, conserva ainda hoje as muralhas e torres que defenderam a cidade por séculos.
Visby
A cidade de Visby encontra-se na ilha de Gotland. Fundada pelos vikings, em torno do século VIII, em função de sua posição estratégia, foi palco de inúmeras batalhas. A muralha construída em tempos remotos para defender a cidade ainda conserva quarenta torres. As ruínas da Igreja de São Nicolau, destruída por um incêndio em 1525, despertam a curiosidade dos turistas que visitam a Catedral da cidade para conhecer sua história. O Museu de Gotlands Fornsal exibe uma das mais completas coleções de objetos da cultura viking.
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
Las rutas aéreas que conducen a Suecia son numerosas y frecuentes. El arribo suele hacerse en las regiones sur y central. Se puede llegar además por medio de los ferrys que conectan los puertos suecos de Göteborg, Helsingborg, Malmö y Estocolmo con otros del mar Báltico. El puente Öresundsbron permite llegar por vía terrestre desde Dinamarca.
Para recorrer el interior de Suecia se pueden tomar los vuelos internos, aunque también pueden utilizarse los trenes, moderno y puntuales, que recorren el interior del país. El sistema de buses permite enlazar a las localidades más remotas de Suecia con unidades cómodas y provistas de aire acondicionado.
El alquiler de autos provee de libertad de movimientos, pero deben tomarse precauciones ya que las rutas, aunque modernas y bien señalizadas, suelen presentar problemas ante temporales invernales, la presencia de animales salvajes y los riesgos propios de los caminos de montaña.
GASTRONOMIA
Lutfisk
O Lutfist talvez seja o prato mais popular da Suécia. Preparado com bacalhau ou outro tipo de peixe branco, que fica mergulhado durante dois dias numa mistura de água fria e soda cáustica (hidróxido de sódio). Em seguida, vai para um preparo à base de água salgada, para eliminar suas propriedades corrosivas. Quando o preparo do peixe termina, ele é lavado e frito na manteiga ou assado no forno. Servido acompanhado de batata cozida, bacon, feijão verde, queijo e purê de nabo. (Dica: Ao preparar esta receita, deve-se prestar muita atenção no tempo de curar o peixe, pois em caso de qualquer demora, pode terminar transformado, literalmente, em sabão.).
Köttbullar
Este prato compete com o Lutfisk como o mais popular da cozinha sueca. Feito de almôndegas de carne ou de carne de porco, dependendo da região da Suécia onde é preparado. Sua base é uma camada de cebola picada fininha e frita na manteiga. Em seguida, a cebola é moída com a carne picada e migalhas de pão, previamente ensopadas no leite. A mistura é feita para montar a almôndega que, finalmente, é frita na manteiga. Uma vez pronta, é servida com molho de cranberry e purê de batata. (Dica: Quanto mais ao norte se prove o prato, maior a chance de prová-lo com carne de porco. Na região do pólo, existe a possibilidade de comer o Köttbullar com carne de rena).
Ärtsoppa
A sopa de ervilhas, apesar de não ser uma receita exclusiva da Suécia, costuma ser utilizada para enfrentar os dias mais frios da região. Preparada com ervilhas amassadas até transformadas em purê. A mistura é em seguida fervida com água, temperada com sal, pimenta e outros ingredientes que variam de acordo com a região. É tradicionalmente, servida na Suécia nas quintas-feiras, acompanhada de panquecas recheadas com creme e marmelada.
Janssons frestelse
A “Tentação de Jansson”, tradução do nome deste prato, tem uma origem controvertida. Preparado com rodelas fininhas de batata e cebola picada, colocadas em camada com filés de Ansjovis (peixe skarpsill). Antes de ir ao forno, é coberto com creme para obter um gratinado. O resultado é um tipo de torta de batalha ou empadão de peixe, de sabor delicioso. (Dicas: O verdadeiro Janssons fretelse é preparado com anchovas e encontrado nos Estados Unidos e outros lugares do mundo)
Bebidas típicas
Aquavit
Alguns autores definem a Aquavit como a versão escandinava da vodca. Entretanto, apesar do modo de preparo também ser feito a partir do destilado de batatas ou cereais, outros temperos aromatizantes fazem com que a bebida tome um sabor próprio e especial. Em geral, pode levar coentro, erva-doce, cominho, endro e alcaravela, para adquirir um gosto complexo. Sua gradação alcoólica é alta e costuma apresentar uma coloração amarelada ou parda. (Dicas: a Aquavita do tipo Linie tem um preparo diferente das outras: é envelhecida em barris de xerez e enviada a navios que cruzam o equador duas vezes, antes de ser engarrafada. Seu sabor especial é atribuído a este processo).
Julmust
Apesar do Julmust, antigamente ser, tradicionalmente uma bebida degustada durante o natal, atualmente pode ser encontrada durante o ano inteiro nos bares da Suécia. Foi criada por Harry e Robert Roberts usando uma combinação de água, lúpulo, malte, suco de frutas cítricas e outros ingredientes cuja identidade é segredo de cada fabricante.
O Lutfist talvez seja o prato mais popular da Suécia ”
DICAS E CURIOSIDADES
Dicas:
• Não é necessário visto para entrar no país.
• O sistema de água potável é seguro.
• Não existem riscos de saúde além da hipotermia durante as tempestades de Inverno e queimaduras de sol, durante o Verão.
• Por alguma razão os suecos são considerados sexualmente insaciáveis. Sua tolerância e maneira de agir podem fazer com que os estrangeiros se confundam e terminem passando vergonha.
• As mulheres podem pedir desconto no preço dos taxis durante a noite.
• A delinquência é um fenômeno raro na Suécia, salvo um furto em hotel ou rua, raro.
• O sistema elétrico é de 220 V e 50 HZ.
• A gorjeta por serviço é estipulada pelo cliente. É muito mais uma demonstração de satisfação do que uma obrigação.
• O comprimento mais comum é o aperto de mão. Beijos e outras formas de contato físico não são bem vistas.
• Grande parte da população fala inglês e/ou outros idiomas europeus.
•. O brinde local é feito dizendo “Skâl”.
• Deixar comida no prato é sinônimo de falta de educação.
• Ao entrar na casa de uma família sueca, devem-se tirar os sapatos.
Curiosidades
• Estocolmo é cidade com mais casas individuais do mundo. No bairro de Kungshomen, 80% dos apartamentos são ocupados por uma só pessoa.
• O “sol da meia noite” é um fenômeno que ocorre no norte da Suécia entre o fim de Maio e o início de Julho, quando o sol permanece no céu por vários dias seguidos.
• O metro de Estocolmo foi concebido para ser uma gigantesca galeria de arte. Cada estação tem um estilo próprio e merece ser visitada.
• Em 1644 a Suécia produziu a maior moeda do mundo: um disco de cobre com 60 cm de diâmetro, pesando 9 quilos.
• No monte Falu, na região de Dalarna, foi encontrado um pinheiro cuja idade, aproximada, é de 9.500 anos. Trata-se do ser vivo mais longevo encontrado até os dias de hoje.
• O jornal mais antigo do mundo é publicado na Suécia. Chama-se Post och Inrikes, e circula desde 1645, sem interrupção.
• 1661, a Suécia transformou-se no primeiro país da Europa a imprimir papel moeda.