Federação Russa


Nome Oficial
Federação Russa
Habitantes
Russos
Capital:
Moscou
Língua Oficial
Russo. Existem diversos dialetos na Rússia.
População
147.800.000 (est. 2010)
Presidente
Dmitri Medvédev
Prefixo internacional
007
Fuso horário
UTC + 2 a 11
Moeda
Rublo
Outros grandes centros urbanos
São Petersburgo, Volgogrado, Novosibirsk, Ecaterimburgo e Samara.
superfície
17.075.400 Km2
Geografia e clima
a Rússia é o país mais extenso do planeta
Economia
o país segue avançando agressivamente dentro do sistema capitalista
O que vestir
Casacos pesados no Inverno.
dicas
Feriados nacionais: 7 de Janeiro, 23 de Fevereiro, 1 e 9 de Maio, 12 de Junho e 4 de Novembro.
Locais essenciais
Moscou- São Petesburgo - Novgorod – Vladivostok


 
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HISTÓRIA
Federação Russa:
Rússia: A História da Terra sem Fim
Federação Russa - História

Tanto as tropas napoleônicas como as da Alemanha Nazista foram derrotadas na Rússia, em épocas distintas, mas da mesma maneira: os russos retrocederam, deixando seus inimigos a mercê da imensidão e do frio. Além de ser uma estratégia militar, esse movimento é a chave para entender a história russa: qualquer um que queira ter algum poder ali tem que encarar uma extensão ingovernável e uma sociedade incompreensível. Desde Ivan o Terrível até a URSS de Stalin, a dinastia dos Romanov e a Revolução Bolchevique, tudo em sua história é gigante, transcendendo o tempo e o espaço, na história e no mundo.

DOS ESLAVOS ATE A DINASTIA DOS ROMANOV

 

O imenso território russo esteve povoado desde o período paleolítico por diversas tribos. A partir do século VI os povos eslavos se assentaram nos territórios que vão desde a atual Polônia até os Balcãs. No século VIII, os vikings fundaram o reino de Kiev. No século X, o reino de Kiev tornou-se poderoso, fortalecido pela consolidação da Igreja Ortodoxa Russa e pelos recursos que gerava através do comércio entre o norte e o sul da Europa.

No século XI o reino de Kiev se desintegrou em uma serie de principados unidos que apenas conseguiu resistir ao avanço dos mongóis liderados por Gengis Khan a partir do ano 1.223. A maioria dos sobreviventes escapou em direção ao norte, êxodo que transferiu o eixo de poder para Moscou, a nova sede do reino russo.

As invasões mongóis continuaram nos anos seguintes, ao mesmo tempo em que a Suécia e a Lituânia lançavam incursões ao oeste russo para apropriar-se de seus territórios. A resistência do príncipe russo Aleksandr Nevski, com apoio dos mongóis, começou a criar o sentimento de unidade dos russos.

O príncipe moscovita Ivan II O Grande iniciou uma política de expansão territorial. À chegada do século XV, a Rússia havia multiplicado seu território.

Em 1547 Ivan IV, “O Terrível”, assumiu o principado de Moscou e se proclamou Czar da Rússia, executando uma política de concentração de poder que levou a morte ou ao exílio os nobres que se negavam a submeter-se ao seu poder. Em 1571 os tártaros da Criméia chegaram a Moscou e a devastaram. Outras guerras com as potências fronteiriças do oeste levaram o reino à ruína.

Em 1613, Mikhail Romanov foi nomeado czar com o título de Mikhail I. Após assinar uma trégua com os estados europeus que ameaçavam suas fronteiras, esse czar conseguiu trazer a paz ao país.

A pesada carga de impostos e os abusos da nobreza provocaram a primeira revolta dos camponeses em 1667.

 

A EXPANSÃO TERRITORIAL

 

Com a ascensão do czar Pedro I em 7 de Maio de 1682, a Rússia iniciou sua mais importante expansão territorial. O czar lançou campanhas militares e expedições para aumentar seus domínios até o Oceano Pacífico, arrancou dos suecos um acesso ao Mar báltico e colonizou os confins da Sibéria. Também iniciou um processo de europeização da Rússia e reorganizou o estado de uma maneira absolutista. Uma nova revolta de camponeses foi reprimida a sangue e fogo.

Em 1762 a czarina Catarina A Grande assumiu o trono. Com o apoio da Áustria a Rússia anexou à Polônia, a Lituânia e derrotou o Império otomano, vitória que lhe garantiu o acesso ao mar Negro.

 Em 23 de junho de 1812 o general francês Napoleão Bonaparte invadiu a Rússia a frente de um exército de 700.000 soldados. A Rússia, que não possuía forças para enfrentar tamanho exército, destruiu plantações e moveu rebanhos à medida que se retirava, para privar os franceses de recursos. O inclemente inverno russo surpreendeu os invasores, ao mesmo tempo em que as forças russas executavam uma série de contra-ataques. Em 2 de Setembro Napoleão entrou na capital russa, que se consumia em incêndios iniciados pelos russos, decididos a privar o inimigo de um local para acampar. Sitiado pelas táticas de guerrilha russas, Napoleão iniciou uma longa e amarga retirada na qual apenas 58.000 soldados sobreviveram.

Apesar dos soldados de Napoleão serem derrotados, as ideias da Revolução Francesa já haviam chegado à Rússia. Os setores da crescente burguesia e oficiais veteranos tentaram obter algumas concessões do czar, mas o monarca só permitiu pequenos avanços e em 1825 a monarquia teve de enfrentar um levante militar, rapidamente sufocado pelo novo czar Nikolai I. A política repressiva não freou o descontentamento e a polícia czarista aumentou a perseguição aos dissidentes. Em 1861 o czar Nikolai II aboliu a servidão que afetava 23 milhões de russos, mas implantou um sistema de impostos que os atava economicamente ao governo.

 

A REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE

 

O início da Primeira Guerra Mundial encontrou a Rússia mal preparada e no meio de uma profunda tensão social causada pela repressão excessiva e a autocracia do czar. O sistema de alianças O obrigou a atacar os alemães e os austríacos, ao mesmo tempo enfrentava uma nova guerra no sul contra os otomanos aliados de seus adversários.

As derrotas nas frentes de batalha provocaram a revolução de Fevereiro de 1917, que destituiu o czar e formou um governo provisório com representação de todas as forças políticas. O novo governo pretendia instaurar um regime liberal e parlamentarista. Mas em 17 de Outubro os bolcheviques liderados por Lenin e Trotsky organizaram uma revolta dos soviéticos que desalojou seus adversários do poder. Em 1918, o czar e sua família foram assassinados pelo governo revolucionário, terminando assim a dinastia Romanov.

O governo comunista presidido por Lenin instituiu a abolição da propriedade privada e a instauração de um sistema de partido único modelado de acordo com os ideais marxistas. Iniciou-se assim um processo de industrialização acelerada.

 

Após a morte de Lenin em 21 de Janeiro de 1924, Stalin foi nomeado chefe do governo. O novo mandatário avançou a centralização do poder e eliminou qualquer indício de dissidência mediante expurgos que causaram a morte e o exílio de milhões de russos. Além disso, implementou um programa de coletivização forçada do campo que causou uma das maiores fomes da história do país e a morte por inanição de pelo menos 10 milhões de pessoas. Stalin também consolidou o ressurgimento econômico e militar da URSS e lhe deu projeção internacional ao iniciar um programa de expansão da revolução a outros países do planeta.

Em 1939 Stalin aprovou a assinatura de um tratado de não agressão com a Alemanha Nazista, conhecido como o Pacto Molotov-Ribbentrop. Ao iniciar-se o ataque alemão a Polônia, tropas soviéticas ocuparam a outra metade do país e cometeram numerosos abusos contra a sociedade e propriedades. Logo após invadiram a Finlândia, que apesar de uma valorosa defesa com forças muito inferiores teve que render-se e fazer concessões territoriais aos soviéticos.

 

DA SEGUNDA GUERRA À QUEDA DA UNIÃO SOVIÉTICA

 

No dia 15 de Maio de 1941 as tropas nazistas iniciaram uma invasão em grande escala sobre o território soviético. Os batalhões soviéticos foram varridos enquanto os nazistas lançavam uma operação macabra para capturar e assassinar judeus, ciganos e membros da resistência. O inverno surpreendeu os nazistas às portas de Moscou, Stalingrado e Leningrado. Stalin ordenou mover as reservas estratégicas e as fábricas essenciais para a retaguarda, longe do alcance das tropas nazistas.

Enquanto lutavam contra as tropas alemãs os soviéticos foram aumentando o número de soldados, tanques e aviões.

Stalingrado, Leningrado e Moscou romperam o cerco em 1942 e capturaram centenas de milhares de alemães que foram enviados a campos de concentração.

A guerra terminou com a vitória dos aliados, mas de imediato começaram as tensões com as potências capitalistas. Em 1949 ambos os blocos já haviam se enfrentado apos o bloqueio decretado por Stalin.

Stalin morreu no dia 5 de Março de 1953 e foi substituído por Nikita Kruschev, cuja chegada trouxe um endurecimento da política de confrontação com o ocidente, que ficou evidenciada durante a Crise dos Mísseis. No dia 28 de Outubro, os soviéticos anunciaram a retirada dos mísseis de Cuba em troca de uma promessa de não invasão norte-americana a Cuba e o desmantelamento de armamentos nucleares da OTAN na Turquia.

A chegada de novas gerações com menos fervor revolucionário e a evidência de uma rede de privilégios para os membros do Politburo começaram a semear o descontentamento e o desânimo. A falta de incentivos pessoais e o atraso tecnológico de sua indústria levaram ao estancamento da economia no início da década de 80.

Em 1985 Mikhail Gorbachev foi eleito Primeiro Ministro Soviético, um dirigente reformista que impulsionou um programa de reestruturação econômica e um plano de transparência política. A União Soviética se dissolveu na confusão ante a evidência de enormes erros e transtornos provocados por gerações anteriores de líderes. A queda do muro de Berlim e a reunificação alemã foram parte crucial desse processo, que finalizou com uma aproximação oficial ao Ocidente e um acordo global de desarme nuclear.

 

A FEDERAÇÃO RUSSA E O PÓS-COMUNISMO

 

Em 1991 a Rússia fez um acordo com as oito antigas Repúblicas soviéticas para criar uma federação onde o país seria o sócio principal. Em 18 de Agosto deste ano, um grupo da velha guarda comunista tentou um golpe de estado, fracassado pela energética intervenção do presidente Boris Yeltsin. A reação contra o golpe levou Yeltsin ao poder. O Partido Comunista foi dissolvido e ilegalizado e, em 25 de Dezembro o fim da URSS foi finalmente anunciado. Em 3 de Dezembro de 1993, os setores do Parlamento que se opunham a Boris Yeltsin e seu poder crescente, tentaram derrubar o presidente. Em resposta, Yeltsin ordenou que o exército bombardeasse o Parlamento e em seguida dissolveu o corpo legislativo.

O período do pós-comunismo foi marcado também pela dura luta entre os grupos políticos que tentavam predominar dentro do novo sistema democrático. Além disto, as primeiras reformas capitalistas foram introduzidas, dando inicio a um período de apropriação dos bens que antes pertenciam ao Estado, numa briga que incluía práticas mafiosas. Foram tempos de crise econômica e empobrecimento de grande parte da população, enquanto novos magnatas faziam enormes fortunas à custa dos bens públicos.

Com a chegada do novo milênio a economia russa começou a dar sinais de recuperação.  A liderança do presidente Vladimir Putin conseguiu recuperar grande parte do controle estatal do sistema econômico ao mesmo tempo em que a Rússia retomava o papel de superpotência, desta vez como competidor, ao invés de inimigo das nações ocidentais mais poderosas.

 

Rússia: A História da Terra sem Fim”

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