HISTÓRIA
República Dominicana:
REPÚBLICA DOMINICANA: O RITMO DO NOVO MUNDO

O primeiro lugar do “novo mundo” tocado pelos espanhóis; praias e paisagens paradisíacas; território dividido com o Haiti, um dos países mais pobres e sofridos do mundo: a República Dominicana é uma terra de contrastes, de alegria e mistério. Sua cultura nascida da fusão da europeia e africana é berço de ritmos melodiosos como o merengue e a bachata. Seu território sobreviveu invasões e ditaduras. Seu povo guarda o segredo da resistência, com sorriso perfeito estampado no rosto.
A ÉPOCA PRÉ-COLOMBIANA
Os primeiros habitantes a chegar às Antilhas, eram originários vindos da América do Sul. Eram caçadores, pescadores e nômades de cultura rudimentar, sem técnicas de agricultura. Trabalhavam com ferramentas fabricadas com ossos de animais e utilizavam pedras polidas para utensílios. Este grupo foi batizado como “ciboney” (homem que vive entre as pedras) pelos índios tainos que viviam no território e estima-se que se assentou na ilha em torno de 3.000 A.D.
Antes da chegada dos espanhóis, a ilha que atualmente é território da Republica Dominicana e do Haiti era habitada pela população indígena conhecida como tainos, um povo com uma das culturas mais ricas do Caribe. Eram sedentários que levavam um estilo de vida simples e pacifico. Sua economia baseava-se na agricultura, incluindo o plantio do tabaco. Além disto, mandioca, milho, amendoim eram e ainda são importantes agriculturas herdadas da cultura deste povo.
Cavernas existentes na Republica Dominicana ainda guardam gravuras desta época e estão localizadas no Parque del Este. As peças de cerâmica e as esculturas encontradas na ilha demonstram a grande habilidade deste povo e eram utilizadas em rituais místicos e religiosos. Os produtos de cestaria mais importantes que ficaram como heranças desta cultura são a hamaca e o macuto. Nos últimos anos importantes descobertas históricas foram feitas em sítios arqueológicos dos tainos no Parque Nacional del Este, dentre elas, exemplos de arte rupestre em diferentes localidades da ilha como nas Cavernas das Maravilhas e no Lago Enriquillo.
Logo após a chegada de Cristóvão Colombo em 1492, os habitantes aborígenes foram sistematicamente eliminados durante quase 50 anos, o que limitou o impacto de sua cultura sobre a dominicana.
A CHEGADA DOS ESPANHÓIS
Cristóvão Colombo atracou na ilha em 5 de Dezembro de 1492 durante sua primeira viagem a América com suas três caravelas: Santa Maria, Pinta e Niña. O navegante descreveu em seu diário de bordo o novo território como “a terra mais linda que os olhos humanos jamais vislumbraram”. O novo território tornou-se o ponto de chegada e ponto de partida de onde os espanhóis empreenderam sua conquista pelo Novo Mundo.
Estabeleceram o primeiro forte em La Isabela, no litoral norte da ilha que passou a chamar-se “A Espanhola” e começaram o processo de aculturação que caracteriza o dominicano, filho do encontro de culturas, produto da miscigenação, tanto em sua etnia como crenças e costumes, do europeu, do escravo africano, do pouco que sobrava da herança indígena e repetidas ondas de imigração do oriente.
A primeira colônia europeia do Novo Mundo foi estabelecida e sua capital, em Santo Domingo, e as primeiras construções coloniais foram erguidas; fortaleza, igreja, catedral, hospital, monumentos e ate mesmo a primeira universidade da América. O interesse dos colonizadores pela “Espanhola” perdurou ate o final do século XVI e foi mantido pelos lucros das riquezas minerais e plantações de açúcar.
Quando as minas de ouro esgotaram sua capacidade, uma onda emigratória surgiu, diminuindo consideravelmente a população da colônia. Navios franceses que utilizavam a ilha como ponte de contrabando aproveitaram a situação e se apoderaram da parte ocidental da ilha, fundando a colônia de Saint Dominique, baseada na exploração de escravos africanos. Com o Tratado de Ryswick de 1697, a Espanha oficializou a permanência dos franceses na ocupação daquele território da ilha. Em 1795 a Espanha cedeu definitivamente a colônia à França.
AS INDEPENDÊNCIAS
No começo do século XIX a América estava marcada pelos movimentos de independências que surgiam nas colônias, inspirados tanto pelas exitosas Revoluções Francesa e Norte-Americana como pelo crescente descontentamento dos habitantes das colônias, esgotados com os maus-tratos e a exploração de seus colonizadores.
Depois de uma serie de sangrentas batalhas, lutas internas e manobras politicas nas quais o Haiti se tornava um ponto de confronto entre potências inglesas e francesas, Toussaint Louverture consolidou sua liderança sobre a colônia francesa, na parte ocidental da ilha e iniciou o século XIX invadindo e ocupando a colônia espanhola na parte oriental da ilha, enfrentando o francês. Napoleão Bonaparte enviou seu cunhado Leclercq no comando de uma esquadra com mais de 80 embarcações e cerca de 58.000 soldados para garantir o domínio francês do território. Toussaint foi derrotado e morreu alguns anos depois na França. Porém o inconformismo dos que lutavam pela independência só aumentou: em 1804 os escravos, depois de nova batalha sangrenta, declararam sua independência na República do Haiti.
O lado oriental da ilha ficou sob o controle dos franceses até serem expulsos em 1809, logo após a Guerra da Reconquista, liderada por Juan Sánchez Ramírez, que reincorporou a parte oriental da ilha de Santo Domingo ao domínio espanhol. A pouca intervenção da Coroa Espanhola por sua colônia marcou o período, a tal ponto que recebeu o apelido histórico de “Espanha Boba”, até que em 1821, José Nunez de Cáceres obter a independência da colônia com o reconhecimento espanhol, sem conflito bélico. A ideia politica, manifesta no texto de independência, era ajudar a proteger a Grande Colômbia e a luta promovida por Simón Bolívar, para unir as novas nações e antigas colônias da América do Sul.
INVASORES HAITIANOS, ESPANHÓIES E NORTE-AMERICANOS
O apoio da nova nação caribenha à Grande Colômbia nunca foi manifestado, e, combinado com a falta de interesse espanhol por sua antiga colônia, provocou a ambição dos haitianos que ocupavam a parte oeste da ilha e haviam herdado um grande arsenal de guerra, deixado pelos franceses ao serem derrotados. Aproveitando a oportunidade os haitianos invadiram o outro lado da ilha e declararam todo o território como parte de seu domínio, rebatizando toda a extensão com “Saint Domingue”. A Universidade de São Tomas de Aquino, a primeira da América, foi fechada. O idioma francês foi imposto como o oficial e diversas medidas para impor a nova cultura foram impostas ao povo dominicano. A ocupação haitiana durou 22 anos. Em 1844 os invasores tiveram que sair, depois de serem derrotados em inúmeras batalhas. Em 27 de Fevereiro deste ano a independência e o nascimento da República Dominicana foram proclamados. Os pais da nova pátria foram Juan Pablo Duarte, Francisco del Rosario Sánchez e Ramón Matias Mella.
As instituições governamentais não chegaram a assentar-se e legitimar-se entre a população, o que resultou numa nova anexação pela Espanha, e novo conflito denominado a Guerra da Restauração e a volta da República.
Entre 1916 e 1924, tropas da infantaria norte-americana ocuparam o território, período durante o qual grupos conhecidos como “gavilleros”, mantiveram uma férrea resistência guerrilheira. Os Estados Unidos montaram a Guarda Nacional, um tipo de exercito local. Em 1930, Rafael Leonidas Trujillo Mollina, um oficial da Guarda Nacional, liderou um golpe de Estado derrubando o Presidente Horacio Vázquez e se autoproclamando Presidente da República. Mais tarde, rebatizou o titulo para “Generalíssimo” e impôs uma ditadura de 31 anos sobre o país até seu assassinato em 1961.
RUMO À DEMOCRACIA
Depois de certo período de instabilidade foram convocadas eleições e o Professor Juan Bosch foi eleito Presidente Constitucional da República, assumindo o posto em Fevereiro de 1963. Poucos meses depois foi derrotado por um golpe de estado, orquestrado por militares e apoiado pelo governo americano, que se sentia ameaçado pelas ideias esquerdistas do antigo presidente. O povo foi para as ruas contra os militares, exigindo o retorno da Constituição e do Presidente Bosch. Os Estados Unidos invadiu novamente o país, com a desculpa de apoiar uma missão de paz solicitada pelos militares. Sua condição para deixar o país foi que novas eleições fossem convocadas, e que “estranhamente” foram vencidas pelo Doutor Joaquín Balaguer, antigo político de direita do ditador Trujillo e representante dos setores conservadores. A partir de então a Republica Dominicana passou a ter eleições presidenciais a cada quatro anos.
Balaguer, entretanto “ganhou” as duas eleições seguintes, permanecendo no poder por 12 anos até ser derrotado em 1978 por Antonio Guzmán, candidato pelo Partido Revolucionário Dominicano, do qual Juan Bosch havia sido membro, com uma tradição de oposição e mudança. O Presidente Guzmán se suicidou 40 dias antes de entregar o poder em 1982 à Salvador Jorge Blanco, novo Presidente eleito por seu próprio partido e que governou de 1982 a 1986.
Os últimos governos melhoraram a situação do transporte publico no país, modernizando as vias de acesso aos polos turísticos. Numerosas escolas públicas foram construídas e equipadas com computadores e acesso a internet, assim como os clubes e igrejas. Uma reforma financeira vem sendo discutida.
República Dominicana: o ritmo do novo mundo”
GEOGRAFIA E CLIMA
A República Dominicana divide com o Haiti a Ilha de São Domingos, ocupando dois terços do território. A ilha esta localizada no Oceano Atlântico, na parte norte e no Mar do Caribe, na parte sul, portanto faz parte do Tropico de Câncer. O Canal de Mona separa o território de Porto Rico e um terço do território está ocupado pela República do Haiti. A metade de seu relevo é formada por cinco serras e três cordilheiras. A outra metade da superfície é ocupada por quatro grandes vales. O território é recortado por lagos, lagoas e rios.
Por sua localização geográfica possui clima tropical, influenciado por sua topografia e pela ação dos ventos alísios. Sua temperatura média anual é de 25°C com máximas de 34°C, entre Junho e Agosto e mínimas de 19°C, entre Dezembro e Fevereiro. Entretanto há indícios de baixas de até 5°C durante o Inverno, na região das montanhas.
Por sua localização geográfica possui clima tropical, influenciado por sua topografia e pela ação dos ventos alísios ”
ECONOMIA
A República Dominicana possui a segunda economia da região da América Central e Caribe. Sua renda per capita é bastante alta para os padrões da América Latina. Seu principal setor econômico é o de serviços, em função dos lucros obtidos pela indústria turística, seguido pela agricultura, que se mantem como o setor mais importante em termos de consumo interno. Com relação à exportação, o mais substancial ingresso vem da mineração.
Um dos grandes desafios do crescimento econômico dominicano é sua escassez de energia que produz frequentes apagões, além do grande custo da eletricidade.
Durante a década de 90 o PIB sofreu uma baixa de 5% e a inflação atingiu um limite critico, ao redor de 100%. Logo depois de um período de crescimento onde a inflação conseguiu ser reduzida, até que em 2002 a economia entrou num período de recessão.
Em Junho de 2011 o valor do peso dominicano era de 0,02 centavos de dólar.
A República Dominicana possui a segunda economia da região da América Central e Caribe ”
FATORES HUMANOS
A grande maioria da população é etnicamente multirracial 73%, ou seja, resultante da mistura entre europeus e africanos. Estatisticamente a população conta com 16% de brancos e 11% de negros. Existe uma minoria asiática, principalmente da China e Japão e alguns europeus.
No âmbito religioso, 70% dos dominicanos são católicos, 18% evangélicos e o restante não observa nenhuma religião, entretanto nos últimos anos um aumento foi registrado em praticantes de outras religiões como budismo, espiritismo, islamismo, judaísmo e de mórmons. O ateísmo oficial surgiu com a aparição do ATEODOM, que conta com membros em todas as regiões.
A grande maioria da população é etnicamente multirracial 73% ”
CULTURA
A cultura local tem influencias em várias outras culturas, especialmente a europeia, a africana e a cultura nativa dos tainos, índios originais da Republica Dominicana.
A música tem um papel indispensável e importante na vida dos dominicanos, especialmente o merengue, um ritmo local que pode ser interpretado com inúmeros instrumentos de cordas, percussão e instrumentos típicos da musica caribenha. O ritmo conseguiu extrapolar as barreiras do território e invadir o mundo. A bachata também é um gênero difundido, quicas mais popular com canções de letras românticas que falam de saudade, tristeza e nostalgia.
Os habitantes da República Dominicana são torcedores fanáticos, especialmente de beisebol, orgulho nacional do país que depois dos Estados Unidos, é o maior exportador de talentos, jogando contratados pelas melhores equipes do mundo.
Uma das expressões máximas da cultura dominicana é o carnaval, celebrado durante os feriados religiosos. Por outro lado, as crenças populares são parte intrínseca da cultura popular que aportam a influencia da cultura africana especialmente nas superstições e na vida espiritual.
A música tem um papel indispensável e importante na vida dos dominicanos ”
LUGARES IMPERDÍVEIS
Santo Domingo
A cidade de Santo Domingo, capital da República Dominicana, foi fundada em 1496 por Bartolomeu Colombo, irmão do navegante Cristóvão Colombo. Foi a primeira cidade fundada na América pelos espanhóis, portanto transformou-se na capital da colônia. Aqui podem ser encontrados o primeiro hospital, a primeira catedral e a primeira universidade da América. Seu centro colonial foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Seus conhecidos sete tesouros do Patrimônio Cultural Imaterial são o Alcázar de Colombo, a Catedral, o forte Ozama, o Museu da Casa Real, o Jardim Botânico, o Pier e o Palácio de Belas Artes.
Puerto Plata
Nesta cidade encontram-se as ruinas do primeiro assentamento europeu na América, aonde chegaram as três caravanas de Colombo em 1492. O Museu Taino e o Templo das Américas são testemunhas deste histórico momento para a história do país e do novo mundo.
Santiago
Em 1495 Cristóvão Colombo fundou na cidade um forte. Em 1504 foi batizado como Santiago de los Caballeros a mando de Nicolas de Ovando, que recebeu 30 cavaleiros da Ordem de Santiago da Espanha vindos de Puerto Plata. Para os amantes de charuto, a visita ao Museu do Tabaco é programa obrigatório.
Monte Cristi
Era neste local que o pirata inglês Sir Francis Drake se escondia dos espanhóis e abastecia seus barcos. O Parque Nacional de Monte Cristi esta localizado num grande planalto contemplando o Oceano Atlântico.
A cidade de Santo Domingo, capital da República Dominicana, foi fundada em 1496 por Bartolomeu Colombo, irmão do navegante Cristóvão Colombo ”
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
A República Dominicana é um grande destino turístico pela beleza de sua geografia, seu clima tropical, o sabor de sua comida e a hospitalidade de seu povo. O Aeroporto Internacional de Las Americas é um dos principais aeroportos da República Dominicana e da América Central, operando voos originados tanto da América do Norte, como da Europa e América do Sul. A maioria dos grandes hotéis e resorts oferece transporte do aeroporto ate suas propriedades, além do aluguel de carros e ônibus especiais com serviço bastante confortável.
O aluguel de carro pode ser uma opção para viajar entre as cidades, porém, o custo da gasolina no país é bem alto e a condição nas estradas, no geral, bastante ruim, com exceção da DR-1, que conecta Santo Domingo e Santiago.
Existe um serviço de vans que faz transporte entre cidades e apesar de serem precários em termos de luxo, os preços são bastante baratos. De qualquer modo, todos os preços e tarifas devem ser negociados com antecipação com os motoristas para evitar problema. Os turistas mais precavidos costumam utilizar os transportes e motoristas oferecidos pelos hotéis.
GASTRONOMIA
La bandera
Este prato típico tem um nome simbólico: representa o país como sua própria bandeira por ter “três cores”, a da carne, do arroz e do feijão vermelho. O sabor da receita está no segredo do preparo: a carne é cortada em fatias que são temperadas com cebola, alho, orégano, sal e pimenta. O feijão é cozido com legumes e pedaços de porco. O arroz tem um cozimento lento, coberto por papel laminado, que absorve toda a água e deixa-o soltinho. Uma vez prontos é hora de por tudo na mesa e aproveitar com a família e amigos.
Moro
O moro é um prato muito simples, baseado em ingredientes que fazem parte da comida diária da Republica Dominicana, arroz e feijão. Depois de cozidos em separado, são misturados e temperados com alho, coentro, cebola, pimentão e orégano. Uma versão dominicana de feijão com arroz.
Locrio
O locrio é um arroz incrementado com molho de tomate e temperos (orégano, alho, cebola, coentro e salsa) e misturado com diferentes tipos de carne como ingredientes principais: os locrios mais comuns são os de frango, camarão ou com costelinha de porco.
Sancocho
O sancocho é o prato nacional dominicano e pode ser comido em casas e restaurantes. Trata-se de um ensopado que combina diversas carnes (porco, carne, frango) com milho, batata, bacon, banana verde e outros ingredientes, de acordo com a preferencia do cozinheiro e da região. É um prato calórico e forte. Geralmente é para ser dividido, pois a porção mínima alimenta varias pessoas.
Este prato típico tem um nome simbólico: representa o país como sua própria bandeira por ter “três cores”, a da carne, do arroz e do feijão vermelho ”
DICAS E CURIOSIDADES
DICAS
• O mês de Setembro marca a temporada mais ativa de furacões no Caribe, portanto é bom ser evitado.
• A gorjeta dos restaurantes esta incluída na conta.
• Cartões de credito são aceitos somente na capital, em Santo Domingo.
• Os melhores preços para viajar ao país são quase sempre conseguidos em pacotes turísticos.
• O país possui apenas uma companhia aérea, Air Dominicana.
• Evite falar ou discutir sobre o Haiti com os dominicanos, já que existe bastante ressentimento entre os dois países, principalmente por parte dos mais idosos, que viveram um período turbulento com o país.
CURIOSIDADES
• A primeira igreja do “Novo Mundo” foi erguida em Santo Domingo. Ali foram conservados por mais de duzentos anos, os restos mortais de Cristóvão Colombo.
• Os dominicanos cuidam dos dentes de maneira fervorosa. As pessoas levam escovas de dente aonde quer que seja e escovam os dentes inúmeras vezes por dia, inclusive no meio da rua. O costume é baseado na grande quantidade de açúcar consumida no país.
• Existem 67 tipos de orquídea na Republica Dominicana, com mais de 300 variedades.