República Dominicana


Nome Oficial
República Dominicana
Habitantes
Dominicanos
Capital:
Santo Domingo
Língua Oficial
Espanhol
População
10.090.000 habitantes (2009)
Presidente
Prefixo internacional
+1(809), 1(829), 1(849)
Fuso horário
UTC -4
Moeda
Peso Dominicano (DOP)
Outros grandes centros urbanos
Santo Domingo, Santiago de los Caballeros, Monte Cristi.
superfície
48.442 Km2
Geografia e clima
A República Dominicana é um país banhado pelo mar do Caribe num litoral e o Oceano Atlântico no outro. O clima é tropical, com baixas de temperatura ao anoitecer.
Economia
O país possui a segunda melhor economia do Caribe. Sua economia está bem desenvolvida no setor de serviços, especialmente no turismo.
O que vestir
Roupas leves e frescas.Roupas leves e frescas.
dicas
Feriados nacionais: 01 de Janeiro, 6 de Janeiro, 21 de Janeiro, 01 de Maio, 16 de Agosto e 06 de Novembro.
Locais essenciais
Santo Domingo, Monte Cristi e Santiago de los Caballeros.


 
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HISTÓRIA
República Dominicana:
REPÚBLICA DOMINICANA: O RITMO DO NOVO MUNDO
República Dominicana - História

O primeiro lugar do “novo mundo” tocado pelos espanhóis; praias e paisagens paradisíacas; território dividido com o Haiti, um dos países mais pobres e sofridos do mundo: a República Dominicana é uma terra de contrastes, de alegria e mistério. Sua cultura nascida da fusão da europeia e africana é berço de ritmos melodiosos como o merengue e a bachata. Seu território sobreviveu invasões e ditaduras. Seu povo guarda o segredo da resistência, com sorriso perfeito estampado no rosto.

A ÉPOCA PRÉ-COLOMBIANA

 

Os primeiros habitantes a chegar às Antilhas, eram originários vindos da América do Sul. Eram caçadores, pescadores e nômades de cultura rudimentar, sem técnicas de agricultura. Trabalhavam com ferramentas fabricadas com ossos de animais e utilizavam pedras polidas para utensílios. Este grupo foi batizado como “ciboney” (homem que vive entre as pedras) pelos índios tainos que viviam no território e estima-se que se assentou na ilha em torno de 3.000 A.D. 

Antes da chegada dos espanhóis, a ilha que atualmente é território da Republica Dominicana e do Haiti era habitada pela população indígena conhecida como tainos, um povo com uma das culturas mais ricas do Caribe. Eram sedentários que levavam um estilo de vida simples e pacifico. Sua economia baseava-se na agricultura, incluindo o plantio do tabaco. Além disto, mandioca, milho, amendoim eram e ainda são importantes agriculturas herdadas da cultura deste povo. 

Cavernas existentes na Republica Dominicana ainda guardam gravuras desta época e estão localizadas no Parque del Este. As peças de cerâmica e as esculturas encontradas na ilha demonstram a grande habilidade deste povo e eram utilizadas em rituais místicos e religiosos. Os produtos de cestaria mais importantes que ficaram como heranças desta cultura são a hamaca e o macuto. Nos últimos anos importantes descobertas históricas foram feitas em sítios arqueológicos dos tainos no Parque Nacional del Este, dentre elas, exemplos de arte rupestre em diferentes localidades da ilha como nas Cavernas das Maravilhas e no Lago Enriquillo.

Logo após a chegada de Cristóvão Colombo em 1492, os habitantes aborígenes foram sistematicamente eliminados durante quase 50 anos, o que limitou o impacto de sua cultura sobre a dominicana.

 

A CHEGADA DOS ESPANHÓIS

 

Cristóvão Colombo atracou na ilha em 5 de Dezembro de 1492 durante sua primeira viagem a América com suas três caravelas: Santa Maria, Pinta e Niña. O navegante descreveu em seu diário de bordo o novo território como “a terra mais linda que os olhos humanos jamais vislumbraram”. O novo território tornou-se o ponto de chegada e ponto de partida de onde os espanhóis empreenderam sua conquista pelo Novo Mundo.

 

Estabeleceram o primeiro forte em La Isabela, no litoral norte da ilha que passou a chamar-se “A Espanhola” e começaram o processo de aculturação que caracteriza o dominicano, filho do encontro de culturas, produto da miscigenação, tanto em sua etnia como crenças e costumes, do europeu, do escravo africano, do pouco que sobrava da herança indígena e repetidas ondas de imigração do oriente.

A primeira colônia europeia do Novo Mundo foi estabelecida e sua capital, em Santo Domingo, e as primeiras construções coloniais foram erguidas; fortaleza, igreja, catedral, hospital, monumentos e ate mesmo a primeira universidade da América. O interesse dos colonizadores pela “Espanhola” perdurou ate o final do século XVI e foi mantido pelos lucros das riquezas minerais e plantações de açúcar.

Quando as minas de ouro esgotaram sua capacidade, uma onda emigratória surgiu, diminuindo consideravelmente a população da colônia. Navios franceses que utilizavam a ilha como ponte de contrabando aproveitaram a situação e se apoderaram da parte ocidental da ilha, fundando a colônia de Saint Dominique, baseada na exploração de escravos africanos. Com o Tratado de Ryswick de 1697, a Espanha oficializou a permanência dos franceses na ocupação daquele território da ilha. Em 1795 a Espanha cedeu definitivamente a colônia à França.

 

AS INDEPENDÊNCIAS

 

No começo do século XIX a América estava marcada pelos movimentos de independências que surgiam nas colônias, inspirados tanto pelas exitosas Revoluções Francesa e Norte-Americana como pelo crescente descontentamento dos habitantes das colônias, esgotados com os maus-tratos e a exploração de seus colonizadores.

Depois de uma serie de sangrentas batalhas, lutas internas e manobras politicas nas quais o Haiti se tornava um ponto de confronto entre potências inglesas e francesas, Toussaint Louverture consolidou sua liderança sobre a colônia francesa, na parte ocidental da ilha e iniciou o século XIX invadindo e ocupando a colônia espanhola na parte oriental da ilha, enfrentando o francês. Napoleão Bonaparte enviou seu cunhado Leclercq no comando de uma esquadra com mais de 80 embarcações e cerca de 58.000 soldados para garantir o domínio francês do território. Toussaint foi derrotado e morreu alguns anos depois na França. Porém o inconformismo dos que lutavam pela independência só aumentou: em 1804 os escravos, depois de nova batalha sangrenta, declararam sua independência na República do Haiti.

O lado oriental da ilha ficou sob o controle dos franceses até serem expulsos em 1809, logo após a Guerra da Reconquista, liderada por Juan Sánchez Ramírez, que reincorporou a parte oriental da ilha de Santo Domingo ao domínio espanhol. A pouca intervenção da Coroa Espanhola por sua colônia marcou o período, a tal ponto que recebeu o apelido histórico de “Espanha Boba”, até que em 1821, José Nunez de Cáceres obter a independência da colônia com o reconhecimento espanhol, sem conflito bélico. A ideia politica, manifesta no texto de independência, era ajudar a proteger a Grande Colômbia e a luta promovida por Simón Bolívar, para unir as novas nações e antigas colônias da América do Sul.

 

INVASORES HAITIANOS, ESPANHÓIES E NORTE-AMERICANOS

 

O apoio da nova nação caribenha à Grande Colômbia nunca foi manifestado, e, combinado com a falta de interesse espanhol por sua antiga colônia, provocou a ambição dos haitianos que ocupavam a parte oeste da ilha e haviam herdado um grande arsenal de guerra, deixado pelos franceses ao serem derrotados. Aproveitando a oportunidade os haitianos invadiram o outro lado da ilha e declararam todo o território como parte de seu domínio, rebatizando toda a extensão com “Saint Domingue”. A Universidade de São Tomas de Aquino, a primeira da América, foi fechada. O idioma francês foi imposto como o oficial e diversas medidas para impor a nova cultura foram impostas ao povo dominicano. A ocupação haitiana durou 22 anos. Em 1844 os invasores tiveram que sair, depois de serem derrotados em inúmeras batalhas. Em 27 de Fevereiro deste ano a independência e o nascimento da República Dominicana foram proclamados. Os pais da nova pátria foram Juan Pablo Duarte, Francisco del Rosario Sánchez e Ramón Matias Mella.

As instituições governamentais não chegaram a assentar-se e legitimar-se entre a população, o que resultou numa nova anexação pela Espanha, e novo conflito denominado a Guerra da Restauração e a volta da República.

Entre 1916 e 1924, tropas da infantaria norte-americana ocuparam o território, período durante o qual grupos conhecidos como “gavilleros”, mantiveram uma férrea resistência guerrilheira. Os Estados Unidos montaram a Guarda Nacional, um tipo de exercito local. Em 1930, Rafael Leonidas Trujillo Mollina, um oficial da Guarda Nacional, liderou um golpe de Estado derrubando o Presidente Horacio Vázquez e se autoproclamando Presidente da República. Mais tarde, rebatizou o titulo para “Generalíssimo” e impôs uma ditadura de 31 anos sobre o país até seu assassinato em 1961.

 

RUMO À DEMOCRACIA

 

Depois de certo período de instabilidade foram convocadas eleições e o Professor Juan Bosch foi eleito Presidente Constitucional da República, assumindo o posto em Fevereiro de 1963. Poucos meses depois foi derrotado por um golpe de estado, orquestrado por militares e apoiado pelo governo americano, que se sentia ameaçado pelas ideias esquerdistas do antigo presidente. O povo foi para as ruas contra os militares, exigindo o retorno da Constituição e do Presidente Bosch. Os Estados Unidos invadiu novamente o país, com a desculpa de apoiar uma missão de paz solicitada pelos militares. Sua condição para deixar o país foi que novas eleições fossem convocadas, e que “estranhamente” foram vencidas pelo Doutor Joaquín Balaguer, antigo político de direita do ditador Trujillo e representante dos setores conservadores. A partir de então a Republica Dominicana passou a ter eleições presidenciais a cada quatro anos.

Balaguer, entretanto “ganhou” as duas eleições seguintes, permanecendo no poder por 12 anos até ser derrotado em 1978 por Antonio Guzmán, candidato pelo Partido Revolucionário Dominicano, do qual Juan Bosch havia sido membro, com uma tradição de oposição e mudança. O Presidente Guzmán se suicidou 40 dias antes de entregar o poder em 1982 à Salvador Jorge Blanco, novo Presidente eleito por seu próprio partido e que governou de 1982 a 1986.

Os últimos governos melhoraram a situação do transporte publico no país, modernizando as vias de acesso aos polos turísticos. Numerosas escolas públicas foram construídas e equipadas com computadores e acesso a internet, assim como os clubes e igrejas. Uma reforma financeira vem sendo discutida. 

 

República Dominicana: o ritmo do novo mundo”

5000 A.C - 1000 A.C
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