República da Polônia


Nome Oficial
República da Polônia
Habitantes
Poloneses
Capital:
Varsóvia
Língua Oficial
Polonês
População
38.463.689 (est. 2010)
Presidente
Bronislaw Komorowski
Prefixo internacional
0048
Fuso horário
UTC + 1
Moeda
Zloty
Outros grandes centros urbanos
Lodz, krakow, Wroclaw, Poznan, Gdansk, Szezecin, Bydgoszcz e Lublin
superfície
312.685 Km2
Geografia e clima
clima continental úmido com Inverno rigoroso e Verão temperado.
Economia
A Polônia completou a transição de Estado socialista para um sistema de mercado livre.
O que vestir
Casacos pesados durante o Inverno
dicas
Feriados nacionais: 3 de maio, 27 de maio, 15 de Agosto, 1º de novembro e 11 de novembro
Locais essenciais
Varsóvia - Auschwitz / Birkenau - Cracóvia – Torun


 
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HISTÓRIA
República da Polônia:
POLÔNIA: VIVENDO NO MEIO
República da Polônia - História

Não é fácil viver no centro: tanto da história como da cultura, e a Polônia, é uma prova disto. Construída por influência de diversos povos ao seu redor, bem como invadida e destruída por seus vizinhos, a Polônia soube impor-se como potência e sofreu durante épocas difíceis. Ao longo de sua história triunfa a forte resistência e capacidade de recuperação de seu povo. Um país guiado por sua fé no catolicismo e que se orgulho cada vez mais de sua própria ressurreição.

DE PEQUENO REINO À POTÊNCIA EUROPEIA

 

Os sítios arqueológicos de Krzemionki Opatowskie indicam que os primeiros habitantes da Polônia chegaram à região há 5500 anos. O assentamento de eslavos nos séculos posteriores permitiu o desenvolvimento do comercio e o surgimento das primeiras cidades. No século VI as invasões bárbaras vindas do norte, modificaram a base étnica da população local, que se baseava em populações eslavas.   

Nos séculos seguintes a organização do território em feudos permitiu a integração territorial dos diversos povos. Em 960, o papado apoiou a designação de Mieszko I, da Casa Real Piast, como rei da Polônia. A cristianização da população ajudou a formalizar o que, até aquele momento eram varias comunidades independentes. Durante este período a Polônia enfrentou invasões dos tártaros e dos teutônicos.

Em 1385 o reino polonês uniu-se aos lituanos formando uma só nação. Esta aliança foi determinante na derrota definitiva dos teutônicos na Batalha de Grunwald e para formar a potencia militar e econômica que viria a ter grande peso na Europa. O Estado polaco-lituano possuía terras que iam desde o Báltico ao Mar Negro, incluindo grandes territórios como a Ucrânia, a Bielorrússia e uma parte da Rússia.

A Polônia viveu durante os três séculos seguintes uma etapa de esplendor, desenvolvimento econômico e cultural. Além do mais, era um Estado de grande tolerância religiosa e, portanto recebeu uma grande quantidade de imigrantes judeus, muçulmanos e protestantes perseguidos em outros países da Europa. Os exércitos poloneses venceram sucessivas guerras contra os reinos da Suécia e Rússia, chegando ate mesmo a ocupar Moscou entre 27 de Setembro de 1610 e 4 de Novembro de 1612.

No entanto, invasões de cossacos, turcos e suecos fizeram com que a Polônia perdesse seus territórios do leste, e mais ainda depois da invasão sueca de 1655, que ocupou e saqueou o território juntamente com forças russas, Transilvanas e brade-burguesas. 

 

DESINTEGRAÇÃO, OCUPAÇÕES, INDEPENDENCIA E MAIS CONFLITOS BÉLICOS

 

Na segunda metade do século XVII, a Polônia aliou-se ao Sacro Império Romano Germânico numa tentativa de frear a crescente expansão do Império Otomano no norte da Europa. Porém disputas entre os nobres poloneses levaram a divisão do reino em diversos feudos menores e, sem unidade politica ou militar. A antiga aliança foi substituída pela interferência dos países vizinhos e seu apoio dividido entre os diversos feudos. No século XVIII o território polonês se encontrava repartido pela Prússia, Rússia e Áustria. No século seguinte, a Alemanha e a Áustria expulsaram os russos da Polônia e tomaram o território anteriormente ocupado. Enquanto isto, movimentos pela independência polonesa tentavam rebelar-se contra os ocupantes, sem muito sucesso.

No princípio da Primeira Guerra Mundial a Polônia foi palco de batalhas entre as potências do centro da Europa e a Rússia. O fim da guerra resultou na assinatura do Armistício de Compiègne, que em 11 de Novembro de 1918 reconheceu a independência da Polônia. O novo governo, sob a liderança do Presidente Jozef Pilsudski, iniciou a reconstrução do estado polonês depois de séculos de domínio estrangeiro, numa fase conhecida como a Segunda República Polaca.

A insatisfação das outras potencias com os limites determinados no tratado fizeram com que a Polônia tivesse que defender seus interesses em outros conflitos, como a Guerra Polaco-Soviética que durou dois anos, de Fevereiro de 1919 à Março de 1921.

 

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: ENTRE NAZIS E SOVIÉTICOS

 

Apesar do acordo de não agressão assinado em 1934 entre a Alemanha nazista e a Polônia, no dia 01 de Setembro de 1939 tropas nazistas marcharam pelo território polonês, invocando a defesa de seus cidadãos em Danzig. Enquanto isso, tropas soviéticas ocupavam o norte do país. Foram invasões brutais, diante das quais, pouco pôde fazer a tropa polonesa, com um exercito bastante reduzido e artilharia antiquada. Em questão de dias a Polônia foi ocupada: Varsóvia caiu após dez dias de ataques, durante os quais aviões bombardeiros alemães destruíram grande parte da cidade. Os poloneses que conseguiram escapar estabeleceram um governo desde o exílio em Londres.

Milhares de oficiais e soldados poloneses foram enviados aos campos de concentração e assassinados, como durante o massacre da Primavera de 1949 em Katyn.

A ocupação alemã resultou no genocídio dos judeus poloneses. Em torno de três milhões de pessoas entre homens, mulheres e crianças foram arrancadas de suas casas, e enviadas aos campos de extermínio. Para facilitar o isolamento da população judaica, os alemães criaram um gueto em Varsóvia, onde os judeus da cidade passaram a viver com milhares de outros que eram trazidos de outras partes da Polônia. As condições sub-humanas de sobrevivência matavam pessoas diariamente e os que sobreviviam eram enviados sistematicamente ao campo de Treblinka. Muitos poloneses fugidos formaram um exército livre que reportava ao comando exilado em Londres. Muitos outros integraram a resistência que durante anos lutou contra os ocupantes.

 

DA REVOLTA DO GUETO DE VARSÓVIA À CATÁSTROFE FINAL

 

Em 18 de Janeiro de 1943, diante da noticia da ordem final do comandante das SS Heinrich Himmler para a deportação de todos os habitantes do gueto para os campos de extermínio, judeus do gueto de Varsóvia produziram uma rebelião: armados com poucas pistolas, coquetéis molotov e armas brancas, os judeus conseguiram resistir por três meses, até o dia 19 de Abril. A ordem final foi dada pelo comando alemão, que fosse incendiado o gueto. Sete mil habitantes morreram durante os combates, oito mil durante as execuções que se seguiram, durante a rendição do gueto. O restante dos sobreviventes foi exterminado no campo de concentração de Treblinka.  

Quando em Agosto de 1944 as tropas soviéticas começaram a se aproximar da cidade de Varsóvia, a resistência polonesa decidiu promover uma revolta e expulsar os nazistas do local, antes que os soviéticos o fizessem. Apesar do sucesso dos rebeldes em controlar a maior parte da cidade, os nazistas reagiram e sitiaram a cidade. Para desmoralizar os revoltosos, o comando alemão ordenou a execução de 40.000 habitantes da cidade no bairro de Wola. Os poloneses não cederam e prepararam barricadas para resistir. Os alemães então passaram a bombardear a cidade, de forma tão selvagem que 85% dela ficou reduzida a escombros. Em seguida atacaram a por terra e celebravam cada avanço com o assassinato dos resistentes que iam capturando. Os soviéticos testemunharam a população ser exterminada diante deles sem intervir, alegando problemas de abastecimento. Quando os alemães retomaram a capital polonesa em 10 de Setembro, já haviam matado 250.000 mil habitantes da cidade. Outros 100.000 foram enviados aos campos de concentração como represália pela rebelião. No final da guerra a população do país havia sido reduzida em 10 milhões de pessoas em consequência dos massacres, fugas e exilio de milhões de habitantes.

 

DO PÓS-GUERRA AOS DIAS DE HOJE

 

Em 17 de Janeiro de 1945 as tropas soviéticas entraram no que sobrava da cidade de Varsóvia. Seu exército ficou na cidade para ajudar o regime socialista que se instalava no país. Os soviéticos também se apoderaram do território da Ucrânia ocidental, comandando o destino dos poloneses pelas décadas seguintes. Porém os soviéticos não conseguiram diminuir o poder da igreja católica dentro da sociedade polonesa. Foi precisamente a instituição da igreja apoiada pelo Vaticano e seu papa polonês, João Paulo II, quem faria a maior oposição ao comunismo da década de 80.

Em Agosto daquele ano o sindicato Solidarność promoveu e apoiou uma série de greves no estaleiro de Gdansk. Sua reivindicação inicial por melhores condições de trabalho, rapidamente transformou-se numa exigência por maior liberdade para os poloneses. O líder do sindicato, Lech Walesa foi perseguido, assim como outros chefes do sindicato que possuía em torno de 10 milhões de membros. Apesar da repressão do governo polonês, cujo presidente, Wojciech Jaruzelski decretou a Lei Marcial em 13 de Dezembro de 1983 e a ilegalidade do sindicato, o movimento resistiu, promovendo greves e manifestações até que em 1988 o governo polonês admitiu sua derrota, ao convocar os dirigentes do Solidarność para um dialogo. 

A queda do Muro de Berlim em 1989 facilitou uma convocação para eleições democráticas. Lech Walesa, o candidato do agora partido politico Solidarność foi eleito presidente em 9 de Dezembro de 1990, pondo fim ao período do regime comunista e dando inicio a uma nova etapa de crescimento e liberdade no país. Em 1999 a Polônia passou a integrar a OTAN e, em 2004, passou a ser membro ativo da União Europeia.

 

Polônia: Vivendo no Meio”

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