HISTÓRIA
República da Polônia:
POLÔNIA: VIVENDO NO MEIO

Não é fácil viver no centro: tanto da história como da cultura, e a Polônia, é uma prova disto. Construída por influência de diversos povos ao seu redor, bem como invadida e destruída por seus vizinhos, a Polônia soube impor-se como potência e sofreu durante épocas difíceis. Ao longo de sua história triunfa a forte resistência e capacidade de recuperação de seu povo. Um país guiado por sua fé no catolicismo e que se orgulho cada vez mais de sua própria ressurreição.
DE PEQUENO REINO À POTÊNCIA EUROPEIA
Os sítios arqueológicos de Krzemionki Opatowskie indicam que os primeiros habitantes da Polônia chegaram à região há 5500 anos. O assentamento de eslavos nos séculos posteriores permitiu o desenvolvimento do comercio e o surgimento das primeiras cidades. No século VI as invasões bárbaras vindas do norte, modificaram a base étnica da população local, que se baseava em populações eslavas.
Nos séculos seguintes a organização do território em feudos permitiu a integração territorial dos diversos povos. Em 960, o papado apoiou a designação de Mieszko I, da Casa Real Piast, como rei da Polônia. A cristianização da população ajudou a formalizar o que, até aquele momento eram varias comunidades independentes. Durante este período a Polônia enfrentou invasões dos tártaros e dos teutônicos.
Em 1385 o reino polonês uniu-se aos lituanos formando uma só nação. Esta aliança foi determinante na derrota definitiva dos teutônicos na Batalha de Grunwald e para formar a potencia militar e econômica que viria a ter grande peso na Europa. O Estado polaco-lituano possuía terras que iam desde o Báltico ao Mar Negro, incluindo grandes territórios como a Ucrânia, a Bielorrússia e uma parte da Rússia.
A Polônia viveu durante os três séculos seguintes uma etapa de esplendor, desenvolvimento econômico e cultural. Além do mais, era um Estado de grande tolerância religiosa e, portanto recebeu uma grande quantidade de imigrantes judeus, muçulmanos e protestantes perseguidos em outros países da Europa. Os exércitos poloneses venceram sucessivas guerras contra os reinos da Suécia e Rússia, chegando ate mesmo a ocupar Moscou entre 27 de Setembro de 1610 e 4 de Novembro de 1612.
No entanto, invasões de cossacos, turcos e suecos fizeram com que a Polônia perdesse seus territórios do leste, e mais ainda depois da invasão sueca de 1655, que ocupou e saqueou o território juntamente com forças russas, Transilvanas e brade-burguesas.
DESINTEGRAÇÃO, OCUPAÇÕES, INDEPENDENCIA E MAIS CONFLITOS BÉLICOS
Na segunda metade do século XVII, a Polônia aliou-se ao Sacro Império Romano Germânico numa tentativa de frear a crescente expansão do Império Otomano no norte da Europa. Porém disputas entre os nobres poloneses levaram a divisão do reino em diversos feudos menores e, sem unidade politica ou militar. A antiga aliança foi substituída pela interferência dos países vizinhos e seu apoio dividido entre os diversos feudos. No século XVIII o território polonês se encontrava repartido pela Prússia, Rússia e Áustria. No século seguinte, a Alemanha e a Áustria expulsaram os russos da Polônia e tomaram o território anteriormente ocupado. Enquanto isto, movimentos pela independência polonesa tentavam rebelar-se contra os ocupantes, sem muito sucesso.
No princípio da Primeira Guerra Mundial a Polônia foi palco de batalhas entre as potências do centro da Europa e a Rússia. O fim da guerra resultou na assinatura do Armistício de Compiègne, que em 11 de Novembro de 1918 reconheceu a independência da Polônia. O novo governo, sob a liderança do Presidente Jozef Pilsudski, iniciou a reconstrução do estado polonês depois de séculos de domínio estrangeiro, numa fase conhecida como a Segunda República Polaca.
A insatisfação das outras potencias com os limites determinados no tratado fizeram com que a Polônia tivesse que defender seus interesses em outros conflitos, como a Guerra Polaco-Soviética que durou dois anos, de Fevereiro de 1919 à Março de 1921.
SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: ENTRE NAZIS E SOVIÉTICOS
Apesar do acordo de não agressão assinado em 1934 entre a Alemanha nazista e a Polônia, no dia 01 de Setembro de 1939 tropas nazistas marcharam pelo território polonês, invocando a defesa de seus cidadãos em Danzig. Enquanto isso, tropas soviéticas ocupavam o norte do país. Foram invasões brutais, diante das quais, pouco pôde fazer a tropa polonesa, com um exercito bastante reduzido e artilharia antiquada. Em questão de dias a Polônia foi ocupada: Varsóvia caiu após dez dias de ataques, durante os quais aviões bombardeiros alemães destruíram grande parte da cidade. Os poloneses que conseguiram escapar estabeleceram um governo desde o exílio em Londres.
Milhares de oficiais e soldados poloneses foram enviados aos campos de concentração e assassinados, como durante o massacre da Primavera de 1949 em Katyn.
A ocupação alemã resultou no genocídio dos judeus poloneses. Em torno de três milhões de pessoas entre homens, mulheres e crianças foram arrancadas de suas casas, e enviadas aos campos de extermínio. Para facilitar o isolamento da população judaica, os alemães criaram um gueto em Varsóvia, onde os judeus da cidade passaram a viver com milhares de outros que eram trazidos de outras partes da Polônia. As condições sub-humanas de sobrevivência matavam pessoas diariamente e os que sobreviviam eram enviados sistematicamente ao campo de Treblinka. Muitos poloneses fugidos formaram um exército livre que reportava ao comando exilado em Londres. Muitos outros integraram a resistência que durante anos lutou contra os ocupantes.
DA REVOLTA DO GUETO DE VARSÓVIA À CATÁSTROFE FINAL
Em 18 de Janeiro de 1943, diante da noticia da ordem final do comandante das SS Heinrich Himmler para a deportação de todos os habitantes do gueto para os campos de extermínio, judeus do gueto de Varsóvia produziram uma rebelião: armados com poucas pistolas, coquetéis molotov e armas brancas, os judeus conseguiram resistir por três meses, até o dia 19 de Abril. A ordem final foi dada pelo comando alemão, que fosse incendiado o gueto. Sete mil habitantes morreram durante os combates, oito mil durante as execuções que se seguiram, durante a rendição do gueto. O restante dos sobreviventes foi exterminado no campo de concentração de Treblinka.
Quando em Agosto de 1944 as tropas soviéticas começaram a se aproximar da cidade de Varsóvia, a resistência polonesa decidiu promover uma revolta e expulsar os nazistas do local, antes que os soviéticos o fizessem. Apesar do sucesso dos rebeldes em controlar a maior parte da cidade, os nazistas reagiram e sitiaram a cidade. Para desmoralizar os revoltosos, o comando alemão ordenou a execução de 40.000 habitantes da cidade no bairro de Wola. Os poloneses não cederam e prepararam barricadas para resistir. Os alemães então passaram a bombardear a cidade, de forma tão selvagem que 85% dela ficou reduzida a escombros. Em seguida atacaram a por terra e celebravam cada avanço com o assassinato dos resistentes que iam capturando. Os soviéticos testemunharam a população ser exterminada diante deles sem intervir, alegando problemas de abastecimento. Quando os alemães retomaram a capital polonesa em 10 de Setembro, já haviam matado 250.000 mil habitantes da cidade. Outros 100.000 foram enviados aos campos de concentração como represália pela rebelião. No final da guerra a população do país havia sido reduzida em 10 milhões de pessoas em consequência dos massacres, fugas e exilio de milhões de habitantes.
DO PÓS-GUERRA AOS DIAS DE HOJE
Em 17 de Janeiro de 1945 as tropas soviéticas entraram no que sobrava da cidade de Varsóvia. Seu exército ficou na cidade para ajudar o regime socialista que se instalava no país. Os soviéticos também se apoderaram do território da Ucrânia ocidental, comandando o destino dos poloneses pelas décadas seguintes. Porém os soviéticos não conseguiram diminuir o poder da igreja católica dentro da sociedade polonesa. Foi precisamente a instituição da igreja apoiada pelo Vaticano e seu papa polonês, João Paulo II, quem faria a maior oposição ao comunismo da década de 80.
Em Agosto daquele ano o sindicato Solidarność promoveu e apoiou uma série de greves no estaleiro de Gdansk. Sua reivindicação inicial por melhores condições de trabalho, rapidamente transformou-se numa exigência por maior liberdade para os poloneses. O líder do sindicato, Lech Walesa foi perseguido, assim como outros chefes do sindicato que possuía em torno de 10 milhões de membros. Apesar da repressão do governo polonês, cujo presidente, Wojciech Jaruzelski decretou a Lei Marcial em 13 de Dezembro de 1983 e a ilegalidade do sindicato, o movimento resistiu, promovendo greves e manifestações até que em 1988 o governo polonês admitiu sua derrota, ao convocar os dirigentes do Solidarność para um dialogo.
A queda do Muro de Berlim em 1989 facilitou uma convocação para eleições democráticas. Lech Walesa, o candidato do agora partido politico Solidarność foi eleito presidente em 9 de Dezembro de 1990, pondo fim ao período do regime comunista e dando inicio a uma nova etapa de crescimento e liberdade no país. Em 1999 a Polônia passou a integrar a OTAN e, em 2004, passou a ser membro ativo da União Europeia.
Polônia: Vivendo no Meio”
GEOGRAFIA E CLIMA
A maior parte da Polônia encontra-se coberta por uma grande planície interrompida apenas por alguns montes de altura mediana. O clima predominante é o continental úmido, com Invernos muito frios e Verões temperados. Para o lado sul, o terreno vai subindo e se torna mais severo na medida em que se alcança os Montes Cárpatos no ocidente e o Sudeste, no sudeste. A maior elevação do país é a Montanha Rysy, nos Cárpatos. No nordeste, a região da Mazuria se caracteriza por ser rica em lagos e canais. A costa do Mar Báltico apresenta um clima mais úmido e frio, pela ação dos ventos marinhos.
clima predominante é o continental úmido, com Invernos muito frios e Verões temperados ”
ECONOMIA
A Polônia completou a transição de uma economia socialista para a capitalista e um sistema de livre mercado. O setor industrial, responsável por 31% de sua renda, se destaca no setor de estaleiros, maquinaria industrial, siderurgia, eletrônica, produtos químicos, automotores, o processamento de alimentos e indústria têxtil.
A agricultura, com menor peso econômico do que no passado, produz batata, frutas, legumes, feno, verduras variadas, cereais, beterraba e tabaco. A pecuária esta concentrada na produção de gado bovino e porcino. A frota de navios poloneses opera no mundo inteiro, sendo responsável por uma boa parte da divisa d país.
O setor de mineração explora os depósitos de enxofre, cobre chumbo, prata, níquel, magnesita e sal. Alguns depósitos de gás nos Cárpatos constituem a única indústria energética do país.
completou a transição de uma economia socialista para a capitalista e um sistema de livre mercado ”
FATORES HUMANOS
A grande maioria dos poloneses, 98,7%, pertence a nacionalidades europeias, entre as quais predominam os eslavos, alemães, ucranianos e bielorrussos. O elevado grau de mestiçagem dificulta o estabelecimento da proporção de cada grupo. Ainda existe uma pequena comunidade judaica e cigana, as duas etnias que sofreram maior perda nos campos de extermínio nazista.
Da população polonesa, 90% são católicos, enquanto 1,3% são católicos ortodoxos Greco-ucranianos e o restante pertence a diversas religiões de menor representação ou são ateus.
O idioma oficial é o polonês, falado por 97,8% dos habitantes, com alguns grupos de língua alemã, ucraniana, hebreia e romani. Atualmente, 12 milhões de poloneses vivem no exterior. O maior destino de imigração polonesa foi os Estados Unidos, seguido pela Alemanha, França, Lituânia, Ucrânia, Lituânia, Argentina, Brasil, Uruguai e México.
O elevado grau de mestiçagem dificulta o estabelecimento da proporção de cada grupo ”
CULTURA
As raízes eslavas, alemães, cristas e judaicas formaram as primeiras expressões da cultura polonesa. As cidades do país são um conglomerado de estilos presentes nas grandes capitais europeias.
A cultura da Polônia destaca-se por sua grande contribuição à Ciência e Artes Mundiais, ao mesmo tempo em que reflete a dramática HISTÓRIA vivida por sua sociedade em muitos aspectos ao longo de sua existência.
A cultura clássica polonesa tem personagens de destaque como o compositor Frédéric Chopin e cientistas destacados como Marie Curie e Nicolas Copérnico. A dança popular polonesa propagou-se pelo mundo, não somente em função das colônias polonesas, mas por sua estética e alegria contagiantes.
Apesar de haver perdido muitas de suas construções históricas ao longo de guerras e conflitos, o país ainda possui um grande acervo de monumentos, palácios e locais que refletem os momentos importantes do país, muitos dos quais foram recuperados graças ao trabalho de restauradores e dedicação de seu povo em preservar a história.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Varsóvia
É a maior cidade e capital da Polônia e foi estabelecida no século XI como um assentamento comercial chamado Brodno. A construção de um castelo, a pedido do duque Boleslaw II, promoveu o crescimento daquela que rapidamente se transformaria na capital do Ducado da Mozávia. A cidade tornou-se um importante centro politico e econômico quando foi anexada ao reino da Polônia a partir do século XV. Apesar de ter sido quase totalmente destruída pelas tropas nazistas durante a Segunda Guerra, conseguiu conservar uma importante quantidade de monumentos históricos. O Castelo Real ou Zamek Krolewski, reconstruído depois da libertação da cidade em 1945, abriga uma importante coleção de objetos da HISTÓRIA da Polônia. Também se podem percorrer as antigas ruas do Gueto de Varsóvia, a Sinagoga de Nozyk e a Igreja de Santa Ana, em cujo interior encontra-se uma urna contendo o coração do compositor Frédéric Chopin. O Palácio da Cultura e Ciência relembra a passagem dos soviéticos pela Polônia por seu estilo arquitetônico, exportado pelos arquitetos e engenheiros russos da época.
Auschwitz – Birkenau
Os campos de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau talvez sejam as mais famosas fabricas de morte do período nazista. O primeiro campo do complexo foi inaugurado em 1940 e em 1942 já abrigava entre 13 e 17 mil prisioneiros. Centenas de milhares de pessoas foram assassinadas nestes campos tanto nas câmaras de gás quanto em valas à céu aberto, além das que pereceram por desnutrição, doenças e maus tratos. Em 1947 Auschwitz for transformado num museu onde ainda encontra-se em exibição na entrada a hipócrita inscrição “O TRABALHO LIBERTA”.
Cracóvia
A cidade que foi capital da Polônia por um milênio foi uma das poucas poupadas da destruição massiva durante a Segunda Guerra Mundial. Graças a isto conservou inúmeros monumentos de grande valor histórico. O Castelo Real sobre o monte Wawel é provavelmente o mais famoso e grandioso entre eles. Na base da colina estão encontram-se as misteriosas cavernas, O Covil do Dragão. Os visitantes também podem visitar a Catedral de São Venceslau e São Estanislau ou atravessar o Portão de São Floriano, parte das muralhas que guardavam a Cidade Velha. Outros locais históricos são a fabrica onde o industrial Oscar Schindler escondeu e salvou centenas de judeus do massacre nazista e, próximo dali a casa onde nasceu Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II.
Torun
A cidade medieval de Torún é uma das mais ricas em monumentos históricos do norte da Europa. Conhecida também por ser a cidade natal do genial astrônomo renascentista Nicolau Copérnico, que desafiou à Ciência com sua Teoria do Heliocentrismo. A cidade possui fortalezas construídas entre os séculos XIII e XV erguidas para defender a cidade, sendo que uma das torres chama a atenção por estar inclinada há séculos. O Castelo de Malbork, construído pela Ordem dos Cavaleiros Teutônicos que dominaram a cidade, considerado como Patrimônio Mundial da UNESCO é um exemplo clássico de um castelo medieval.
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
A Polônia está ligada ao resto do mundo através de inúmeras rotas aéreas. É possível alcançar o país através das fronteiras terrestres, tanto de carro como em ônibus internacionais. O preço da passagem dos trens que viajam para a Polônia é relativamente alto, porém o serviço e extremamente confortável e eficiente, evitando as estradas cheias de neve durante o Inverno. Outra opção é tomar uma das balsas que fazem a rota do Mar Báltico com o Reino Unido e os países escandinavos.
A curta distância entre as principais localidades polonesas dispensam o uso de voos internos para percorrer o país. O método mais eficiente e utilizar os trens ou ônibus que cobrem todo o território.
O aluguel de carro também é uma opção barata, porém a existência de um alto índice de roubo de carros obriga o motorista a tomar precauções e comprar os seguros devidos. Os motoristas poloneses também são bastante temperamentais e seu grau de gentileza esta muito longe dos motoristas vizinhos, alemães e austríacos.
GASTRONOMIA
Bigos
Bigos é o prato nacional polonês. Nasceu como uma comida de caçadores, porém seu sabor e simplicidade de preparo transformaram-no em parte da cozinha tradicional polonesa. Preparado com repolho, pedaços de carne, salsicha polonesa “Kielbasa”, cogumelos secos e passas. Cozido lentamente com vinho doce ou mel, o que resulta num molho suculento.
Żurek
O consumo desta sopa propagou-se por todos os países eslavos e é um excelente prato para espantar o frio durante o Inverno polonês. Preparado com um caldo de farinha de centeio dentro do qual se colocam salsichas, carne de porco, bacon e batata. Condimentado com sal, pimenta e outros temperos, o resultado é um caldo meio amargo e de alto conteúdo proteico. Servido com rodelas de pão de centeio.
Czernina
Os amantes da cozinha exótica não devem deixar de provar esta sopa. Preparada com sangue de pato ao qual se junta um caldo de açúcar e vinagre. Os ingredientes sólidos da sopa são macarrão, passas e batata. Quem prova afirma que o prato é perfeito como café da manha ou um lanche rápido.
Pieróg
A massa na Polônia é representada pelo Pieróg. Feito com uma massa de farinha de trigo que é utilizada para preparar uma espécie de raviólis gigantes, dentro dos quais são colocados recheios variados. Os mais comuns e populares são o chucrute, carne, purê de batata, ovo cozido ou queijo. Antes de serem fritos, são untados com manteiga para ficarem dourados. Também podem ser cozidos na água e sal. O pieróg geralmente é acompanhado por um molho azedo.
Bebidas típicas
Vodka
A vodka é a bebida favorita da Polônia. As marcas mais tradicionais são Zubrówka e a Wyborowa. Produzida a partir da fermentação de grãos de centeio, trigo, beterraba ou batata, que, uma vez destilados produzem uma bebida rica em álcool, num teor que vai de 30 a 50%. Toma-se diretamente num único gole. Na Polônia os acompanhamentos para beliscar com tragos de vodka são porções de arenque ou pepinos em conserva. Outro costume local é tomar um gole de vodka e outro de refrigerante ou suco de fruta.
Cerveja
Os poloneses são grandes amantes da cerveja, tanto que em 1990 um comediante local chamado Janusz Rewinski fundou o Partido dos Amantes da Cerveja Polonesa (Polska Partia Przyjaciól Piwa). Durante as eleições de 1991, o PPPP obteve 16 dos 460 postos legislativos. O tipo de cerveja favorito é a clara, gelada e, em grande quantidade.
Bigos é o prato nacional polonês ”
DICAS E CURIOSIDADES
DICAS
• Os cidadãos de países da Comunidade Europeia, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Brunei não necessitam de visto para entrar no país.
• O sistema elétrico é de 220 V e 50 HZ.
• A saudação mais usual entre os poloneses é o aperto de mão.
• Na Polônia existem bandos especializados em roubo de carros e assalto aos turistas, portanto é importante estar precavido.
• A gorjeta usual é 10% da conta.
• Não existem riscos significativos para os seres humanos, salvo o de hipotermia durante o Inverno.
•A sociedade polonesa é de fé católica. Apesar de serem tolerantes com outras religiões, defendem o catolicismo com fervor.
• Ao entrar nas casas polonesas é comum deixar os sapatos na entrada.
• A comida polonesa é bastante farta. Deixar o prato limpo é sinal de satisfação e elogio ao cozinheiro.
• Os idosos, as mulheres e as crianças são bastante respeitados. Nos transportes públicos, deve-se dar prioridade de assento a eles. Caso se esqueça, os poloneses presentes vão fazer com que você se lembre da boa educação.
• Na Polônia é permitido estacionar na calçada contanto que se deixe um metro de distancia para que os pedestres possam passar.
CURIOSIDADES
• Além de compositor e pianista o polonês Josef Hoffman é conhecido como o inventor do limpador de para-brisa e do clipe de papel.
• No sul da Polônia próximo a Wieliczka e Bochnia, encontram-se umas famosas minas de sal. Há mais de 500 anos a população constrói estatuas, altares e paredes de casas inteiras de sal.
• Na cidade de Niepokalanow, existe um corpo de bombeiros que há 75 anos é composto inteiramente por monges de um convento local.
• Na cidade de Swiebodzin, foi inaugurada em 2010 a maior estátua de Cristo do mundo. Mede 58 metros de altura e a distância entre seus braços abertos é de 24 metros.
• Quando a cientista polonesa Marie Curie descobriu o elemento químico número 84 decidiu batiza-lo como polônio em homenagem a sua terra natal.
• Durante o Natal, por tradição 12 pratos diferentes são preparados, sendo que nenhum deles contém carne.