Estados Unidos Mexicanos


Nome Oficial
Estados Unidos Mexicanos
Habitantes
Mexicanos
Capital:
México DF
Língua Oficial
Espanhol – castelhano. 7% dos mexicanos falam línguas nativas, em especial maia, náuatle, mixteco e zapoteco.
População
107.978.956 (est. 2010)
Presidente
Felipe Calderón Hinojosa
Prefixo internacional
0052
Fuso horário
UTC -6 a -8
Moeda
Peso mexicano
Outros grandes centros urbanos
Puebla, Oaxaca, Guadalajara, Cancún, Ciudad Juárez, Monterrey, Merida, Veracruz e Chiapas.
superfície
1.972.550 Km2
Geografia e clima
O México é um vasto território que trás grandes contrastes
Economia
É segunda economia da América Latina, atrás do Brasil.
O que vestir
dicas
Feriados nacionais: 16 e 27 de setembro e 28 de dezembro
Locais essenciais
México DF, Teotihuacan, Palenque, Chichén Itzá, Tulum, Veracruz


 
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HISTÓRIA
Estados Unidos Mexicanos:
MÉXICO: UM MUNDO ONDE CABEM TODOS OS MUNDOS
Estados Unidos Mexicanos - História

A história do México é uma onde milhares de histórias se entrelaçam e convivem, porque o México é “um mundo onde cabem todos os mundos”. As civilizações mais avançadas do hemisfério e a conquista espanhola; a resistência dos povos originários e a proximidade com a maior potência mundial contemporânea; a cidade mais povoada do mundo e os desertos onde florescem espécies milenares; todos estes fatores fazem parte do molho picante de uma sociedade única, emotiva, violenta e criativa: impossível decifrar seu todo apaixonante em cada detalhe.

OS MAIAS, OS ASTECAS E OUTRAS CIVILIZACÕES PRÉ- HISPÂNICAS

Segundo o fóssil humano encontrado na região de Tepexpan (de 13.000 a 10.000 AC), os primeiros habitantes do atual território mexicano eram caçadores e colecionadores. A primeira grande civilização mexicana foi a dos Olmecas (2.000-500 AC), desenvolvida em torno do cultivo do milho.
Entre 250 e 950 DC, a civilização dominante foi a Teotihuacan, instalada no vale do México.
Os Zapotecas instalaram-se no atual Estado de Oaxaca, onde construíram centenas de centros urbanos.
A civilização Maia teve seu apogeu durante o século VI. Não existe um registro claro das primeiras tribos desta civilização. Exceto os monumentos deixados pelos Maias, não é possível estabelecer um relato claro de sua história. No século V começa a expansão histórica do Império Maia, incorporando inúmeras regiões até a colonização de Yucatan. Data deste período a maior quantidade de monumentos erguidos. Entre 633 e 830 (A Idade do Ouro), os Maias mostram seu maior desenvolvimento em relação à escultura e à construção (monumentos, prédios, escadas, etc.), tendo como ponto central a região de Palenque, meca do Império onde alcançou-se a plenitude do conhecimento intelectual, o domínio da arquitetura e a ciência astronômica.

Os Toltecas, um grupo aborígene de guerreiros procedentes do Norte, criaram um Império na zona central do país, no século X. A magnitude de sua civilização pode ser constatada hoje em dia, observando-se as ruínas de seus imponentes monumentos. Foram vencidos no século XI pelas invasões Chichimecas, tribos nômades do Norte, entre as que destacavam-se os Astecas ou Méxica.

Os astecas terminaram por dominar o planalto central do país. Itzcoatl foi seu primeiro imperador, encarregando-se de extender a influência Asteca por todo o território mexicano. Desta maneira, a civilização Asteca transformou-se em uma potência dominante durante o século XV, caracterizada pelo seu grande desenvolvimento artístico e intelectual.
 

A CONQUISTA ESPANHOLA

O primeiro europeu a conhecer o território mexicano foi Francisco Fernández de Córdoba, em 1517, quem descobriu os rastros dos Maias em Yucatan. Em 21 de Abril de 1519, o conquistador espanhol Hernán Cortés desembarcou em Tabasco, fundou Veracruz e deu início à conquista de uma imensa região, habitada por cerca de 10 milhões de pessoas. Em 1522, Cortés foi nomeado Governador pelo rei Carlos V.

Entre 1535, quando o Vice-rei Antonio de Mendoza foi nomeado, e 1821, vinte e um Vice-reis da coroa espanhola governaram o México.
O Vice-reinado de Nova Espanha, como era conhecida a colônia no México, conseguiu um crescimento assombroso graças ao comércio, às exportações de metais preciosos e à pecuária. Porém, paralelamente, ocorreu um processo de subjugação indígena diante da evangelização e a reeducação forçada que, juntamente com as doenças trazidas e contra quais os nativos não tinham defesas, também ocasionaram o desaparecimento de uma parte importante da população original e a perda de uma parte crucial das culturas e costumes ancestrais. Além disto, foi instaurado um sistema de castas onde os naturais da Espanha ostentavam direitos superiores e maior poder econômico que os crioulos ou mestiços, abaixo dos quais encontravam-se os escravos e nativos submetidos a um sistema de vassalagem.


Durante esta época o México extendeu suas fronteiras de norte a sul, começando pela conquista do Novo México em 1598.
O crescimento econômico e social produziu conflitos enormes entre a população, que se agravaram em 1786 devido às reformas administrativas. O país sofria ao mesmo tempo os efeitos Revolução Francesa e, posteriormente, da ocupação da Espanha pelas tropas Napoleônicas, em 1808.
 

A INDEPENDÊNCIA

O México atravessou um longo e complexo processo de emancipação. Em 1808, houve uma revolta da junta soberana, rapidamente sufocada pelas tropas espanholas. A conspiração de Querétano em 1810 e o Grito de Guadalupe em 16 de Setembro deste mesmo ano, liderado pelo sacerdote crioulo Miguel Hidalgo y Castilla, deram início à revolução independista. Longos anos de batalha se seguiram, onde os líderes patriotas mexicanos lutaram sem quartel devido à perda de muitos de seus homens. Finalmente o general realista Agustín de Iturbide- um mexicano a serviço da coroa- fez uma aliança com o líder rebelde Vicente Guerrero, em 24 de Fevereiro de 1821, o que marcou o desaparecimento repentino da superioridade militar da Espanha no Vice-reinado e a emancipação definitiva do México em 28 de Setembro seguinte. Porém Iturbide não era seguidor das idéias republicanas de outros líderes mexicanos e nomeou-se Imperador do México. Uma revolução liberal derrotou Iturbide em Março de 1823 e proclamou uma república regida por uma Constituição. Os anos seguintes estiveram marcados pela instabilidade e pela presença constante do ditador Antonio López de Santa Ana, que utilizou seu peso político e militar para ascender ao governo em onze oportunidades diferentes.

Entre 1846 e 1848 o México enfrentou uma guerra contra os Estados Unidos e, após sua derrota, viu-se forçado a ceder os territórios que hoje formam os estados norte americanos do Texas, Califórnia, Arizona, Nevada, Utah e Novo México e parte do Colorado, Oklahoma, Wyoming e Kansas. No total, os Estados Unidos obtiveram 2,1 milhões de km2.

Em 1862 o México voltou a ser atacado. Desta vez por uma frota anglo-francesa enviada, logo após o governo mexicano negar-se a pagar por dívidas milhonárias, exigidas pelas potências européias. Um acordo diplomático conseguiu finalizar o bloqueio naval. Entretanto, nas semanas seguintes, tropas francesas enviadas por Napoleão Bonaparte ocuparam a capital do país e em 3 de Outubro de 1863 nomearam Maximiliano de Habsburgo, imperador do México. Em 1867, as guerrilhas mexicanas conseguiram expulsar os franceses, fusilaram o imperador e o sistema republicano voltou a governar.

 

A DITADURA DE PORFIRIO DÍAZ, A REBELIÂO DE VILLA E ZAPATA E O NASCIMENTO DO PRI

Em 1876, o governo do presidente Sebastián Lerdo de Tejado foi tomado por Porfirio Díaz, que havia sido General das tropas Mexicanas na reconquista do México, enfrentando os franceses.
A obscura ditadura de Porfirio Díaz durou até 1911, com uma interrupção entre 1880 e 1884.

Foram anos de turbulências nos quais o sistema de castas, herdado dos tempos coloniais, acumulou incríveis tensões. Em Novembro de 1910 ocorreu uma revolta de trabalhadores rurais. A figura de Pancho Villa começou a destacar-se entre os líderes revolucionários.
Porfirio Díaz convocou eleições e foi reeleito em 1910, em uma ação fraudulenta que gerou grande revolta popular, encabeçada por Francisco Indalecio Madero, que fora candidato de oposição indicado pelos liberais.

Em 1911, Díaz deixou o país e Madero foi eleito presidente, porém líderes rebeldes, como Emiliano Zapata e Pancho Villa recusaram-se a aceitar sua autoridade. Em 1913, Victoriano Huerta, Chefe do Exército, conspirando com Zapata e Villa, mandou assassinar Madero e assumiu o poder. As rebeliões continuaram e em 1914, Huerta fugiu do país. O poder foi então assumido por Venustiano Carranza; em 1915 os Estados Unidos reconheceu Carranza como líder legítimo do governo mexicano, enquanto Villa e Zapata seguiam liderando as revoltas.

O México voltaria a sofrer uma nova invasão norte americana em 1914, quando tropas dos Estados Unidos tomaram, temporariamente, o porto de Veracruz. Novamente em 1916, uma coluna de 12.000 soldados norte americanos a mando do general John Pershing invadiu terras mexicanas na tentativa de capturar Pancho Villa, líder guerrilheiro mexicano acusado de assassinato de um grupo de colonos no povoado norte americano de Columbus, Novo México.

O conflito das revoltas rurais terminou em 1917, com a redeção de uma Constituição que reconhecia os direitos das classes baixas, porém os confrontos esporádicos e o assassinato de grandes figuras políticas do momento continuaram nos anos seguintes. Em 1919, Emiliano Zapata foi assassinado.


Apesar de sua instabilidade, o México conseguiu avançar economicamente e modernizar-se. O governo contínuo do Partido Revolucionário Institucional, reduziu as opções políticas dos eleitores de 1929 em diante.

 

70 ANOS DO PRI, A REVOLTA INDÍGENA DE CHIAPAS E A GUERRA DOS NARCOS

Em 1932 o PRI colocou em ação um programa de seis anos, designado neste momento como “sistema econômico cooperativo inclinado ao socialismo”o que acarretava na retomada dos campos de petróleo que encontravam-se em mãos de capitais estrangeiros. Assim sendo, em 1938, o governo desapropriou as companhias de petróleo estrangeiras e o Estado assumiu a administração da indústria nacionalizada (criação da PEMEX, Petróleo Mexicano).

Em 1966 o governo de Díaz Ordaz anunciou um plano de desenvolvimento e estratégia econômica de cinco anos. Dois anos depois deu-se o Massacre de Tlatelolco, em 1968, durante o qual foram assassinados centenas de estudantes que tentavam demonstrar seu descontentamento às vésperas de uma Copa do Mundo, sediada pelo México. A agitação social e a violência governamental continuaram durante toda a década de 70.
Em meados dos anos 80, a dívida externa teve um aumento considerável, devido ao baixo preço internacional do petróleo e o México viu-se envolto numa grave crise econômica.

Em 1988, Carlos Salinas de Gortari foi eleito presidente, pelo PRI e o furacão Gilbert arrasou a península de Yucatan, deixando perdas humanas e econômicas devastadoras em seu rastro. Nos anos seguintes, Salinas aprofundou a política de privatização de empresas nacionais e filiou-se à NAFTA, acordo de livre comércio com os Estados Unidos e Canadá, demonstrando as fortes contradições da sociedade mexicana e os desafios pendentes de seus dirigentes para o novo milênio.

Em 1994 ocorre a revolta indígena do Exército Zapatista da Liberação Nacional (EZLN), onde grupos armados a mando do Subcomandante Marcos tomam o poder em várias cidades no Estado de Chiapas. Este grupo rebelde, com sua luta ininterrupta até os dias de hoje, popularizou-se no mundo inteiro e é considerado como referência do movimento pela reforma política no México.


Em 2 de Julho de 2000, Vicente Fox Quesada foi eleito Presidente do país, pelo Partido Ação Nacional (PAN), interrompendo uma hegemonia do PRI no Poder Executivo de mais de setenta anos.
A situação econômica continua sendo altamente complexa, somando-se a um aumento monstruoso a cada ano da criminalidade devido à guerra entre grupos de narcotraficantes que ocorrem nas regiões do Norte do país, próximas a fronteira com os Estados Unidos.

 


5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
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