HISTÓRIA
Estados Unidos Mexicanos:
MÉXICO: UM MUNDO ONDE CABEM TODOS OS MUNDOS

A história do México é uma onde milhares de histórias se entrelaçam e convivem, porque o México é “um mundo onde cabem todos os mundos”. As civilizações mais avançadas do hemisfério e a conquista espanhola; a resistência dos povos originários e a proximidade com a maior potência mundial contemporânea; a cidade mais povoada do mundo e os desertos onde florescem espécies milenares; todos estes fatores fazem parte do molho picante de uma sociedade única, emotiva, violenta e criativa: impossível decifrar seu todo apaixonante em cada detalhe.
OS MAIAS, OS ASTECAS E OUTRAS CIVILIZACÕES PRÉ- HISPÂNICAS
Segundo o fóssil humano encontrado na região de Tepexpan (de 13.000 a 10.000 AC), os primeiros habitantes do atual território mexicano eram caçadores e colecionadores. A primeira grande civilização mexicana foi a dos Olmecas (2.000-500 AC), desenvolvida em torno do cultivo do milho.
Entre 250 e 950 DC, a civilização dominante foi a Teotihuacan, instalada no vale do México.
Os Zapotecas instalaram-se no atual Estado de Oaxaca, onde construíram centenas de centros urbanos.
A civilização Maia teve seu apogeu durante o século VI. Não existe um registro claro das primeiras tribos desta civilização. Exceto os monumentos deixados pelos Maias, não é possível estabelecer um relato claro de sua história. No século V começa a expansão histórica do Império Maia, incorporando inúmeras regiões até a colonização de Yucatan. Data deste período a maior quantidade de monumentos erguidos. Entre 633 e 830 (A Idade do Ouro), os Maias mostram seu maior desenvolvimento em relação à escultura e à construção (monumentos, prédios, escadas, etc.), tendo como ponto central a região de Palenque, meca do Império onde alcançou-se a plenitude do conhecimento intelectual, o domínio da arquitetura e a ciência astronômica.
Os Toltecas, um grupo aborígene de guerreiros procedentes do Norte, criaram um Império na zona central do país, no século X. A magnitude de sua civilização pode ser constatada hoje em dia, observando-se as ruínas de seus imponentes monumentos. Foram vencidos no século XI pelas invasões Chichimecas, tribos nômades do Norte, entre as que destacavam-se os Astecas ou Méxica.
Os astecas terminaram por dominar o planalto central do país. Itzcoatl foi seu primeiro imperador, encarregando-se de extender a influência Asteca por todo o território mexicano. Desta maneira, a civilização Asteca transformou-se em uma potência dominante durante o século XV, caracterizada pelo seu grande desenvolvimento artístico e intelectual.
A CONQUISTA ESPANHOLA
O primeiro europeu a conhecer o território mexicano foi Francisco Fernández de Córdoba, em 1517, quem descobriu os rastros dos Maias em Yucatan. Em 21 de Abril de 1519, o conquistador espanhol Hernán Cortés desembarcou em Tabasco, fundou Veracruz e deu início à conquista de uma imensa região, habitada por cerca de 10 milhões de pessoas. Em 1522, Cortés foi nomeado Governador pelo rei Carlos V.
Entre 1535, quando o Vice-rei Antonio de Mendoza foi nomeado, e 1821, vinte e um Vice-reis da coroa espanhola governaram o México.
O Vice-reinado de Nova Espanha, como era conhecida a colônia no México, conseguiu um crescimento assombroso graças ao comércio, às exportações de metais preciosos e à pecuária. Porém, paralelamente, ocorreu um processo de subjugação indígena diante da evangelização e a reeducação forçada que, juntamente com as doenças trazidas e contra quais os nativos não tinham defesas, também ocasionaram o desaparecimento de uma parte importante da população original e a perda de uma parte crucial das culturas e costumes ancestrais. Além disto, foi instaurado um sistema de castas onde os naturais da Espanha ostentavam direitos superiores e maior poder econômico que os crioulos ou mestiços, abaixo dos quais encontravam-se os escravos e nativos submetidos a um sistema de vassalagem.
Durante esta época o México extendeu suas fronteiras de norte a sul, começando pela conquista do Novo México em 1598.
O crescimento econômico e social produziu conflitos enormes entre a população, que se agravaram em 1786 devido às reformas administrativas. O país sofria ao mesmo tempo os efeitos Revolução Francesa e, posteriormente, da ocupação da Espanha pelas tropas Napoleônicas, em 1808.
A INDEPENDÊNCIA
O México atravessou um longo e complexo processo de emancipação. Em 1808, houve uma revolta da junta soberana, rapidamente sufocada pelas tropas espanholas. A conspiração de Querétano em 1810 e o Grito de Guadalupe em 16 de Setembro deste mesmo ano, liderado pelo sacerdote crioulo Miguel Hidalgo y Castilla, deram início à revolução independista. Longos anos de batalha se seguiram, onde os líderes patriotas mexicanos lutaram sem quartel devido à perda de muitos de seus homens. Finalmente o general realista Agustín de Iturbide- um mexicano a serviço da coroa- fez uma aliança com o líder rebelde Vicente Guerrero, em 24 de Fevereiro de 1821, o que marcou o desaparecimento repentino da superioridade militar da Espanha no Vice-reinado e a emancipação definitiva do México em 28 de Setembro seguinte. Porém Iturbide não era seguidor das idéias republicanas de outros líderes mexicanos e nomeou-se Imperador do México. Uma revolução liberal derrotou Iturbide em Março de 1823 e proclamou uma república regida por uma Constituição. Os anos seguintes estiveram marcados pela instabilidade e pela presença constante do ditador Antonio López de Santa Ana, que utilizou seu peso político e militar para ascender ao governo em onze oportunidades diferentes.
Entre 1846 e 1848 o México enfrentou uma guerra contra os Estados Unidos e, após sua derrota, viu-se forçado a ceder os territórios que hoje formam os estados norte americanos do Texas, Califórnia, Arizona, Nevada, Utah e Novo México e parte do Colorado, Oklahoma, Wyoming e Kansas. No total, os Estados Unidos obtiveram 2,1 milhões de km2.
Em 1862 o México voltou a ser atacado. Desta vez por uma frota anglo-francesa enviada, logo após o governo mexicano negar-se a pagar por dívidas milhonárias, exigidas pelas potências européias. Um acordo diplomático conseguiu finalizar o bloqueio naval. Entretanto, nas semanas seguintes, tropas francesas enviadas por Napoleão Bonaparte ocuparam a capital do país e em 3 de Outubro de 1863 nomearam Maximiliano de Habsburgo, imperador do México. Em 1867, as guerrilhas mexicanas conseguiram expulsar os franceses, fusilaram o imperador e o sistema republicano voltou a governar.
A DITADURA DE PORFIRIO DÍAZ, A REBELIÂO DE VILLA E ZAPATA E O NASCIMENTO DO PRI
Em 1876, o governo do presidente Sebastián Lerdo de Tejado foi tomado por Porfirio Díaz, que havia sido General das tropas Mexicanas na reconquista do México, enfrentando os franceses.
A obscura ditadura de Porfirio Díaz durou até 1911, com uma interrupção entre 1880 e 1884.
Foram anos de turbulências nos quais o sistema de castas, herdado dos tempos coloniais, acumulou incríveis tensões. Em Novembro de 1910 ocorreu uma revolta de trabalhadores rurais. A figura de Pancho Villa começou a destacar-se entre os líderes revolucionários.
Porfirio Díaz convocou eleições e foi reeleito em 1910, em uma ação fraudulenta que gerou grande revolta popular, encabeçada por Francisco Indalecio Madero, que fora candidato de oposição indicado pelos liberais.
Em 1911, Díaz deixou o país e Madero foi eleito presidente, porém líderes rebeldes, como Emiliano Zapata e Pancho Villa recusaram-se a aceitar sua autoridade. Em 1913, Victoriano Huerta, Chefe do Exército, conspirando com Zapata e Villa, mandou assassinar Madero e assumiu o poder. As rebeliões continuaram e em 1914, Huerta fugiu do país. O poder foi então assumido por Venustiano Carranza; em 1915 os Estados Unidos reconheceu Carranza como líder legítimo do governo mexicano, enquanto Villa e Zapata seguiam liderando as revoltas.
O México voltaria a sofrer uma nova invasão norte americana em 1914, quando tropas dos Estados Unidos tomaram, temporariamente, o porto de Veracruz. Novamente em 1916, uma coluna de 12.000 soldados norte americanos a mando do general John Pershing invadiu terras mexicanas na tentativa de capturar Pancho Villa, líder guerrilheiro mexicano acusado de assassinato de um grupo de colonos no povoado norte americano de Columbus, Novo México.
O conflito das revoltas rurais terminou em 1917, com a redeção de uma Constituição que reconhecia os direitos das classes baixas, porém os confrontos esporádicos e o assassinato de grandes figuras políticas do momento continuaram nos anos seguintes. Em 1919, Emiliano Zapata foi assassinado.
Apesar de sua instabilidade, o México conseguiu avançar economicamente e modernizar-se. O governo contínuo do Partido Revolucionário Institucional, reduziu as opções políticas dos eleitores de 1929 em diante.
70 ANOS DO PRI, A REVOLTA INDÍGENA DE CHIAPAS E A GUERRA DOS NARCOS
Em 1932 o PRI colocou em ação um programa de seis anos, designado neste momento como “sistema econômico cooperativo inclinado ao socialismo”o que acarretava na retomada dos campos de petróleo que encontravam-se em mãos de capitais estrangeiros. Assim sendo, em 1938, o governo desapropriou as companhias de petróleo estrangeiras e o Estado assumiu a administração da indústria nacionalizada (criação da PEMEX, Petróleo Mexicano).
Em 1966 o governo de Díaz Ordaz anunciou um plano de desenvolvimento e estratégia econômica de cinco anos. Dois anos depois deu-se o Massacre de Tlatelolco, em 1968, durante o qual foram assassinados centenas de estudantes que tentavam demonstrar seu descontentamento às vésperas de uma Copa do Mundo, sediada pelo México. A agitação social e a violência governamental continuaram durante toda a década de 70.
Em meados dos anos 80, a dívida externa teve um aumento considerável, devido ao baixo preço internacional do petróleo e o México viu-se envolto numa grave crise econômica.
Em 1988, Carlos Salinas de Gortari foi eleito presidente, pelo PRI e o furacão Gilbert arrasou a península de Yucatan, deixando perdas humanas e econômicas devastadoras em seu rastro. Nos anos seguintes, Salinas aprofundou a política de privatização de empresas nacionais e filiou-se à NAFTA, acordo de livre comércio com os Estados Unidos e Canadá, demonstrando as fortes contradições da sociedade mexicana e os desafios pendentes de seus dirigentes para o novo milênio.
Em 1994 ocorre a revolta indígena do Exército Zapatista da Liberação Nacional (EZLN), onde grupos armados a mando do Subcomandante Marcos tomam o poder em várias cidades no Estado de Chiapas. Este grupo rebelde, com sua luta ininterrupta até os dias de hoje, popularizou-se no mundo inteiro e é considerado como referência do movimento pela reforma política no México.
Em 2 de Julho de 2000, Vicente Fox Quesada foi eleito Presidente do país, pelo Partido Ação Nacional (PAN), interrompendo uma hegemonia do PRI no Poder Executivo de mais de setenta anos.
A situação econômica continua sendo altamente complexa, somando-se a um aumento monstruoso a cada ano da criminalidade devido à guerra entre grupos de narcotraficantes que ocorrem nas regiões do Norte do país, próximas a fronteira com os Estados Unidos.
GEOGRAFIA E CLIMA
O México é um vasto território que trás grandes contrastes: selvas tropicais no sul, paisagens tropicais na costa do Caribe, desertos áridos no norte, climas rigorosos de altitude e vales férteis espalhados no centro do país.
A região central se caracteriza por grandes elevações que separam os vales férteis. É a região onde se concentra a maior parte da população mexicana. Ainda que seu clima seja temperado, o clima tende a ser mais severo à medida que se chega a altitudes mais pronunciadas.
A região costeira do Pacífico possui um clima tropical oceânico, com maiores índices de precipitação e umidade média. Sua topografia varia entre vales povoados com vegetação espessa a terrenos desertos. O norte é rochoso e árido, com oásis de vegetação dispersos ao longo das cadeias montanhosas que o atravessam.
O Golfo do México é amplamente coberto por densas florestas e vales onde a presença humana criou planícies utilizadas para a agro-pecuária. Assim como em outras regiões costeiras, as diferenças de temperatura podem ser mais acentuadas em diferentes épocas do ano e horas do dia.
O sul, até a zona de Chiapas, é coberto por uma densa floresta tropical e úmida, típica da geografia centroamericana, onde se encontra.
ECONOMIA
O México possui uma economia capitalista diversificada. É segunda economia da América Latina, atrás do Brasil. Sua inclusão no acordo de livre comércio com os EUA e o Canadá provocou um aumento em suas exportações e a trans-nacionalização de sua economia.
O México exporta petróleo, produtos agrícolas, investimentos, serviços e têxteis, entre outros produtos de natureza e extensão de fabricação variadas. O turismo é uma importante fonte de renda, bem como as remessas enviadas por residentes no exterior, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. É o maior exportador mundial de abacate, cebola, limão e um dos principais fornecedores de carne bovina e frutas secas.
As regiões urbanas e turísticas tendem a ser bem mais caras que outras regiões e seu nível de consumo muito mas desenvolvido. Consequentemente, os serviços disponíveis apresentam uma grande diferença entre os dois tipos de cenário econômico.
Uma parte substancial do PIB é gerada por setores marginais. O México possui altos índices de falsificação de mercadorias e evasão fiscal, tendência que tem mostrado uma melhora nos últimos anos.
FATORES HUMANOS
A sociedade mexicana é o produto da miscigenação dos fluxos de migração europeus com os nativos de diferentes etnias que habitam seu vasto território. Entretanto, o sistema de castas herdado dos tempos coloniais favoreceu a persistência de grandes núcleos demográficos que mantêm inalteradas características aborígenes e europeias. Nas regiões urbanas, a miscigenação étnica e cultural é elevada e muitas das grandes cidades refletem um caráter cosmopolita, produto das relações econômicas globalizadas e turísticas desenvolvidas em seu âmago.
7% da população pertence a grupos éticos de origem, em sua maior parte, nas culturas náuatle e maia, com bolsões de zapotecos, mixtecos, otomis, totonacas, tsotsis e outros grupos menores.
O México é um país predominantemente católico com uma comunidade ativa que pratica os rituais cotidianos da religião. Também é possível encontrar um forte sincretismo entre as tradições pré-colombianas e as celebrações cristãs. O culto mais forte ocorre em torno da Virgem de Guadalupe, surgido em 12 de dezembro de 1531, quando, segundo a tradição popular, uma imagem santa apareceu perante o camponês Juan Diego com uma mensagem de conciliação entre nativos e espanhóis.
Em algumas cidades e especialmente nas comunidades do interior rural, é possível encontrar grupos étnicos que preservam sua cultura ancestral e vistosas tradições.
El 7% de la población pertenece a etnias originarias”
CULTURA
O México é um destino rico em diversidade. A variedade das culturas pré-colombianas ainda existentes e a rica história contemporânea se encontram a cada passo.
Em todo seu território, existem ruínas de diversas culturas e comunidades que preservam as tradições herdadas de séculos anteriores. As culturas asteca e maia são as mais famosas do México, mas também é possível encontrar outras comunidades espalhadas pelo interior.
A música mexicana descreve também uma rica diversidade de ritmos e estilos. Entre eles, a música dos mariachis ganhou fama global. Originalmente de Jalisco, os conjuntos de mariachis são compostos de 7 a 12 membros que partilham a execução de guitarras, violas, violões, violinos e trompetes. Os conjuntos maiores adicionam harpas, flautas e outros instrumentos de sopro. Outros ritmos, como a cativantes rancheras, as valsas melódicas, a poesia do Jarocho, o rock e a música melódica e romântica também são destaque na cultura mexicana.
A arquitetura da Cidade do México é a sua marca distintiva e cosmopolita. Compete em história e grandiosidade com a de outras cidades como Monterrey, Mérida, Oaxaca.
Na aquisição de produtos típicos do país, há uma variedade muito grande de produtos. A prata mexicana, os tecidos multicoloridos de Chiapas, a cerâmica requintada de Puebla, os coloridos alebrijes (figuras multicoloridas de papel de parede), as cestas de cada região e os requintados objetos de ourivesaria, criado por artistas locais com metais preciosos e pedras locais.
O calendário de celebrações é rico em rituais, procissões e cerimônias religiosas. Uma das mais vistosas é o festival do Dia dos Mortos, realizada entre 1 e 2 de novembro. É o resultado do sincretismo entre as crenças antigas e o catolicismo. Em cada celebração do Dia dos Mortos, as famílias se lembram dos seus parentes e amigos falecidos. É também tempo para uma utilização colorida e inusitada de diversos elementos em forma de caveiras.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Cidade do México 19°29'52N, 99°7'37O
Diz a lenda que a Cidade do México foi fundada em 18 de julho de 1325 pelos náuatles que, em sua jornada em busca de um lugar para se estabelecer, encontraram em uma ilha no lago da área, uma águia comendo uma serpente sobre um nopal (cacto típico da região), imagem que interpretaram como um sinal divino que lhes mostrou onde fundar sua cidade. Ao longo do tempo, o assentamento se transformou na poderosa cidade de Tenochtitlán, sede do império asteca, que logo dominou, com seu poder econômico e militar, toda a área circundante. Foi conquistada a ferro e fogo pelos conquistadores liderados por Hernán Cortés, em agosto de 1521, e se tornou o centro do Vicerreinado da Nova Espanha. Os edifícios e templos indígenas foram demolidos e os escombros usados na construção de magníficas catedrais e palácios coloniais. A cidade tem sido o centro de quase toda a vida política no México até os dias atuais. Em suas ruas, iniciou-se o processo de emancipação, tendo que suportar a ocupação americana e francesa e sofrer guerras civis que ocorreram nos anos após a independência. Suas calçadas testemunharam a passagem das tropas guerrilheiras de Pancho Villa e Emiliano Zapata e tremeram ante aos numerosos terremotos que atingiram a cidade, tendo o mais grave dos quais ocorrido em 19 de setembro de 1985, quando a cidade foi devastada por um terremoto de 8,1 graus na escala Richter. Mas a Cidade do México, a cidade mais populosa do mundo, sempre demonstrou uma incrível capacidade de se reconstruir depois de cada catástrofe e é hoje uma metrópole orgulhosa onde coexistem edifícios antigos com magníficos palácios coloniais e modernos arranha-céus.
Teotihuacán 19°41′N 98°51′O
A grande metrópole de Teotihuacán, localizada a 45 km da Cidade do México, surgiu a partir dos assentamentos de um povo ainda desconhecido durante o segundo século D.C. Sua localização estratégica lhe permitiu desenvolver um vasto sistema de comércio com regiões vizinhas e prosperidade subsequente resultou em um elevado nível de desenvolvimento cultural. Por volta do ano 650, a cidade desmoronou sob causas misteriosas e sua população de 150.000 foi reduzida a alguns milhares. As opiniões mais comuns atribuem a responsabilidade a uma catástrofe ecológica causada pela depredação do meio ambiente. Atualmente, é possível o complexo de 21 km2, com impressionantes exemplos da arquitetura de Teotihuacán. A Pirâmide do Sol, uma construção reforçada de 63,5 metros de altura, é talvez seu edifício mais visitado. A Pirâmide da Lua, de 45 metros de altura, compete em imponência. Ao redor da Avenida dos Mortos, que percorre o complexo, é possível encontrar exemplos de esculturas e murais complexos que refletem o avançado desenvolvimento da arte da civilização.
Palenque 17°29′00″N 92°03′00″O
Em 1773, o explorador espanhol Ramon de Ordoñez y Aguilar anunciou a descoberta de uma grande cidade abandonada na selva chapateca. Tratava-se da cidade maia de Palenque, que logo foi atacada por caçadores de tesouros, que, contudo, não encontraram os tesouros que buscavam. Desde então, a cidade despertou fantasias e controvérsias. A mais famosa das quais teve lugar em torno do túmulo do rei Pacal no Templo das Inscrições e da pedra de cobertura do mesmo: muitos crentes no paranormal insistem em ver um astronauta pré-colombiano sobre ele, enquanto os arqueólogos que trabalharam no local insistem se trata um exemplo de simbolismo intrincado desenvolvido pelos Maias. As investigações mais recentes indicam que a cidade foi fundada em data próxima ao ano 2.500 A. C. e foi abandonada por razões desconhecidas, a partir do século IX.
Chichén Itzá 20°40′53.7″N 88°34′0.6″O
No ano 525, um grupo de membros da etnia chane fundou a cidade de Chichén Itzá na Península de Yucatán. Um século depois, a cidade já um dos principais centros do império maia. Entre os edifícios responsáveis pela fama de Chichén Itzá, destaca-se a Pirâmide de Kukulcán, uma construção em escalas, com 24 metros de altura, criada em homenagem à divindade que lhe deu nome. Também é possível encontrar o complexo de Jogo de Pelota, uma área onde os guerreiros disputavam um jogo similar ao futebol, para o qual utilizam pesadas bolas de borracha que deveriam atingir um círculo no topo de uma parede. Os jogadores desejavam ganhar não apenas para a admiração dos espectadores. Sua vida também era posta em jogo, pois os perdedores eram sacrificados em honra aos deuses.
Tulum 20°12′53″N 87°25′44″O
As escavações na cidade maia de Tulum datam de sua fundação em 1250. Tulum era na verdade chamada Zama, mas com a chegada dos conquistadores espanhóis, recebeu esse nome, que possui a tradução pouco decorosa de “terra fedorenta”. Localizada no estado de Quintana Roo, o complexo é cercado por um muro e está de costas para um precipício que cai sobre o Oceano Atlântico. Um de seus edifícios mais famosos é o Templo dos Afrescos, um magnífico exemplo da arquitetura e do desenvolvimento de sua expressão artística. O Castelo é um recinto construído sobre imensas escadas de pedra, adornado com esculturas de serpentes sagradas.
Veracruz 19°12′00″N 96°07′59″O
O porto de Veracruz foi fundado em 1518 pelo espanhol Juan de Grijalva e logo se tornou um ponto estratégico para o comércio e para a defesa do Vicerreinado. A fortaleza de San Juan de Ullúa constituiu o principal baluarte contra as incursões de poderes inimigos e de piratas. Ao longo de sua história, suas ruas e sua cidadela testemunharam a rendição da última força monarquista em 1825, da resistência contra uma esquadra francesa que atacou a cidade em 1838, de uma invasão espanhola, que ocupou o porto até 1862 e de dois ataques americanos em 1847 e 1914. A cidade preserva inúmeros vestígios do seu rico passado em museus, edifícios históricos e fortalezas do litoral.
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
O México possui uma abundante oferta de voos baratos para os 21 milhões de turistas que o visitam anualmente. Dadas as grandes distâncias entre os destinos dentro do país, é possível considerar voos internos baratos.
Existe a opção de tomar ônibus. Aqueles que saem dos grandes centros urbanos tendem a ser confortáveis e modernos. No interior, a qualidade do serviço, o conforto e pontualidade podem ser precários.
Na Cidade do México, é possível pegar os tradicionais táxis “besouros”, modelos do popular Volkswagen pintados de verde e acessados pela porta do passageiro. Trata-se de uma oferta de passeio sem confortos extremos, como os oferecidos por outros tipos de táxis na cidade, porém seu preço é acessível e dá a oportunidade de experimentar as famosas habilidades de condução daqueles que os dirigem. Há riscos para os turistas pela presença de alguns motoristas que exploram a ignorância dos passageiros. Há alternativas mais seguras nas empresas de rádio táxi na cidade.
No caso de aluguel de carros, deve-se levar em conta as longas distâncias e um comportamento às vezes difícil dos motoristas nas ruas e estradas. A Cidade do México implementa um sistema de rodízio, proibindo a circulação de veículos de acordo com a terminação da placa a fim de reduzir a poluição bem como o número de unidades nas ruas. A proibição também se aplica aos veículos conduzidos por turistas.
O trem passa por um período de reforma e privatização, de modo que as instalações e os horários variam de uma linha para outra. É recomendável obter informações sobre o estado de cada ramificação antes de comprar os bilhetes.
As grandes cidades estão ligadas por uma rede de auto-estradas, em sua maioria, modernas e bem sinalizadas. Em áreas remotas, as rotas podem ter problemas de manutenção. As estradas de cascalho do interior exigem mais experiência dos motoristas e é recomendável procurar ajuda de moradores locais antes de se aventurar por trilhas menos percorridas.
GASTRONOMIA
Enchiladas
A enchilada é um prato feito de tortillas fritas com um recheio que pode cobrir uma variedade de combinações de carne, frango, porco ou peru. Também são adicionadas variedades de queijo, arroz, pasta de abacate, cebola, creme de leite, coentro e alface. Uma das variedades mais populares é a preparada com molho de mole, preparação que inclui cacau e carne moída. A preparação é consumida com molho quente.
Tacos
Os tacos são talvez a comida mais difundida e famosa do México. Trata-se de tortillas de milho ou farinha que embrulham misturas de carnes e legumes. São consumidos com molho de limão ou pimenta e são normalmente encontrados em cada restaurante e rua do México. As taquerias são lojas especializadas em oferecer alternativas de tacos. (Dica: É recomendável comer os tacos oferecidos em lojas e evitar vendedores ambulantes, especialmente em dias de altas temperaturas.)
Crepes
Os crepes são a versão local de crepes franceses. São obtidos a partir da mistura de farinha, sal, açúcar, leite, cerveja e ovos, cozida em manteiga quente. A tortilla obtida é envolta em doces e flambada com licor. Trata-se de prato desfrutados pelos mexicanos que do café da manhã ao jantar. Como em outras receitas da culinária mexicana, cada região tem sua própria forma de preparação.
Quesadillas
A quesadilla, embora seja um produto difundido em outros países latinos, tem sua fórmula de preparação originária do México. É feita com tortillas de milho ou farinha misturadas com queijo mussarela ou similar e é geralmente acompanhada por uma variedade de sopas e molhos. No norte, a quesadilla de farinha é a de costume. (Dicas: ao pedir uma quesadilla, é possível que ofereçam “sincronizada”. Não se trata de um mal-entendido, mas como chamam a quesadilla com tortilla dupla, como um sanduíche.
Tamales
Os tamales estão entre os patrimônios indígenas mais difundidos na culinária mexicana e um ponto de encontro com os alimentos de outros países vizinhos. Consistem em uma massa de milho cozido e temperado com diferentes variedades de carnes ou ervas. A preparação é envolta em folhas de espiga, bananeira ou agave. (Dicas: existem infinitas variedades de tamales e preparações de cada região)
Chilocuil, chapulines e outros insetos
Para aqueles que procuram experimentar a gastronomia mais exótica, a partir de agosto é possível consumir o chilocuil, larvas de mariposas conhecidas localmente como “vermes do chili”. São servidos assados sobre torradas e os habitantes do norte dizem são um deleite para o paladar. É também possível consumir “chapulines”, gafanhotos que fazem parte da dieta local desde os tempos pré-históricos, ou escamoles, larvas de formigas servidas em manteiga. (Dicas: apesar de proibida, a preparação de xoloitzcuintles pode ser oferecida àqueles mais empenhados em experimentar pratos exóticos É feita com uma variedade de cães calvos nativa do México, uma espécie que protegida pela legislação local.)
Molhos quentes
As preparações à base de pimenta estão entre os clássicos da cozinha mexicana. O molho de Tabasco é uma das variedades mais conhecidas, mas existem centenas de receitas diferentes, algumas extremamente quentes. Quando um mexicano diz que um molho é picante, é porque a variedade é capaz de entorpecer seu sistema de degustação em poucos segundos. Não subestime o poder da pimenta mexicana e não se exponha aos efeitos perigosos em sua boca e trato intestinal. (Dicas: se sua curiosidade o levou a experimentar uma pimenta extrema, laticínios e álcool são a melhor maneira de combater a capsaicina, o elemento ativo que provoca irritação.)
Bebidas típicas
Tequila
A Tequila é proveniente da região de Jalisco, mas se tornou a bebida mais representativa do México. Seu teor alcoólico varia de 35 a 55% e ela é obtida a partir da destilação do agave azul, uma planta do solo do México. Existe uma variedade de tequilas diferenciadas por cor e método de produção. A tequila Blanco é derivada do processo de destilação simples. A Reposada, como o próprio nome sugere, é colocada em barris de carvalho ou carvalho branco por ao menos dois meses. O Añejo vez fica armazenado em barris por ao menos um ano. Caso o envelhecimento exceda três anos, obtém-se um Añejo Extra. (Dicas: não tente competir com os bebedores mexicanos de tequila. A resistência de muitos mexicanos à tequila é lendária e difícil de ser equipara por um novato estrangeiro.)
Mezcal
O mezcal, como a tequila, é obtido a partir da planta do agave. Porém, a tequila só pode ser feita a partir do agave azul pode ser diluída em água ou outros líquidos. O m mezcal consiste em agave puro, sem adições. Seu teor de álcool chega a 40% e é muito apreciada desde tempos pré-hispânicos pelas camadas populares do México. (Dicas: alguns produtores adicionam um verme de Maguey no interior de cada garrafa de mezcal para realçar o sabor Não é verdade que se deva comer o verme como forma de demonstrar educação.)
Pulque
O pulque é proveniente da fermentação do agave. Mas, ao contrário de outras preparações da planta, utiliza-se uma técnica de raspagem do centro do agave para obtenção de um suco concentrado. A obtenção deste suco pode ser um processo demorado, de até dois meses, visto que recebe uma quantidade considerável de produtos. Com a ajuda de uma bactéria, o suco é fermentado e o produto final é consumido frio, acompanhado de tortillas, frutas ou mel. (Dicas: em algumas das poucos pulquerias remanescentes nas grandes cidades do país, esta bebida é preparada com os métodos tradicionais. Entretanto, é necessário estar atento às condições de preparo, visto que sua fermentação excessiva pode ser extremamente tóxica.
DICAS E CURIOSIDADES
• No norte do México intensificou-se a violência ligada ao tráfico de drogas. Recomenda-se obter informações prévias sobre os locais que podem ser visitados em cada região.
• Na Cidade do México e em geral nas grandes cidades, tem-se desenvolvido um enorme mercado de produtos falsificados. Embora o preço possa ser apropriado, os artigos não têm a mesma qualidade que os originais e não são cobertos por garantias legítimas.
• A Cidade do México tem um dos maiores índices de poluição do ar em todo o mundo. É recomendável que pessoas com crianças e de problemas respiratórios evitem percorrer a cidade nos dias em que são emitidos alertas de picos de poluição. O período de maior risco ambiental vai de novembro a fevereiro.
• Dado o número de veículos e pessoas que convivem na Cidade do México, o trânsito da cidade é um dos mais difíceis do mundo. Arme-se com paciência e não planeje cronogramas detalhas caso seus planos dependam das ruas e estradas da cidade.
• Devido à poluição e o tráfego, foi implantado um sistema de rodízio de acordo com o número final de cada placa. Caso alugue um carro, considere esta norma, que também inclui os visitantes estrangeiros.
• Os táxis da cidade são normalmente utilizados por criminosos a fim de roubar ou aplicar golpes em passageiros. Embora a grande maioria dos motoristas seja honesta e amigável, é recomendável utilizar, sempre que possível, veículos de empresas conhecidas.
• Embora os turistas não necessitem de visto, é solicitado um cartão de turista nos postos de fronteira, que possibilita a permanência no território por um prazo determinado.
• As condições da rede de água potável são geralmente boas e sofrem com maior precariedade nas áreas rurais. Recomenda-se o consumo de água engarrafada.
• Por estar em uma região de alta atividade sísmica, a maior parte do México está propensa a tremores e terremotos. Outros perigos naturais que podem ser encontrados são os furacões que eventualmente atingem a costa do Caribe, inundações repentinas de rios em regiões montanhosas e a presença de espécies venenosas em desertos e selvas.
• A barganha é a prática dos mercados de rua e das barracas de artesanato. Os turistas não devem se deixar sentir pelas maneiras rudes do vendedor, pois tudo é parte do ritual de busca de um preço de consenso.
Mexico DF
Praça El Zócalo
Praça da Constituição Nacional, popularmente conhecida como El Zócalo. Em torno dela encontram-se os edifícios históricos mais importantes da capital mexicana.
Catedral Metropolitana de México
Construída por ordem do conquistador espanhol Hernan Cortes em 1571, é uma das principais igrejas do México. Por haver sido construída em um terreno instável, sofre de uma inclinação lateral que precisou de um grande trabalho de engenharia para evitar seu colapso.
Templo Mayor
As ruínas do principal templo asteca do México foram descobertas por acaso em 21 de Fevereiro de 1978 por um grupo de trabalhadores de rua enquanto consertavam uma rua.
Museu Casa Trotsky
Depois de sair da Rússia por conta das diferenças ideológicas com Josef Stalin, o líder revolucionário Leon Trotsky estabeleceu residência no bairro de Coyoacán. Foi ali que um fanático stalinista o assassinou em 20 de Agosto de 1940.
Castelo de Chapultepec
O antigo Colégio Militar foi palco, em 1847, da heroica defesa contra as tropas norte-americanas que invadiram a cidade. Um grupo de 46 cadetes, entre 13 e 19 anos, deu a vida na tentativa de deter os invasores.
Monumento à Independência
A famosa Estatua do Anjo coroa o Monumento a Independência do México. Foi inaugurada em 1910 para celebrar o centenário da Republica. Em seu interior estão os restos mortais dos principais personagens da emancipação mexicana.
Museu Frida Khalo
A famosa Casa Azul de Frida Khalo guarda a maior coleção das obras e objetos da popular artista mexicana. Além disto, representa sua ativa vida politica como militante do movimento comunista mexicano.
Estádio Asteca
O Estádio Asteca é a catedral do futebol mexicano. Construído em 1962 para a Copa do Mundo organizada pelo México, é o único estádio que foi palco de duas finais deste campeonato no mundo.
Convento de Churubusco/strong>
Antigo recinto religioso onde um grupo de irlandeses lutou, em 1847, contra forças norte americanas. O objetivo era deter o avanço dos inimigos, que tentavam invadir o centro da cidade.
Basílica de Guadalupe
É na Basílica de Guadalupe que está guardada a mais venerada relíquia cristã de todo o México. Trata-se da “tilma”, um tecido tradicionalmente indígena, onde foi gravada a imagem da Virgem Santa em sua aparição para Juan Diego. Isso aconteceu no dia 9 de dezembro de 1531. Há algumas décadas foram descobertas imagens dentro dos olhos da Santa, ainda sem explicações religiosas ou científicas.
Museu de Antropologia
Este museu guarda a mais completa coleção de objetos da América Pré-Colombiana. São 24 salas temáticas, nas quais são exibidos tesouros arqueológicos das mais distintas civilizações mesoamericanas.
Palácio Nacional
A sede do Poder Executivo Mexicano é um magnífico edifício, de bela arquitetura e história marcante. Por seus salões já passaram presidentes e Reis, além dos míticos revolucionários Pancho Villa e Emiliano Zapata.
Palácio do Arcebispo
Erguido sobre o antigo templo asteca de Tezcatlipoca, o edifício de extrema importância durante o período colonial é um exemplo da arquitetura espanhola dos período pós-conquista. Convertido em Museu, seu interior guarda uma coleção completa da cultura mexicana.
Teotihuacán
Pirâmide da Lua
Com uma altura de 5,5 metros o edifício representa o maior dedicado à divindade lunar.
Pirâmide do Sol
É a maior de todas as pirâmides de Teotihuacán. Elevada a 45 metros, possui uma superfície de 45.000 metros quadrados.
Cidadela
O local guarda os aposentos dos antigos sacerdotes da cidade. Recebeu seu nome em função da antiga crença que se tratava de uma muralha de defesa.
Palácio de Quetzalpapalotl
Local que servia de alojamento da nobreza. Decorado com belíssimos murais que representam a tradição asteca.
Calçada dos Mortos
Principal Avenida de Teotihuacán. Possui 2 quilômetros de extensão e ao seu redor estão os edifícios mais importantes da cidade.
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Templo de Quetzalcóatl
Descoberto em 1920, o templo servia para adoração da divindade máxima, além de tumba para os grandes senhores da cidade.
Veracruz
Forte de San Juan de Ulúa
O forte situado na entrada do porto da cidade guarda um passado heroico. Resistiu ao ataque de piratas e corsários durante séculos e foi o ultimo bastião espanhol a render-se aos mexicanos em Novembro de 1825. A cidade foi ocupada pelos franceses em 1838 e pelos norte-americanos em 1847.
Farol Venustiano Carranza
Construído em 1902, o Farol serviu como guia a todos os navios que chegavam ao porto, além de ser residência do governo em 1914, quando o presidente Carranza fixou na cidade a capital provisória do país.
Catedral de Veracruz
A Catedral da Virgem de Assunção é a igreja mais importante da região.
Baluarte de Santiago
É o ultimo dos sete recintos fortificados que resguardava a cidade. Foi construído em 1654 como parte do sistema de defesa do Forte.