HISTÓRIA
República Italiana:
ITÁLIA: O SABOR E A HISTÓRIA

A história da Itália é uma das mais importantes e ricas do mundo. Os acontecimentos políticos e sociais que aconteceram em seu território foram fundamentais para o desenvolvimento da cultura ocidental moderna. Sede do cristianismo, o berço do ocidente oferece opções atraentes para ver, sentir e tocar a história, até os dias de hoje.
A PRÉ-HISTÓRIA
As primeiras culturas desenvolvidas que habitaram a península italiana foram os lígures e etruscos. Dos primeiros se conhece relativamente pouco, mas que viviam no norte da Itália, Suíça e sul da França. Atribui-se a eles a criação das primeiras sociedades na Itália com conhecimento de agricultura e navegação. Os etruscos, no entanto, foram um povo enigmático, cujo núcleo histórico concentrou-se na Toscana. Pouco se sabe de sua origem, porém alguns dos registros encontrados indicam que teriam vindo do Oriente, possivelmente da Ásia Menor. Estas civilizações foram desaparecendo à medida que a migração de povos indo-europeus foi ocorrendo, mais precisamente a erupção dos gregos e cartagineses no litoral e a pressão dos celtas no norte e oeste.
ROMA, DA MONARQUIA AO IMPÉRIO
Em 753 A.C, às margens do rio Tibre, surgiu uma cidade que mudaria para sempre o rumo da história: Roma. Sua origem é controversa: segundo a mitologia romana, a origem de Roma e a instituição da monarquia estão ligadas ao herói troiano Enéas, quem, fugindo da destruição de sua cidade natal, navegou em direção ao Mediterrâneo ocidental até alcançar a Itália. Enéas teve dois filhos, Rômulo e Remo que foram abandonados no rio Tibre e salvos por uma loba que os amamentou. Os irmãos foram criados por um casal de camponês. Adultos, retornaram ao local de seu nascimento e fundaram a cidade de Roma. Os irmãos consultaram os deuses para saber quem deveria ser o rei, porem durante a consulta, Remo violou os ritos e Rômulo decidiu matá-lo, transformando-se então no primeiro rei de Roma.
Durante o século V A.C os romanos conquistaram a Etruria e outros povos vizinhos. Este foi o início da República de Roma como uma potência na região, posição que foi solidificada ao derrotar os gregos, cartagineses e egípcios. A partir do ano 27 A.C, Roma proclamou-se um Império e reivindicou o domínio de uma vasta zona, que englobava desde a Inglaterra até o norte da África e do Estreito de Gibraltar até o Iraque. Durante os 200 anos seguintes, Roma e seu poder de influencia floresceram tanto econômica quanto culturalmente. O desenvolvimento das Artes e Ciências também teve nesta era seu momento de esplendor, a tal ponto que deixaram marcas permanentes nos territórios pertencentes ao Império.
Durante o século III os primeiros sinais de crise no Império começaram a aparecer. As campanhas militares contra os bárbaros no norte e contra os rebeldes, em diferentes locais aumentaram o gasto público e impactaram o comércio local. O descontentamento popular fez romper um conflito dentro da classe dirigente o que, rapidamente, transformou-se numa violenta disputa pelo poder. Roma abandonou o sistema de governo moderado por diversos grupos plutocráticos, passando a ter uma sucessão de ditadores e guerras civis que terminaram debilitando o Império. Em 324, o Imperador Constantino transferiu a capital para Bizâncio, logo rebatizada como Constantinopla. A partir de 313, legalizou o cristianismo, convertendo-se pouco antes de morrer. A nova capital dividiu o Império entre a parte ocidental governada por Roma e o oriente, que de Constantinopla, administrava os vastos territórios do Oriente Médio e norte da África.
A divisão do Império, ordenada por Teodósio I para que cada um de seus filos herdasse uma parte do território, transformou-se num golpe fatal. Em 410, Roma foi saqueada por um exército visigodo e saqueada pelas tropas de Atila, o líder dos hunos. O império romano do ocidente caiu diante dos bárbaros no ano 476, enquanto Constantinopla conseguiu sobreviver até 1453, quando foi tomada pelos turcos.
A invasão dos bárbaros foi seguida pela instalação dos visigodos na Itália. Nos anos seguintes, o território da antiga Roma foi palco de constantes disputas pelo poder e lutas civis. As tribos alemãs, agora estabelecidas na Itália, brigaram com os antigos habitantes pelo controle da península, numa vã tentativa de reconstruir o Império. De Constantinopla, Justiniano I tentou reunificar o poder, porem a resistência dos lombardos e visigodos o impediram de concretizar seu objetivo.
No começo do século X, as cidades portuárias de Veneza, Genova, Piza e Amalfa haviam conseguido consolidar seu poder graças ao comércio formando um tipo de mosaico de pequenos povoados unido por uma complexa rede de alianças e problemas em comum. Florença, Milão e outras cidades completavam o quadro político de uma Itália dividida entre os seguidores do Papa e as cidades aliadas às nações estrangeiras.
O RENASCIMENTO E A REUNIFICAÇÃO DA ITÁLIA
O desentendimento político não foi um impedimento para o desenvolvimento econômico ou cultural. A partir de 1600 a Itália viveu o Renascimento, um súbito e poderoso movimento de renovação artística e cientifica que posicionou os italianos novamente, na vanguarda cultural da Europa. Durante o século XVII, os reinos italianos foram envolvidos nos conflitos das diferentes dinastias que ocorriam na Europa e tinham como objetivo consolidar o poder territorial e econômico das diferentes casas reais. Os longos séculos de disputas favoreceram o surgimento de uma nova corrente política que apoiava a unificação do país.
A reunificação italiana foi iniciada em 1830, porem foi rapidamente sufocada pelo governo austríaco, que tinha interesses territoriais no norte da península. Em 1948 voltou com força ainda maior e fortalecida pela habilidade do Conde de Cavour de Piamonte, que conseguiu o apoio do Imperado francês Napoleão III na expulsão dos austríacos do norte italiano. Do sul, Giuseppe Garibaldi avançou com suas tropas e conseguiu consolidar seu poder antes do acordo de Cavour com a França. O iminente confronto entre os piemonteses apoiados pela França e as tropas de Garibaldi foi resolvido com a entrega do poder ao rei Vitor Manuel II, da Casa de Saboya, que em 1861 assumiu o trono da Itália. Em 20 de Setembro de 1870, as tropas de Garibaldi ocuparam Roma, terminando com o ultimo bastião oposto à independência. Em 9 de Outubro seguinte, o governo italiano fixou sua capital em Roma, consolidando desta forma o processo de reunificação.
Nos anos seguintes a Itália se dedicou a reorganizar suas instituições politicas e socioeconômicas. Um novo período de esplendor foi interrompido pela explosão da Primeira Guerra Mundial, na qual a Itália tomou partiu e combateu juntamente com os aliados. No fim da guerra, a Itália conseguiu recuperar a cidade de Trieste e a região de Ístria. A Itália iniciou uma tardia expansão colonial e ocupou a Eritréia, apesar de fracassar na tentativa de dominar a Etiópia, pela resistência das forças militares locais.
A ITÁLIA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
A partir de 1919 o movimento fascista liderado pelo socialista Benito Mussolini. No começo o rei Vitor Manuel III não pensou que Mussolini representasse uma ameaça de fato. Porem com o surgimento de grupos violentos associados ao partido, a rígida posição que Mussolini adotou diante dos comunistas italianos antimonárquicos e o crescente apoio que ele recebia das massas, o transformaram num político de peso. Em 28 de Outubro de 1922 Mussolini e seus seguidores marcharam sobre Roma e forçaram o monarca a entregar o governo.
Em 16 de Novembro do mesmo ano, Mussolini foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros. Foi o primeiro passo para que “Il Duce” reunisse o poder e começasse a programar uma política de profundas reformas políticas e econômicas pendentes e devolver à Itália o papel de potência global. Para tanto entrou em guerra contra a Grécia e ocupou a Albânia e a Etiópia. Aliado ao regime nazista repetiu os mesmos velhos erros de todos os ditadores: ilegalizou todos os outros partidos políticos e promoveu a idolatria em torno de si mesmo. Sob o regime de Mussolini, milhares de opositores foram presos e assassinados.
Quando a Segunda Guerra Mundial começou a Itália uniu-se ao Eixo, a aliança que unida à Alemanha e o Japão contra as potências aliadas. Tropas italianas combateram na França, Grécia Iugoslávia e Rússia. Porém em Julho de 1943 uma força anfíbia invadiu a Sicília derrubando as forças italianas que, muitas vezes, se negavam a combater com o fanatismo que os generais fascistas exigiam. Muitas demonstrações de alegria e alívio ocorreram diante da chegada das forças aliadas e das unidades patriotas. O rei aproveitou-se da oportunidade para prender Mussolini e enviar representantes para negociar o processo de paz e, em 8 de Setembro de 1943, a Itália conseguiu assinar um acordo com os aliados.
Diante disto, a Alemanha respondeu invadindo a Itália e fortificando suas posições no centro da península. Um comando alemão libertou Mussolini, que em seguida reestabeleceu a República Social Italiana no norte. Todas as tentativas nazistas para deter os aliados falharam e Roma foi liberada em Junho de 1944. Em 28 de Abril de 1945, um grupo de guerrilheiros italianos capturou e executou Mussolini e sua amante, Clara Petacci. A Itália estava completamente livre da ocupação alemã.
O PÓS-GUERRA E A ATUALIDADE
Durante o pós-guerra a Itália teve que enfrentar a devastação de sua infraestrutura e a perda de boa parte de sua população, morta durante a guerra ou no exilio em função dela. A crise do pós-guerra levou a um questionamento do papel da monarquia e do que nos acontecimentos que levaram à derrota. Durante um referendo em 2 de Junho de 1946, a população italiana votou contra o fim do sistema monárquico.
Durante a Guerra Fria, a Itália uniu-se à OTAN e foi participante ativo na aliança contra os soviéticos. Foi um período conturbado para o país que teve que enfrentar as atividade do grupo terrorista Brigada Vermelha e a pressão do Partido Comunista Italiano, apoiado pela União Soviética, que, além disto, contava com forte apoio de parte da população.
A década de 70 marcou um novo período de crise, durante o qual as disputas domésticas enfrentadas pelo governo e a corrupção alcançaram limites intoleráveis. Enquanto isso, a Itália começava a integrar-se à Comunidade Europeia e sua economia dava sinais de melhora.
Em 1992 o Tribunal de Milão iniciou a operação “mani pulite” atacando os núcleos de corrupção no Estado. Em paralelo, as instituições políticas e governamentais começaram uma forte campanha contra a máfia que resultou na prisão de muitos de seus lideres e soldados.
Em 2008, o magnata Silvio Berlusconi conseguiu novamente a posição de Primeiro Ministro italiano. Sempre em meio a acusações de atos de corrupção, relações sexuais com jovens prostitutas e nepotismo, teve que renunciar ao governo em 16 de Maio de 2011, em função da pressão dos políticos italianos e imprensa do mundo inteiro.
Itália, o sabor e a história”
GEOGRAFIA E CLIMA
A Itália pode ser dividida em diversas regiões geográficas. O norte montanhoso na proximidade dos Alpes apresenta um clima de frio a temperado. A região central, dominada pelas montanhas dos Apeninos que formam a estrutura do território, possui um clima mediterrâneo. O registro térmico e a umidade diminuem na medida em que a altitude sobe. No noroeste encontra-se o Vale do Pó, uma vasta região de terras férteis e clima húmido moderado. Os arquipélagos italianos são mais secos e calorosos no sul, com um clima tipicamente oceânico na costa oriental.
clima tipicamente oceânico na costa oriental”
ECONOMIA
A Itália é uma das maiores economias capitalistas do mundo. Seu sucesso encontra-se na combinação perfeita de pequenas fábricas e grandes Holdings voltada para a exportação e o desenvolvimento de desenhos de vanguarda. Algumas marcas como a Ferrari, Benetton, Gucci conseguiram impor uma imagem global de qualidade e estética que promove o consumo de produtos italiano no mundo inteiro.
A indústria italiana conta com um importante desenvolvimento nos setores siderúrgicos, automotor, têxtil, químico, petrolífero, aeroespacial, alimentício e naval.
Apesar de ter reduzido o peso de seu setor agropecuário, a Itália ainda é um forte produtor e exportador de alguns produtos tais como cereais, azeite, arroz, beterraba e do setor de legumes e frutas. A produção de carne bovina e ovina tem menor porte. Porém sua localização geográfica favorece uma produção de frutos do mar de primeiro nível. No setor de serviços destacam-se o turismo e as telecomunicações.
uma das maiores economias capitalistas do mundo”
FATORES HUMANOS
A população italiana é fruto de uma complexa mescla de povos e etnias latina, sabine, etrusca, grega, celta, visigoda, umbra e árabes chegadas ao território ao longo dos últimos séculos. Em torno de 98% dos italianos pertence a raças europeias, exceto alguns grupos alemães assentados no norte. Existe uma minoria de imigrantes africanos, americanos e asiáticos em seu conjunto que não chega a 3% da população. Entretanto, por tratar-se de um país com uma alta taxa de imigrantes ilegais, é possível que a representação destas minorias seja mais alta. Por conta da falta de estabilidade política e econômica de anos anteriores, a Itália causou a expulsão de muitos de seus habitantes. Estima-se que pelo menos três milhões de italianos deixou sua pátria desde o começo do século XX. A Argentina, Brasil, Canada e Estados Unidos foram os maiores receptores desta população.
O idioma oficial é o italiano, porém existem comunidades que utilizam outros idiomas ou dialetos locais no cotidiano ou o herdam como língua materna. A segunda língua mais falada na Itália é o sardo (região da Sardenha). Em seguida o friulano, da região de Friuli-Veneza, o alemão Trentino, o occitano em Piemonte e Ligúria, o albanês em algumas regiões meridionais, o franco-provençal além de grupos de língua catalã, croata, romani e outros de acordo com as regiões do país.
A grande maioria da população, 88%, é católica, porém quase metade não praticante. Existe uma minoria muçulmana proveniente da imigração e uma colônia judaica bastante representativa. O numero de seitas protestantes e evangélicas teve um crescimento grande nos últimos anos.
es el producto de una compleja mezcla de pueblos y etnias”
CULTURA
Há muitos séculos a Itália é um dos centros urbanos de onde surgem novas ideias e tendências estéticas. Além disto, os italianos transformaram o amor à inovação numa característica de sua cultura, sem desprezar o orgulho de sua história antiga.
O território italiano é coberto por obras arquitetônicas inspiradas no Renascimento, prédios herdados do tempo do Império, rígidas construções do período de Mussolini e estruturas modernas construídas recentemente. A Catedral de Florença, o Coliseu Romano, o Monumento dos Mortos das Guerras e os modernos arranha-céus que decoram as grandes cidades são exemplo da eclética arquitetura italiana.
A adoração pela estética pode ser percebida nas centenas de museus e recintos que guardam obras como o David de Michelangelo, a Última Ceia de Leonardo Da Vinci e outros tesouros artísticos que deram fama universal à arte italiana.
Na música a Itália possui um repertório de obras clássicas compostas por grandes mestres como Giuseppe Verdi, Claudio Monteverdi, Vivaldi, Puccini, para mencionar apenas alguns. A música popular é variada e inclui gêneros tradicionais melódicos e modernos. Entre as mais características pode-se mencionar a napolitana, cuja origem remonta ao século XVI e foi imortalizada em obras como “O sole mio” e “Funiculi, funicular”. Os cantores da década de 70 conseguiram bastante sucesso internacional com canções populares carregadas de emoção, refletindo bastante a personalidade italiana. Alguns como Nicola Di Bari, Eros Ramazzotti, Peppino Di Capri e Gianni Morandi fazem parte do núcleo de cantores italianos consagrados no mundo inteiro. Naturalmente os cantores de ópera italianos estão entre os mais conhecidos do mundo, desde o tenor Enrico Caruso, considerado o maior cantor de música erudita do mundo, a Luciano Pavarotti e Andrea Bocelli, cativaram e até mesmo popularizaram a ópera e a música lírica.
Um dos eventos culturais mundialmente conhecidos da Itália é o Carnaval de Veneza, uma festa centenária onde a originalidade e o glamour dos italianos se juntam criando uma atmosfera rica de coreografias, fantasias e romantismo.
A Semana Santa é outra oportunidade para participar das procissões religiosas que percorrem as ruas de quase todas as cidades italianas. Na cidade de Taranto, no sul e em Florença na Toscana acontecem algumas das mais coloridas festividades. Em 7 de Setembro, véspera do aniversario da Virgem, acontece a “Festa Della Rificolona”, organizada na cidade de Florença. Trata-se de uma procissão de carroças, quermesses e a queima de imagens decorativas feitas em papel pintado.
Em Junho, em plena Piazza di Santa Croce, acontece o torneio florentino de um tipo de futebol antigo, disputado por equipes de 27 jogadores que utilizam os pés e as mãos para marcar gols. Trata-se de um jogo intenso, onde golpes e muito drama são controlados por 8 juízes que acompanham o jogo no campo.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Roma
Segundo a mitologia, Roma foi fundada em 753 AC. A ciência prova, no entanto que a região onde a cidade se encontra foi povoada desde os tempos do homem de Neandertal. Foi o centro do Império Romano, protagonista da chegada do cristianismo à Europa, o último baluarte conquistado pelos liberais e centro do poder de Mussolini. O Coliseu e o Fórum Romano são algumas das heranças arquitetônicas da época do império que o turismo histórico oferece. Em cada esquina da cidade podem ser descobertos palácios, como o Carpegna, o Altieri ou o Barberini que refletem os estilos arquitetônicos de cada período. No Vaticano pode-se visitar a Capela Sistina e a Praça de São Pedro, com seus incontáveis tesouros artísticos.
Florença
Firenze, o nome da cidade em italiano, nasceu no ano 59 AC, como uma parada de descanso para os soldados do império. Sua localização estratégica, perto das grandes rotas comerciais, a transformaram numa das cidades mais ricas e prosperas da Itália. Foi o epicentro do Renascimento italiano e, deste período surgiram algumas das obras mais famosas da cidade. O Palácio Vecchio com sua famosa torre Foraboshci foi, durante séculos, a sede do governo da cidade e hoje abriga valiosas obras de Michelangelo, Bronzino e Leonardo Da Vinci. A Basílica de Santa Maria dei Fiore ou Duomo, obra do celebrado arquiteto renascentista Brunelleschi, com sua cúpula de 114 metros de altura e 41 metros de diâmetro. A ponte Vecchio sobre o rio Arno com suas dezenas de joalheiras mantem a reputação que tornaram famosa a ourivesaria florentina. O Palácio Pitti e a Galleria degli Uffizi guardam em seu interior uma das mais valiosas coleções de arte do mundo, herdadas do acervo da família Médici.
Milão
Fundada pelos celtas no ano 600 AC, Milão é a cidade principal do norte italiano. Conquistada pelos romanos em 222 AC, a cidade é, atualmente, destino obrigatório do Jet-set internacional. Entres suas preciosidades encontra-se a Catedral de Milão, uma impressionante construção neogótica. Em frente à Piazza dei Duomo encontra-se o Palazzo Reale di Milano, sede do governo da cidade construído em 1776 sobre as ruínas do antigo teatro da cidade, atualmente transformado num importante centro cultural. O La Scalla, talvez o mais famoso teatro do mundo dedicado à ópera, construído em 1776 é um dos símbolos da cidade. O Castello Sforzesco, hoje um museu de arte, foi, desde o século XIV, residência da poderosa família Sforza.
Veneza
A cidade de Veneza foi o assentamento do povo veneto, uma tribo antiga dedicada à pesca. Durante as invasões barbaras do século V, a região começou a ser destino dos refugiados que fugiam das invasões pelo sul. Graças ao comercio marítimo com o Oriente, Veneza rapidamente adquiriu um enorme poderio político e econômico. Tal prosperidade encontra-se refletida em sua arquitetura, uma linda cidade construída sobre canais que formavam a região pantanosa sobre a qual a cidade se assentava. O coração de Veneza é a Piazza San Marco, rodeada por magníficos edifícios. A Basílica de São Carlos, construída a partir de 828, demonstra a influência do período bizantino com suas colunas, mosaicos e decoração de ouro. A seu lado está o Pallazo Ducal, uma obra prima do gótico veneziano, antiga sede do doge de Veneza, hoje transformado no (Museu Cívico do Palácio Ducal).
Pompéia
Uma das mais intrigantes atrações da Itália, a cidade de Pompéia foi fundada pelos oscos no século VII AC. Foi conquistada pelos romanos em 89 AC e transformada em colônia do império. Acredita-se que Pompéia era uma cidade de veraneio para as famílias abastadas romanas e passagem para a rota de comercio marítimo que abasteciam Roma. No ano 79 AC, a erupção do vulcão Vesúvio enterrou a cidade e todos os seus habitantes com uma chuva de cinzas. Em apenas alguns minutos todos os seus habitantes morreram. A cidade desapareceu e somente em 1748 seus primeiros restos foram descobertos. Dois séculos de escavações conseguiram resgatar passos da vida cotidiana da cidade. A cinza e a lama da erupção preservaram as construções e moldaram os cadáveres das pessoas, permitindo uma reconstrução dos últimos minutos dos cidadãos de Pompéia antes de sua morte. Atualmente é possível visitar as antigas casas, o Jardim dos Fugitivos com os moldes de gesso das vítimas da catástrofe, o Fórum da cidade, seu Anfiteatro e os templos dedicados a Júpiter e Apolo.
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
Os destinos italianos recebem em torno de 44 milhões de visitantes anualmente, portanto sua infraestrutura de transporte é extremamente bem preparada para o turismo. Os aeroportos internacionais são complementados com trens que unem a Itália e todas as regiões adjacentes. Também existem barcos e serviços rodoviários procedentes de países com fronteiras comuns com a Itália.
A rede de estradas é moderna e muito bem sinalizada. O motorista italiano é bastante individualista ao dirigir, mas quando abordado, se comporta de maneira simpática. Em Roma o tráfego costuma ser bastante intenso e as motos invadem as ruas estreitas. Alugar uma delas é uma boa opção para percorrer as zonas urbanas, mas recomenda-se não imitar o estilo ousado de dirigir dos italianos.
GASTRONOMIA
Risoto
Há séculos o arroz faz parte da gastronomia italiana. O risoto é uma das maneiras locais de preparo. Costuma-se utilizar o arroz tipo carnaroli ou bismati, cozido com um refogado de cebola e alho fritos na manteiga. Quando a mistura começa a dourar, se junta vinho branco e caldo de galinha. É neste momento de juntar a carne: pedaços de frango, carne ou porco, mariscos, cogumelos, etc. Uma vez perfumado com açafrão e pimenta, manjericão e manteiga, está pronto para ser servido. (Dica: os especialistas sabem o ponto exato para servi-lo, portanto, neste momento, o cozinheiro é quem manda.)
Entradas
Os italianos sempre comem entradas ou antipasto antes do prato principal. Entre as mais típicas encontra-se o carpaccio, preparado com fatias finíssimas de carne ou peixe, temperadas com azeite e queijo parmesão. As bruschettas, fatias de pão torrado cobertas com tomate picado são outra boa pedida. O Vitello Tonatto (feito com fatias de carne em molho de anchova, atum e alcaparras) a salada Caprese (rodelas de tomate, mozarela e manjericão fresco), os frios italianos (presunto cru ou cozido e o salame estão às muitas opções de delicias neste departamento) são apenas uma mostra das delícias italianas. (Dica: os italianos em geral tem um excelente apetite. As entradas são fartas, portanto deve-se ir com cuidado para não matar a fome antes do prato principal).
Massas
O mundo das massas italianas é vasto e complexo. A maioria é preparada a partir da massa de trigo e ovo. Usa-se também a sêmola do trigo. Os tipos mais comuns são o talharim, spagethi e massas pequenas, como penne e fusilli. Dentro desta categoria também esta o gnocchi, preparado à base de batata. Numa outra categoria estão as massas recheadas, como o ravióli, tortellini, capelleti e a lasagna. Apesar do molho de tomate ser o mais utilizado, existe uma infinidade de opções para acompanhar a massa italiana. O molho à carbonara, o pesto, o pomarola são apenas alguns dos mais sugeridos. (Dica: comer um macarrão a moda italiana é uma arte. Deve-se esquecer da ajuda de colheres para enrolar ou atacar grandes porções com o garfo, sob o risco de sujar a roupa com molho e etc. O italiano está sempre pronto para demonstrar a maneira correta de saborear uma massa).
Pizza
A pizza é uma das maiores contribuições da culinária italiana ao mundo. Nasceu em Nápoles na antiguidade e hoje pode ser saboreada em milhares de versões no mundo inteiro. A versão original consta de um pão de trigo, levedura e água levada ao forno com queijo mozarela e molho de tomate. (Dica: caso queira experimentar sabores diferentes, pode-se pedir a “pizza al taglio”, ou seja, uma fatia).
Calzone
O calzone, originário da região de Apúlia, é tão italiano quanto a Ferrari e a Sofia Loren. Preparado com uma massa de farinha de trigo, levedura e água que depois de esticada é recheada à gosto. Uma vez enrolada e fechada, vai ao forno como um pastelão gigante, até ficar dourado. Em algumas regiões pode ser acompanhado com molho, mas o mais comum é apenas colocar um pouquinho de sal. (Dica: Muitas lanchonetes da Itália servem o calzone para que as pessoas comam enquanto caminham, o que é uma boa forma de economizar tempo para visitar outras atrações.)
Bebidas típicas
Vinho
A Itália é o maior exportador de vinho do mundo há séculos e tem excelente reputação pela qualidade de suas adegas. Os italianos consomem uma media de 135 litros de vinho por ano, produzidos principalmente nas regiões da Toscana, Piemontês, Vento, Firula, Sicília, Úmbria e Sardenha. As variedades tradicionais mais renomadas são Nebbiolo, Sangiovese, Barolo, Tribbiano d’Abruzzo, o Montepulciano, entre milhares. (Dica: comer é sinônimo de beber vinho na Itália. É praticamente inconcebível que uma massa ou risoto sejam acompanhados de água ou refrigerantes).
Limoncello
O Limoncello talvez seja o licor mais popular da Itália. Costuma ser preparado de maneira artesanal, em casa, e é oferecido aos visitantes como um sinal de carinho. O limoncello surgiu da fermentação das cascas de limão, descansadas em álcool e xarope. Naturalmente existem estabelecimentos que fabricam famosas marcas do licor, mas a maioria dos italianos prefere fabricá-lo com suas próprias receitas caseiras. (Dica: o Limoncello é considerado um licor digestivo pelos italianos, portanto é uma gentileza oferece-lo depois da refeição. Não aceitar é uma ofensa para os anfitriões.).
Sambuca
O Sambuca é uma bebida originária do sul da Itália. Elaborada com a fermentação e destilação das sementes de anis estrelado (fruto do Illicium rerum, procedente da China). Depois de agregar açúcar se obtém um licor de sabor forte e alto teor alcoólico. (Dica: O Sambuca com mosca é a bebida servida com alguns grãos de café no fundo do copo. O costume é de mastigar os grãos e ir tomando a bebida, saboreando aos poucos o gosto do café).
Campari
Em 1860 o proprietário do Café Campari da cidade de Milão criou um rico licor a base de alcachofra, que levava também outros 60 ingredientes, extraídos de ervas aromáticos, frutas e casca de frutas. O uso do pó de caracóis do mar serviu para dar a cor vermelha tão marcante. Não demorou muito até que sua invenção se tornasse uma fabricada em massa e conhecida mundialmente.
Há séculos o arroz faz parte da gastronomia italiana”
DICAS E CURIOSIDADES
DICAS
• A Itália não exige visto aos cidadãos da Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Suíça, Estados Unidos, países da União Europeia e da América Latina, com exceção daqueles originários de Cuba, Colômbia, República Dominicana e Peru.
• Não existem riscos de doenças apesar da recomendação de tomar água engarrafada fora das grandes cidades. Por se tratar de uma região de considerável atividade vulcânica, o sul italiano apresenta um perigo moderado de sismos.
• Os restaurantes italianos cobram uma taxa por cada pessoa. É imposto que cobre o custo dos talheres e pão servidos.
•. Apesar de o país ser bastante seguro para os turistas, deve-se tomar cuidado com objetos de valor em hotéis e lugares cheios, pela ação de ladrões de carteira. O estrangeiro deve sempre prestar atenção sobre as advertências sobre bairros e horários perigosos para estrangeiros.
• A Itália utiliza um sistema elétrico de 220 V e 50 Hz.
• A intensidade do movimento turístico faz, muitas vezes, com que o visitante se confunda com a grande quantidade de horários e destinos. Recomenda-se atenção ao planejar as viagens e chegar aos terminais com antecipação para evitar problemas.
• Os italianos são bastante efusivos e beijam uns aos outros na bochecha (da esquerda para a direita). Geralmente um aperto de mãos aos desconhecidos, mas depois de alguns minutos, já é bastante natural o beijo no rosto.
• Evite dar presente embrulhado em papel preto ou vermelho aos italianos, que consideram mau agouro. Quando receber um presente, abra-o imediatamente e dê sua opinião sincera.
• Na Itália, especialmente nas cidades do interior, costuma-se observar a sesta, um intervalo de uma hora logo depois do almoço. Os cidadãos locais não devem ser encomendados durante este repouso, considerado sagrado na Itália.
•Muitas lojas fecham suas portas durante o almoço e voltam a abrir em torno das 4:00 da tarde.
• É muito comum que os homens italianos gritem as mulheres em lugares públicos. Longe de ser uma ofensa, deve ser tomado como um elogio. São também extremamente ciumentos com esposas e parentes mulheres, portanto não é cauteloso retribuir a gentileza às mulheres locais.
• No Vaticano, não é permitido entrar nos recintos sagrados usando shorts e camisetas sem mangas.
CURIOSIDADES
•Em algumas regiões da Itália o costume de jogar móveis velhos pela janela, na noite de Ano Novo, ainda persiste. É uma maneira de se livrar dos maus pensamentos para o ano que entra.
• No centro de Roma existem mais de 1.000 igrejas católicas.
• Diz à lenda que os turistas que jogam uma moeda na famosa Fontana di Trevi, voltarão a Roma antes de morrer. Os empregados municipais da cidade arrecadam em torno de 5.000 euros, cada vez que limpam o fundo do monumento.
• A equipe de Fórmula 1 mais antiga do mundo é a italiana Ferrari.
• A Itália possui uma das taxas de natalidade mais baixas da Europa, apesar de o país ainda ter o estereótipo de famílias gigantescas.
• A Igreja de Santo Inácio, em Roma oferece uma curiosidade em particular: um afresco pintado pelo artista Andrea Pozzo. Quem observa a pintura tem a impressão de estar observando a parte interior de uma cúpula, mas se observado de fora, não existe nada mais do que um teto perfeitamente reto.
• Roma é a sede principal de três Estados: da Itália, do Vaticano e da Ordem de Malta, uma nação itinerante e reconhecida por muitos governos estrangeiros, formada pelos seguidores dos antigos cavaleiros Templários.
• No ano de 2010 foi permitido pela primeira vez que uma mulher recebesse a licença para conduzir uma gondola em Veneza. Até então, apenas os homens nascidos na cidade podiam ocupar esta posição.
• Em Veneza não existem carros nem estradas. Todos os serviços públicos (Polícia, ambulância e coleta de lixo) são feitos em barcos.