HISTÓRIA
República da Irlanda :
UMA HISTÓRIA VIOLENTA
A história da Irlanda esta intimamente relacionada à sua independência da Inglaterra e a luta entre católicos e protestantes. Deste longo e sangrento conflito que deixou milhares de mortos de ambos os lados, nasceu a IRA, o exército de libertação irlandês que utilizou a luta armada para conseguir a independência.
A CHEGADA DE SÃO PATRÍCIO
Os primeiros assentamentos humanos na Irlanda datam de 8.000 AC. A partir de 4.000 AC há indícios das primeiras comunidades agrícolas, que deixaram como herança, importantes construções megalíticas em diversos lugares da Irlanda. Uma das mais importantes está localizada em Newgrange e Knowth, no condado de Meath. No século VII AC, os celtas ocuparam a região e dividiram o território irlandês em cinco reinos. A chegada do cristianismo data do ano 423, com a chegada de São Patrício as terras irlandesas. Em pouco tempo, o catolicismo transformou-se na religião predominante.
Apesar da constante ameaça viking, as comunidades dominantemente irlandesas começaram a serem estabelecidas em 837. Dezessete anos mais tarde, os vikings conseguiriam tomar o país. Com uma força mais poderosa, conseguiram estabelecer-se em Dyflinn, atualmente a cidade de Dublin. Estas invasões esporádicas transformaram-se em ocupação permanente no século IX, o que resultou numa fusão entre os celtas e vikings, e o nascimento de uma nova cultura que incorporou elementos das duas culturas.
A INVASÃO INGLESA E O INÍCIO DE UMA ETERNA LUTA
Em 1169, os ingleses ocuparam a ilha depois de derrotar os reinos irlandeses de Wexford e Dublin. A partir de então a Irlanda foi anexada ao reino inglês. A conquista da Irlanda chegou ao final em 1171 com a queda de Waterford. Mesmo assim, alguns feudos irlandeses menores conseguiram resistir por um longo tempo, mantendo-se independentes da Inglaterra. Quando os ingleses adotaram o protestantismo em 1536, o catolicismo irlandês transformou-se num denominador comum entre aqueles que lutavam pela ocupação de suas terras.
Em 1531 um grupo de irlandeses, os girondinos, tentou uma rebelião contra os ingleses, porem foram duramente reprimidos pelas tropas ocupantes. Umas das consequências da revolta foi a decisão do rei Henrique VIII de proclamar-se soberano da Irlanda, e reforçar seu controle sobre as terras de Eire. Porem este gesto não foi o bastante para impor sua autoridade e, entre 1569 e 1573, estouraram as revoltas encorajadas pela dinastia Desmond, que além do sentimento de independência, também defendiam o catolicismo contra a intenção da Coroa inglesa de impor o protestantismo entre os irlandeses. A Inglaterra, além de destruir as populações rebeldes com suas tropas, agilizou o envio de colonos ingleses para acabar com a maioria irlandesa nos locais mais problemáticos.
Em 1594 os nobres irlandeses produziram uma nova rebelião conhecida como a Guerra dos Nove Anos. Foi um conflito que se arrastou por toda a ilha e terminou com a derrota e o exilio dos rebeldes irlandeses. Em 1601 a Espanha enviou tropas à Irlanda para apoiar aos católicos que ainda mantinham a luta contra as tropas inglesas, porém a coalisão crista foi derrotada por tropas inglesas na Batalha de Kinsale, em 3 de Janeiro de 1602.
Em 1639 explodiu uma nova onda de rebeliões. Aproveitando a guerra civil na qual os republicanos e monarquistas ingleses estavam mergulhados, Guerra das Rosas, a partir de 1641 os irlandeses se dedicaram a revolução e proclamaram um governo autônomo. A resposta inglesa foi implacável; em 1649 as tropas de Oliver Cromwell massacraram os rebeldes irlandeses e os derrotaram. Em seguida, confiscaram suas terras e as entregaram aos ingleses e irlandeses protestantes. A quantidade de vitimas irlandesa foi multiplicada quando os habitantes, despojados de suas terras, tiveram que enfrentar uma fome severa. A guerra e a fome acabaram com um terço da população católica da Irlanda.
Em 1689 os irlandeses se dividiram entre os que apoiavam o rei católico James II e os protestantes que se alienavam com William Orange. A luta terminou com a derrota dos jacobinos na Batalha de Aughrim em 1691, o que contrariando as promessas de James II, de que os católicos teriam de volta as terras confiscadas durante a época de Cromwell.
A interferência dos católicos irlandeses em assuntos governamentais e as politicas de apropriação de terras para favorecer os protestantes duraram até o século XVIII. A partir de 1695 entrou em vigência o Popery Code, uma lei que proibia os católicos irlandeses de exercer cargos de governo, alistar-se ao exercito, possuir terras ou educar seus filhos na fé cristã. Neste período, a Inglaterra fez grandes esforços para acabar com os costumes e tradições irlandesas e substituí-las por sua própria cultura. Foi um esforço em vão, já que os irlandeses encontraram na preservação de seus costumes, uma motivação para resistir à ocupação.
UMA TENTATIVA DE UNIÃO
Em 1800, Irlanda e Inglaterra assinaram o Act of Union, que originou o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Grandes subornos, concessões de terras e entrega de títulos de nobreza aos políticos irlandeses por parte dos negociadores ingleses garantiram a assinatura do ato. A promessa de autorizar a participação de delegados irlandeses no Parlamento britânico foi vetada pelo rei inglês George III, com o argumento que tal participação poria em risco à igreja anglicana dada a fé católica da maioria dos delegados irlandeses. Esta restrição foi mantida até 1829, ano em que as pressões irlandesas obrigaram ao reconhecimento de seus parlamentares, graças à liderança do irlandês Daniel O’Connell.
Em 1846 a Irlanda atravessou a pior crise de fome de sua história, quando a colheita de batatas, a principal fonte de alimento irlandês, foi arrasada por uma praga que terminou com grande parte das plantações. Em torno de um milhão de pessoas morreram de inanição e, pelo menos, três milhões foram obrigados a migrar, principalmente para os Estados Unidos, Canadá, América do Sul e outros países do Reino Unido. A colônia irlandesa norte-americana transformou-se numa fonte de divisas e apoio político aos grupos de independência, que a partir de então redobraram sua luta contra os ingleses. Neste momento em que os grupos armados reativaram seus ataques contra as autoridades e propriedades inglesas, dentro e fora da Irlanda. Sua reivindicação não tinha apenas o objetivo de independência como também a restituição das terras que haviam passado aos protestantes em séculos anteriores.
O governo inglês respondeu com uma campanha de repressão, mas também devolveu algumas terras aos antigos proprietários cristãos. Entretanto, o desejo de independência continuou vivo graças à ação de dirigentes irlandeses como Michael Davitt e Charles Stewart Parnell, que persistiram na reivindicação de maior liberdade politica.
OUTRA TENTATIVA DE INDEPENDÊNCIA
Em 1914 o Parlamento britânico aceitou revisar os projetos para dar mais autonomia à Irlanda. Porem com o advento da Primeira Guerra Mundial, o assunto foi postergado. Nesta época, grupos armados irlandeses, os Voluntários do Ulster e os Voluntários Irlandeses do Sul, haviam se apropriado de uma grande quantidade de armas importadas da Alemanha. Com grande parte das tropas britânicas na frente de batalha, os irlandeses acharam que era o momento ideal para uma ofensiva armada.
Durante a Páscoa de 1916, os Voluntários levantaram armas, sob a liderança de Padraig Pearse e James Connolly. Quase 3000 irlandeses tentaram tomar o poder, porém foram derrotados pela guarnição britânica. Centenas de partidários da independência foram assassinados pelas tropas britânicas e seus aliados locais. Uma parte do grupo dos Voluntários, desencorajados com o trágico resultado, uniu-se ao Sinn Féin, um partido politico da esquerda irlandesa que pressionava o governo britânico pela independência. Edmond de Valera, principal dirigente do Sinn Féin, emergiu desta insurreição como uma importante figura do movimento pela independência. Os mais radicais uniram-se à IRA (Exército Republicano Irlandês), a facção armada do movimento. Terminada a guerra, o parlamento britânico negou-se a reconsiderar a idéia da autonomia irlandesa. Isto foi interpretado como uma traição por muitos irlandeses, que passaram a considerar a luta armada como a única saída para obter a emancipação. Desde 1919, o IRA aumentou sua ofensiva contra os ingleses e os irlandeses que os apoiavam. Seus adversários, além das forças regulares, organizaram um grupo paramilitar chamado Black and Tans, formado por protestantes irlandeses, cuja missão incluía assassinar famílias católicas, a queima de povoados inteiros, a tortura e execução sistemática de partidários do movimento pela independência.
Os ingleses promoveram em 1920 a divisão da Irlanda entre o sul católico e o norte, onde predominavam os habitantes protestantes. Em Dezembro de 1921, acossado pela violência que assolava o território irlandês, o governo britânico resolveu aceitar a assinatura do Tratado Anglo-Irlandês para outorgar a independência da Irlanda, sendo Michael Collins nomeado presidente da nova nação. Entretanto, Edmond de Valera recusou o acordo por considerar inaceitável a renúncia da Irlanda do Norte e que os funcionários da Irlanda do Sul tivessem que prestar juramento de lealdade à coroa inglesa, tal como estipulava o documento. O IRA apoiou a posição adotada por De Valera. Foi o início de uma áspera guerra civil que seria prolongada até 1923, quando as forças rebeldes ao Tratado foram derrotadas. Terminada a guerra civil, a Irlanda do Sul dedicou-se a criar as instituições que lhe dariam viabilidade administrativa como nação. Em 29 de Dezembro de 1937 a Constituição do novo Estado irlandês foi proclamada.
A CONSTITUIÇÃO IRLANDESA
Em 01 de Abril de 1949 uma nova Constituição foi aprovada na Irlanda, proclamando formalmente a separação definitiva do Reino Unido e os acordos que união seus antigos ocupantes foi anulado. Não conseguia o objetivo de integrar os condados da Irlanda do Norte, que foram submetidos em longos períodos de violência pela luta entre os britânicos e o IRA. Em 1985 o governo britânico conferiu à Irlanda do Sul um papel de consultoria a respeito dos assuntos ligados ao território do norte, que ainda administra com apoio dos protestantes da região. Em 1998, os governos da Irlanda do Sul e Reino Unido assinaram o Acordo de Belfast, onde representante da Irlanda do Norte também concordaram com os termos, mas não progrediu significativamente na reunificação da ilha.
Enquanto isto a Irlanda do Sul instituiu um profundo programa de reformas econômicas e políticas, a fim de superar o tradicional atraso de seu sistema produtivo. Em 1973 integrou-se à Comunidade Européia e logo à União, o que ocorreu em 1993. No início da década noventa, o país começou a demonstrar uma surpreendente capacidade de crescimento graças ao investimento na indústria tecnológica. No mesmo período, o governo irlandês implementou um extenso plano para recuperar as tradições culturais, banidas e perseguidas durante os oito séculos de ocupação inglesa.
Nos meses finais de 2010 a economia irlandesa entrou numa profunda crise, contagiada pela instabilidade financeira que atravessava o resto do continente europeu. Um duro programa de ajustes dos gastos públicos juntamente com o resgate financeiro por parte da União Européia parece haver diminuído os efeitos da crise.
Irlanda: uma História Violenta”
GEOGRAFIA E CLIMA
A Irlanda do Sul é uma unidade geográfica formada por uma planície atravessada por diversas formações montanhosas de altura regular e distintas eras geológicas. O monte de Carrauntuhill, de 1104 metros de altura, é o ponto mais alto da ilha. Seu clima é temperado e úmido pela ação das correntes quentes que banham os mares ao redor.
Seu clima é temperado e úmido ”
ECONOMIA
A Irlanda é recentemente mencionada como um dos exemplos de superação do atraso e pobreza generalizada no século XX. De fato, desde a década de 90 conseguiu posicionar-se dentro do grupo de países de maior desenvolvimento humano e econômico do mundo, partindo de uma situação de extremo atraso, desde o momento de seu nascimento como Estado independente em 1921. A combinação de politicas de liberação, intervenção seletiva do Estado em assuntos produtivos ou sociais, uma atitude proativa no âmbito da exportação e a educação massiva da população contribuíram para o milagre irlandês.
A Irlanda do Sul possui importantes indústrias siderúrgicas, minerais, alimentícias, têxteis, químicas, farmacêuticas, de maquinaria pesada, transporte, de vidro e eletrônica. O setor agropecuário retrocedeu em importância porem ainda e uma importante fonte de produção de grãos, cereais, batata, açúcar, carne, laticínios, legumes e frutas. O setor de serviço conta com um importante desenvolvimento em computação, turismo e bens financeiros.
conseguiu posicionar-se dentro do grupo de países de maior desenvolvimento humano e econômico ”
FATORES HUMANOS
A etnia predominante na Irlanda do Sul é a européia, cuja base é sua formação saxônica e nórdica. Do total, pelo menos (7,5%) são imigrantes procedentes de outros países europeus. As principais minorias são asiáticos (1,1%), africanos (0,8%), latinos americanos (0,5%), australianos e neozelandeses (0,5%). Existe uma importante comunidade de irlandeses e seus descendentes vivendo no exterior, estimada em 80 milhões de pessoas. Tal número chega a ser pequeno já que entre 1948 e 1950, pelo menos seis milhões de pessoas deixaram o pais. O maior grupo imigrou e encontra-se nos Estados Unidos, onde se estima que pelo menos seis milhões de pessoas descenda dos imigrantes irlandeses. Outras nações que possuem comunidades irlandesas numerosas são o Canada, Argentina, Chile, Reino Unido e Brasil.
Os idiomas oficiais são o irlandês e o inglês, apesar do segundo ser o mais utilizado no cotidiano, na maior parte da ilha. Algumas comunidades da costa oeste usam apenas o irlandês como primeira língua.
A grande maioria dos irlandeses, 87% são católicos, enquanto 2,9% pertencem à Igreja da Irlanda. Cerca de 2% pertence a diferentes correntes do cristianismo. Em torno de 4% se declara agnóstico. Existe ainda uma comunidade judaica, muçulmana e budista, de menor relevância numérica.
A etnia predominante na Irlanda do Sul é européia ”
CULTURA
Apesar do estereotipo associar a cultura irlandesa apenas com suas tradições célticas, os costumes locais são muito mais ricos e variados. O aporte da Irlanda à cultura mundial parece desproporcional devido ao diminuto território da nação. Escritores irlandeses da categoria de James Joyce, Jonathan Swift, Samuel Beckett, George Bernard Shaw, Sean O’Casey, Oscar Wilde, William Yeats e Bram Stoker fazem parte dos talentos irlandeses que são de fundamental relevância a cultura universal.
Tanto Dublin como outras localidades irlandesas preservaram castelos e outras construções medievais que relembram os momentos mais dramáticos da historia irlandesa. As construções megalíticas de Newgrange e Knowth são apenas alguns dos rastros deixados pela cultura neolítica que habitou a ilha. Por todo o território irlandês encontram-se centenas de fazendas construídas com materiais próprios da região, de tal qualidade que conseguiram manter-se bem preservados com o passar do tempo. Os antigos poemas épicos de Tristão e Isolda e as milenárias narrativas cheias de míticas figuras de duendes donos de potes de ouro, heróis e façanhas dignas de deuses.
A sociedade irlandesa fez do catolicismo um emblema para preservar sua cultura ancestral e unir-se socialmente. Cada festividade de São Patrício, o santo padroeiro da ilha, propagador do Cristianismo no século IV, é uma oportunidade para renovar o sentimento religioso e a festiva personalidade do povo irlandês. Apesar de muitas vezes a festa representar outra oportunidade de tomar quantidades industriais de cerveja, é também uma chance de irlandeses de todo o mundo de reunir-se numa mesma festa coletiva e relembrar suas tradições.
Os irlandeses também são torcedores fanáticos de esportes como o hurling (uma variedade esportiva celta) e o futebol gaulês, uma variação com 15 jogadores e utilização das mãos, uma variação do esporte mais popular do mundo.
Fiéis ao caráter e personalidade alegres, os irlandeses preservaram os ritmos celtas tocadas ao ritmo do Bodhran (tambor típico da Irlanda) e das flautas. Diversos ritmos como o gabarito, a gaita de foles, o slide e bobina representam diferentes momentos e estados de espírito. A música irlandesa soube adaptar-se aos ritmos contemporâneos expondo ao mundo talentos como U2, Bob Geldoff, Sinnead O’Connor, The Cranberries e Gary Moore.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Dublin
Na tentativa de colonizar a ilha irlandesa, os vikings normandos fundaram Dublin em 841 e da cidade, operavam seu comercio de mercadorias e escravos da região. Na verdade, o local era um assentamento de um punhado de celtas, que rapidamente se transformou num monastério, mas, com a chegada dos vikings, passou a ser uma cidade importante. A capital da Irlanda do Sul é uma das cidades europeias que melhor preservou seu patrimônio histórico. O famoso Castelo de Dublin, construído no século XI, é um impressionante exemplo da arquitetura militar e foi, durante muitos séculos, um bastião quase intransponível. No centro da cidade pode-se visitar o edifício que protagonizou um dos momentos mais dramáticos da Revolta da Páscoa, em 1916, quando os inconfidentes tentaram expulsar os ocupantes ingleses. Perto dali, o Four Courts, cujo bombardeio em 1922 deu início a uma guerra civil entre membros do governo irlandês e do IRA. Outra opção é visitar a casa que serviu de residência a Oscar Wilde. Em diversos pontos da cidade é possível encontrar as pegadas de James Joyce e descobrir as paisagens que serviram como pano de fundo para as historias do escritor.
Cork
A segunda maior cidade da Irlanda do Sul nasceu no século VI com a inauguração de um monastério fundado no local. Por causa dos ataques vikings, a cidade foi fortalecida. Por sua importância militar e econômica, foi protagonista de fatos importantes da historia da Irlanda. Seu centro histórico ainda preserva as construções centenárias que refletem a tradicional arquitetura irlandesa. O melhor exemplo deste estilo está em Saint Fin Barre's Cathedral. O prédio do governo possui uma torre que, por muito tempo foi a construção mais alta da Irlanda.
Galway
Fundada no século XIII pelos normandos a mando de Richard Burgo, a cidade de Galway foi durante séculos a chave para o domínio do sul da Irlanda. A maior parte das muralhas e torres que a protegiam foram destruídas, porem as lindas construções militares como o Lynch Castle, um magnifico prédio no centro da cidade e o Aughnanure Castle, conhecido também como “O’Flaherty’s Tower”. A igreja de São Nicolau é famosa por haver recebido Cristóvão Colombo, em 1447, quando este era apenas um sonhador disposto a encontrar a rota das Índias pelo Oceano Atlântico. O museu Nora Barnacle exibe uma coleção de objetos de James Joyce, doados por sua esposa.
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
Além de um grande numero de vôos internacionais a Irlanda do Sul é facilmente acessível através dos aeroportos ingleses. Pode-se também optar em utilizar os ferrys que partem diariamente da ilha britânica aos portos irlandeses.
O sistema rodoviário é confortável e rápido, mas os turistas geralmente preferem percorrer a Irlanda de carro. A bicicleta também é uma forma segura de viajar, para os que estão acostumados a pedalar grandes distâncias.
GASTRONOMIA
Colcannon
Para muitos, o colcannon é a receita mais típica da gastronomia irlandesa. O prato é elaborado com ingredientes bastante simples, próprios da vida rústica dos antigos irlandeses. Primeiro prepara-se um purê de batata- o componente mais abundante da cozinha irlandesa- ao qual se juntam repolho cozido, manteiga, sal e pimenta. Enquanto os ingredientes vão ao fogo, se junta alho, creme de leite e cebola. (Dica: em ocasiões especiais os irlandeses colocam moedas no prato e servem como prêmio para quem as encontre, o que significa prosperidade).
Boxty
Originário do norte da Irlanda, o Boxty faz parte da cozinha do dia-a-dia os irlandeses. Preparado com batata ralada amassada com farinha de trigo, soro de leite, ovo e fermento, até formar uma massa. Depois é esticada, cortada em rodelas e frita como se fosse um crepe. Em geral é recheada com pedaços de carne, salsicha ou bacon e servido com purê de maçãs. (Dicas: em algumas regiões da Irlanda, o Boxty pode ser preparado com batatas cozidas e depois, fritas).
Irish Stew
O Irish stew é um ensopado do mesmo estilo de outros encontrados no resto da Europa e faz parte da comida irlandesa diária. É preparado com carne de cordeiro ou, ocasionalmente, de porco. A carne é cozida juntamente com cebola e batata, as quais se podem adicionar outros legumes, como cenoura e abóbora. Vai ao fogo por um longo tempo até que a carne fique bem macia.
Coddle
O coddle é um prato ideal para enfrentar os dias mais frios do Inverno irlandês. Preparado com camadas finas de salsicha de porco e bacon. É cozido com batata numa panela fechada. A forma tradicional de preparo inclui grãos de cevada e um pouquinho de caldo de cereja para dar um aroma típico. Enquanto o coddle é cozido lentamente, tempera-se com sal, pimenta e salsa. (Dica: por ser um prato calórico e típico de Inverno, não é compatível com atividades físicas).
Bebidas típicas
Cerveja
A Irlanda é um país cujo retrato não seria fiel caso faltasse um copo de cerveja. A mais popular do local é a Guinness, fabricada desde 1759 pela fábrica do mesmo nome. Em geral, os irlandeses preferem a cerveja escura (Stout), servida em temperatura ambiente. Porem não desprezam as claras (Harp), servidas geladas em dias mais quentes, ou a ruiva (Smithwicks). A cerveja é bebida em copos longos chamados pints ou menores, half pints. (Dica: para quem prefere evitar o álcool, os irlandeses desenvolveram a cerveja Kaliber, cujo sabor, segundo dizem, é impossível de diferenciar das outras).
Whisky
O whisky irlandês é encontrado pelo mundo inteiro, por sua alta qualidade e sabor concentrado. É preparado a partir da mistura dos grãos de cevada moídos, que depois é destilada três vezes até que se obtém um licor de alto teor alcoólico. Antes de ser engarrafado, é armazenado por sete anos em barris de carvalho. (Dica: A maioria dos irlandeses acredita que sua forma de produzir e armazenar o whisky são a melhor do mundo. Não é recomendado discutir o assunto, principalmente diante de concorrentes de outros países).
em ocasiões especiais os irlandeses colocam moedas no prato e servem como prêmio ”
DICAS E CURIOSIDADES
DICAS
• Não se exige visto para os cidadãos da Comunidade Européia, Austrália, Canadá, Japão, Estados Unidos, Andorra, Argentina, Bahamas, Barbados, Botswana, Brasil, Brunei, Chile, Costa Rica, Croácia, Chipre, República Checa, El Salvador, Estônia, Granada, Guatemala, Honduras, Hungria, Islândia, Israel, Jamaica, Coréia do Sul, Látvia, Lesoto, Liechtenstein, Lituânia, Malaui, Malásia, Malta, México, Mônaco, Nauru, Nova Zelândia, Nicarágua, Noruega, Panamá, Paraguai, Polônia, San Marino, Singapura, Eslovênia, Suazilândia, África do Sul, Suíça, Tonga, Trinidade e Tobago, Uruguai, Vaticano, Venezuela, Samoa e Zimbabwe.
• O sistema elétrico é de 220 V e 50 HZ.
• O sistema de água potável é seguro.
• A gorjeta habitual é de 10% do total da conta.
• A criminalidade é bastante reduzida, portanto a Irlanda é um dos países mais seguros para viajar.
• Os pubs são excelentes lugares para observar brigas de bêbados. Recomenda-se não se envolver de nenhuma maneira.
• A saudação mais comum é o aperto de mão. A menos que um irlandês tome a iniciativa, não é de bom tom beijar no rosto.
• Entre Maio e Setembro é a estação das chuvas na maior parte da Irlanda. Quando denominadas copiosas, não estão exagerando. As chuvas podem durar um mês inteiro.
• Os turistas são bem vindos em toda parte, inclusive nas cidades pequenas. Exige-se, no entanto, muita discrição para não alterar a rotina de cada lugar.
• As multas de trânsito são bem caras, especialmente estacionar em local para inválidos ou crianças.
CURIOSIDADES
• O alfabeto irlandês tem apenas 18 letras. Não possui j, k, q, v, w, x ou z.
• A peça de teatro mais curta jamais estreada foi escrita por Samuel Becket. Chama-se “Breath” e dura apenas 30 segundos.
• A fábrica central da cerveja Guiness tem um contrato de aluguel por 9.000 anos.
• Em irlandês não existem expressões como "Sim", "não" ou "próprio".
• O motivo pelo qual a harpa encontra-se ao contrario em documentos oficiais é porque a Guinness havia registrado o símbolo anteriormente, da maneira regular.
• Um costume irlandês é o de enfiar um pedaço de maneira no coração dos suicidas. Isto foi o que inspirou Bram Stoker quando pensou em matar vampiros humanos.
O café irlandês preparado com whisky, café e nata foi inventado nos Estados Unidos e não na Irlanda.