HISTÓRIA
Inglaterra (nação integrante do Reino Unido):
INGLATERRA: BREVE HISTÓRIA DE UM REINO UNIDO

Seu território foi testemunha de violentas lutas entre culturas muito diferentes, que, com o passar do tempo, formaram uma sociedade complexa e muito avançada. Indiscutível líder europeu e potência mundial durante séculos expandiu seu poder de influência até as mais longínquas partes do mundo. Centro do nascimento do capitalismo moderno e participante fundamental nas duas guerras mundiais contemporâneas, a Inglaterra possui uma apaixonante e quase inacreditável história.
Os estudos arqueológicos determinaram que os primeiros habitantes a passar pela ilha- hoje conhecida como Inglaterra- chegaram por volta do ano 4.000 AC. Mais adiante, no século V A.C, chegaram os celtas, vindo da Europa central e ocuparam seu lugar na ilha. Séculos mais tarde, em 43 A.C, durante o apogeu do Império Romano, milícias romanas ocuparam a região sul e centro da ilha, estabelecendo uma fronteira militarizada como separação das tribos mais duras do norte, que resistiam à conquista estrangeira. Em sua etapa expansionista e no afã da conquista, os romanos tiveram grande influência sobre os celtas, deixando como legado grande parte de sua bagagem cultural, especialmente em organização e costumes.
No ano 410, o Império Romano deixou a ilha, que, neste momento, havia se tornado objeto de ataques de povos bárbaros saxões, normandos e jutos. Os celtas romanizados foram espalhando-se para o sul, ao mesmo tempo em que ocorria a expansão do cristianismo entre os novos e velhos habitantes. Com o tempo, as comunidades foram se integrando em torno dos feudos bardos, nascidos em diferentes regiões.
No século IX, a constante agressão dos vikings forçou a união dos feudos e a formação de uma identidade política entre eles. Longas lutas internas resultaram na supremacia dos saxões sobre as etnias celtas e outros povos que ainda restavam desde o tempo do Império Romano.
Depois de séculos de confrontos, a audácia dos vikings foi diminuindo. Em 1066, o duque da Normandia, descendente dos vikings assentados no norte da França séculos antes, desembarcou na Inglaterra e conquistou seu território, após derrotar o monarca saxão Harold de Wessex, na Batalha de Hastings. Proclamou-se rei, sob o título de Guilherme I da Inglaterra e substitui a corte local por nobres normandos franceses.
Em 1189, Ricardo “Coração de Leão” assumiu o reinado da Inglaterra e, pouco tempo depois, teve que partir rumo à Terra Santa, durante a Terceira Cruzada, que terminou num estrondoso fracasso. De volta à Inglaterra, Ricardo foi capturado pelo duque da Áustria e entregue ao imperador alemão Henrique IV. Em 1194 conseguiu a liberdade depois do pagamento de um vultoso resgate. Retornou à Inglaterra e foi submetido a seu irmão João (que viria a ser Rei João) quem durante sua ausência havia conspirado com Felipe para tomar o trono inglês. Porém sua incapacidade o fez perder os territórios do norte da França. A derrota resultou numa rebelião dos nobres em 1215, que o obrigaram a aceitar uma Constituição que dividia o poder com o médio escalão da monarquia em troca de sua permanência no trono. A luta das camadas médias e baixas da nobreza continuou durante o reinado de Henrique III, que também se viu obrigado a fazer concessões e dividir seu poder com o parlamento. A tentativa de Henrique III de submeter os nobres, com a ajuda e interferência do Papa, conduziu a uma guerra civil na Inglaterra. Henrique III foi aprisionado pelos rebeldes, liderados por Simon de Monfort em 1264. O governo surgido da rebelião durou até 1265, quando Monfort foi executado e Henrique III substituído no trono.
Uma disputa pela coroa da França entre Eduardo III da Inglaterra e Felipe de Balois, candidato dos nobres franceses, conduziu à Guerra dos Cem Anos, desatada em 1337. A guerra foi na realidade um conflito crônico interrompido na Inglaterra por intrigas palacianas, guerras pela sucessão do trono, a peste negra que assolou o país em 1348 e uma violenta rebelião de camponeses em 1381.
Apesar de os ingleses haverem conseguido dominar uma importante parte da França, os galos conseguiram se recuperar sob a inspiração de Joana D’Arc, impondo-se sobre seus adversários. Graças a este contra-ataque conseguiram que Carlos VII fosse coroado Rei da Franca. Finalmente, em 1453 os franceses completaram a reconquista de seus territórios.
A Guerra das Rosas, ocorrida entre 1455 e 1487, entre as casas de Lancaster e York pela sucessão do trono, levou à nobreza inglesa a um total descrédito e ao surgimento da burguesia como fator político relevante.
Em 1534, irado, pois o Vaticano se negava a anular um de seus matrimônios, Henrique VIII criou a igreja anglicana como entidade católica regida pelo Estado, tendo o rei como sua autoridade máxima. Com a ascensão de Maria I ao trono em 1554, a igreja voltou a ser apostólica romana. Entretanto, com a morte da monarca em 1558, o anglicanismo retornou de maneira definitiva.
Em 1642, depois da morte da rainha Elizabeth I, o trono inglês foi assumido por James I, da Escócia. Por direito de herança proclamou-se soberano da Inglaterra, Gales e Escócia. O autoritarismo do monarca levou a três guerras civis entre os partidários do rei e o parlamento. A primeira transcorreu entre 1642 e 1645 e teve em Oliver Cromwell o líder mais célebre do parlamento. A segunda fase iniciou-se em 1648, quando o rei Carlos I aliou-se aos escoceses para atacar os parlamentaristas. As tropas de Cromwell foram derrotadas, Carlos I foi decapitado e pouco tempo depois foi declarada a República Inglesa. Em 1649 estourou a terceira guerra civil, entre republicanos e monarquistas, que resistiam na Irlanda e Escócia. Cromwell venceu novamente e, nos anos seguintes dedicou-se a centralizar o poder. Com a república iniciou-se um período de modernização dos costumes e de tolerância religiosa, que havia sido reprimido pelo autoritarismo de Cromwell. Depois de sua morte, em 1660 o Parlamento inglês nomeou Carlos II como rei da Inglaterra.
Enquanto isso, a monarquia lançava uma campanha de exploração e conquista de territórios na América do Norte, Ásia, Oceania e África, que levou a construção do império mais poderoso de seu tempo. Paralelamente a Revolução Industrial iniciada no século XVIII na Inglaterra deu um impulso incrível a sua economia e fortaleceu seu poderio militar e político. Seu papel crucial na derrota do império napoleônico tirou do caminho seus principais competidores nos mercados externos.
Em 1707 a Inglaterra e o País de Gales se uniram à Escócia para formar o Reino da Grã-Bretanha, através dos Atos de União de 1707. Em 1800 a Irlanda se juntaria ao Reino Unido, mesmo que formalmente fosse um domínio da coroa desde quando fora militarmente ocupada em 1691. O esplendor atingido pelo Império Britânico, dono de inúmeras possessões em torno do mundo, representado por uma força militar sem paralelos e cm um controle sobre a maior parte dos mercados, duraria até 1914.
A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
As tensões com a Alemanha, que começavam a apresentar-se como uma potencia européia com crescentes interesses coloniais, levaram a um inevitável confronto. A morte do herdeiro da coroa Austro-Húngara em Sarajevo em 1914, reativou o sistema de alianças, fazendo com que o Reino Unido unisse forças com a França e a Rússia para enfrentar os alemães e austríacos. A Primeira Guerra Mundial terminou com vitória do grupo da Inglaterra. Porém, o preço desta vitória foi desproporcionalmente alto: 900.000 soldados britânicos morreram nos campos de batalha e, o país emergiu da disputa profundamente endividado. A anexação das colônias otomanas e alemães foram um pequeno benefício para compensar tantas perdas.
Por outro lado, durante a guerra, os católicos irlandeses haviam lançado uma rebelião independista, que apesar de ter sido duramente reprimida, obrigou com que em 1922, a terra fosse repartida e ficasse independente do centro e do sul. A partir de 1927, o país mudou sua denominação de Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. O norte irlandês, dividido entre católicos e protestantes, seria foco de problemas constantes para o Reino Unido, pela preferencia do reino em relação aos protestantes e rechaço a rebeldia dos católicos.
TÉRMINO DA PRIMEIRA, CHEGADA DA SEGUNDA
A TERCEIRA: A GUERRA FRIA
Ao estourar a Guerra Fria, o Reino Unido integrou a parte da aliança ocidental. Uniu suas zonas de influência com a França e os Estados Unidos para enfrentar os soviéticos como um bloco monolítico liderado por Washington. Em 1956, quando aliado com a França e Israel, invadiu o Egito depois da nacionalização do Canal de Suez, os Estados Unidos ordenou a retirada imediata de seus aliados. Humilhada e com sua debilidade exposta, a Inglaterra aceitou seu papel secundário dentro da aliança ocidental. Ainda assim, desenvolveu uma força nuclear independente e tentou manter uma força militar de alcance global.
De 1960 em diante, o Reino Unido tentou reconstruir sua economia e adaptar-se aos novos tempos. Na Irlanda do Norte, os terroristas irlandeses da IRA lançaram uma agressiva onda de ataques que chegou às portas do governo britânico. Em 1979 a conservadora Margaret Tatcher assumiu o gabinete inglês. Decidida a reverter o quadro de decadência britânico, Tatcher lançou um duro programa de ajuste para racionalizar o gasto estatal, o que agravou ainda mais as tensões sociais e aumentou o índice de desemprego, chegando a níveis recordes.
Em 2 de Abril de 1982, a Argentina ocupou militarmente as Ilhas Malvinas, arquipélago que reclamava desde 1833 e que era defendido por uma pequena guarnição britânica. O governo britânico organizou a maior força naval desde a Segunda Guerra Mundial. Com assistência militar e diplomática norte-americana, os britânicos retomaram as Malvinas, depois de 74 dias de combate.
O triunfo das Malvinas revitalizou o orgulho britânico e reverteu a política de redução de suas forças armadas. Ademais, deu à Margaret Tatcher um prestígio que lhe permitiu aprofundar as reformas econômicas e sociais.
Em 1991, o Reino Unido foi o principal aliado dos Estados Unidos na guerra da liberação do Kuwait contra as forças iraquianas. Participou novamente nas invasões do Iraque e Afeganistão em 2001, campanhas que demonstraram sua intenção em transformar-se novamente numa força importante dentro do cenário internacional. O conflito da Irlanda do Norte, objeto de um grande desprestígio, além de causa de numerosas mortes entre civis e militares britânicos, foi canalizado para o lado das negociações políticas até que os irlandeses da IRA anunciaram sua decisão de abandonar a luta armada.
A aliança contra o terrorismo global, expôs o Reino Unido aos atentados de 7 de Julho de 2005, data em que um grupo fundamentalista islâmico explodiu quatro bombas em Londres, causando a morte de 50 pessoas.
O Reino Unido ingressou na Comunidade Européia em 1973 e na União Européia em 1992. Apesar da resistência de alguns setores mais reticentes à integração, o governo britânico conseguiu avanços na consolidação de uma identidade européia.
Inglaterra: breve história de um Reino Unido”
GEOGRAFIA E CLIMA
A Inglaterra é dividida entre a região norte com as cadeias mais montanhosas dos Peninos e a região sul, caracterizada por grandes planícies interrompidas por colinas e os restos de uma antiga floresta que séculos atrás ocupava grande parte da região. O caráter insular da Inglaterra e a presença de correntes do Golfo lhe conferem um clima oceânico temperado, com temperaturas mais moderadas que outras cidades situadas numa latitude similar.
a presença de correntes do Golfo lhe conferem um clima oceânico temperado”
ECONOMIA
A economia da Inglaterra faz parte de um sistema muito mais abrangente, integrado ao sistema de produção do Reino Unido. A economia britânica é a sexta maior economia do mundo.
Sua poderosa indústria destaca-se na produção aeroespacial, armamentista, naval, siderúrgica, automotora, química, petroleira, têxtil, farmacêutica, eletrônica e de maquinaria pesada. Marcas de renome mundial como Rolls Royce e Jaguar conferiram à produção inglesa uma imensa confiabilidade e senso estético indiscutível.
O setor agrícola é um dos mais importantes da economia do país, especialmente na produção de cereais. Sua agricultura é altamente avançada e eficiente, mesmo para os altos padrões de qualidade do cenário europeu.
A atividade pecuarista destaca-se na produção de gado bovino, ovino e equino de alta qualidade. Apesar da crise gerada pela “doença da vaca louca”, que afetou seriamente tanto a produção quanto o prestígio das regiões produtores de carne, a indústria ainda é uma das maiores exportadoras da Europa.
A mineração está centrada na produção de petróleo e gás, já que a Inglaterra tem direito à extração nos poços do Mar do Norte e na extração de carvão.
O setor terciário é o mais importante, com grande desenvolvimento no setor de serviços financeiros, seguros, turismo e telecomunicações.
é a sexta economia do planeta”
FATORES HUMANOS
A Inglaterra possui cerca de 80% da população total do Reino Unido. A grande maioria de seus habitantes, em torno de 87%, é descendente das antigas raças celtas que habitavam o território e da sua combinação com correntes migratórias normandas, saxônicas e romanas. Existem vastas comunidades indianas (3%), paquistanesas (2,5%), irlandesas (1,2%), além de asiáticos, africanos, antilhanos e latino-americanos.
O idioma falado é o inglês, apesar de não haver uma imposição oficial sobre as comunidades que, provenientes de outras regiões, utilizam seu idioma materno, tais como o hindu, pashtun, mandarim, espanhol e outros. Em algumas regiões o idioma celta foi conservado, assim como o gaulês e o irlandês.
A igreja anglicana representa a religião oficial inglesa, apesar da prática de outras religiões serem aceita. A primeira minoria é de ateus, seguida pelos católicos, muçulmanos e diversas comunidades hindus, budistas e siks.
En algunas regiones se ha conservado el habla celta, el galés y el irlandés”
CULTURA
A Inglaterra pode ser descrita desde um passeio pelas pedras da Idade do Bronze até seus imensos talentos musicais. O misterioso monumento pré-histórico de Stonehenge em Avebury e os monumentos megalíticos, também conhecidos como antas, espalhados por diversas localidades, despertam tanta curiosidade como as ruínas de um acampamento romano em Dorset, ou o enorme cavalo do monte Ridgeway.
Os castelos nos vales ingleses nos transportam ao tempo de Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Outras espetaculares atrações são os palácios do tempo de Guilherme I, o Conquistador e o período vitoriano, com sua arquitetura carregada de esplendor imperial; o Palácio de Westminster (sede do Parlamento), Castelo de Windsor e muitos outros. Porém, a cultura britânica também é Abbey Road, onde os Beatles gravaram suas melhores obras, as ruas de White Chappel, onde Jack o Estripador perseguia suas vítimas, o metro de Londres, onde a população de Londres resistiu o ataque dos bombardeios nazistas e a Torre de Londres, onde Ana Bolena foi encarcerada e, aguardou sua sentença, por ordem de seu marido, o rei Henrique VIII.
Outras expressões próprias da cultura inglesa são a extrema cortesia e polidez de seus modos, a inabalável expressão dos guardas britânicos em frente ao palácio, os punks ainda encontrados nas ruas, revoltados contra o sistema que os tornou famosos e as obras imortais de Shakespeare.
A música inglesa passa por todos os estilos, desde os clássicos como Henry Purcell e William Byrd, o barroco de Georg Handel, as elaboradas composições de Pink Floyd, o eterno rock dos Rolling Stones, o fenômeno universal dos Beatles, o sucesso do Oasis e, cantoras como Amy Winehouse, entre outros.
Nos salões vitorianos os ingleses continuam reunindo-se para dançar valsas, quadrilhas, minuetos e outras formas de danças de salão. No British countryside, ainda sobrevivem diversas danças celtas antigas.
O futebol, seguido pelo rugby e o cricket, são parte intrínseca da cultura inglesa. Além de terem inventado o esporte, os ingleses também ficaram famosos por seu costume de torcer por seus times como se cada partida fosse a final de um campeonato.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Londres
Londres ou, Londinum, como diziam os antigos romanos em 43, é uma das capitais históricas mais interessantes. Do momento em que foi designada capital romana na Inglaterra, Londres cumpriu muito bem seu papel fundamental na história da Europa e, em seguir, do mundo. Os palácios de Westminster e de Buckingham guardam em seus recintos séculos de decisões, intrigas e debates. A arquitetura gótica da Abadia de Westminster, a maior igreja anglicana e palco da coroação de todo monarca britânico. Apesar de Londres ter, pelo menos, vinte ruas chamadas Abbey Road, apenas a situada em Camden viu nascer a obra dos Beatles. O Museu Britânico e seu parceiro, o de Ciências concentram talvez, a mais importante coleção de objetos antigos do mundo inteiro. O Museu Imperial da Guerra acumula lembranças e troféus das numerosas campanhas vividas pelo país no processo de construção de seu império. A Torre de Londres e a ponte, Trafalgar Square, Wembley, White Chappel, Wimbledon e o Royal Albert Hall são apenas alguns dos locais que o turista apaixonado por história encontra na mais famosa cidade inglesa do mundo.
Avebury
O condado inglês de Wiltshiree reúne durante os equinócios, uma multidão pagã para celebrar o monumento mais famoso da Inglaterra antiga: Stonehenge. Trata-se de um circulo de 335 metros de diâmetro desenhado com pedras de até 50 toneladas, construído por um povo desconhecido durante a Era do Bronze. Sabe-se que tinha propósitos religiosos e astronômicos, apesar de ninguém saber ao certo quando foi erguido ou terminado. Apesar das inúmeras pesquisas e investigações a que foi submetido, Stonehenge continua sendo um mistério da arqueologia. A partir dali pode-se visitar Sillbury Hill, com aproximadamente 5.000 anos de idade e o maior montículo feito pelo ser humano na antiguidade.
Manchester
Quando os romanos, a mando do general Cneo Agricola, construíram o forte Mamucium, não podiam imaginar que, séculos depois neste lugar surgiria a cidade de Manchester, uma das mais importantes da ilha. Centro comercial e industrial por excelência, Manchester é o lugar para conhecer o berço do Rolls Royce, os bairros onde a Revolução Industrial ocorreu levando a Inglaterra ao auge de seu poder, assim como as últimas casas que sobrevivem daqueles anos, onde as famílias dos empregados das fábricas viviam amontoadas. Ainda é possível navegar o Bridgewater Channel, construído no século XVIII para transportar o carvão que abastecia as fábricas da cidade e o Albert Square, um lugar que transporta o visitante à atmosfera dos tempos elisabetanos.
Yorkshire
A região onde está assentada a cidade de York foi habitada por povos cuja época remonta há 10.000 anos. Foi transformada em fortaleza pelos romanos no século I e a partir de então teve uma agitada historia militar. Foi invadida por saxões, vikings, dinamarqueses, normandos e escoceses. O Multangular Tower é tudo o que sobrou das antigas fortalezas romanas. O impressionante sistema de defesa da cidade pode ser reconstruído a partir das portas que foram conservadas de cada período. O portal de Botham, construído no século XIV está bem perto do de Monk, construído no mesmo período pelos barbicanos. O segundo é muito maior e adornado por quatro pequenas torres que lhe dão um aspecto exato de lendas de antigos cavaleiros. Uma das mais visitadas é Welmgate que antigamente servia de entrada para a cidade. A Porta de Mickelgate Bar, foi conservada juntamente com a muralha adjacente. A Catedral de York é um edifício gótico cuja construção, iniciada em 1080, foi terminada dois séculos mais tarde. Em seu interior foram encontrados rastros do antigo assentamento romano que existia em seu lugar. Em cima de uma colina próxima encontram-se os restos de um antigo forte normando conhecido como “Torre de Clifford”. Foi este lugar onde em 1190, 150 judeus morreram, pois haviam se refugiado ali para escapar da multidão durante uma das tantas perseguições anti-semitas ocorridas na Inglaterra daquela época.
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
GASTRONOMIA
Roast beef
O Roast Beef é um dos pratos mais populares da Inglaterra. Simples, como a maioria dos pratos da gastronomia inglesa, o roast beef é um pedaço de carne assado no forno, geralmente servido com batatas assadas ou em purê e Yorkshire pudding. Geralmente é preparado em grande quantidade, pois quando a sobra é abundante, no dia seguinte prepara-se outro prato típico chamado hash. Parte-se a carne do roast beef em filés mistura-se com a batata e se frita com cebola. Depois é servido com molho chutney. (Apesar do consumo de carne haver caído depois da “doença da vaca louca”, não existe mais perigo iminente no consumo de carne).
Fish and chips
Caso você pergunte a um inglês qual o prato que mais comeu na vida, seguramente ele dirá que foi o Fish and Chips. Preparado com filé de peixe passado na farinha, curry em pó, pimentão e pão ralado. Frito em óleo bem quente é depois servido com batata frita e condimentos ingleses, como maionese e ketchup. (Dica: O Fish and Chips é tão popular na Inglaterra que é vendido por ambulantes e servido em restaurantes com peixes exóticos).
Yorkshire pudding
O Yorkshire pudding é um curinga da cozinha inglesa, aparecendo em varias ocasiões diferentes. A base do preparo é uma massa de farinha e leite. Uma vez encorpada é amassada numa forma de cone. Vai ao forno recheada com carne ou carne de cordeiro, agarrando o sabor do caldo da carne na massa. (Dica: O Yorkshire pudding pode ser servido como entrada, acompanhamento ou prato principal).
English Breakfast
Para os ingleses começarem bem o dia nada como um autêntico english breakfast. Para muitos, o café da manhã inglês pode ser uma mistura de paladares e excesso de gordura. Geralmente é servido com bacon, ovos mexidos, feijão, salsicha, batata, tomate, pão de centeio ou aveia (scones) e legumes fritos. Para beber, chá ou suco de laranja. (Dica: os cafés da manhã ingleses contêm caloria para um dia inteiro. Caso queira provar a versão completa, peça o Full Monty. Os ingleses não esperam que um estrangeiro coma a refeição inteira, pelo contrario, recomendam moderação).
Gin
O gin é a versão inglesa da genebra holandesa. É preparado a partir destilado da cevada sem malte. Para conseguir aquele sabor típico o gin recebe uma combinação de cardamomo, zimbro, casca de laranja, cassis e lírio. Os ingleses adoram o gin misturado com água tônica, ou o célebre gin tônica, que pode ser tomado a qualquer hora do dia e em qualquer lugar da Inglaterra. (Dica: O gin possui um alto teor alcoólico (entre 40 e 47 graus), portanto, normalmente é servido em copos pequenos ou misturado à outra bebida).
Chá
Trazido da Índia há séculos pelos ingleses, o chá transformou-se num produto essencial do dia-a-dia dos ingleses. O mais popular é o chá preto do Siri Lanka, Índia, Quênia ou China. Um dos favoritos é o Earl Gray, obtido com as mistura das folhas com bergamota. As folhas são colocadas em água quente, sem chegar a ferver, e pode também ser servido com uma gotinha de leite e açúcar à gosto. Além de uma simples bebida, o chá inglês é uma cerimônia de cortesia, um convite para colocar a conversa em dia e, sobretudo, uma oportunidade de tomar uma bebida que exige uma mão especial para alcançar um sabor mágico. (Dica: O chá das cinco é apenas uma expressão. A bebida costuma ser tomada a qualquer momento da tarde ou da noite e pode ser acompanhado por muffins ou scones).
Cerveja ale
Os ingleses são famosos cervejeiros; eles preferem especialmente, um tipo de cerveja chamada Ale, caracterizada por seu sabor ligeiramente adocicado e sua coloração parda. A bebida é tomada fria e não gelada ou em temperatura ambiente. Esta variedade é feita a partir da fermentação da levedura na parte superior do barril. Depois de alguns dias, a cerveja obtida tem um teor alcoólico um pouco mais alto que as mais claras. (Dica: o “binge drinking” era o nome da corrida para comprar o último copo, quando a campainha tocava às 11:00 da noite, hora em que era suspendida a venda de bebida alcoólica durante uma época. As autoridades suspenderam a lei devido ao número de bêbados que saiam às ruas, todos na mesma hora. Agora a campainha toca de vez em quando para estimular os clientes do pub a beber mais).
o roast beef é um pedaço de carne assado no forno”
DICAS E CURIOSIDADES
Dicas:
• A Inglaterra não exige visto para cidadãos da União Européia, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. Os demais cidadãos devem consultar a embaixada antes de viajar ao país.
• O sistema elétrico é de 220 V e 50 HZ.
• A criminalidade é baixa na Inglaterra. A presença de batedores de carteira aumenta nos lugares turísticos e alguns grupos podem atuar em zonas marginais da cidade. No geral é um destino seguro e agradável.
• O Reino Unido não adotou o Euro como moeda. É recomendável consultar o cambio antes de viajar ao país.
• Um alerta antiterrorista está em operação desde os atentados em 2005. Os turistas podem ser abordados por policias para verificação de documento.
• O sistema de água potável é totalmente seguro.
• As tomadas elétricas na Inglaterra possuem uma configuração diferente do que os outros países europeus.
• O pagamento com cartão de credito pode sofrer um pequeno acréscimo em alguns estabelecimentos.
• A gorjeta usualmente é de 10% da conta ou da tarifa do taxi. Em alguns estabelecimentos ela já é incluída no total.
• O aperto de mão é a forma de saudação mais comum na Inglaterra. Beijar no rosto, especialmente alguém que se conhece há pouco tempo, pode criar um constrangimento.
• Na Inglaterra as pessoas naturalmente formam filas para entrar em lugares ou comprar alguma coisa. Não respeitá-las pode causar uma reação bastante negativa por parte dos locais.
• Poucas coisas são tão valorizadas pelo povo inglês como as boas maneiras. Portanto, por favor e obrigado, apesar de internacionais, são especialmente fundamentais na Inglaterra. O mesmo acontece com saudar com as pessoas que cruzam seu caminho, especialmente no interior.
Curiosidades
• Os ingleses sãos os maiores consumidores de chá por habitante no mundo. Tomam quase três 3 vezes mais que seu competidor seguinte, os japoneses.
• Entre 1066 e 1322 o idioma oficial na Inglaterra era o francês.
• Os policiais britânicos não portam armas de fogo, exceto em operações especiais.
• O Palácio de Windsor é a maior residência de um monarca do mundo.
• Na Inglaterra, os primeiros preservativos colocados a venda tinham estampados o rosto da Rainha Vitória na embalagem.
• Apesar da renomada pontualidade inglesa, o aeroporto de Heathrow detém o recorde de maior impontualidade de operações.
• A idéia de construir um túnel por baixo do Canal da Mancha foi de um engenheiro francês, Nicolas Desmarte, que apresentou a proposta a Napoleão Bonaparte em 1802, como forma de invadir a Inglaterra.
• Em torno de 90% da superfície cultivada da Inglaterra é destinada a produção de alimentos para animais.
• Uma ordem do rei Guilherme, o Conquistador, obrigava seus súditos a ir dormir às oito horas da noite.
•Em 1945, o peso de um bando de pássaros que pousou num dos ponteiros do Big Ben, atrasou o relógio em 5 minutos. A cidade sentiu o caos em função do caos decorrente do atraso de diversos trens e navios.
• A guerra mais curta da história foi entre a Inglaterra e Zanzibar em 1896. O país africano demorou 38 minutos para render-se.