HISTÓRIA
República Helênica :
O berço do Ocidente

A Grécia é a terra natal de um dos homens mais importantes da História, Alexandre, o Grande. Berço dos filósofos clássicos do pensamento ocidental. Foi a capital de um império de magnitudes inalcançáveis e hoje tenta recuperar-se da pior crise econômica de sua história.
A PRÉ-HISTÓRIA DO IMPÉRIO
Desde o ano 1950 AC, enquanto a ilha grega de Creta começava a desenvolver a civilização Minóica, no território continental estabelecia-se uma civilização dos Aqueus, que posteriormente viria a assimilar aos minóicos para formar a cultura Micênica. A partir do século XV AC, começa a expansão grega e sua conquista pelos reinos situados na Ásia Menor. Dois séculos depois, os Dóricos tomaram o poder nos territórios gregos, favorecendo a migração de outras tribos da zona como os aqueus, jônicos e eólicos à novas regiões, feito que expandiu a influência grega na região e a formação de cidades estados, entre as quais se destacavam Atenas e Esparta.
Entre 743 e 724 AC, Esparta consegue impor sua hegemonia sobre outras cidades persas e transforma-se líder da região do Peloponeso. É durante este tempo que as outras cidades gregas começam a colonizar a região do Mediterrâneo e fundam assentamentos desde a Espanha até a Ásia e o Norte da África. O desenvolvimento comercial e científico deu aos gregos uma importância imensa em suas zonas de influência.
O desenvolvimento da Grécia causou uma colisão com os Persas. A partir de 490 AC começam as Guerras Médicas, que após longos anos de batalhas, terminam com a vitória grega. O triunfo deu às cidades gregas o predomínio sobre o mediterrâneo. Foi a partir deste momento que, organizadas como coalisão de cidades, os estados gregos atravessaram um período de esplendor.
ALEXANDRE, O GRANDE E SEU IMPÉRIO
Em 334 AC surgiu, no reino grego da Macedônia, a figura de Alexandre, O Grande. Durante os 13 anos de seu reinado, Alexandre derrotou os persas e expandiu seu império à Pérsia, Egito e Palestina, para rapidamente atingir ao Paquistão, com seu exército. A política de assimilação cultural dos reinos conquistados, através da qual a nova cultura se misturava com as anteriores, levou a civilização Helênica aos cantos mais distintantes do mundo conhecido de então. Porém, com a morte de Alexandre no ano 323 AC, o império alexandrino começou a desintegrar-se pelas disputas internas. Obviamente, que esta circunstância foi aproveitada pelo império romano para conquistar a Grécia em 148 AC e assim transformar-la na província de Acaya.
Porém, séculos mais tarde, com a queda do império romano no século IV, os povos eslavos invadiram a Grécia e se assentaram no interior. Em seguida, apareceram os muçulmanos, que no século VII tomaram Rodas e Chipre. Nesta época, a Grécia estava cristianizada e fazia parte dos exércitos que tentavam deter o avanço árabe na Europa. Além disto, os governantes gregos tinham que enfrentar a pressão dos búlgaros pelo norte e as invasões dos piratas normandos em sua região costeira. Enquanto isto, a debilidade dos pequenos feudos gregos era usada pelos franceses para impor a formação de um império Latino do Oriente no ano de 1204. Foi então que, no momento em que o império bizantino clamava por mais poder, não foi difícil apoderar-se da Grécia, graças às lutas internas entre os franceses.
A INVASÃO TURCA
O estabelecimento dos muçulmanos em Istambul anunciava o avanço islâmico sobre a Grécia. Em 1303, o rei Andrônico II pediu o auxílio dos almogaváres de Aragão para enfrentar o avanço turco. Quando o chefe das tropas templárias aragães, Roger de Flor, foi assassinado durante um banquete, os almogaváres desataram sua vingança com a destruição das principais cidades gregas. A coroa de Aragão tomou o controle de uma parte da Grécia até que em 1388 foram acossados pelos venezianos. No século XV, o império otomano lançou uma ofensiva militar e tomou o poder da Grécia.
A ocupação turca durou tres sécuolos e a resistência fomentou o nascimento do sentimento nacionalista entre os gregos. Foi esta luta política que fundamentou a idéia de recuperar a independência. Em 1820, começou a revolta independista mais forte. Em apenas dois anos e frente à debilidade dos otomanos que tinham diversos compromissos militares em seu império, os gregos conseguiram a vitória. O apoio da França foi fundamental para a derrota otomana e a proclamação da independência do reino helênico em 1822.
Em 1826, o império otomano voltou à Grécia e em 1826 retornou a ocupar-la com suas tropas. Desta vez, a pressão das outras potências européias foi o suficiente para conseguir a retirada dos turcos e a proclamação da emancipação do país da tutela otomana. Em 1829, o Tratado de Adrianópolis e o posterior protocolo de Tesália de 1830 deram liberdade completa aos gregos.
Em 1833, o filho do rei da Bavária assumiu a coroa grega sob o nome de Oton I. A decisão das potências de apoiar a criação de um reinado não foi do agrado dos republicanos gregos. Os excessos de autoritarismo do monarca provocaram uma rebelião em 1843. Para frear o descontentamento, o rei aprovou uma Constituição e a criação de instituições para dividir um pouco do poder com os setores políticos republicanos. Entretanto, a oposição ao sistema feudal foi crescendo e a força que exerceram sobre os grupos armados obrigaram ao rei a abdicar em 1862. Foi substituído por Jorge I, que pertencia à nobreza dinamarquesa. Atento à experiência de seu predecessor, o rei em 1864, aprovou uma nova Constituição que limitava seu poder, porém garantia seu controle sobre os setores republicanos.
A GRÉCIA DURANTE AS GUERRAS
Em 1912 estoura a Guerra dos Balcãs durante a qual a Grécia, aliada à Bulgária, Sérbia, Romenia e Montenegro, obteve uma importante vitória contra os turcos e que significou para ela um importante ganho territorial. A turbulência provocada pela guerra foi aproveitada pelos republicanos liderados pelo primeiro ministro Elefherios Venizelos para obrigar ao rei Constantino I a abdicar do trono em 1 de Junho de 1917. O monarca era parente do imperador alemão, de modo que os aliados apoiaram o golpe que levaram adiante os seguidores dos Venizelos a prevenir que a Grécia se unira ao grupo adversário. A coroa grega foi assumida pelo rei derrotado, Alexandre I, que não demorou a unir-se ao bando dos adversários. Com a vitória aliada, a Grécia obteve ainda mais territórios às custas dos turcos, aliados dos alemães durante a conflagração.
Em Outubro de 1923, os setores monárquicos gregos liderados por Ioannis Metaxas tentaram levar adiante um golpe de estado para frear o avanço dos republicanos. Seu fracasso obrigou o rei Jorge II a abdicar e em Abril do ano seguinte um plesbicito popular aprovou a adoção de uma forma de governo republicana. Após um período instável, os monarquistas gregos deram um golpe de estado e restabeleceram Jorge II na coroa, em 1935. O rei deu plenos poderes à Ioannis Metaxas, que estabeleceu um estado de corte fascista caracterizado pela perseguição violenta à oposição e ausência da liberdade popular.
Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, a Grécia se uniu ao bando aliado por decisão do rei Jorge II. Em Abril de 1941, tropas italianas e alemães ocuparam a Grécia. O monarca grego fugiu para o Egito e instalou um governo do exílio. Enquanto parte da dirigência colaborava com os ocupantes, outros se organizavam como força de guerrilhas para enfrentar aos invasores. Os partidários se dividiam entre facções comunistas, monarquistas e republicanas, que quando da retirada dos alemães em 1944 submeteram a Grécia a uma tumultuada guerra civil.
Com o retorno de Jorge II, as forças comunistas agrupadas baixo a sigla ELOS, anunciaram sua decisão de continuar a luta armada e seu desejo de criar um estado socialista grego. Durante seis anos, resistiram no interior das montanhas, onde criaram o “Estado da Grécia Livre”, com o apoio dos soviéticos. Desde 1950, as forças do governos conseguiram derrotar às últimas forças comunistas graças à um imenso apoio militar das potências ocidentais. No ano seguinte, a Grécia uniu-se à OTAN.
DO PÓS-GUERRA À CRISE DO SÉCULO XXI
Em 21 de Abril de 1967, a crítica situação econômica transformou-se num golpe de estado militar encabeçado pelo coronel Georgios Papadopoulus. Seguiram-se anos de feroz repressão política, direcionada especialmente contra os grupos comunistas e monarquistas. Em 1973, o rei teve que exilar-se em Roma e nos meses seguintes, os militares convocaram um plebiscito que resultou na vitória dos setores que apoiavam o fim da monarquia e a adoção de um sistema republicano.
Um novo golpe de estado em 25 de Novembro de 1973 levou ao poder Constantinos Karamanlís, que começou um lento processo de restauração das liberdades civis, seriamente afetadas pelos anos de ditadura e repressão. Nos anos seguintes, a Grécia conseguiu recuperar o sistema democrático e a liberdade dos presos políticos.
Em 1974, uma grave crise estourou quando tropas turcas desembarcaram em Chipre para apoiar as tentativas da população desta etnia à impor-se sobre a comunidade grega. A Grécia tentou com que a OTAN obrigasse à Turquia a abandonar a ilha e, diante da negativa da organização em mediar a situação, Atenas decidiu deixar a Aliança Ocidental.
Em 1981 a Grécia regressou ao centro da OTAN e incorporou-se ao processo de integração européia. Os anos seguintes testemunharam o ressurgimento econômico da Grécia e de um clima político que, dentro de tudo, era muito mais estável que os antecedentes.
Em 2010, a Grécia afundou na pior crise econômica de sua história. Um imenso déficit público acumulado disparou uma crise financeira sem precedentes. A queda da atividade econômica e o corte dos gastos estatais provocaram greves e manifestações populares maciças e violentas. A assistência financeira da União Européia trouxe um pouco de tranquilidade, porém obrigou o governo grego a assumir uma série de difíceis compromissos financeiros e austeridade nas contas públicas.
O berço do Ocidente”
GEOGRAFIA E CLIMA
A Grécia é formada por uma região continental e um arquipélago composto por 9.000 ilhas. O interior montanhoso é caracterizado por altidudes mais elevadas que provocam um clima mais frio. O pico mais alto é o Monte Mytkas de 2.929 metros.
O clima das regiões costeiras é o típico das zonas mediterrâneas, com Inverno temperado e Verão caloroso. Na região da Macedônia e Trácia, as temperaturas são mais moderadas no Verão e mais extremas no Inverno.
ECONOMIA
Durante as últimas décadas, a economia grega demonstrou um grande desenvolvimento que ocorreu paralelamente ao esforço de diminuir a estrutura intervencionista do estado. A crise de 2010 suspendeu as reformas e promoveu um debate entre os que se queixam da participação do estado para harmonizar a economia e os que mantém que a liberalização é a saída para o problema.
O setor industrial grego, pouco desenvolvido em comparação a outros países europeus, concentra-se na fabricação de produtos alimentícios, indústria têxtil, tabaco, siderurgia e refinação de petróleo.
Há muitos séculos, a agropecuária faz parte do núcleo econômico da Grécia. Suas principais produções são o trigo, milho, uva, azeitona, cevada, açúcar, tomate, azeite, tabaco, batata, carne bovina, caprina, aves e derivados do leite. O setor mineral produz petróleo, bauxita, cromo, prata, chumbo, linhita, magnesita e mármore. No setor de serviços, a Grécia recebe grande quantidade de divisas da indústria turística.
FATORES HUMANOS
A Grécia possui uma grande homogenidade étnica. Praticamente 99% dos habitantes nativos pertence à etnia européia, originária das diversas correntes migratórias chegadas da região ao longo dos séculos. Existem minorias turcas, ciganas, albanesas, macedônias de menor representação. A presença de uma grande comunidade de refugiados albaneses e de imigrantes búlgaros, sérbios, ucranianos, poloneses e georgianos tende a mudar um pouco a composição demográfica do país, especialmente desde que a taxa de natalidade começou a demonstrar índices negativos a partir da década de 90.
A uniformidade se repete no aspecto religioso: 98% dos gregos pertence à Igreja Ortodoxa Grega, uma divisão do cristianismo originada em 1833. A primeira minoria é representada pelos muçulmanos, com 1,5% de habitantes. O resto são grupos minúsculos de católicos, protestantes e judeus.
CULTURA
A cultura grega conseguiu conservar suas peculiaridades através dos séculos. Esta conservação foi conseguida pela voluntariosa proteção que os gregos tem por suas tradições. Possuem também uma habilidade para incorporar os elementos trazidos por cada civilização chegadas ao país através dos séculos e integrar-las ao acervo cultural.
A arquitetura é onde este acúmulo milenário mais é evidenciado. As impressionantes construções do período clássico que sobrevivem, convivem com a beleza extraordinária da arquitetura mediterrânea nos povoados espalhados pela costa e a extrema simplicidade das cidades do interior das montanhas.
Porém sobretudo os gregos possuem uma renomada capacidade de aproveitar os prazeres mundanos, característica refletida na alegria de sua música, no caráter informal de seus habitantes e na vivacidade de suas expressões plásticas.
Sua música vai muito além da mundialmente famosa “Zorba, o grego”, que caracteriza bastante os festejos locais. A dança Baidosuhka, o Ballos, o Hasapilo, o Kalamatinos, a Karagouna e o Lerikos são alguns dos estilos que costumam ser dançados em grupos ou individualmente. A citara, o Bosouki (uma espécie de alaúde), a lira e a arpa são alguns dos instrumentos mais utilizados para executar a música grega.
A maestria dos fabricantes de cerâmica gregos se manteve até o presente e hoje é possível comprar vasos e ânforas semelhantes às produzidas durante o período clássico. Igualmente buscados são os tecidos ricamente bordados, a joalheria em ouro e prata, as reproduções de símbolos da igreja ortodoxa grega e artesanatos feitos em couro com técnicas desenvolvidas em tempos bastante remotos.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Atenas 37°58′40″N 23°43′40″E
Fundada perto do ano 1400 AC, Atenas é berço da civilização que talvez tenha causado maior influência no ocidente. Destruída e assolada em várias ocasiões ao longo de sua história, soube reconstruir-se e preservar os rastros de seu rico passado. Sua construção mais famosa é o Partenon e a Acrópolis, situada na colina que domina a cidade. A profusão de colunas que a caracteriza se repete no Templo de Hefesto e outros monumentos do período dórico. A presença romana sobressai no Arco de Adriano, situado nas proximidades e nas ruínas da Agora romana. A cidade encontra-se povoada por ruínas e monumentos de diversas civilizações, entre os quais se destaca Filopapos, a Lanterna de Lisícraters e o Templo de Zeus.
Knossos 35°17'53"N 25°9'44"E
A imagem do minotauro e a façanha do herói Teseu se tornaram realidade na mítica cidade de Knossos. As ruínas da da cidade minóica revelam que sua existência remontam à Idade do Bronze. Abandonada depois de sua destruição no ano 1700 AC, foi redescoberta e explorada pelo britânico Arthur Evans. Ali se conservam as colunas vermelhas e negras, próprias desta cultura, os frisos ricamente decorados e alguns afrescos que permitem ver a arte desenvolvida pelos minóicos. O conjunto arquitetônico consiste de 17.000 metros quadrados de construções e 1.500 moradias. Em seu interior, foram descobertos objetos de cerâmica e esculturas ricamente elaboradas.
Salônica 40°38′N 22°57′E
Desde sua fundação no ano 316 AC pelo rei macedônio Cassandro, Salônica foi chamada a cumprir um destino protagônico na história grega. Prova disto é a quantidade de monumentos de diferentes civilizações que possue. A calçada romana, revela o propósito comercial que cumpriu em tempos do império romano. A Muralha Bizantina e o Heptapygyion, sua função militar como ponto de controle estratégico da região adjacente. A famosa Torre Blanca usada como presídio pelos governadores otomanos, sua importância como sede do poder político regional.
Corfú 39°40′N 19°45′E
A ilha de Corfú foi colonizada no século VIII pelos coríntios. Como a maioria das regiões gregas, foi possessão de diversos povos e nações invasoras. Sua intrincada história lhe valeu diferentes nomes ao longo dos séculos: Górgyra, Arpi, Drepani, Cassopea, Argos e Makris. Sua arquitetura revelas os múltiplos governos que disputaram sua posse. Desta forma em sua parte antiga e em especial na Catedral de São Giacomo, constata-se a influência veneziana e a Fortaleza Velha mostra no museu situado em seu interior os rastros da passagem dos otomanos, francêses, italianos e inglêses pelo bastião. Pode-se inclusive encontrar os rastros dos ferozes combates que evitaram com que as forças comunistas tomassem a cidade durante a guerra civil que estourou entre 1945 e 1949. É também possível visitar o Palácio de Agios, construído em 1819, durante a ocupação britânica.
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
Por tratar-se de um destino turístico de primeira grandeza, a Grécia conta com uma sólida infraestrutura destinada a receber os visitantes estrangeiros. Pode-se chegar por alguns dos 16 aeroportos internacionais do país, utilizar as rodovias que conectam a Grécia com os países vizinhos ou utilizar as balsas que partem diariamente aos portos gregos vindas dos portos italianos, chipres e israelenses. Dos mesmos portos podem-se tomar os barcos que circulam pelas ilhas gregas. A opção de vôos domésticos costuma ser mais escassa e bem mais cara do que as marítma.
Para percorrer a Grécia pode-se alugar um carro, entretanto esta opção apenas permite chegar às localidades continentais e exige transitar por caminhos cheios de curvas que podem representar um risco para os motoristas menos aventureiros. Caso não tenha a intenção de conduzir, é possível utilizar a moderna e eficiente frota de ônibus que faz conexão com as menores localidades do interior. Pegar carona é também outra opção para percorrer o interior da Grécia.
A Grécia faz parte do sistema ferroviário europeu. Suas rotas domésticas porém são bastante limitadas.
GASTRONOMIA
Fasolada
A Fasolada é o prato nacional da Grécia. Consiste de um ensopado de feijões cozidos em azeite de oliva e água, ao qual junta-se cenouras em rodelas, cebolas picadas, aipo e salsa. A mistura de folhas de louro, pimenta e outras ervas lhe dão um sabor característico que não falta em nenhuma mesa grega. Para que os feijões fiquem mais macios, deixa-se de molho de um dia para outro e a Fasolada é cozida em fogo lento. (Dica: a fasolada é uma verdadeira bomba calórica, portanto não é recomendado combinar-la com atividades físicas intensas ou o calor tórrido do verão grego.)
Pikilia
A exuberância dos gregos se reflete na Pililia, um prato típico helênico cheio de sabor e textura. O prato consiste de uma bandeja onde colocam-se inúmeros ingredientes que incluem pedaços de carne de porco, frango e cordeiro, salsichas locais, batata frita, tomates, pepinos, polvo, lulas, camarões, purê de tstzaki (preparado com yougurt, pepino, azeite, salsa e alho) e diferentes queijos. Seu nome significa variedade e pode-se agregar sabores diferentes dependendo de cada região. (Dica: mesmo com diferentes cidades a poucos kilômetros entre uma e outra, a Pikilia pode variar de componentes. Além de ser um modo econômico de alimentar-se, é a oportunidade de experimentar os melhores produtos de cada região grega.)
Spanakopita
A Spanakopita faz parte da cozinha popular grega há séculos. Elaborada a partir de de uma massa folhada umedecida em azeite de oliva ou manteiga, que em seguida é recheada com espinafre, ricota e ovos fritos na cebola. Quando o recheio leva apenas queijo e ovos, é chamada Tiropita. Nos tempos de jejum religioso, prepara-se uma versão sem produtos lácteos recheada com espinafre, aipo e salsa.
Moussaka
A Mousakka foi definida uma vez como a versão grega da lasanha. Na verdade trata-se de um prato bastante diferente. É preparada com um recheio de carne picadinha de cordeiro frita em cebola e tomate. Em separado, corta-se fatias de beringela que são fritas em bastante azeite de oliva até dourarem. Em um recipiente forrado com manteiga e pão ralado, colocam-se sucessivas camadas da carne assada e beringela. Em seguida cobre-se com um molho Bechamel (farinha frita em gordura ou manteiga e de consistência bem grossa). Depois de um bom tempo no forno a Mousakka está pronta para servir. (Dica: os vegetarianos podem degustar o tipo que se prepara durante a quaresma, onde substitui-se a carne de cordeiro por uma mistura de verduras).
Bebidas típicas
Ouzo
O Ouzo é o licor típico da Grécia e não pode faltar em celebrações e festas familiares. Elaborado a partir da fermentação da uva madura, que logo é colocada nos alambiques de cobre com sementes de aniz e funcho, além de resina de Latifolia (Pistacia Lentiscus). O resultado é um licor de alto teor alcoólico (entre 37 e 50% de álcool) que é tomado em copos pequenos ou misturado com água. Como outras bebidas com aniz, a cor se torna um pouco opaca ao misturar com água. (Dica: alguns dizem que o melhor Ouzo é produzido artesanalmente nas pequenas cidades do interior grego.)
Metaxa
Criada em 1888 pelo grego Spyros Metaxas, esta bebida se transformou com o tempo em uma das mais tradicionais da Grécia. Feita a partir da fermentação de um vinho elaborado com uvas secas ao sol, logo depois misturado com brandy. Junta-se depois diferentes ingredientes como pétalas de rosas, ervas e água destilada para produzir um licor bem doce e forte. Depois de descansar pelo menos por 6 meses e misturado com vinho moscatel, está pronto para ser consumido.
DICAS E CURIOSIDADES
• . Não é necessário visto para cidadãos da Comunidade Européia ou dos países Latino Americanos.
• O sistema elétrico é de 220 V e 50 Hz
• O sistema de água potável é bom em Atenas, porém não é recomendado em outras localidades.
• Na época do verão existem riscos de queimaduras ocasionadas pela radiação solar.
• O valor da gorjeta é usualmente 10% da conta.
• Mesmo com visto e passaporte em ordem, é proibido o ingresso de pessoas procedentes do norte de Chipre.
• A posse de medicamentos com codeína pode causar processo judicial.
• Os gregos são tipicamente amáveis com os estrangeiros, com a condição de que eles não tomem confiança excessiva e queira muita intimidade, um dos erros mais comuns do turista.
• Muitas das pessoas que visitam à Grécia pela primeira vez ficam surpresas pelo uso do Komboloi, o rosário da igreja grega que muitos habitantes usam para rezam enquanto passeiam ou em outras situações cotidianas.
• Um aperto de mãos é a regra mais comum de saudação, apesar dos mais jovens e amigos expressarem-se com abraços.
• Caso seja convidado para comer numa casa grega, é de bom tom levar um presente, mesmo que seja apenas uma garrafa de vinhou ou uma sobremesa. Além disto, não se deve deixar comida no prato.
• Na Grécia, a sesta é quase uma instituição religiosa. As ruas desertas logo após o almoço indicam que não se deve solicitar serviços dos locais, se isto implicar em interromper a sesta.
• O antigo e popular costume grego de quebrar pratos nas festas se dá com pratos especialmente comprados para a ocasião. Mesmo que o entusiasmo o faça querer seguir quebrando coisas, numa festa grega, não quebre a louça da casa e nem faça bagunça com outros objetos da mesa.
Jogos Olímpicos de Athenas 1896
Os primeiros Jogos da Era Moderna atraíram atletas de 14 países para 10 dias de competição. Em uma época em que não havia medalhas para o primeiro e segundo colocados, o primeiro ouro olímpico da Era Moderna (assim como um ramo de oliveira) foi entregue no dia 6 de abril de 1896 ao norte-americano James Connolly, que venceu no salto triplo.