República Helênica


Nome Oficial
República Helênica
Habitantes
Gregos
Capital:
Atenas
Língua Oficial
grego
População
11.260.401 (est. 2010)
Presidente
Karolos Papoulias
Prefixo internacional
0030
Fuso horário
UTC + 2
Moeda
Euro
Outros grandes centros urbanos
Agrinon, Alexandroupolis, Iraklio, Janina, Kavalla, Kerkira, Kozani, Larisa, Patria, Tesalonica, Volos e Xanthi
superfície
131.990 Km2
Geografia e clima
A Grécia é formada por uma região continental e um arquipélago composto por 9.000 ilhas
Economia
O que vestir
dicas
Feriados nacionais: 25 de Março e 1 de Maio
Locais essenciais
Atenas - Knossos - Salónica - Corfú


 
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HISTÓRIA
República Helênica :
O berço do Ocidente
República Helênica  - História

A Grécia é a terra natal de um dos homens mais importantes da História, Alexandre, o Grande. Berço dos filósofos clássicos do pensamento ocidental. Foi a capital de um império de magnitudes inalcançáveis e hoje tenta recuperar-se da pior crise econômica de sua história.

A PRÉ-HISTÓRIA DO IMPÉRIO

Desde o ano 1950 AC, enquanto a ilha grega de Creta começava a desenvolver a civilização Minóica, no território continental estabelecia-se uma civilização dos Aqueus, que posteriormente viria a assimilar aos minóicos para formar a cultura Micênica. A partir do século XV AC, começa a expansão grega e sua conquista pelos reinos situados na Ásia Menor. Dois séculos depois, os Dóricos tomaram o poder nos territórios gregos, favorecendo a migração de outras tribos da zona como os aqueus, jônicos e eólicos à novas regiões, feito que expandiu a influência grega na região e a formação de cidades estados, entre as quais se destacavam Atenas e Esparta.

Entre 743 e 724 AC, Esparta consegue impor sua hegemonia sobre outras cidades persas e transforma-se líder da região do Peloponeso. É durante este tempo que as outras cidades gregas começam a colonizar a região do Mediterrâneo e fundam assentamentos desde a Espanha até a Ásia e o Norte da África. O desenvolvimento comercial e científico deu aos gregos uma importância imensa em suas zonas de influência.

O desenvolvimento da Grécia causou uma colisão com os Persas. A partir de 490 AC começam as Guerras Médicas, que após longos anos de batalhas, terminam com a vitória grega. O triunfo deu às cidades gregas o predomínio sobre o mediterrâneo. Foi a partir deste momento que, organizadas como coalisão de cidades, os estados gregos atravessaram um período de esplendor.

ALEXANDRE, O GRANDE E SEU IMPÉRIO

Em 334 AC surgiu, no reino grego da Macedônia, a figura de Alexandre, O Grande. Durante os 13 anos de seu reinado, Alexandre derrotou os persas e expandiu seu império à Pérsia, Egito e Palestina, para rapidamente atingir ao Paquistão, com seu exército. A política de assimilação cultural dos reinos conquistados, através da qual a nova cultura se misturava com as anteriores, levou a civilização Helênica aos cantos mais distintantes do mundo conhecido de então. Porém, com a morte de Alexandre no ano 323 AC, o império alexandrino começou a desintegrar-se pelas disputas internas. Obviamente, que esta circunstância foi aproveitada pelo império romano para conquistar a Grécia em 148 AC e assim transformar-la na província de Acaya.

Porém, séculos mais tarde, com a queda do império romano no século IV, os povos eslavos invadiram a Grécia e se assentaram no interior. Em seguida, apareceram os muçulmanos, que no século VII tomaram Rodas e Chipre. Nesta época, a Grécia estava cristianizada e fazia parte dos exércitos que tentavam deter o avanço árabe na Europa. Além disto, os governantes gregos tinham que enfrentar a pressão dos búlgaros pelo norte e as invasões dos piratas normandos em sua região costeira. Enquanto isto, a debilidade dos pequenos feudos gregos era usada pelos franceses para impor a formação de um império Latino do Oriente no ano de 1204. Foi então que, no momento em que o império bizantino clamava por mais poder, não foi difícil apoderar-se da Grécia, graças às lutas internas entre os franceses.
 

A INVASÃO TURCA

O estabelecimento dos muçulmanos em Istambul anunciava o avanço islâmico sobre a Grécia. Em 1303, o rei Andrônico II pediu o auxílio dos almogaváres de Aragão para enfrentar o avanço turco. Quando o chefe das tropas templárias aragães, Roger de Flor, foi assassinado durante um banquete, os almogaváres desataram sua vingança com a destruição das principais cidades gregas. A coroa de Aragão tomou o controle de uma parte da Grécia até que em 1388 foram acossados pelos venezianos. No século XV, o império otomano lançou uma ofensiva militar e tomou o poder da Grécia.

A ocupação turca durou tres sécuolos e a resistência fomentou o nascimento do sentimento nacionalista entre os gregos. Foi esta luta política que fundamentou a idéia de recuperar a independência. Em 1820, começou a revolta independista mais forte. Em apenas dois anos e frente à debilidade dos otomanos que tinham diversos compromissos militares em seu império, os gregos conseguiram a vitória. O apoio da França foi fundamental para a derrota otomana e a proclamação da independência do reino helênico em 1822.

Em 1826, o império otomano voltou à Grécia e em 1826 retornou a ocupar-la com suas tropas. Desta vez, a pressão das outras potências européias foi o suficiente para conseguir a retirada dos turcos e a proclamação da emancipação do país da tutela otomana. Em 1829, o Tratado de Adrianópolis e o posterior protocolo de Tesália de 1830 deram liberdade completa aos gregos.

Em 1833, o filho do rei da Bavária assumiu a coroa grega sob o nome de Oton I. A decisão das potências de apoiar a criação de um reinado não foi do agrado dos republicanos gregos. Os excessos de autoritarismo do monarca provocaram uma rebelião em 1843. Para frear o descontentamento, o rei aprovou uma Constituição e a criação de instituições para dividir um pouco do poder com os setores políticos republicanos. Entretanto, a oposição ao sistema feudal foi crescendo e a força que exerceram sobre os grupos armados obrigaram ao rei a abdicar em 1862. Foi substituído por Jorge I, que pertencia à nobreza dinamarquesa. Atento à experiência de seu predecessor, o rei em 1864, aprovou uma nova Constituição que limitava seu poder, porém garantia seu controle sobre os setores republicanos.

A GRÉCIA DURANTE AS GUERRAS

Em 1912 estoura a Guerra dos Balcãs durante a qual a Grécia, aliada à Bulgária, Sérbia, Romenia e Montenegro, obteve uma importante vitória contra os turcos e que significou para ela um importante ganho territorial. A turbulência provocada pela guerra foi aproveitada pelos republicanos liderados pelo primeiro ministro Elefherios Venizelos para obrigar ao rei Constantino I a abdicar do trono em 1 de Junho de 1917. O monarca era parente do imperador alemão, de modo que os aliados apoiaram o golpe que levaram adiante os seguidores dos Venizelos a prevenir que a Grécia se unira ao grupo adversário. A coroa grega foi assumida pelo rei derrotado, Alexandre I, que não demorou a unir-se ao bando dos adversários. Com a vitória aliada, a Grécia obteve ainda mais territórios às custas dos turcos, aliados dos alemães durante a conflagração.

Em Outubro de 1923, os setores monárquicos gregos liderados por Ioannis Metaxas tentaram levar adiante um golpe de estado para frear o avanço dos republicanos. Seu fracasso obrigou o rei Jorge II a abdicar e em Abril do ano seguinte um plesbicito popular aprovou a adoção de uma forma de governo republicana. Após um período instável, os monarquistas gregos deram um golpe de estado e restabeleceram Jorge II na coroa, em 1935. O rei deu plenos poderes à Ioannis Metaxas, que estabeleceu um estado de corte fascista caracterizado pela perseguição violenta à oposição e ausência da liberdade popular.

Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, a Grécia se uniu ao bando aliado por decisão do rei Jorge II. Em Abril de 1941, tropas italianas e alemães ocuparam a Grécia. O monarca grego fugiu para o Egito e instalou um governo do exílio. Enquanto parte da dirigência colaborava com os ocupantes, outros se organizavam como força de guerrilhas para enfrentar aos invasores. Os partidários se dividiam entre facções comunistas, monarquistas e republicanas, que quando da retirada dos alemães em 1944 submeteram a Grécia a uma tumultuada guerra civil.

Com o retorno de Jorge II, as forças comunistas agrupadas baixo a sigla ELOS, anunciaram sua decisão de continuar a luta armada e seu desejo de criar um estado socialista grego. Durante seis anos, resistiram no interior das montanhas, onde criaram o “Estado da Grécia Livre”, com o apoio dos soviéticos. Desde 1950, as forças do governos conseguiram derrotar às últimas forças comunistas graças à um imenso apoio militar das potências ocidentais. No ano seguinte, a Grécia uniu-se à OTAN.

DO PÓS-GUERRA À CRISE DO SÉCULO XXI

Em 21 de Abril de 1967, a crítica situação econômica transformou-se num golpe de estado militar encabeçado pelo coronel Georgios Papadopoulus. Seguiram-se anos de feroz repressão política, direcionada especialmente contra os grupos comunistas e monarquistas. Em 1973, o rei teve que exilar-se em Roma e nos meses seguintes, os militares convocaram um plebiscito que resultou na vitória dos setores que apoiavam o fim da monarquia e a adoção de um sistema republicano.

Um novo golpe de estado em 25 de Novembro de 1973 levou ao poder Constantinos Karamanlís, que começou um lento processo de restauração das liberdades civis, seriamente afetadas pelos anos de ditadura e repressão. Nos anos seguintes, a Grécia conseguiu recuperar o sistema democrático e a liberdade dos presos políticos.
Em 1974, uma grave crise estourou quando tropas turcas desembarcaram em Chipre para apoiar as tentativas da população desta etnia à impor-se sobre a comunidade grega. A Grécia tentou com que a OTAN obrigasse à Turquia a abandonar a ilha e, diante da negativa da organização em mediar a situação, Atenas decidiu deixar a Aliança Ocidental.

Em 1981 a Grécia regressou ao centro da OTAN e incorporou-se ao processo de integração européia. Os anos seguintes testemunharam o ressurgimento econômico da Grécia e de um clima político que, dentro de tudo, era muito mais estável que os antecedentes.

Em 2010, a Grécia afundou na pior crise econômica de sua história. Um imenso déficit público acumulado disparou uma crise financeira sem precedentes. A queda da atividade econômica e o corte dos gastos estatais provocaram greves e manifestações populares maciças e violentas. A assistência financeira da União Européia trouxe um pouco de tranquilidade, porém obrigou o governo grego a assumir uma série de difíceis compromissos financeiros e austeridade nas contas públicas.

O berço do Ocidente”

5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
1901 D.C - 1950 D.C
1951 D.C - Atualidade