HISTÓRIA
República de Filipinas:
MILHARES DE ILHAS, MILHARES DE TRADIÇÕES
As Filipinas receberam, durante o transcurso de sua história, uma imensa influência de diferentes cultursa. Muçulmanos e espanhóis lutaram pelo poder da ilha até a chegada dos Estados Unidos. Logo após a independência, o progresso econômico e as lutas dos grupos separatistas chegaram.
AS PRIMEIRAS MIGRAÇÕES
Os Negritos foram as primeiras comunidades a instalar-se nas Filipinas, há uns 30.000 anos. Porém a chegada dos povos austronésios os deslocou e encurralou em regiões marginais das Filipinas. No século X AC, a região havia evoluído para um conjungo de povoados separados que comercializavam ou guerreavam, de acordo com um complicado emaranhado de alianças e inimizades entre eles.
Entre os séculos II e XV, sucessivas migrações provenientes da Indonésia e Malásia povoaram as ilhas e agruparam-se em clãs que, contrariando a tradição da cultura malaia, foram pouco influenciados pela cultura clássica indiana. Porém, no século X, a região da Baia de Manila foi colonizada pela dinastia hindu de Tondo, que influenciou na organização dos povos filipinos, e a partir de onde estabeleceram-se as rotas comerciais com os portos chineses.
Paralelamente, a chegada do Islã em 1380 impactou profundamente a região, provocando mudanças estruturais na sociedade filipina. A partir dos séculos XI e XII, navios mercantes muçulmanos, japoneses e chineses, desembarcaram em seu litoral e povoaram as ilhas com comerciantes e artesãos. No século XV as ilhas do sul foram convertidas ao islamismo após a chegada de numerosos muçulmanos de origem malaia, que estabeleceram os distintos sultanatos. O sultanato de Sulu foi o enclave muçulmano mais poderoso.
O reino de Brunei, em guerra com Tondo, estabeleceu-se no século XV onde, tempos depois, transformaria-se na cidade de Manila, e dominou a região pelos séculos seguintes. O aparecimento de sultanatos com soberania em outras regiões das Filipinas, como foi o caso do Mindanao e Sulu, trouxe diversidade política e um tremendo impulso comercial à região.
Entre os séculos XIII e XVII, as Filipinas se integraram ao sistema comercial chinês por meio da venda de matérias primas e a instalação de assentamentos desta origem em diversos pontos do arquipélago.
OS EUROPEUS CHEGAM ÀS FILIPINAS
Em 16 de Março de 1521, o português Fernando de Magalhães chegou às Filipinas no comando de uma expedição espanhola. Apesar de Magalhães ter sido assassinado pelo guerreiro muçulmano e Califa Pulaka, conhecido como Lapu Lapu, ao sair em defesa do sultão de Cebu, o resto da frota seguiu viagem para a Europa sem conseguir seus objetivos de ocupação. Porém levaram com eles importantes novidades sobre as magníficas riquezas das Filipinas.
Em 1565, os espanhóis integrantes da frota sob comando de Miguel López de Legazpi iniciaram, finalmente, a ocupação das Filipinas. O primeiro passo foi a criação do primeiro forte espanhol em Cebu, ao que se seguiu a fundação de Manila, capital do arquipélago, em 1571. Por outro lado, uma vez descoberto o circuito das correntes marinhas e ventos favoráveis para a navegação entre a América e as Filipinas, a rota regular de frotas entre Manila e Acapulco foi estabelecida e tornou-se conhecida como o Galeão de Manila. Foi então que a região recebeu seu nome atual, em honra ao delfim e futuro rei da Espanha, Felipe II.
A relação dos espanhóis com os habitantes nativos foram diversas. Alguns sultanatos, como o caso de Sulu, Mindanao e Jolo, mantiveram sua identidade muçulmana em vez de reconhecer a autoridade espanhola.
O fato é que entre 1565 e 1821, a colônia espanhola das Filipinas foi uma capitania geral dependente do Vice-reinado da Nova Espanha, que tinha sua sede central no México. A implementação de um sistema de educação pública e a evangelização produziram a hispanização de uma importante parte da população. Além disto, facilitaram o surgimento de uma geração de filipinos cultos que começaram a questionar o direito espanhol de dominar-los. O aparecimento de um movimento político e militar a favor da emancipação, teve no filipino José Rizal um de seus líderes mais respeitados. Porém Rizal, que no princípio era um jovem burguês bastante fiel à Espanha, e que terminou sendo o líder dos movimentos independistas, foi executado em 1896 pelas autoridades coloniais.
MUDANÇA: FILIPINAS SOB O PODER DOS ESTADOS UNIDOS
Em abril de 1898, a misteriosa explosão do navio norte americano Maine, na baia de La Habana, Cuba, provocou a guerra entre os norte americanos e os espanhóis. Uma frota norte americana dirigiu-se às Filipinas e desembarcou, com o apoio dos independistas locais, a quem prometeram a liberdade após a derrota espanhola. Pelo Tratado de Paris, assinado em 10 de Dezembro do mesmo ano, a Espanha cedeu as Filipinas aos Estados Unidos.
Mas os norte americanos não quiseram cumprir a promessa de outorgar a independência aos filipinos. Foi então que iniciou-se a segunda fase da guerra de emancipação filipina, desta vez contra os Estados Unidos. As tropas ocupantes cometeram inúmeras atrocidades em seu intento de derrotar os adversários. Um milhão de filipinos morreram, a grande maioria assassinados em campos de concentração, emboscadas ou durante sessões de tortura inflingidas por carcereiros norte americanos.
O presidente filipino Emilio Aguinaldo, foi nomeado após a redação da primeira Constituição Filipina, porém incapaz de exercer o poder efetivamente diante da presença das tropas norte americanas. As tropas filipinas se renderam em 1 de Abril de 1901 e a resistência ficou em mãos de tropas guerrilheiras que hostilizavam os invasores em todo o território.
Em 8 de Dezembro de 1941, com a Segunda Guerra Mundial em seu segundo ano, tropas japonesas invadiram as Filipinas e derrotaram os norte americanos comandados pelo general Douglas Mc Arthur. Os filipinos aliados ao Japão, proclamaram a Segunda República das Filipinas em 14 de Outubro de 1943. A reocupação norte americana das Filipinas começou em 19 de Junho de 1944 quando a marinha aliada avançou contra as tropas japonesas. Após intensos combates aéreos e terrestres, a guarnição japonesa nas Filipinas rendeu-se.
A INDEPENDÊNCIA FILIPINA
Em 4 de Julho de 1946 as Filipinas declararam sua independência. Os Estados Unidos teve que admitir que já não era possível manter seu domínio sobre os filipinos sem enfrentar um longo e custoso confronto contra os nacionalistas locais. Além disto, os Estados Unidos optou por uma transição pacífica, a fim de assegurar seu predomínio sobre a economia local e obter a concessão de diversas bases militares no território do novo país.
Nas décadas seguintes as Filipinas atingiram um bom patamar de crescimento econômico e relativa estabilidade política, sendo apenas interrompida pelas tensões ocasionais entre católicos e muçulmanos, ou a presença de guerrilhas comunistas de pouca relevância política.
Em 1966, Ferdinando Marcos ganhou as eleições com grande apoio popular. Mas com o passar do tempo, Marcos revelou-se um tirano que não hesitou em fechar o parlamento, prender seus principais oponentes e comandar seus grupos para-militares a provocar e assassinar aos que criticavam seu governo. Aniquilada a oposição, Marcos instalou-se permanentemente no poder e criou um amplo sistema de corrupção a fim de enriquecer e favorecer seu círculo de confiança.
Em 21 de Agosto de 1983, o líder da oposição Benigno Aquino foi assassinado logo após sua chegada do exílio nos Estados Unidos. Cerca de 500 mil pessoas acompanharam o enterro do líder opositor. O movimento popular adquiriu uma nova força, que não parou de crescer até a derrubada do ditador. A morte de Aquino desatou uma onda de insatisfação popular contra Marcos, instigador do assassinato, cuja demonstração mais evidente foi o triunfo nas eleições presidenciais de Corazón Aquino, viúva do líder assassinado. No momento da notícia do triunfo opositor nas urnas, começaram as massivas manifestações populares que culminaram com a fuga de Marcos das Filipinas, sob proteção norte americana, e seu posterior exílio no Havaí. Em 25 de Fevereiro de 1986, Corazón Aquino assumiu a presidência pondo fim a um triste período de longos anos de ditadura.
Aquino teve que enfrentar diversos tentativas de golpe de estado dos partidários de Marcos. Porém a popularidade da presidente e o apoio dos militares filipinos fracassaram as rebeliões. Além disto, após a queda do ditador, os guerrilheiros comunistas redobraram seus ataques. O ambiente de frustração tornou-se mais excruciante em 1991, quando o vulcão Pinatubo entrou em erupção e arrasou vastas zonas, além de deixar 700 mortos e prejuízos econômicos milionários.
FILIPINAS: HOJE
A partir da década de 90, as Filipinas atravessaram um período de crescimento econômico estável, apesar de frequentes crises políticas, corrupção escandalosa dos governantes e seguidas tentativas de golpe de estado. A trágica erupção do vulcão do Monte Pinatubo em Junho de 1991, causou a morte de mais de 700 pessoas e o êxodo de mais de 300 mil outras, ao mesmo tempo que destruiu completamente a base Clark da Força Aérea dos Estados Unidos. Este episódio fez com que os Estados Unidos optasse por retirar-se voluntariamente das ilhas, em 26 de Novembro de 1991.
A guerrilha comunista foi substituída pela atividade dos separatistas de Abu Sayyaf e a Frente Moura de Libertação Nacional, um grupo que em 1993, renunciou à luta armada para tentar conseguir a independência de Mindanao. A facção muçulmana denominada Frente Moura de Libertação Islâmica, segue atuando em Mindanao, Sulu, Basilan e Palawan.
GEOGRAFIA E CLIMA
As Filipinas são um arquipélago formado por 7.107 ilhas, das quais apenas a terça parte encontra-se habitada. Por estar situada em uma das regiões sísmicas mais ativas do Cinturão do Pacífico, é zona de frequentes terremotos. Muitas das grandes ilhas são afloramentos vulcânicos de idades diversas e em risco de erupção. O clima é tropical com elevados índices de umidade.
ECONOMIA
As Filipinas fazem parte do grupo de economias dinâmicas do Leste Asiático, que logo depois de implementar reformas liberais, conseguiram crescimento recorde e industrialização acelerada.
Sua indústria, de crescimento rápido em décadas anteriores, destaca-se pela montagem de eletrônicos, farmacêutica, calçados, têxtil, produtos derivados do processamento da madeira, petroquímica e agroindústria. O setor agrário produz cana de açúcar, coco, milho, arroz, frutas e diversas verduras. A pecuária filipina produz principalmente bovinos, aves de curral, cabras e suínos. Por tratar-se de um arquipélago, a indústria pesqueira encontra-se bastante desenvolvida e produz suficiente para exportação.
As remessas enviadas por filipinos residentes no exterior e o turismo são uma fonte importante de ingresso de divisas.
FATORES HUMANOS
Cerca de 90% da população filipina descende da etnia malaya, apesar da forte mistura com as correntes migratórias chinesas, européias e indonésias que chegaram à região em séculos passados. Por sua vez, os malayos descendem de subgrupos cebuanos, tagalos, mouros, ilocanos, tagalogs, hillgayon, llongos, bikoles, pampagenos, pangasineses, ilonggos, bicolanos e waray-warayes. O restante da população é composta por comunidades norte americanas, latino americanas, japonesas, coreanas, árabes, hindus e paquistanesas.
O idioma oficial é o tagalo ( língua malayo polinésia de raiz austronésia) e o inglês. Pelo menos tres milhões de pessoas falam espanhol como primeira língua. Diversas comunidades preservaram seus dialetos. Atualmene, são reconhecidos 70 dialetos locais.
Dados oficiais mostram que 80,9% da população é católica. A primeira minoria é representada pelos muçulmanos, com 5% do total. Outros grupos menores são os evangélicos (2,8%), os seguidores da igreja Ni Kristo (2,3%), Agilpayanos 92%) e diferentes seitas do cristianismo (4,5%). Não existem dados específicos sobre os grupos budistas, hindus ou de outros rituais animistas antigos.
El 95% de la población filipina desciende de la etnia malaya”
CULTURA
As Filipinas conseguiram desenvolver uma cultura própria que tem sobrevivido às diferentes tentativas de reculturização da ilha por diversos ocupantes. Além disto, a cultura malaya conseguiu preservar sua própria identidade em uma das sociedades mais diversas e dispersas do mundo. Cada ilha habitada tem suas peculiaridades e um estilo bastante próprio.
A influência trazida pelos chineses, europeus e hindus pode ser observada na arquitetura das grandes cidades filipinas, onde a variedade de estilo se reflete em construções que misturam influências dando lugar a um estilo próprio, tão eclético quanto inovador.
A música popular reflete a influência espanhola. A Sarsuwela, interpretação filipina do estilo típico espanhol, é talvez a forma mais evidente de sincretismo. A Rondalla, também originária da Espanha, é um tipo de canto acompanhado por instrumentos de cordas, bastante tradicional em eventos familiares. A Jota, a Polka e a Habanera formam parte das danças tradicionais das Filipinas. Porém a música local também incorporou os rítmos ocidentais e, mais recentemente, o rock and roll, que se encontrou nos músicos mais jovens do país um terreno fértil para crescer. Em algumas regiões, ainda pode-se encontrar pessoas dançando antigas coreografias nativas, entre as mais destacadas o Balitao e o Tikling.
Fanáticos por esportes, os filipinos saem em massa para assistir jogos de beisebol e basquete, que naturalmente, aprenderam a apreciar nos tempos do domínio norte americano. Além do mais, tem seus próprios esportes, como a Sipa, um tipo de volei jogado com pés e mãos e o Arnis, um estilo de esgrima que utiliza espadas de madeira.
A religiosidade do povo filipino se evidencia toda Semana Santa, com procissões gigantescas entre as quais se destaca a que celebra o Cristo Negro. Porém o espetáculo mais perturbador visto durante a liturgia é o dos fiéis que inundam a cidade de San Pedro Cutud, a 75 kilometros da capital, onde cada ano, um ou mais penitentes são crucificados com pregos de 12 centímetros de comprimento e que ficam ao sol por um tempo. A cerimônia conta com a presença de milhões de pessoas que percorrem o caminho do calvário, auto flagelando-se com chicotes, madeira e objetos perfurantes.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Manila 15°35′N 120°58′E
Desde a chegada dos Tondos à região durante o século X, a capital filipina vem sobrevivendo a inúmeras invasões, terremotos e rebeliões. O distrito de Intramuros, ou o que sobrou dele após os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, conserva antigos recintos dos tempos da colônia espanhola. As ruínas do Forte Santiago que no passado defendia a cidade, relata a época de conflitos e destruição que Manila atravessou. Entre suas principais construções vale mencionar a Catedral de Manila, a Igreja de San Agustín e a Prefeitura da cidade. No Hotel Manila, é possível visitar a suite ocupada pelo general Douglas Mc Arthur, que manteve aí sua residência durante anos.
Isla Corregidor 14°23′8″N 120°34′23″E
Quando o general Douglas Mc Arthur teve que enfrentar a invasão japonesa às Filipinas, escolheu o forte do Corregidor como o local central de onde organizaria a resistência final. Os rastros da batalha podem ser encontrados em cada metro da ilha. Diversos edifícios e ruínas testemunham a dureza do combate vivido. O Túnel de Malinta, construído em 1922 como refúgio e arsenal, abrigou os feridos de cada batalha. Em Tailside, um antigo canhão anti-aéreo monta guarda junto a um monumento budista num parque dedicado às vítimas de todas as nacionalidades. No Muelle de Lorcha, uma estátua do general Mc Arthur mostra o lugar onde o militar fez sua mais famosa promessa: “Voltarei”. Perto dali, um antigo farol, construído pelos espanhóis em 1836, permite que se disfrute da magnífica vista da Baía de Manila.
Cebú 10°17′N 123°54′E
A cidade de Cebú é habitada há pelo menos 3000 anos e é provavelmente uma das cidades mais antigas das Filipinas. Foi aí que chegou o explorador Fernando de Magalhães, em 1531. Um monumento recorda o lugar onde o explorador foi recebido pelo rajá Humabón e sua esposa. Em 1565, foi a primeira cidade tomada pelos espanhóis em seu processo de colonização do arquipélago. O Forte San Pedro, construído pelos espanhóis naquela época, resistiu ao passar dos séculos. A rua Colón, a mais antiga das Filipinas, nas proximidades da Basílica del Santo Niño, onde fica guardada uma antiga imagem presenteada por Magalhães aos monarcas locais no dia em que foram batizados. Em um prédio adjacente, encontram-se os restos da cruz trazida pelo conquistador, que era protegida pelos locais, já que durante anos tiravam lascas, convencidos de que a madeira possuía poderes milagrosos..
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
A forma mais segura de chegar nas Filipinas é por avião. Algumas companhias marítmas conectam as Filipinas com a Malasia e outros países vizinhos, porém, em sua maioria, são embarcações bastante rudimentares que ocasionalmente protagonizam graves acidentes.
Para locomover-se dentro das Filipinas, é sempre preferível tomar os vôos domésticos que conectam as grandes cidades do país. As balsas e lanchas que conectam as ilhas são de diferentes qualidades. Nas ilhas onde existem grupos de guerrilheiros ativos e nas regiões mais marginais existem um problema sério de segurança e problemas com piratas.
GASTRONOMIA
Carne Asada à moda Filipina
A carne e o arroz são os ingredientes mais típicos da cozinha filipina. Como em outras receitas da culinária local, tempera-se com cebola, tomate, molho de soja e louro para temperar a carne. É levada então em uma panela ao fogo lento durante mais ou menos duas horas e meia. Junta-se depois cilantro, sal e pimenta e serve-se com batatas douradas, além do sempre presente arroz branco. (Dica: as porções costumam ser abundantes o suficiente para abastecer o corpo de calorias. Não é recomendável comer o prato inteiro, a menos que se tenha uma cama esperando por perto.
Pancit
Pouco se sabe sobre a origem do Pancit. Acredita-se que tenha sido importado da China, apesar de sua receita revelar a influência ocidental nas Filipinas. É preparado com macarrão fininho feito com farinha e frito numa mistura com cebola, aipo, ervilhas, cenoura, carne de porco cortada em pedaços, alho e camarões cozidos. O macarrão deve ser cozido previamente. Ao servir, a mistura recebe um último toque de molho de soja e suco de limão. (Dica: para dizer a verdade, não existe uma receita única do Pancit. Cada região tem receita própria e nas cidades de praia, pode-se encontra-lo preparado com mariscos e pescado).
Kare Kare
Um dos pratos mais recomendados do cardápio filipino é o Kare Kare. Preparado com rabo e pé do boi, cozido com sementes de Atchuette, um tempero que, além de lhe dar um sabor bastante especial, tinge a carne com um vermelho intenso. Depois junta-se amendoim picado, arroz torrado, pak choi, feijão verde, berenjela, corações de banana, alho e cebola. O ensopado é servido com bagoong (massa de camarões fermentados) e arroz.
Bebidas típicas
Batido Loco
O nome bastante original corresponde à uma das bebidas mais populares das Filipinas. Feito com yogurt, geléia de morango, leite condensado e biscoito esfarelado. Colocados num liquidificador, os ingredientes são triturados juntamente com uma boa quantidade de gêlo. A bebida é essencial pra combater os dias quentes e uma delícia que pode ser comprada em qualquer lanchonete do arquipélago.
Tuba
Em alguns locais das Filipinas, continua-se fabricando a Tuba, um licor obtido do destilação dos sucos de palmeira de coco ou da Nipa. Trata-se de uma bebida um pouco viscosa e de gosto bem forte. (Dica: deve ser tomado frio e bem conservado, do contrário, transforma-se em vinagre rapidamente.)
Rum
Preparado a partir da fermentação do mel da cana de açúcar, é posto para envelhecer em tonéis de carvalho branco, que lhe agregam um perfume especial. Uma das marcas mais conhecidas de Rum nas Filipinas é a Tunduay Rhum, produzido desde 1854.
DICAS E CURIOSIDADES
• Não é necessário visto para entrada, exceto para os cidadãos dos seguintes países: Afeganistão, Albânia, Argélia, Bangladesh, Belize, Bósnia e Herzegovina, China, Croácia, Cuba, Egito, Estônia, Georgia, India, Irã, Iraque, Jordânia, Coréia (República Democrática), Letonia, Líbano, Líbia, Macedônia, Moldávia, Nauru, Nigéria, Paquistão, Sierra Leone, Sérbia, Eslovenia, Sri Lanka, Sudão, República Árabe da Síria, Territórios Palestinos, Tonga, Vanuatu e Iémen.
• O sistema de água não é seguro, portanto deve-se tomar água mineral e comer frutas que não tenham sido previamente descascadas.
• Existem riscos de cólera, hepatitis, malária, desinteria, tifo e raiva.
• O sistema elétrico é de 220 V e 50 HZ.
• Uma considerável parte da população urbana fala espanhol ou inglês.
• Costuma-se deixar gorgeta de 10%.
• Um cumprimento de mão é a saudação mais comum.
• A época das chuvas vai de Maio a Novembro. Por motivos óbvios, é a temporada em que aparecem as ofertas mais interessantes para viajar e hospedar-se nas Filipinas.
• Por estar localizada numa região de intensa atividade sísmica, existe um certo risco de terremotos.
• No sul das Filipinas, existem grupos violentos que seguem uma doutrina islâmica radical juntamente com uma xenofobia doentia. Foram registrados casos de raptos de turistas estrangeiros em anos recentes, portanto deve-se estar informado sobre as zonas de perigo e evitar-las na medida do possível. A região de Basalin é a mais perigosa do arquipélago.
• Em Mindanao, região de maioria muçulmana, recomenda-se respeitar as leis corânicas e que as mulheres cubram a cabeça e os ombros em lugares considerados sagrados pelo Islã.
• O dólar norte americano é utilizado como moeda local, salvo em zonas remotas onde somente se aceita o peso filipino.
• A política contra consumidores de drogas é uma das mais severas do mundo. Não existe nenhuma tolerância com estrangeiros que são presos, mesmo que sejam encontrados com quantidades mínimas.
• Existe um risco moderado de assalto nas grandes cidades. Os batedores de carteira podem ser um problema em transportes públicos e lugares de grande concentração de pessoas.