Reino da Espanha


Nome Oficial
Reino da Espanha
Habitantes
Espanhóis
Capital:
Madrid
Língua Oficial
Espanhol - Catalão
População
46.951.532 (est. 2010)
Presidente
José Luis Rodríguez Zapatero
Prefixo internacional
0034
Fuso horário
UTC + 1
Moeda
Euro
Outros grandes centros urbanos
Barcelona, Valência, Alicante, Sevilha, Málaga, Múrcia, Cádiz, Saragoça e Valhadolide
superfície
504.645 Km2
Geografia e clima
A Espanha pode ser dividida em duas grandes unidades geográficas. A maior parte do território está ocupado pelo planalto central
Economia
A Espanha possui uma economia capitalista de grande desenvolvimento. Forma parte do selecionado grupo das dez nações mais desenvolvidas do mundo
O que vestir
dicas
Feriados Nacionais: 1 de Maio, 12 de Outubro e 6 de Dezembro.
Locais essenciais
Madri - Barcelona - Granada - Toledo - Valencia - Sevilha


 
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HISTÓRIA
Reino da Espanha :
Mãe de Todas as Pátrias
Reino da Espanha  - História

Berço do descobrimento da América, a Espanha é um país riquíssimo em diversidade graças às diferentes correntes que influenciaram sua cultura. Desde ser um dos maiores impérios do mundo à sofrer uma sangrenta guerra civil que custou a vida de milhares de irmãos, a Espanha é sempre uma parada obrigatória no momento de conhecer novos destinos.

OS POVOS IBÉRICOS

Os rastros mais antigos da presença humana na Espanha foram encontrados nas cavernas de Cova Negra e Pinar e datam aproximadamente de 30.000 a 50.000 AC. Ibéricos foi o nome que os gregos deram aos habitantes originais da Península Ibérica. Tratavam-se de diversos povoados diferentes. Evidências arqueológicas, antropológicas e genéticas estimam que chegaram à Península na era Neolítica (5000-3000 AC). Algumas correntes afirmam que procediam de regiões mediterrâneas situadas à leste e outras acreditam que faziam parte dos habitantes originais da Europa Ocidental (Irlanda, Grã-Bretanha e França), os criadores da grande cultura megalítica, sobre a qual tantas amostras ainda podem ser encontradas na Espanha. Uma das evidências do desenvolvimento cultural mais avançado dos ibéricos encontra-se na sua língua e na importante quantidade de textos que foram encontrados. E, entre os ibéricos, a história aponta os tartésios e seus descendentes, turdetanos e túrdulos como os mais cultos e desenvolvidos entre eles. Efetivamente a civilização dos Tartésios foi a primeira a ser conhecida na Europa Ocidental.

 

No ano 1.104 AC, os fenícios começaram a fundar assentamentos na costa ibérica, que logo se tranformariam nas cidades de Huelva, Cádiz, Málaga e Almería. Os gregos fundaram também Rhodes, Akra Leuka e Emprorion nas atuais províncias da Catalunha e Alicante. Em 219 AC, os cartagineses a mando do general Aníbal, invadiram à Espanha pelo norte da África e avançaram pelos Pirineus para atacar Roma. À caminho da batalha, fundaram Cartagena e Ibiza. Porém, uma vez derrotados os cartagineses, os romanos avançaram sobre a Espanha no ano 206 AC. Durante os séculos seguintes, a península ibérica foi uma província romana e sua cultura homogenizou as diferentes identidades da região.

DA CHEGADA DOS MUÇULMANOS À RECONQUISTA

No ano 409, os vândalos, suevos e alanos invadiram a península. No ano 412 foram deslocados pelos visigodos que alguns anos antes haviam estabelecido o centro de seu reinado em Toulouse, França. Desalojados por sua vez pelos francos, os visigodos fincaram seu forte em Toledo. A partir deste momento, a Espanha transformou-se em um mosaico de pequenos poderes locais, que conviviam mediante alianças formadas e eventuais confrontos. A conversão do rei godo Recaredo ao cristianismo em 587 favoreceu a homogeinização religiosa e cultural das comunidades residuais romanas e godas.


Em 711, a Espanha foi invadida pelo sul, por exércitos muçulmanos. A derrota goda na batalha de Guadalete iniciou a ocupação da península, que passou a fazer parte do Império Muçulmano sob o nome Al-Andalus, cuja capital instalou-se na cidade de Córdoba. A resistência cristã ficou reduzida a alguns pequenos reinos confinados no norte da Espanha e nos séculos seguintes a cultura árabe misturou-se às tradições locais para criar uma cultura própria e distinta. No século XI, o califato de Al-Andalus começou a desintegrar-se em uma quantidade de reinos menores chamados “taifas” e as disputas permitiram que os cristãos conseguissem suas primeiras vitórias contra os muçulmanos. A Reconquista foi um processo de séculos durante os quais os exércitos católicos foram ganhando terreno até encurralar os muçulmanos no reino de Granada.

O DESCOBRIMENTO DE NOVAS TERRAS

Em 1492 as tropas de Castilha e Aragão tomaram a cidade de Granada. Neste mesmo ano, os reis católicos decretaram a conversão forçada dos judeus e muçulmanos e a expulsão dos que se negaram a acatar a ordem. Em 12 de Agosto, uma expedição financiada pelas coroas católicas e lideradas por Cristovão Colombo, descobriu a América.


A combinação destes elementos deu início ao período de esplendor da Espanha, que selou com as riquezas americanas sua política de alianças com outras coroas, permitindo assim que multiplicasse seus territórios coloniais , transformando-se na maior potência da época. Mas foi também um período de intolerância durante o qual o Santo Ofício, uma polícia de costumes vinculada à Coroa e obediente aos princípios morais do Vaticanos, perseguiu e facilitou a tortura e assassinato de milhares de pessoas suspeitas de serem judeus, muçulmanos, de praticar bruxaria ou simplesmente acusados de não respeitar as rígidas regras da época.


Em 1580, o casamento entre os herdeiros das Coroas de Espanha e Portugal unificou o território de ambas nações, união que duraria até 1640. Entre 1701 e 1713 o conflito de interesses entre as diferentes casas reais envolvidas no processo de herança da Península levou à Guerra de Sucessão Espanhola. A Espanha foi derrotada por uma coalisão de ingleses, portugueses, holandeses e austríacos. A Casa de Bourbon ascendeu ao trono, porém a custa da perda de inúmeras possessões na Europa, incluindo o controle de Gibraltar e Menorca, que foram cedidos à Inglaterra.

DE GRANDE IMPÉRIO À DECADÊNCIA

A partir de então inicia-se uma lenta e definitiva decadência da Espanha. Em 1805, sua frota marítima foi destruída pelos ingleses em Trafalgar, o que implicou na perda de seu domínio naval. Nas colônias americanas, os movimentos independistas inicivam seu processo de autonomia das possessões de além-mar em meio de conflitos e custosas batalhas. Em 1808, tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram a Espanha e aprisionaram o rei Fernando VII. Em seu lugar, colocaram José I, irmão do imperador francês. A guerra de guerrilha protagonizada pelo povo espanhol e um exército formado com o apoio britânico desgastaram as tropas invasoras e provocaram sua retirada definitiva em 11 de Dezembro de 1813.


No final do período de confrontos e lutas contra os invasores e independistas americanos, a Espanha tinha apenas Cuba e Porto Rico como colônias. Era o pouco que sobrava de um império outrora magnífico. O descontentamento e a influência das idéias do Iluminismo favoreceram a instauração de uma monarquia parlamentária. E, para concluir a etapa, o conflito que foi criado com os Estados Unidos em 1899, terminou com a derrota hispana e a entrega de suas últimas possessões americanas e das colônias das Filipinas e Guam na Australásia.


Nos anos seguintes a Espanha envolveu-se em novos conflitos armados e entrou numa severa crise econômica. Em 13 de Setembro de 1923, o general Primo de Ribera estabeleceu uma ditadura militar caracterizada pela feroz repressão policial e cultural no que marcou um crescente isolamento internacional do país. No final da ditadura de Primo de Ribera, nas eleições municipais de 12 de Abril de 1931, os partidos socialistas,mesmo não obtendo a maioria, conseguiram um importante avanço em sua posição política. Porém o clima político se enrijeceu diante das reclamações da esquerda para que a monarquia terminasse. O rei Alfonso XIII fugiu da Espanha e em 14 de Abril de 1931 foi proclamada a II República. Nas eleições de 1936, a esquerda obteve um sucesso considerável, que reafirmou a intenção de aprofundar as reformas socialistas.

DA GUERRA CIVIL À ATUALIDADE

Em 17 de Julho de 1936 as guarnições africanas se revoltaram e suas tropas lançaram uma ofensiva contra o território europeu. Com o apoio dos regimes facistas da Itália e Alemanha, o general Francisco Franco foi proclamado presidente da república rebelde. Este ato deu início à Guerra Civil Espanhola, que foi tão longa quanto sangrenta. Estima-se que 5.000 pessoas morreram devido à guerra e uma quantidade similar foram forçados ao exílio.


Em 20 de Novembro de 1975 morre o presidente Franco e as forças políticas se reuniram em torno do rei a fim de planejar uma transição ordenada em torno de um sistema monárquico-parlamentário. Os “Pactos de la Moncloa” assinados em 27 de Outubro de 1977 permitiram que nos anos seguintes a Espanha conseguisse uma estabilidade política e econômica, somente interrompida pelos atentados da ETA (organização separatista basca) e uma fracassada tentativa de golpe de estado em 1981. Neste mesmo ano, a Espanha se uniu à OTAN e em 1986 incorporou-se à União Européia. Nas décadas que se seguiram, a Espanha atravessou uma grande prosperidade econômica e um processo de modernização em seus costumes.


Os últimos anos da Espanha foram marcados pelo brutal atentado da rede terrorista Al Qaeda na estação ferroviária de Atocha, em 11 de Março de 2007 e, mais recentemente, por uma séria crise econômica, que levou o desemprego à níveis sem precedentes.

Mãe de Todas as Pátrias”

5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
1901 D.C - 1950 D.C
1951 D.C - Atualidade