HISTÓRIA
Reino da Espanha :
Mãe de Todas as Pátrias

Berço do descobrimento da América, a Espanha é um país riquíssimo em diversidade graças às diferentes correntes que influenciaram sua cultura. Desde ser um dos maiores impérios do mundo à sofrer uma sangrenta guerra civil que custou a vida de milhares de irmãos, a Espanha é sempre uma parada obrigatória no momento de conhecer novos destinos.
OS POVOS IBÉRICOS
Os rastros mais antigos da presença humana na Espanha foram encontrados nas cavernas de Cova Negra e Pinar e datam aproximadamente de 30.000 a 50.000 AC. Ibéricos foi o nome que os gregos deram aos habitantes originais da Península Ibérica. Tratavam-se de diversos povoados diferentes. Evidências arqueológicas, antropológicas e genéticas estimam que chegaram à Península na era Neolítica (5000-3000 AC). Algumas correntes afirmam que procediam de regiões mediterrâneas situadas à leste e outras acreditam que faziam parte dos habitantes originais da Europa Ocidental (Irlanda, Grã-Bretanha e França), os criadores da grande cultura megalítica, sobre a qual tantas amostras ainda podem ser encontradas na Espanha. Uma das evidências do desenvolvimento cultural mais avançado dos ibéricos encontra-se na sua língua e na importante quantidade de textos que foram encontrados. E, entre os ibéricos, a história aponta os tartésios e seus descendentes, turdetanos e túrdulos como os mais cultos e desenvolvidos entre eles. Efetivamente a civilização dos Tartésios foi a primeira a ser conhecida na Europa Ocidental.
No ano 1.104 AC, os fenícios começaram a fundar assentamentos na costa ibérica, que logo se tranformariam nas cidades de Huelva, Cádiz, Málaga e Almería. Os gregos fundaram também Rhodes, Akra Leuka e Emprorion nas atuais províncias da Catalunha e Alicante. Em 219 AC, os cartagineses a mando do general Aníbal, invadiram à Espanha pelo norte da África e avançaram pelos Pirineus para atacar Roma. À caminho da batalha, fundaram Cartagena e Ibiza. Porém, uma vez derrotados os cartagineses, os romanos avançaram sobre a Espanha no ano 206 AC. Durante os séculos seguintes, a península ibérica foi uma província romana e sua cultura homogenizou as diferentes identidades da região.
DA CHEGADA DOS MUÇULMANOS À RECONQUISTA
No ano 409, os vândalos, suevos e alanos invadiram a península. No ano 412 foram deslocados pelos visigodos que alguns anos antes haviam estabelecido o centro de seu reinado em Toulouse, França. Desalojados por sua vez pelos francos, os visigodos fincaram seu forte em Toledo. A partir deste momento, a Espanha transformou-se em um mosaico de pequenos poderes locais, que conviviam mediante alianças formadas e eventuais confrontos. A conversão do rei godo Recaredo ao cristianismo em 587 favoreceu a homogeinização religiosa e cultural das comunidades residuais romanas e godas.
Em 711, a Espanha foi invadida pelo sul, por exércitos muçulmanos. A derrota goda na batalha de Guadalete iniciou a ocupação da península, que passou a fazer parte do Império Muçulmano sob o nome Al-Andalus, cuja capital instalou-se na cidade de Córdoba. A resistência cristã ficou reduzida a alguns pequenos reinos confinados no norte da Espanha e nos séculos seguintes a cultura árabe misturou-se às tradições locais para criar uma cultura própria e distinta. No século XI, o califato de Al-Andalus começou a desintegrar-se em uma quantidade de reinos menores chamados “taifas” e as disputas permitiram que os cristãos conseguissem suas primeiras vitórias contra os muçulmanos. A Reconquista foi um processo de séculos durante os quais os exércitos católicos foram ganhando terreno até encurralar os muçulmanos no reino de Granada.
O DESCOBRIMENTO DE NOVAS TERRAS
Em 1492 as tropas de Castilha e Aragão tomaram a cidade de Granada. Neste mesmo ano, os reis católicos decretaram a conversão forçada dos judeus e muçulmanos e a expulsão dos que se negaram a acatar a ordem. Em 12 de Agosto, uma expedição financiada pelas coroas católicas e lideradas por Cristovão Colombo, descobriu a América.
A combinação destes elementos deu início ao período de esplendor da Espanha, que selou com as riquezas americanas sua política de alianças com outras coroas, permitindo assim que multiplicasse seus territórios coloniais , transformando-se na maior potência da época. Mas foi também um período de intolerância durante o qual o Santo Ofício, uma polícia de costumes vinculada à Coroa e obediente aos princípios morais do Vaticanos, perseguiu e facilitou a tortura e assassinato de milhares de pessoas suspeitas de serem judeus, muçulmanos, de praticar bruxaria ou simplesmente acusados de não respeitar as rígidas regras da época.
Em 1580, o casamento entre os herdeiros das Coroas de Espanha e Portugal unificou o território de ambas nações, união que duraria até 1640. Entre 1701 e 1713 o conflito de interesses entre as diferentes casas reais envolvidas no processo de herança da Península levou à Guerra de Sucessão Espanhola. A Espanha foi derrotada por uma coalisão de ingleses, portugueses, holandeses e austríacos. A Casa de Bourbon ascendeu ao trono, porém a custa da perda de inúmeras possessões na Europa, incluindo o controle de Gibraltar e Menorca, que foram cedidos à Inglaterra.
DE GRANDE IMPÉRIO À DECADÊNCIA
A partir de então inicia-se uma lenta e definitiva decadência da Espanha. Em 1805, sua frota marítima foi destruída pelos ingleses em Trafalgar, o que implicou na perda de seu domínio naval. Nas colônias americanas, os movimentos independistas inicivam seu processo de autonomia das possessões de além-mar em meio de conflitos e custosas batalhas. Em 1808, tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram a Espanha e aprisionaram o rei Fernando VII. Em seu lugar, colocaram José I, irmão do imperador francês. A guerra de guerrilha protagonizada pelo povo espanhol e um exército formado com o apoio britânico desgastaram as tropas invasoras e provocaram sua retirada definitiva em 11 de Dezembro de 1813.
No final do período de confrontos e lutas contra os invasores e independistas americanos, a Espanha tinha apenas Cuba e Porto Rico como colônias. Era o pouco que sobrava de um império outrora magnífico. O descontentamento e a influência das idéias do Iluminismo favoreceram a instauração de uma monarquia parlamentária. E, para concluir a etapa, o conflito que foi criado com os Estados Unidos em 1899, terminou com a derrota hispana e a entrega de suas últimas possessões americanas e das colônias das Filipinas e Guam na Australásia.
Nos anos seguintes a Espanha envolveu-se em novos conflitos armados e entrou numa severa crise econômica. Em 13 de Setembro de 1923, o general Primo de Ribera estabeleceu uma ditadura militar caracterizada pela feroz repressão policial e cultural no que marcou um crescente isolamento internacional do país. No final da ditadura de Primo de Ribera, nas eleições municipais de 12 de Abril de 1931, os partidos socialistas,mesmo não obtendo a maioria, conseguiram um importante avanço em sua posição política. Porém o clima político se enrijeceu diante das reclamações da esquerda para que a monarquia terminasse. O rei Alfonso XIII fugiu da Espanha e em 14 de Abril de 1931 foi proclamada a II República. Nas eleições de 1936, a esquerda obteve um sucesso considerável, que reafirmou a intenção de aprofundar as reformas socialistas.
DA GUERRA CIVIL À ATUALIDADE
Em 17 de Julho de 1936 as guarnições africanas se revoltaram e suas tropas lançaram uma ofensiva contra o território europeu. Com o apoio dos regimes facistas da Itália e Alemanha, o general Francisco Franco foi proclamado presidente da república rebelde. Este ato deu início à Guerra Civil Espanhola, que foi tão longa quanto sangrenta. Estima-se que 5.000 pessoas morreram devido à guerra e uma quantidade similar foram forçados ao exílio.
Em 20 de Novembro de 1975 morre o presidente Franco e as forças políticas se reuniram em torno do rei a fim de planejar uma transição ordenada em torno de um sistema monárquico-parlamentário. Os “Pactos de la Moncloa” assinados em 27 de Outubro de 1977 permitiram que nos anos seguintes a Espanha conseguisse uma estabilidade política e econômica, somente interrompida pelos atentados da ETA (organização separatista basca) e uma fracassada tentativa de golpe de estado em 1981. Neste mesmo ano, a Espanha se uniu à OTAN e em 1986 incorporou-se à União Européia. Nas décadas que se seguiram, a Espanha atravessou uma grande prosperidade econômica e um processo de modernização em seus costumes.
Os últimos anos da Espanha foram marcados pelo brutal atentado da rede terrorista Al Qaeda na estação ferroviária de Atocha, em 11 de Março de 2007 e, mais recentemente, por uma séria crise econômica, que levou o desemprego à níveis sem precedentes.
Mãe de Todas as Pátrias”
GEOGRAFIA E CLIMA
A Espanha pode ser dividida em duas grandes unidades geográficas. A maior parte do território está ocupado pelo planalto central com uma média de 660 metros de altura, intercalada por cinco cadeias montanhosas de altura média. O clima torna-se mais desértico desde a região da Andaluzia, quase desértico em Tabernas e mais fértil nos vales galegos. A segunda grande unidade é a região costeira, de clima mediterrâneo no sul. Na costa norte predomina o clima temperado e úmido. A fronteira com a França é caracterizada por um clima mais frio pela presença das alturas dos Pirineus. As Ilhas Canárias possuem um clima subtropical.
O clima se torna mais desértico na região de Andalucia”
ECONOMIA
A Espanha possui uma economia capitalista de grande desenvolvimento. Forma parte do selecionado grupo das dez nações mais desenvolvidas do mundo. Desde 1950 iniciou um processo de industrialização que lhe permitiu abandonar o modelo agrícola predominante durante séculos. Atualmente a Espanha conta com importantes desenvolvimentos na indústria automobilística, aeroespacial, têxtil, metalúrgica, química, naval, cimenteira e petroleira. Desde a década de 80 as empresas espanholas iniciaram um processo de globalização que as levou a radicar-se em todo o mundo e fortalecer o ingresso de divisas na economia local. O mesmo acontece com o setor de serviços e finanças que se transformou no motor da economia espanhola.
A Espanha também mantém ativo o setor de produção de matérias primas. A mineração local produz carbono, zinco, ferro, mercúrio, mármore, granito, gesso e petróleo em depósitos situados por todo o planeta. O setor pecuário produz principalmente gado bovino, suíno e caprino. A agricultura está centrada nos vinhedos, cítricos, oliveiras, cereais, açúcar, milho, batata, arroz, tomates e cebolas. A indústria pesqueira produz cerca de 1,2 milhões de toneladas anuais de pescados e mariscos, principalmente cavala, lula, pescada, sardinha, anchova e mexilhões. O cultivo de dourados, trutas, robalos e salmão completam a oferta de pescados do país.
Em 2010 a Espanha entrou num momento de séria crise econômica como conseqüência de diversos fatores produtivos e financeiros. Um programa de ajuste resistido pela maioria dos sindicatos nacionais tenta dar resposta a um processo recessivo que levou o desemprego a números recordes.
O turismo é uma atividade de grande importância dado o fato de que a Espanha é um dos lugares mais visitados do planeta.
FATORES HUMANOS
A grande maioria da população espanhola procede das sucessivas etapas migratórias que foram assentando-se em seu território ao longo da história. Portanto os povos ibéricos originais possuem sangue dos godos, vândalos, mouros, judeus e de outros povos que povoaram a península. Desde a década de 70 registrou-se uma massiva chegada de imigrantes provenientes da América Latina e do Magrebe. Atualmente cerca de 12% dos habitantes são estrangeiros.
A língua oficial é o espanhol, também chamado castelhano, ainda que existam comunidades autônomas como os vascos, catalães, occitanos, asturianos e galegos que mantém o uso de sua língua juntamente com o idioma oficial. Estima-se que 99% dos habitantes da Espanha falam espanhol e que 18% do total também fala alguma língua regional.
Três em cada quatro espanhóis são católicos apostólicos romanos, porém menos de 15% deles frequenta com regularidade aos ritos eclesiásticos. A primeira minoria religiosa é de ateus, seguidos por um grupo de judeus, budistas, islâmicos e outras crenças, que juntas não chegam a alcançar 1,6% da população.
Atualmente cerca de 12% dos habitantes são estrangeiros”
CULTURA
A Espanha é o resultado de séculos de convivência entre os povos tradicionais da península ibérica e a importante influencia da cultura muçulmana que chegou durante a invasão islâmica. Recentemente, o desejo de sua sociedade de inserir-se no mundo conferiu o cosmopolitismo ao caráter do cidadão espanhol.
Um dos símbolos mais celebrados da Espanha no mundo são as touradas, especialmente as que acontecem em Almeria, Albacete, Granada, Saragoça ou na famosa arena de Las Ventas de Madrid.
A festa de São Firmino celebrada entre 6 e 14 de Julho na cidade de Pamplona, atrae milhares de participantes do mundo inteiro. O “Encierro” que consiste em soltar os touros nas ruas da cidade enquanto homens e mulheres vestidos de branco e amarrados com um pano vermelho se esquivam dos chifres dos animais. Muito menos arriscado é presenciar as cerimônias organizadas na Semana Santa cristã, quando coloridas procissões levam imagens dos seus santos de dentro das igrejas de cada cidade e povoado. Outra procissão é organizada durante a festa dos Mouros e Cristãos, uma cerimônia celebrada nas grandes cidades espanholas para representar a Reconquista. Centenas de participantes desenvolvem uma elaborada coreografia de batalhas e desfiles, portando fantasias impressionantes para representar as facções em luta. Uma batalha mais brincalhona acontece na cidade valenciana de Buñol, onde a cada última quarta-feira de Agosto ocorre a “Tomatina”, uma amistosa guerra com tomates, da qual participam milhares de pessoas.
Outras das expressões representantes da Espanha são a música e a dança. O flamenco é uma combinação de dança e música onde o estilo “cante jondo” (estilo vocal) andaluz serve para que os dançarinos executem uma dança sensual. O sapateado e o som das castanholas formam parte de um complicado ritual cheio de simbolismo. A jota é uma dança popular com variações em cada região da Espanha. Caracteriza-se por ser dançada ao som de música alegre e com o uso de coreografias que identificam a origem de seus bailarinos. Nos salões e festas de família, entretanto ainda se dança o Pasodoble, um estilo de dança de pares com movimentos lentos e bem recatados.
Na Espanha pode-se encontrar alguns dos mais talentosos violonistas do mundo. A guitarra espanhola serve para criar diferentes peças e dar forma a obras de flamenco, criações barrocas ou estios simples como o dístico e o fandango. A gaita também faz parte do repertório de instrumentos tradicionais hispânicos. Existem diferentes tipos de gaita representantes de diferentes regiões do país. A maioria é operada por um fole feito de tripa de cabra, um soprador para enche-la de ar e dois ou mais tubos de diferentes larguras e com perfurações que permitem tocar as notas musicais. Não menos famosas são as castanholas, um instrumento herdado dos fenícios elaborado com madeira ou metal e cujo toque acompanha os dançarinos locais.
Pablo Picasso, el Greco, Antoni Gaudí, Miguel de Cervantes Saavedra, Federico García Lorca, Francisco de Goya, Luis Buñel, Joan Miró e Salvador Dalí são apenas alguns dos nomes que refletem a dimensão da Espanha nas artes mundiais. Festivais, edifícios e museus espalhados por toda a Espanha permitem conhecer suas vidas e seu legado.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Lugares imperdíveis da Espanha
Madrid 40°25′13″N 3°42′21″O
No começo do primeiro milênio, Madrid era apenas um punhado de casas num emaranhado de estradas. Foram os invasores muçulmanos quem lhe deram importância ao construir no século IX uma série de fortes na zona para controlar as estradas. Em 1085 foi recuperada para o cristianismo e transformada em um dos centros da resistência contra os mouros. Em 1561 o rei Felipe II decidiu instalar sua corte em Madrid, transformando-a na principal cidade da Espanha. Ao redor da Plaza Mayor, encontram-se algumas das construções mais emblemáticas de Madrid. As Puertas de Alcalá e do Sol relembram fatos importantes da história espanhola. A história antiga está representada pelas ruínas da fortaleza muçulmana de Mayrīt. Sem dúvida, o edifício do Palácio Real de San Loreno de El Escorial é um dos mais visitados e célebres, tanto quanto a famosa Fuente de Cibeles ou o Parque del Buen Retiro. Nenhum turista pode deixar Madrid sem visitar a famosa Plaza de Toros de Las Ventas, um lugar repleto de histórias populares que ruge e festeja diante das touradas.
Barcelona 41°23′″N 2°10′″E
Barcelona nasceu de um antigo assentamento do povoado laetã. Durante as Guerras Púnicas os cartagineses instalaram-se na região, para rapidamente serem desalojados pelos romanos. Durante o século V foi capital visigoda e em 985 foi conquistada pelos muçulmanos. Em breve transformou-se em ponto comercial e militar de grande importância. Apesar da perda de prestígio político quando da mudança da capital para Madrid, Barcelona manteve sua importância comercial e cultural. Para os que procuram lugares cheios de história, os templos da cidade são o cenário ideal para reconstruir o rico passado de Barcelona. Sem dúvida a Sagrada Família, a obra máxima do arquiteto Antoni Gaudí, é juntamente com o Park Guel uma base fundamental do acervo arquitetônico que deu fama à cidade. O Palácio de la Virreina construido em 1772 e o Teatro del Liceo de 1847 são construções que refletem a época de esplendor da cidade. A influência árabe pode ser observada na Plaza de Toros Monumental, uma construção de 1914 cujas cúpulas e arcadas conservam os traços típicos da arte moura.
Granada 37°10′33″N 3°35′51″O
Segundo a mitologia, a cidade de Granada foi fundada por Granata, filha do herói grego Hércules. Foi povoada por antigos povos ibéricos, conquistada pelos cartagenses e em seguida pelos romanos. Em 1492 foi conquistada por tropas católicas, que desalojaram de seus muros o último símbolo muçulmano da Espanha. Granada é uma cidade que esconde um pedaço de história em cada esquina. Seu mais famoso monumento é a Alhambra, um palácio fortificado com estilo especial, erguido a partir do ano 1238 pelo conquistador muçulmano Ben Al Ahmar. No alto de seu antigo bairro Albaicín, ainda estão as muralhas de Alcazaba de Cadima, que em seu momento serviram para defender a cidade de invasões. Estão também preservados os jardins de Generalife construídos no século XIII, um exemplo do sofisticado desenvolvimento que haviam alcançado os paisagistas muçulmanos. A Catedral de Granada, construída sobre as ruínas da grande mesquita que existia na cidade, simboliza o triunfo da religião católica sobre os antigos ocupantes islâmicos.
Toledo 39°52′0.8″N 4°1′45.9″O
Toledo representa de algum modo a síntese da história espanhola. Fundada às margens do rio Tejo, durante a idade do Bronze, durante séculos foi o centro da vida política e militar de toda a península. Na antiguidade, foi assentamento de romanos, visigodos, judeus, cristãos e muçulmanos, que lhe deixaram inúmeras construções e fortes históricos. Foi durante muitos anos a residência dos reis espanhóis, status que perdeu devido ao traslado da corte a Madrid em 1563. Além disto abrigou uma das comunidades judaicas mais prósperas da antiguidade espanhola. No Alcazar de Toledo, uma esplêndida muralha situada numa colina domina a paisagem de toda a região e o Castelo de São Servando reflete o passado militar da cidade. Também é aí que se podem encontrar as famosas fábricas de espadas, fabricadas com o” aço de Toledo”, buscadas pelos cavaleiros de toda a Europa. Em uma de suas ruas, onde estava localizado o bairro judaico, foi construído um museu onde viveu El Greco, pintor que retratou como poucos a vida da corte e a vida religiosa espanhola de seu tempo. A cidade é rica em construções religiosas como o Monastério de San Juan de los Reyes e a Mesquita de Tornerías.
Valência 39° 28’12”N 0° 22’36”O
Apesar de Valência haver sido fundada pelos romanos no ano 138 AC sob o nome de Valentia Edetanorum, estudos mais recentes indicam que a região foi habitada por diferentes tribos ibéricas desde, pelo menos , o século III AC. Sua parte mais antiga foi desenhada ao estilo de outras cidades romanas e no ano 75 foi destruída e abandonada temporariamente devido às guerras civis que assolavam o imperio. Com a chegada dos muçulmanos à península, Valência recuperou seu esplendor. Em 1238 é recuperada pelos cristãos e a partir de então a cidade é palco de batalhas, um macabro massacre de seus habitantes judeus em 1391 e de muçulmanos em 1456 e, em anos posteriores um florescimento econômico e cultural. Em 1936 foi designada capital do governo republicano e sofreu intensos bombardeios durante a Guerra Civil Espanhola. Entre seus locais históricos mais interessantes, consta a Real Parroqui de los Santos Juanes, uma mesquita que em 1249 foi transformada em igreja católica e as Torres de Quart, magníficos vestígios das muralhas medievais que desde 1446 protegiam a cidade. A Plaza de Toros de Valência, uma construção executada entre 1850 e 1860 sintetiza a influência romana e moura na arquitetura local.
Sevilha 37°23'59"N 5°58'46"O
A antiga cidade de Sevilha deve sua fundação formal a Escipión El Africano, que no ano 206 criou o assentamento de Hispalis no lugar onde antes existiam alguns povoados tartésicos destruídos pelos cartagenses. Esteve em posse dos visigodos, muçulmanos e católicos e também chegou a sofrer um ataque viking no ano 844. Porém Sevilha ressurgiu sempre graças ao comercio que chegava a seu porto e sua localização estratégica nas rotas do comercio que percorriam o Atlântico. Entre seus locais históricos, destaca-se a Catedral de Sevilha, uma igreja imensa cuja construção foi iniciada em 1401 sobre as ruínas da antiga mesquita da cidade. Sob o céu de Sevilha encontra-se La Giralda, um campanário de 104 metros de altura da catedral que, na verdade, formava parte da antiga construção muçulmana destruída. A presença islâmica encontra-se no Alcazar de Sevilha e seus inúmeros salões ornamentados com ricos motivos árabes e jardins de imponente desenho. A Plaza de Espanha no centro histórico da cidade exibe a combinação de símbolos barrocos, islâmicos, renascentistas e góticos incrivelmente integrados. Foi construída entre 1914 e 1926 como símbolo da mescla cultural da Espanha com os povos estrangeiros. Os pesquisadores históricos encontraram em Arquivos das Índias uma enorme quantidade de documentos do período colonial espanhol.
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
A Espanha conta com uma renomada rede de recepção de turistas. Dispõe de onze aeroportos internacionais, além de terminais ferroviários, portos e linhas de ônibus que a conectam com os países vizinhos. Existe a opção de tomar uma barca do Reino Unido ou do Norte da África.
O sistema de trens rápidos espanhol é rápido, eficiente e cômodo, apesar dos preços pouco econômicos. Caso queira economizar, o sistema de ônibus é pontual, confortável e seguro.
O aluguel de carros é uma maneira segura de percorrer o país. As campanhas de educação rodoviária conseguiu reduzir o número de acidentes de trânsito, entretanto é recomendado ter precaução ao dirigir em regiões montanhosas ou à noite.
A Espanha é uma nação preparada para os adeptos do ciclismo e suas estradas remotas são ideais para caminhadas e acampamentos.
GASTRONOMIA
Tapas
Chamam-se tapas a um aperitivo bastante comum da gastronomia espanhola. Consiste em uma variedade de receitas simples, que juntas, oferecem a oportunidade de saborear diferentes gostos e texturas próprias da cozinha hispana. Os “pinchos morunos” são preparados com brochetes de carne assada de porco ou boi. Os montaditos, são preparados com torradas de pão, sobre as quais se colocam (pedaços de frios, pescado ou verdura salgados.) As “gambas en gabardina” são preparadas com frutos do mar sem cabeça, fritos em azeite , cobertos por uma mistura de farinha de trigo e maizena. A “banderilla” é formada por pimentões, cebolinhas, pimenta malagueta, azeitonas e outros ingredientes previamente salgados e que no momento de servir, são colocados num espeto. As tapas são geralmente acompanhadas com pedaços de tortas de batatas e pedaços de presunto cru e outros frios. (Dicas: as Tapas são consumidas com grandes quantidades de cerveja ou vinho. De nenhuma maneira podem ser consideradas somente um aperitivo rápido: pelo contrario, são a desculpa que os espanhóis usam para socializar durante infinitas sessões de exploração gastronômica).
Paella
Poucos pratos trazem o nome da Espanha à tona tão bem quanto a paella.Originalmente de Valência, a paella é um prato nacional espanhol que evoluiu em comidas típicas diferentes de cada região. A versão original foi preparada em uma frigideira larga de ferro (pan chamado e é isso que lhe confere a sua placa de identificação) colocada sobre um fogo de toras ou carvão. Em variedades de arroz cozido Calasparra ou Bomba sujo e acrescente o óleo. Gradualmente, e como o arroz é de escurecimento, adicione pedaços de frango, coelho e feijão branco. No final, adicione os tomates picados, pimentão, feijão branco e açafrão. As versões mais populares de paella com os turistas são crustáceos, mariscos e peixes. Outras variantes adicionar alcaparras ou alcachofras, e um tipo de caramujo chamado de "vaca". (Dicas:. Um dos erros mais freqüentes cometidos pelos turistas é tentar decidir quando é hora de comer paella Sua preparação é uma cerimônia que leva tempo e é o chef quem decide o momento exato que está pronto)
Enchidos
A Espanha alcançou o topo no processo de tomada de salsicha. Seu presunto famoso do mundo é preparado com as pernas de porco por um processo de salga e secagem ao ar livre. Se o porco da raça ibérica é chamado de "presunto ibérico" e se é uma outra variedade chamada genérico "presunto". Se o carro estava estacionado para 9 a 12 meses, recebeu o selo de "porão". É chamado de "reserva" se ele estava estacionado entre 12 e 15 meses. Após 15 meses, cai na categoria "Gran Reserva". Uma variedade de presunto muito popular é feita a partir de suínos alimentados com bolotas, que transmitem o seu sabor delicado para o produto acabado. Outras celebridades são o chouriço, presunto cozido, salsicha, lingüiça de sangue doces ou salgados, salames e salsichão. (Dicas:. O presunto deve ser cortado na hora de comer, para não perder seu aroma e sabor Na Espanha, ele aproveita toda a perna traseira: para terminar a carne, o osso é usado para preparar uma deliciosa sopa de pena gosto)
Gaspacho
sopas espanholas genericamente conhecido como agir "gazpacho" juntos no mesmo sabor e os componentes nutricionais. O mais comum é chamado de "gazpacho andaluz" e vem da fusão de cozinha árabe e espanhol. É preparado com azeite, tomate, pepino, pimenta, vinagre, alho e pão ralado. A mistura é moída em almofariz e, em seguida, cozido em água. Em algumas regiões como La Mancha é frequentemente adicionado pedaços de legumes, presunto, ou carne ou outras espécies animais são chamados de "tropeço". Ele atuou em panelas de barro à temperatura ambiente ou frio em tempos de verão. Um parente da Ajoblanco gaspacho, uma sopa fria com pão, amêndoas e alho esmagado com azeite emulsionado. (Dicas: Não adianta reclamar com o garçom se o seu Gazpacho é servido frio É assim que acontece chips até gelo para melhorar a sua frescura.)
Polvo à galega
como todos os povos do Mediterrâneo, os espanhóis consomem grandes quantidades de frutos do mar. O galego polvo disso, como o nome indica, a região da Galiza. Antes de ser incorporado no prato, o polvo é cozido em panelas de cobre ou batendo para acentuar a maciez. Após a pé para o exterior, o polvo polvilhada com páprica em pó e pimenta e depois ser temperado com azeite e sal. No prato é servido com batatas cozidas que não interfiram com o sabor do polvo.
Bebidas Típicas
Horchata
Horchata é uma bebida muito popular na Espanha, particularmente na região de Valência. É feita com raízes esmagadas e maceradas da planta Cyperus esculentus, um tubérculo que é chamado de "amendoim" em Espanha. Com a adição de água e açúcar, beber torna-se altamente valorizada pelo seu sabor refrescante e alto valor nutritivo. (Dicas: Horchata em Valência é acompanhada fartones, pequenos bolos feitos com farinha, manteiga, ovos, sal e fermento.)
Água de Cevada
Na cidade de Madrid, pode-se saborear a deliciosa água de cevada, uma infusão feita de grão de cevada que é resfriada antes de ser servida. É adoçada com açúcar ou mel para transformar-se em um suco refrescante. É consumida principalmente nos dias tórridos e, por vezes, acrescenta-se canela e limão.
Vinho
O vinho espanhol, nasceu nos tempos coloniais pelos fenícios, quando foram introduzidas as primeiras videiras na Península. O clima seco e quente do planalto central é particularmente adequado para produzir algumas variedades de vinhos espanhóis famosos em todo o mundo. Outras espécies provenientes de regiões quentes e úmidas da costa ou no sopé dos Pirinéus. A maioria da produção é focada em Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Syrah. (Dicas: algumas combinações podem superar o casamento de um bom vinho espanhol e tapas servidas em uma noite em espanhol)
Anis
O aguardente produzido pela maceração do grão é uma bebida tradicional na Espanha. Ele toma como aperitivo, depois de uma refeição como digestivo ou durante as celebrações familiares. Há muitas variedades e marcas. Entre os mais famosos é o Anis del Mono produzido na Catalunha, a Andaluzia de roteamento ou de Chinchón, nos arredores de Madrid. (Dicas: Espanhol tendem a beber o anis em copos pequenos ou abaixado na água devido ao seu sabor forte como o seu elevado teor alcoólico que varia de 30 a 50 graus, em grandes quantidades podem ser devastadores.)
Sidra
Produzida na Espanha, durante séculos, a cidra frequenta a mesa do povo em todas as oportunidades onde existe um motivo para brindar. Elaborada a partir da fermentação de maçã e vendida fresca ou espumante. No norte preferem a primeira opção, diferentemente de outras áreas onde é consumida carbonatadas. (Dicas: Nas Astúrias é costume deixar um rastro de bebida no copo e um pouco na garrafa para não comer os restos do restante produção,que fica agarrada no fundo).
DICAS E CURIOSIDADES
• Não é necessária a aprovação prévia de visto para os cidadãos da União Européia, EUA, Andorra, Austrália, Argentina, Bolívia, Brunei, Brasil, Chile, Costa Rica, Coréia do Sul, El Salvador, Guatemala, Honduras, Israel, Japão, Malásia, México, Mônaco, Nicarágua, Nova Zelândia, Paraguai, São Marino, Singapura, Uruguai, Vaticano e Venezuela.
• O espanhol é um amante da boa vida e faz parte do costume que o almoço ao meio dia estenda-se por horas, seguido de um cochilo de uma hora ou duas antes do jantar. Por isso, na Espanha, você pode comer, a qualquer hora, uma variedade incomum de iguarias.
• Com a justificativa de frear a imigração ilegal, os passageiros provenientes de países do Terceiro Mundo podem ser abordados por agentes de imigração e submetidos a interrogatórios agressivos. É sempre bom ter uma carta-convite e reserva de hotel para demonstrar a intenção de não ficar e viver no país.
• O sistema de água potável e saneamento são de primeira linha.
• Durante o Verão, há um risco de desidratação, devido às altas temperaturas.
• A Espanha é um lugar seguro para o turismo, mas devem ser evitados passeios às favelas à noite e recomenda-se atenção ao roubo de bagagens nos aeroportos.