HISTÓRIA
República do Equador:
EQUADOR: UMA LONGA HISTÓRIA ENTRE DOIS HEMISFÉRIOS

A história do Equador demonstra a existência dos testemunhos mais antigos de vida humana na América, a prolongada e persistente guerra contra seu país vizinho, Peru e o corolário da dolarização de sua economia. Com todos os elementos necessários da história latino americana, o Equador é uma alternativa apaixonante a ser conhecida.
A INVASÃO DO IMPÉRIO INCA
No Equador foram encontrados os vestígios mais antigos da presença humana na América. Trata-se dos desenhos paleolíticos de Chobsi e Cubilán, de aproximadamente 12.500 anos. Por esta razão, a história pré-hispânica equatoriana é dividida em períodos diferentes que explicam o nível do desenvolvimento alcançado pelos habitantes de cada etapa.
A primeira cultura a ser conquistada pelos Incas foram os Paltas, que encontravam-se numa região do território equatoriano. Depois de invasão e conquista, os Incas começaram a avançar sobre os Cañaris, tarefa que não foi fácil para o exército inca devido à bravura com que se defenderam. Apesar da sólida defesa, os Incas recuaram e esperaram a chegada de reforços, o que levou os Cañaris a fazerem um acordo e submeterem-se às condições impostas pelos conquistadores. Logo após, o líder Túpac Yupanqui fundou a cidade de Tomebamba, onde viria a nascer Huayna Cápac, pai de Huascar e Atahualpa, dois protagonistas da história Inca.
No momento da chegada dos europeus às terras americanas, o território equatoriano já fazia parte do Império Inca. Porém o Império não vivia um momento pacífico. Estava imerso em uma guerra civil entre os dois filhos do falecido Huayna Cápac, Huáscar e Atahualpa, que lutavam pelo controle do Império. A guerra foi ganha por Atahualpa, que enquanto vinha de Quito até Cuzco para proclamar-se Inca, decidiu entrevistar alguns desconhecidos em Cajamarca: os Europeus. Porém o espanhol Francisco Pizarro não tinha boas intenções no encontro. Enganou Atahualpa, o aprisionou e logo depois o executou.
DEPOIS DOS INCAS, OS ESPANHÓIS
Durante o período colonial, o poder espanhol foi assentado em Quito, cidade fundada em 1534 por Sebastián de Benalcázar, transformada em Audiência dependente do vice reinado do Peru até 1739, ano em que foi transferido ao vice reinado de Nova Granada (Colômbia). Em 10 de Agosto de 1809, um grupo de crioulos de Quito levantou-se contra o poder colonial, porém diante do avanço das tropas reais, decidiram render-se. Apesar dos chefes reais haverem prometido respeitar a vida dos rendidos, em 2 de Agosto de 1810, os independistas foram assassinados.
Os movimentos independistas foram iniciados em Outubro de 1820, quando os crioulos e os indivíduos da guarnição de Guayaquil, dirigidos por José Joaquín de Olmedo se rebelaram e expulsaram as autoridades fiés ao rei. Porém os independistas tiveram que esperar a vitória das tropas de Simón Bolívar na batalha de Pichincha, ocorrida em 24 de Março de 1822 em terras equatorianas, para libertar-se do domínio espanhol. Até 1830, o Equador fez parte da Grande Colômbia, a grande nação idealizada por Simón Bolívar que englobava os atuais territórios da Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá.
Em 1830, a elite equatoriana decidiu separar-se da Grande Colômbia. Seu primeiro presidente foi o venezuelano Juan José Flores, que governou até 1839. Rapidamente o país entrou em uma amarga disputa entre os liberais de Guayaquil e os conservadores de Quito. Em 1845, os liberais conseguiram a liderança e se dedicaram à reorganizar as áreas econômicas e políticas do Equador. Em 1895, a Revolução Liberal levou Eloy Alfaro ao poder, que conseguiu redigir uma constituição liberal durante seu segundo governo (1907-1911). Porém Alfaro foi assassinado em 1912 e o país ficou submetido à influência econômica do Império Britânico.
A partir do século XIX, os conservadores tiraram seus adversários do poder. As décadas que se seguiram foram cheias de tentativas de acordos e golpes de estado perpretados pelos grupos em disputa. Enquanto isto, o Equador se posicionava no mercado internacional como provedor de matérias primas, enquanto as tensões sociais não resolvidas aprofundavam a falta de estabilidade do sistema político.
Em 1930, a vida política do Equador estava dominada pela figura do caudilho José María Velasco Ibarra, que iniciou seu primeiro mandato presidencial em 1934, e posteriormente, ocupou a presidência outras quatro vezes.
A GUERRA PERUANA-EQUATORIANA
Em 1941 o Peru ocupou militarmente a região do Ouro, cobiçada também pelo Equador. Iniciou-se assim a crua e sangrenta guerra peruano-equatoriana, que terminou sendo desfavorável para o Equador e lhe obrigou a renunciar à uma área imensa, equivalente a metade do seu território. Nesta época o Equador estava submerso em lutas políticas internas o que resultou na falta de preparo da defesa de seu território. O Equador teve que assinar, praticamente a força, o Protocolo do Rio de Janeiro, chamado “Tratado de Paz, Amizade e Limites. Nos anos seguintes, o Equador tentou recuperar-se do caos que se seguiu após a derrota para o Peru, enquanto governos de tendência nacionalista se alternavam no poder.
No começo de 1972, o Equador era um país imerso no caos, com um presidente transformado em um ditador civil, eleições gerais a caminho e setores políticos cujas futuras ações eram totalmente imprevisíveis. Por esta razão, as forças armadas decidiram tomar o poder e interromper o incipiente sistema constitucional vigente desde 1968. O golpe de estado de Fevereiro de 1972 tomou de surpresa a opinião pública e a comunidade internacional, e levou o general Guillermo Rodríguez Lara ao poder, que proclamou-se nacionalista” e “revolucionário”.
Seu governo foi ameaçado por outras tentativas de golpes, o que fez com qua a situação de Rodríguez Lara fosse cada vez mais insustentável até que a cúpula das forças armadas pediram que renunciasse, o que terminou por acontecerr em Janeiro de 1976. A partir deste momento o país ficou nas mãos de um triunvirato militar integrado por tres armas. Meses depois do golpe, o ministro do Governo, o então Coronel Richelieu Levoyer, estruturou um “Plano de Retorno à Democracia”, que incluiu um plebiscito, com o qual uma nova constituição foi escolhida por voto popular.
O EXCÊNTRICO BUCARAM E A DOLARIZAÇÃO
Em 1992 começa uma nova etapa liberal impulsionada pelo presidente Sixto Durán Ballén, do Partido Unidade Republicana. Em 1995, um novo conflito com o Peru tem lugar, e logo escala para uma guerra de baixa intensidade. A intervenção dos países da região deteve um os confrontos. Depois de vários embates, o Peru e o Equador assinaram um dupla declaração de paz, em Brasília e Montevidéu. Em 1996, Abdalá Bucaram, ganhou as eleições e assumiu a presidência. Bucaram, um excêntrico e desonesto dirigente, aprofundou a liberação econômica, enquanto instaurava o dólar americano como moeda nacional. Sua desastrosa gestão econômica e seus frequentes escândalos provocaram protestos populares massivos e uma greve geral. Em 25 de Maio de 1997, Bucaram foi derrotado após uma série de manifestações opositoras e a revocação de seu mandato por parte do Congresso, que o declarou demente e incapaz de exercer seu cargo.
No ano de 1999, o governo decretou um feriado bancário durante o qual a metade do sistema financeiro equatoriano entrou em colapso e milhares de investidores perderam seu dinheiro. A péssima administração econômica causou uma recessão que obrigou milhares de pessoas a buscar emprego em outros países. No ano 2000, a situação tornou-se insustentável devido aos altos níveis de inflação e crise econômica generalizada. Numa tentativa de controlar a economia, o novo presidente eleito Mahuad, adotou a dolarização em 9 de Janeiro de 2000, na qual o país renunciava à sua política econômica e adotava o dólar norte americano como moeda oficial para todos os tipos de transações.
Como resposta a esta medida econômica, o presidente Mahuad foi deposto em Janeiro deste ano após uma série de protestos massivos contra seus planos de racionalizar o gasto estatal. Tudo isto provocou uma greve geral, mobilizações indígenas e uma tentativa de golpe de estado que durou algumas horas. O vice-presidente, Gustavo Noboa, que de acordo com o que dita a Constituição, assumiu a Presidência e estabeleceu em Abril um acordo com o FMI para buscar créditos de cerca de 800 milhões de dólares, com o objetivo de continuar e fortalecer a dolarização instituída por seu antecessor, aplicando medidas de ajuste em diversos setores da economia.
O EQUADOR DE HOJE
Em 2006 o presidente Rafael Correa assumiu o cargo, após haver ganho as eleições por margem grande, graças a seu discurso populista e nacionalista. Correa usou o apoio massivo para impulsionar uma reforma constitucional e aprovar medidas que aumentavam o controle estatal sobre a economia. Em 1 de Março de 2008, Correa teve que enfrentar uma forte tensão com a Colômbia, quando soldados deste país assassinaram o dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Raúl Reyes, em um bombardeio num santuário da guerrilha em território equatoriano.
Reeleito em 2009, Correa teve que enfrentar uma nova crise em 30 de Setembro de 2010. Foi durante um levante da polícia em Quito, que rapidamente se transformou em um feroz tiroteio, durante o qual alguns “uniformes”, tentaram atingi-lo.
Uma longa história entre dois hemisférios”
GEOGRAFIA E CLIMA
O Equador pode ser dividido em várias unidades geográficas e climáticas. A região costeira é onde se concentra a maior parte da população. Seu clima é tropical devido à humidade marinha. Desta forma o centro do pais fica na região andina, com formações montanhosas mais acentuadas no lado leste que tem por isso um clima mais frio, em função de sua altura. A região amazônica é úmida e seu relevo se encontra coberto por uma floresta densa. O arquipélago de Galápagos, a 1.000 kilômetros da costa, possue um clima oceânico temperado e sua geografia apresenta variações sutís em cada uma de suas ilhas.
ECONOMIA
O Equador tem uma economia capitalista com influências de características populistas, que ficaram mais evidentes a partir do momento em que o presidente Rafael Correa assumiu o poder em 2006. A economia local dependeu por muitos anos da exportação de seus produtos agrícolas, particularmente da banana, que durante muitos anos foi a principal fonte de receita do país. Desde a década de 70 a nacionalização da indústria petroleira favoreceu a descoberta de vários poços. Entretanto, a falta de estabilidade política e a dificuldade para determinar uma divisão equilibrada da riqueza têm mantido muitos equatorianos distantes da prosperidade da exploração do petróleo.
O contingente de imigrantes em outros países também contribui como importante fonte de receita para o Equador, calculada em 100.000 milhões de dólares anualmente, o que equivale a 60% da renda obtida através da exportação de petróleo.
O Equador é ainda o principal produtor e exportador de bananas do mundo, apesar de ter diversificado suas exportações para outros setores como pesca, flores, derivados da indústria florestal , cacau e produtos manufaturados.
A economia encontra-se dolarizada desde a década de 90 e os sucessivos governos tem evitado mudar este sistema.
FATORES HUMANOS
A maior parte da população equatoriana é descendente da miscigenação de diversas etnias, sendo essas americanas, européias e africanas. 13% dos equatorianos pertence à etnias originais. Cerca de 65% da população vive em regiões urbanas. Desde o fim do século XIX o Equador recebeu uma significativa corrente migratória vinda tanto da Europa como do Oriente Médio, principalmente constituída de libaneses, sírios, palestinos e cidadãos da Jordânia. Mais recentemente, verificou-se um grande contingente de colombianos, dispersados pela violência da guerrilha, dos narcotraficantes e dos grupos paramilitares.
A crise econômica e a falta de estabilidade política em anos anteriores resultou na imigração de cerca de tres milhões de equatorianos para outros países. Os maiores destinos são os Estados Unidos, Espanha, Itália e Canadá, ainda que algumas colônias equatorianas também podem ser encontradas em países como Austrália, Rússia, Chile e África do Sul.
A maioria dos equatorianos fala espanhol, porém cerca de 6% da população ainda utiliza o quechua e outros dialetos indígenas, em função das leis que protegem seu patrimônio linguístico.
Sua religião principal é o catolicismos, praticado por 95% dos equatorianos. Os demais professam algumas formas de cultos corânicos e protestantes.
CULTURA
A cultura equatoriana está fortemente influenciada pela mescla entre a cultura hispânica e outras tradições ancestrais pre colombianas. A arquitetura das grandes cidades reflete principalmente este sincretismo, na decoração dos palácios coloniais ricamente ornamentados e em construções públicas e de igrejas até hoje encontradas em todo o país; desde os centros urbanos até áreas rurais.
A música equatoriana se caracteriza pela sua expressão e pelo uso de instrumentos musicais europeus e indígenas, igualmente. O “pasacalle”, uma festa popular alegre e colorida é celebrada em festivais . O “yaravi”, de raízes incas é visto principalmente em regiões andinas e parece ter melodias mais melancólicas e românticas, devido ao fato de em tempos ancestrais ser utilizada em cerimônias e rituais funerários. Este rítmo ganhou fama mundial quando os norte americanos Simon&Garfunkel interpretaram “El cóndor pasa”, canção tradicional “yaravi”. Também muito populares são a bomba, o mambo e a marimba, geralmente executadas por descendentes das comunidades negras que habitam o país.
Entre as expressões artísticas mais destacadas no Equador encontra-se o artesanato com grandes obras de cerâmica produzidas em diversas regiões do país. O mesmo acontece com a fabricação de cestas e objetos de tecido com desenhos inspirados na cultura pré colombiana.
As minorias culturais preservam grande parte de sua bagagem cultural de origem. As tribos das regiões amazônicas e das comunidades negras da região de Esmeralda são exemplo vivo da variedade que se pode observar em cada uma delas.
No final de setembro celebra-se o Festival da Mãe Negra, no povoado de Latacunigain, uma das festas mais tradicionais da cultura equatoriana. Nesta ocasião pode-se observar um curioso sincretismo religioso entre a cultura católica, aymara, quechua e africana. Trata-se de um desfile ruidoso e colorido de vários personagens relacionados com a cultura local. No final da comemoração aparece a imagem da Mãe Negra, uma interpretação da virgem católica e de imagens pagãs de outras culturas.
LUGARES IMPERDÍVEIS
Quito 0°15′0″S 78°35′24″O
Provavelmente Quito seja o assentamento populacional (cidade) mais antigo da América. Arqueólogos encontraram rastros humanos anteriores ao ano 10.000 AC neste local e, em lendas incas há diversas referências aos cotocalhos, povo que habitou esta região até o ano 800 AC. Já nos tempos do Império Inca, a cidade de Cotocallo era um importante centro urbano e comercial do vasto território dominado por esse governo. O conquistador Pedro de Alvarado chegou à cidade em 1534 atraído pela lenda de um fabuloso tesouro escondido nesta região pelos incas. Foi o princípio do período colonial de Quito, que a partir de então transformou-se na principal cidade do Equador, privilégio este sempre disputado com a vizinha Guayaquil. O centro histórico da cidade conserva a maior parte de seus edifícios coloniais. Um dos mais imponentes é a Basílica del Voto Nacional, que é também o maior edifício neogótico de toda a América. O Monastério de San Francisco, é o mais antigo do país e o conhecido bairro La Ronda, com suas ruas e alamedas centenárias, são alguns dos lugares que podem ser visitados.
Galapagos 0°30′S 90°30′O
Localizada a 972 kilômetros da costa continental, o arquipélago das ilhas Galápagos estão sempre associados ao desenvolvimento da Teoria da Evolução de Charles Darwin. Ele foi descoberto por acaso em 10 de março de 1535 pelo bispo do Panamá, Frei Tomas de Berlenga, quando o barco que o transportava das Felipinas até o Peru, desviou-se de sua rota original. Por vários anos, foram terra de piratas e objetos de histórias fantasiosas, devido à diversidade das espécies que aí habitavam. Seu nome se deve mais precisamente às tartarugas gigantes. Desde 12 de fevereiro de 1832 foram anexadas pelo Equador e, em 15 de setembro de 1835, quando o naturalista Charles Darwin chega ao arquipélago e encontra nos pinzones (grupo de pássaros natural de Galápagos) e nas iguanas, o material que necessitava para completar sua revolucionária Teoria da Seleção Natural das Espécies.
Guayaquil 2°11'24''S 79°53'15''O
Fundada em 1547 na costa equatoriana, a cidade de Guayaquil é a mais populosa do Equador e, um dos lugares com a maior quantidade de documentos históricos do país. Em 1820 foi a primeira cidade equatoriana a declarar-se totalmente independente da Espanha. Também foi o epicentro da resistência crioula equatoriana a integrarse à Grande Colômbia. No centro histórico da cidade é possível visitar os antigos palácios e museus coloniais que fazem parte do tesouro cultural do passado equatoriano.
Ingapirca 2°33'6"S 78°52'22"O
As ruínas de Ingapirca, situadas na província de Cañar, formam o maior sítio arqueológico pré colombiano do Equador. Trata-se de um grande complexo de observação astronômica denominado Templo do Sol, um grande edifício de forma elíptica de 37 metros de altura por 12 metros de largura. Acredita-se que era utilizado para a realização de rituais religiosos e também como abrigo. Ao redor existe um muro protetor construído com grandes pedras e terra.
COMO VIAJAR DENTRO DO PAIS
O Equador tem uma eficiente estrutura aeroportuária. Por tratar-se de um país com uma população concentrada em regiões relativamente pequenas, é possível conhecer muitos lugares interessantes com conforto e de maneira simples.
O sistema de ônibus oferece uma variada oferta de serviços, mas o mesmo é menos confortável a medida em que se sai das cidades maiores. A frequência tambem é um pouco mais restrita.
O aluguel de carros é uma opção disponível em grandes cidades. Mas é necessário ter cuidado com o trânsito nas estradas já que os motoristas locais tem uma maneira pouco ortodoxa na direção.
Nas regiões andinas, os caminhos podem ser bastante perigosos para os que desconhecem as particularidades do local. Recomenda-se a contratação de guias ou motoristas locais para as estradas mais inclinadas.
Para viajar até o arquipélago de Galápagos pode-se optar por viagens aéreas ou cruzeiros marítmos. O arquipélago é composto de terra firme portanto os cruzeiros podem ter várias paradas
GASTRONOMIA
Fanesca
A sopa Fanesca é parte da gastronomia típica equatoriana. Apesar de tradicionamente consumida durante a semana santa, encontra-se disponível durante todo o ano em restaurantes espalhados por todo Equador. É preparada com bacalhau e leite, fervidos com caldo de milho, favas, ervilha, lentilhas, feijão , quinoa. Uma vez que o caldo está pronto é servido com pedaços de queijo , ovos e bananas fritas, que vêm nadando na sopa. Segundo a tradição, a Fanesca deve ser preparada por toda a família como parte de um ritual de união e confraternização. (dica: A Fanesca contém grande quantidade de calorias, é considerada um prato excelente para repor às energias e seu consumo é pouco recomendado antes de grandes atividades físicas)
Ceviche
Apesar do ceviche fazer parte da culinária de todos os países andinos americanos, no Equador ele tem suas características mais diferentes. O tipo de ceviche equatoriano mais conhecido é o preparado com camarões. Fervidos previamente, são servidos em tijelas fundas com um molho de suco de limão, laranja azeda, mostarda, molho de tomate, coentro, cebola, pepino e pimenta. Existem também variações preparadas com polvo, diferentes peixes e lulas. ( dica: Recomenda-se não consumir ceviche de vendedores ambulantes, já que o nível de higiene no preparo não é dos mais seguros)
Cuy
O cuy, também conhecido como porquinho da índia assado, é um dos pratos tradicionais mais exóticos da cozinha equatoriana. É temperado de véspera com uma mistura de azeite, sal, pimenta, alho e vinagre. Em seguida é cozido em uma panela de barro durante algumas horas. Em algumas regiões é preparado na braza ou frito. Existem na verdade várias maneiras de preparar o cuy. (dica: os cuys servidos em restaurantes são comprados de criadouros, portanto seu consumo é mais seguro. Não é recomendado consumir os vendidos na rua, pois os animais podem ser portadores de doenças transmissíveis).
Pan de Yuca
O pão de aipim pode ser comprado em qualquer rua do Equador. Ele é considerado um dos maiores manjares da cozinha nacional. É preparado a base de farinha de aipim, creme de leite e queijo da costa. A massa vai ao forno e é depois servida com diferentes acompanhamentos doces ou yogurt.
Guatitas
Apesar do prato ser de origem ibérica, sua difusão no Equador alcançou status como um dos principais pratos da comida nacional. A receita equatoriana tem pequenas variações nos condimentos, obtendo assim um sabor próprio e diferente. É preparado com a pele do estômago do bezerro ou mondongo. Entre os ingredientes estão molho de tomate, cominho, orégano, cilantro, milho, azeite e sal. (dica: De acordo com a tradição, as guatitas anulam o efeito de uma ressaca e por isso quase todos os restaurantes equatorianos oferecem o prato como parte do café da manhã aos sábados e domingos).
Ayampaco
Proveniente da amazônia equatoriana, a receita original foi modificada para adaptar-se mais ao gosto dos paladares crioulos. Na sua forma mais tradicional, o preparo consiste de uma mistura de cebola, carne de vaca ou peixe moído, palmitos e especiarías envolvidas em folhas de bijahua ou shiguango. Outras variedades de Ayampaco são as recheadas com vísceras de boi ou ave. ( dica em algumas regiões se substituem as folhas de bijahuo por banana e outras. O sabor das folhas originais conferem um gosto peculiar, que as outras não alcançam.) Se o recheio escolhido for o de peixe, deve exigir-se que seja preparado com caracha, espécie de peixe da amazônia equatoriana.
Bebidas típicas
Chicha
O fermendo de milho era consumido em tempos pré colombianos por diversas culturas americanas. Seu consumo é mais típico em regiões montanhosas, apesar de ser possível adquiri-lo em variedades imensas e produzidos na costa. A chicha equatoriana é preparada com agregados de quinoa e cevada. (dicas: Nas festas populares os equatorianos tomam grandes quantidades de chicha e os distúrbios provocados pelos bebedores são frequentes. Manter certa distância é aconselhado aos turistas nestes momentos)
Guarapo
Esta bebida é bastante comum e encontrada em regiões andinas da América do Sul. É preparada com o fermento de panela, nome que recebe o suco da cana de açúcar solidificado. No Equador é possível encontrar a bebida em comunidades rurais onde seu preparo fica a cargo de famílias locais, frequentemente dedicadas à esta tarefa por muitas gerações.
Pájaro Azul
O licor Pájaro Azul tornou-se um dos produtos mais representativos do Equador. Seu nome deve-se à coloração azulada obtida através da destilação da cana de açúcar com uma mistura a folhas de laranja, tangerina e carne de frango. Como o processo é feito artesanalmente, existem várias receitas que podem também incluir partes de carne bovina, coco, aniz, menta, banana e uvas. Esta mistura tão peculiar, uma vez terminada, se transforma em uma bebida única cujo efeito, depois de ser consumida em grandes quantidades, é uma sensação de alegria que pode durar horas a fio. (dica: por ter sabor forte e efeito particular, muitos preferem tomar a bebida diluída em água.)
Existen variedades preparadas con pulpo, variedades de pescado y calamares”
DICAS E CURIOSIDADES
• O sistema de água potável nas cidades não é de todo seguro, assim que o uso de água mineral ou engarrafada é recomendável. Aconselha-se também evitar pisar em poças nas ruas por uma possibilidade, apesar de remota, de casos de cólera ou hepatite. Na região amazônica existe o risco de dengue, malária, difteria e febre amarela.
• O Equador não exige visto à turistas que estejam no país por um período máximo de 90 dias.
• O arquipélago das Galápagos é um santuário natural. Os visitantes devem respeitar às leis de preservação e utilizar a regulamentação vigente para proteger as espécies do lugar, algumas das quais já em risco de extinção. O preço de entrada é de 100 dólares americanos por pessoa.
• No Equador existem tarifas diferentes para habitantes e turistas estrangeiros. Se as diferenças de até 10 vezes o preço original em produtos e serviços lhe irritarem, é possível solicitar a assistência dos locais para obter preços mais vantajosos.
• Nos mercados de venda de artesanato é válido regatear o preço e costuma-se pedir descontos nas compras de maior volume.
• Grande parte do território equatoriano se encontra em altura superior à 1.500 metros. Mal estar de altitude é comum entre os turistas estrangeiros. Recomenda-se fazer as subidas mais íngremes mais vagarosamente para evitar desconfortos.
• A compra e exportação de antiguidades pré colombianas é fortemente fiscalizada. Não é portanto aconselhado arriscar-se com vendedores que abordam aos turistas com ofertas de artigos arqueológicos, que podem ser confiscados no aeroporto ou tratar-se de falsificações sem nenhum valor de mercado.