República do Equador


Nome Oficial
República do Equador
Habitantes
Equatorianos
Capital:
Quito
Língua Oficial
Espanhol – Castelhano
População
283.561 (est. 2010)
Presidente
Juan José Flores
Prefixo internacional
00593
Fuso horário
UTC -5, salvo en Galápagos, donde es UTC-6
Moeda
Dólar Americano
Outros grandes centros urbanos
Guayaquil, Cuenca, Machacala, Ambato, Santo Domingo de Colorados e Portoviejo
superfície
406.752 Km2
Geografia e clima
O Equador pode ser dividido em várias unidades geográficas e climáticas. A região costeira é onde se concentra a maior parte da população.
Economia
O Equador tem uma economia capitalista com influências de características populistas
O que vestir
dicas
Feriados Nacionais: 15 e 16 de fevereiro, 2 de abril, 1 de maio, 24 de maio, 9 de outubro, 2 e 3 de novembro e 12 de dezembro.
Locais essenciais
Quito, Galapagos, Guaiaquil, Ingapirca


 
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HISTÓRIA
República do Equador:
EQUADOR: UMA LONGA HISTÓRIA ENTRE DOIS HEMISFÉRIOS
República do Equador - História

A história do Equador demonstra a existência dos testemunhos mais antigos de vida humana na América, a prolongada e persistente guerra contra seu país vizinho, Peru e o corolário da dolarização de sua economia. Com todos os elementos necessários da história latino americana, o Equador é uma alternativa apaixonante a ser conhecida.

A INVASÃO DO IMPÉRIO INCA

No Equador foram encontrados os vestígios mais antigos da presença humana na América. Trata-se dos desenhos paleolíticos de Chobsi e Cubilán, de aproximadamente 12.500 anos. Por esta razão, a história pré-hispânica equatoriana é dividida em períodos diferentes que explicam o nível do desenvolvimento alcançado pelos habitantes de cada etapa.


A primeira cultura a ser conquistada pelos Incas foram os Paltas, que encontravam-se numa região do território equatoriano. Depois de invasão e conquista, os Incas começaram a avançar sobre os Cañaris, tarefa que não foi fácil para o exército inca devido à bravura com que se defenderam. Apesar da sólida defesa, os Incas recuaram e esperaram a chegada de reforços, o que levou os Cañaris a fazerem um acordo e submeterem-se às condições impostas pelos conquistadores. Logo após, o líder Túpac Yupanqui fundou a cidade de Tomebamba, onde viria a nascer Huayna Cápac, pai de Huascar e Atahualpa, dois protagonistas da história Inca.


No momento da chegada dos europeus às terras americanas, o território equatoriano já fazia parte do Império Inca. Porém o Império não vivia um momento pacífico. Estava imerso em uma guerra civil entre os dois filhos do falecido Huayna Cápac, Huáscar e Atahualpa, que lutavam pelo controle do Império. A guerra foi ganha por Atahualpa, que enquanto vinha de Quito até Cuzco para proclamar-se Inca, decidiu entrevistar alguns desconhecidos em Cajamarca: os Europeus. Porém o espanhol Francisco Pizarro não tinha boas intenções no encontro. Enganou Atahualpa, o aprisionou e logo depois o executou.

DEPOIS DOS INCAS, OS ESPANHÓIS

Durante o período colonial, o poder espanhol foi assentado em Quito, cidade fundada em 1534 por Sebastián de Benalcázar, transformada em Audiência dependente do vice reinado do Peru até 1739, ano em que foi transferido ao vice reinado de Nova Granada (Colômbia). Em 10 de Agosto de 1809, um grupo de crioulos de Quito levantou-se contra o poder colonial, porém diante do avanço das tropas reais, decidiram render-se. Apesar dos chefes reais haverem prometido respeitar a vida dos rendidos, em 2 de Agosto de 1810, os independistas foram assassinados.


Os movimentos independistas foram iniciados em Outubro de 1820, quando os crioulos e os indivíduos da guarnição de Guayaquil, dirigidos por José Joaquín de Olmedo se rebelaram e expulsaram as autoridades fiés ao rei. Porém os independistas tiveram que esperar a vitória das tropas de Simón Bolívar na batalha de Pichincha, ocorrida em 24 de Março de 1822 em terras equatorianas, para libertar-se do domínio espanhol. Até 1830, o Equador fez parte da Grande Colômbia, a grande nação idealizada por Simón Bolívar que englobava os atuais territórios da Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá.


Em 1830, a elite equatoriana decidiu separar-se da Grande Colômbia. Seu primeiro presidente foi o venezuelano Juan José Flores, que governou até 1839. Rapidamente o país entrou em uma amarga disputa entre os liberais de Guayaquil e os conservadores de Quito. Em 1845, os liberais conseguiram a liderança e se dedicaram à reorganizar as áreas econômicas e políticas do Equador. Em 1895, a Revolução Liberal levou Eloy Alfaro ao poder, que conseguiu redigir uma constituição liberal durante seu segundo governo (1907-1911). Porém Alfaro foi assassinado em 1912 e o país ficou submetido à influência econômica do Império Britânico.


A partir do século XIX, os conservadores tiraram seus adversários do poder. As décadas que se seguiram foram cheias de tentativas de acordos e golpes de estado perpretados pelos grupos em disputa. Enquanto isto, o Equador se posicionava no mercado internacional como provedor de matérias primas, enquanto as tensões sociais não resolvidas aprofundavam a falta de estabilidade do sistema político.


Em 1930, a vida política do Equador estava dominada pela figura do caudilho José María Velasco Ibarra, que iniciou seu primeiro mandato presidencial em 1934, e posteriormente, ocupou a presidência outras quatro vezes.

A GUERRA PERUANA-EQUATORIANA

Em 1941 o Peru ocupou militarmente a região do Ouro, cobiçada também pelo Equador. Iniciou-se assim a crua e sangrenta guerra peruano-equatoriana, que terminou sendo desfavorável para o Equador e lhe obrigou a renunciar à uma área imensa, equivalente a metade do seu território. Nesta época o Equador estava submerso em lutas políticas internas o que resultou na falta de preparo da defesa de seu território. O Equador teve que assinar, praticamente a força, o Protocolo do Rio de Janeiro, chamado “Tratado de Paz, Amizade e Limites. Nos anos seguintes, o Equador tentou recuperar-se do caos que se seguiu após a derrota para o Peru, enquanto governos de tendência nacionalista se alternavam no poder.


No começo de 1972, o Equador era um país imerso no caos, com um presidente transformado em um ditador civil, eleições gerais a caminho e setores políticos cujas futuras ações eram totalmente imprevisíveis. Por esta razão, as forças armadas decidiram tomar o poder e interromper o incipiente sistema constitucional vigente desde 1968. O golpe de estado de Fevereiro de 1972 tomou de surpresa a opinião pública e a comunidade internacional, e levou o general Guillermo Rodríguez Lara ao poder, que proclamou-se nacionalista” e “revolucionário”.


Seu governo foi ameaçado por outras tentativas de golpes, o que fez com qua a situação de Rodríguez Lara fosse cada vez mais insustentável até que a cúpula das forças armadas pediram que renunciasse, o que terminou por acontecerr em Janeiro de 1976. A partir deste momento o país ficou nas mãos de um triunvirato militar integrado por tres armas. Meses depois do golpe, o ministro do Governo, o então Coronel Richelieu Levoyer, estruturou um “Plano de Retorno à Democracia”, que incluiu um plebiscito, com o qual uma nova constituição foi escolhida por voto popular.

O EXCÊNTRICO BUCARAM E A DOLARIZAÇÃO

Em 1992 começa uma nova etapa liberal impulsionada pelo presidente Sixto Durán Ballén, do Partido Unidade Republicana. Em 1995, um novo conflito com o Peru tem lugar, e logo escala para uma guerra de baixa intensidade. A intervenção dos países da região deteve um os confrontos. Depois de vários embates, o Peru e o Equador assinaram um dupla declaração de paz, em Brasília e Montevidéu. Em 1996, Abdalá Bucaram, ganhou as eleições e assumiu a presidência. Bucaram, um excêntrico e desonesto dirigente, aprofundou a liberação econômica, enquanto instaurava o dólar americano como moeda nacional. Sua desastrosa gestão econômica e seus frequentes escândalos provocaram protestos populares massivos e uma greve geral. Em 25 de Maio de 1997, Bucaram foi derrotado após uma série de manifestações opositoras e a revocação de seu mandato por parte do Congresso, que o declarou demente e incapaz de exercer seu cargo.


No ano de 1999, o governo decretou um feriado bancário durante o qual a metade do sistema financeiro equatoriano entrou em colapso e milhares de investidores perderam seu dinheiro. A péssima administração econômica causou uma recessão que obrigou milhares de pessoas a buscar emprego em outros países. No ano 2000, a situação tornou-se insustentável devido aos altos níveis de inflação e crise econômica generalizada. Numa tentativa de controlar a economia, o novo presidente eleito Mahuad, adotou a dolarização em 9 de Janeiro de 2000, na qual o país renunciava à sua política econômica e adotava o dólar norte americano como moeda oficial para todos os tipos de transações.


Como resposta a esta medida econômica, o presidente Mahuad foi deposto em Janeiro deste ano após uma série de protestos massivos contra seus planos de racionalizar o gasto estatal. Tudo isto provocou uma greve geral, mobilizações indígenas e uma tentativa de golpe de estado que durou algumas horas. O vice-presidente, Gustavo Noboa, que de acordo com o que dita a Constituição, assumiu a Presidência e estabeleceu em Abril um acordo com o FMI para buscar créditos de cerca de 800 milhões de dólares, com o objetivo de continuar e fortalecer a dolarização instituída por seu antecessor, aplicando medidas de ajuste em diversos setores da economia.

O EQUADOR DE HOJE

Em 2006 o presidente Rafael Correa assumiu o cargo, após haver ganho as eleições por margem grande, graças a seu discurso populista e nacionalista. Correa usou o apoio massivo para impulsionar uma reforma constitucional e aprovar medidas que aumentavam o controle estatal sobre a economia. Em 1 de Março de 2008, Correa teve que enfrentar uma forte tensão com a Colômbia, quando soldados deste país assassinaram o dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Raúl Reyes, em um bombardeio num santuário da guerrilha em território equatoriano.


Reeleito em 2009, Correa teve que enfrentar uma nova crise em 30 de Setembro de 2010. Foi durante um levante da polícia em Quito, que rapidamente se transformou em um feroz tiroteio, durante o qual alguns “uniformes”, tentaram atingi-lo.

Uma longa história entre dois hemisférios”

5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
1901 D.C - 1950 D.C
1951 D.C - Atualidade