República de Cuba


Nome Oficial
República de Cuba
Habitantes
Cubanos
Capital:
Havana
Língua Oficial
Espanhol – Castelhano
População
11.242.621 (est. 2010)
Presidente
Raúl Modesto Castro Ruz
Prefixo internacional
0053
Fuso horário
UTC -5
Moeda
Peso cubano. Existe uma moeda especial para o turismo denominada Peso Cubano Conversível.
Outros grandes centros urbanos
Santiago de Cuba, Camaguey, Holguín, Santa Clara, Guantánamo, Bayao, Cienfuegos, Pinar del Río e Matanzas.
superfície
110.860 Km2
Geografia e clima
Na ilha predomina o clima tropical úmido, com escassa diferença térmica entre o dia e a noite
Economia
Cuba é a única economia comunista do hemisfério ocidental
O que vestir
dicas
Feriados nacionais: 1 e 28 de janeiro, 24 de fevereiro, 8 e 13 de março, 19 de abril, 1 de maio, 30 de julho, 8 e 28 de outubro, 27 de novembro e 7 de dezembro.
Locais essenciais
Havana, Santiago de Cuba, Trinidad, Santa Clara, Isla de la Juventud


 
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HISTÓRIA
República de Cuba:
A Ilha onde a história é o presente
República de Cuba - História

Muito mais do que os inconfundíveis sabores caribenhos, os puros charutos cubanos e as paisagens paradisíacas que encontram-se ao redor da ilha, Cuba é um dos últimos países do mundo onde a história acontece num presente intenso, apaixonante e muitas vezes incerto.

A chegada de Colombo

Em tempos pré-colombianos, Cuba era habitada por inúmeras tribos indígenas formadas por nativos e correntes migratórias internas do continente e de outras ilhas. Uma das razões desta densa população, era a dos extensos recursos naturais da ilha, entre os quais destacava-se a abundância da pesca.


Com a chegada de Cristóvão Colombo em Cuba em Outubro de 1492, não só a América como o resto do mundo, encerravam um capítulo de sua história e davam início a um novo e radicalmente diferente. E Cuba foi, paradoxalmente, o ponto de chegada de Colombo e o de partida desta nova era histórica. Em 1492, Colombo e sua expedição chegaram à região do sul da ilha e, a partir dali, foram explorando o restante. Quase vinte anos depois, Diego Velázquez de Cuellar foi o segundo europeu a chegar à ilha e com ele deu-se início a invasão e conquista da ilha de Cuba. Durante este período foram fundadas algumas cidades como Havana, Porto Príncipe, Camaguey e Santiago de Cuba. Paralelamente, submeteram a população aborígene à escravidão e foi estabelecido em Baracoa o Bispado de Cuba, de onde o governo controlava toda a ilha.


Os conquistadores europeus dedicaram-se na ilha à exploração dos recursos naturais, especialmente da cana de açúcar, tarefa para qual utilizaram a importação de milhares de escravos africanos para realizar as tarefas, uma vez que os nativos usados inicialmente para este trabalho, foram desaparecendo, devido aos maus tratos e às duras condições de trabalho.


O desenvolvimento da colônia cubana e de sua economia atraiu a atenção dos corsários ingleses, franceses e holandeses que fizeram inúmeras viagens à diferentes cidades da ilha. Em 1537, o pior ataque ocorreu, quando os franceses ocuparam por um dia, a cidade de Havana. Para defender-se, a coroa espanhola fortificou o porto de Havana e instituiu uma força militar na cidade.


Quando a Espanha aliou-se à França contra à Inglaterra, durante a Guerra dos Sete Anos, os britânicos tomaram Havana num assalto e a ocuparam em 12 de Agosto de 1762. Durante onze meses, a capital da ilha foi ocupada pelos ingleses, que concordaram em devolver-la à Espanha, em troca dos territórios norte americanos da Flórida.

A demorada independência.

Apesar da América ter sido tomada por ventos independistas a partir da metade do século XVIII, Cuba se mantinha longe das revoluções emancipadoras devido à combinação de um duro controle das autoridades da colônia e à properidade de sua economia. O grito revolucionário do padre Félix Varela Morales foi talvez, a mais séria tentativa autonomista de Cuba no século XIX, porém fracassou quando seu líder foi preso e executados pelas tropas coloniais.


Em 1862, novo intento independista liderado pelo fazendeiro Carlos Manuel Céspedes teve lugar. Liderando seus escravos libertos, conseguiu importantes avanços militares, sem todavia conseguir uma vitória definitiva. Alertada pela força das manifestações independistas, a Espanha aboliu a escravatura em Cuba e fez algumas concessões políticas que beneficiavam os nascidos na ilha.
Durante este tempo, os Estados Unidos já haviam incrementado sua influência econômica em Cuba, graças à instalação de inúmeras companhias desta origem em diversos setores da produção local, especialmente no negócio de produção açucareira. Os brados independistas começaram a acontecer no território norte americano com o aberto apoio de Washington. Calixto García, Quintín Banderas e José Maceo foram algumas das figuras da ofensiva emancipadora conhecida como Guerra Chiquita, que entre 1879 e 1880, tentou derrubar as autoridades coloniais. Neste período surge a figura de José Martí, ideólogo que conseguiu reforçar os sentimentos patrióticos, em muitos dos cidadãos da ilha.


Martí, Maceo e Gómez deram início a uma campanha militar que conseguiu êxito contra os espanhóis e representou com suas tropas em plena Havana. Ao longo da ilha, as colunas rebeldes conseguiram derrotar às colunas adversárias melhor treinadas e equipadas, mediante a utilização de táticas de guerrilhas e, com o apoio do povo, que os provisionava com novos recrutas e abastecimento.


A guerra pela independência de Cuba favoreceu definitivamente ao bando patriota, com a intervenção das tropas norte americanas, no que marcou a guerra hispano-norte americana. O motivo formal para a entrada dos Estados Unidos na guerra foi a misteriosa explosão do navio Maine, da marinha norte americana, em 15 de Fevereiro de 1898, enquanto o mesmo estava atracado no litoral de Havana. Ainda hoje, o motivo da explosão que pôs fim à vida de 266 marinheiros é desconhecido.


Derrotada em todas as frentes, a Espanha concordou em assinar com os Estados Unidos o Tratado de Paris, em 10 de Dezembro de 1899, mediante o qual se responsabilizava pelos territórios de Cuba, Porto Rico e Filipinas. Em 20 de Maio de 1902, Cuba proclamou-se livre, ainda que os Estados Unidos manteve sua influência sobre a nova nação e os capitais desta país passaram a dominar os nervos centrais do sistema produtivo. A tutela de Washington ficou em evidência em 12 de Setembro de 1906, quando tropas norte americanas desembarcaram na ilha para terminar com uma rebelião dos liberais cubanos.

Independência da Espanha, dependência dos Estados Unidos.

O descontentamento com relação à presença norte americana e o desejo de conseguir uma independência efetiva foram enfraquecendo um movimento político de considerável estrutura. A prosperidade trazida pelo alto preço das matérias primas exportadas por Cuba, principalmente o açúcar, tirou por completo a força destes grupos. Porém, a partir de 1922, a crise econômica radicalizou ainda mais os grupos vinculados às elites econômicas aliadas aos Estados Unidos, que em 1926 apoiou a ascenção de Gerardo Machado e a instauração de uma ditadura que combinou a repressão com um discurso populista.


Em 12 de Agosto de 1933, Machado foi derrotado e forçado a fugir do país. Após um curto período de turbulências, em 1952, Fulgêncio Batista assume a presidência, um sargento duro e bastante ambicioso. O regime de Batista deu carta branca à corrupção em todos os níveis do Estado, a concentração da riqueza em poucas mãos e foi praticamente o auge dos grupos vinculados à máfia ítalo-americana. A prostituição, o crime organizado e a ausência do Estado como provedor de serviços básicos, caracterizaram este período.

A revolução

A resistência contra Batista foi liderada por diversas personalidades, entre as quais protagonizava, cada vez mais, a figura do advogado Fidel Castro Ruz, líder do movimento 26 de Julho. Em Julho de 1953, Castro havia tentado tomar o quartel de La Moncada e depois de fracassar, foi preso, sendo anistiado em 1955. Em Novembro de 1956, Castro voltou do exílio no México, junto com 82 outros partidários, a bordo do iate Granma. Sua tentativa de iniciar um levante com dissidentes do grupo liderado por Frank País, de tomar a cidade de Cuba, terminou fracassando.


Após alguns anos de luta em Sierra Maestra, Fidel Castro e seus homens conquistaram importantes posições. O argentino Ernesto “Che” Guevara e Camilo Cienfuegos foram nesta época seus mais importantes comandantes. E foi assim que em 1 de Janeiro de 1959, as tropas rebeldes conseguiram entrar em Havana, ao mesmo tempo em que Batista fugia com parte do tesouro público.


Logo após um breve governo formado por uma coalisão de partidos que faziam oposição ao governo de Batista, Fidel Castro assumiu o poder e permaneceu como autoridade máxima na ilha pelos 47 anos que se seguiram. Enquanto destituía a propriedade privada e socializava a economia, confiscava propriedades que pertenciam aos cidadãos, alguns deles, sócios de capitais norte americanos. Estas ações determinaram a decisão do governo norte americano de romper relações diplomáticas com o regime cubano. Castro havia evitado qualquer pronunciamento com relação ao tipo de governo que pretendia levar adiante, uma vez que tomasse o poder, porém, diante da ofensiva de Washington e ao ataque de aviões em território cubano em abril de 1961, proclamou-se marxista leninista e aliado ao bloco soviético.

Cuba durante a Guerra Fria.

A posição de Castro foi criando uma insatisfação em diversos setores da ilha e em 17 de Abril de 1961, um grupo de cubanos anticastristas apoiados e equipados pelos Estados Unidos, tentou um ataque na Baía dos Porcos. Foram totalmente derrotados pela contra-ofensiva cubana, o que fortaleceu política e moralmente o curso da Revolução comandada por Fidel Castro.


Em Junho de 1962, e em plena Guerra Fria, a União Soviética começou a instalar mísseis atômicos em território cubano. Quando a inteligência norte americana descobriu o fato, declarou um bloqueio total contra Cuba em 22 de Outubro, para impedir a chegada dos projéteis. Após excruciantes momentos de incerteza que mantiveram o mundo em apreensão pelo risco de um confronto nuclear, os soviéticos concordaram em não instalar os foguetes em troca da promessa americana de não invadir a ilha no futuro.


Nos anos que se seguiram, Cuba transformou-se numa importante peça no jogo da Guerra Fria na América Latina e outras regiões do Terceiro Mundo. Conjuntamente com os soviéticos, treinaram e equiparam muitos movimentos guerrilheiros que atuaram na América Latina entre 1960 e 1989. Além disto, enviou tropas à conflitos internos em Angola, Zaire, Iemêm, Etiópia, Guiné Bissau, Namíbia e África do Sul.
Em 1989, a queda do bloco soviético provocou em Cuba uma imensa crise econômica. A perda dos subsídios de cerca de 6 milhões de dólares anuais além da perda de benefícios na aquisição de matéria prima e bens de capital a preço de custo no bloco comunista, provocaram um debate econômico sem precedentes.


Em 1991 o presidente Fidel Castro declarou o começo de um “período especial”, eufemismo para um plano de racionamento e corte de gastos que feriu uma população em uma época de falências e penúria. A partida de milhares de cubanos ao exílio, muitas vezes em precárias balsas fabricadas com objetos de uso diário, o que fez com que ficassem conhecidos como “balseiros”, exibiu o lado mais amargo da crise.

A Ilha onde a história é o presente”

5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
1901 D.C - 1950 D.C
1951 D.C - Atualidade