República da Colômbia


Nome Oficial
República da Colômbia
Habitantes
Colombianos
Capital:
Bogotá
Língua Oficial
espanhol – castelhano
População
45.656.937 (est. 2010)
Presidente
Juan Manuel Santos
Prefixo internacional
0057
Fuso horário
UTC -5
Moeda
Peso colombiano
Outros grandes centros urbanos
Medellín, Cali, Antioquia, Cartagena de Indias e Cucuta
superfície
1.146.748 Km.2
Geografia e clima
A Colômbia é composta por tres áreas facilmente diferenciadas. No que se refere ao clima cada ano passa por duas estações secas e duas úmidas.
Economia
A Colômbia possue uma economia capitalista do tipo liberal
O que vestir
dicas
Locais essenciais
Bogotá, Cartagena de Indias, Santa Fe de Antioquia, Medellín, Cali


 
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HISTÓRIA
República da Colômbia:
A Terra de Colombo
República da Colômbia - História

A história da Colômbia possue todas as características típicas da história do Continente Americano, porém com temperos diferentes. O fato de ser um território selvagem e de difícil acesso permitiu prolongar a resistência indígena por muito tempo e, séculos depois, colaborar com o crescimento da guerrilha. A independência liderada por Simón Bolívar, a guerra civil e a luta contra o narcotráfico marcam com fogo as páginas da história do país.

OS POVOS ORIGINÁRIOS

Até a chegada dos conquistadores espanhóis, tres grandes famílias habitavam o território conhecido hoje como Colômbia. A cultura Chibcha, que habitava as montanhas e regiões frias do centro e de Sierra Nevada de Santa Marta. A Caribe, habitantes do litoral do Oceano Atlântico e a Arwac, das regiões do rios Amazonas, Putumayo e Caquetá.
A família Chibcha, uma das mais numerosas e com maior desenvolvimento intelectual, tinha um avançado conhecimento de matemática, utilizava um calendário com o qual manejava a agricultura e feriados religiosos e utilizava a escrita hieroglífica. Entretanto, por encontrarem-se dispersos pelo território, não chegaram a constituir uma nação único. Dentro deste grupo, destacavam-se os Muiscas e Tayrona. A base da organização era o clã ou, os parentes. Diversos clã formavam uma tribo cujo chefe era o cacique. A união de várias tribos formava uma confederação, comandada pelo Zipa, com funções políticas, adminstrativas e religiosas. A organização sócio-política era regida pelas normas de uma cultura matriarcal.
Os muiscas habitavam as montanhas e zonas frias ou temperadas do país ao longo de uma extensão de 30.000 km2. Era um povo essencialemente agrícola, subtende-se que eram vegetarianos.
Por outro lado, os Tayrona habitavam as margens dos rios Guachaca, Don Diego e Buritaca além do baixo litoral dentro do Parque Nacional Natural Tayrona, lugar onde os espanhóis encontraram uma cultura avançada e bastante povoada. Esta cultura especializou-se na construção de barragens, varandas, aquedutos, pontes e fundações para moradia, que eram unidas por caminhos. Para os amantes de ruínas e cidades milenárias, em 1976 foi descoberta a cidade fundada pelos tayronas no ano 800 e habitada até 1600, atualmente conhecida como Cidade Perdida.
Enquanto isso, a familia Caribe, apesar de nômade, ocupava o litoral Atlântico do território. Era um povo essencialmente guerreiro e comerciante. Foram eles que representava a resitência mais forte contra os conquistadores europeus.
Por último, a cultura Arwac, que habitava a costa leste da cordilheira nas planícies da Colômbia. Estes povos tinham uma economia mixta: agrícola, armazenamento, caça e pesca.
 

A CONQUISTA ESPANHOLA, UMA DOBRADIÇA NAS COMUNIDADES

Todos estes povos tiveram seus primeiros contatos com os conquistadores espanhóis a partir de 1498, com a chegada de Fernando Gonzáles de Oviedo, com quem os caciques da região estabeleceram relações comerciais. Em 1525, com a fundação da cidade de Santa Marta por Rodrigo Bastidas, os espanhóis tentarem estabelecer uma presença forte na região, iniciando a empreitada colonial espanhola nesta parte da América. Entre 1525 e 1529 as relações entre indígenas e colonos espanhóis era instável: intensos momentos de guerra, seguidos por anos de calma, durante os quais os espanhóis eram forçados a manter a paz com as comunidades indígenas.
Apesar dos tayrona limitarem o crescimento da colônia espanhola durante este períoddo, a investida colonial chegaria logo. No ano 1599, o governador de Santa Marta, Juan Guiral Velón, iniciou uma intensa campanha militar para dominar estas comunidades. Uma tentativa falida de aliança entre os distintos povoados deu condições ao governador de capturar os caciques um a um, cortando cabeças e esquartejando. Os habitantes que não conseguiram escapar foram levados para Santa Marta e entregues ao administrador. Os sobreviventes se esconderam nas partes mais altas das montanhas para escapar dos espanhóis; seus descendentes são os Koguis, que seguem isolados até hoje.
A população existente quando os espanhóis chegaram era de 1.000.000 de pessoas e foi reduzida drasticamente com a conquista. Estima-se que hoje em dia, os descendentes “puros” encontram-se na casa de 50.000, enquanto os mestiços e zambos com sangue tayrona chegam aos milhões, principalmente no litoral caribenho da Colômbia.
 

ARES DE INDEPENDÊNCIA

Em 1781 explodiu a Revolução dos Comuneros, uma revolta dos indígenas e crioulos contra o abusivo sistema imposto pela coroa espanhola. Apesar de aplacada pelas mudanças políticas, a revolução mostrou as tensões presentes pelo sistema de castas e facilitadas pelo sistema colonial.
Em 1810, um grupo de crioulos de Bogotá liderados por Antonio Nariño tentou questionar a legitimidade do domínio espanhol. Levantes patriotas em Granada e Cartagena das Índias foram sufocados brutalmente pelas tropas realistas que em 1816 já haviam posto um fim aos intentos rebeldes por todo o território do vice-reinado de Nova Granada. A repressão aos patriotas foi brutal e em lugar de acalmar os ânimos, radicalizou mais a luta.
Enquanto isso, após um juramento na Itália de libertar a América, Simón José Antonio de la Santíssima Trinidad Bolívar Palacios y Blanco, mais conhecido como Simón Bolívar, iniciou uma campanha militar para conseguir a libertação da Colômbia, enquanto proclamava a independência de seu território. Entre 1822 e 1823, conseguiria derrotar os realistas em diversas batalhas e alcançar seu objetivo.
O Congresso de Cúcuta de 1821 aprovou a criação da Grande Colômbia, uma nação sonhada por Bolívar que englobava os atuais territórios da Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá. A separação da Venezuela em 1829 e do Equador dois anos depois, deu lugar à Colômbia como um Estado próprio. Desde este momento sabia-se que as tensões entre os federalistas e os unitários seria violenta. Na verdade, durante as décadas seguintes, as guerras civis e o afastamento dos governos à força foram uma constante na política colombiana.
Com o tempo, o país dividiu-se entre conservadores que prezavam a ordem tradicional e os liberais, que reivindicavam pela ampla modernização da cultura colombiana. Em Outubro de 1899, começa a Guerra dos Mil Dias, uma sangrenta guerra civil na qual enfrentaram-se conservadores e liberais. Após as batalhas de Peralonso e Palonegro, ambos os grupos viram a destruição do país e assinaram os acordos de Neerlandia e Wisconsin para deter os combates. Colômbia ficou em tal estado de debilidade que pouco pode fazer quando um grupo de independentistas panamenhos, apoiados por tropas norte americans proclamavam a separação deste território em Novembro de 1903.
A perda territorial do Panamá terminou com a hegemonia conservadora iniciada duas décadas antes. Foi então que os liberais iniciaram um período de governos caracterizados pela atualização da estrutura política e econômica. A bonança viu-se interrompida pela guerra contra o Peru em 1932. O assassinato do presidente peruano Luis Miguel Sánchez Cerro em 30 de Abril de 1933 interrompeu os combates e levou a uma saída negociada que fez com que a Colômbia preservasse grande parte dos territórios amazônicos em disputa.
 

A HORA DA VIOLÊNCIA E A SEMENTE DA GUERRILHA

O assassinato do líder liberal Jorge Eliécer Gaitán em 9 de Abril de 1948 deu lugar a uma revolta popular conhecida como “el Bogotazo”. Foi o começo de uma época trágica conhecida como “a violência” durante a qual a sociedade colombiana dividiu-se em dois bandos enfrentados fanaticamente. Massacres, genocídios e a vandalização dos bens do adversário caracterizaram este período que culminou em 1960. Neste contexto de violência política nasceram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), quando o líder guerrilheiro liberal Manuel “Tirofijo” Marulanda organizou um grupo militar para defender a República de Maiquetía recém segregada. Derrotada a República de Maiquetía, os grupos armados continuaram sua campanha militar apesar do acordo entre conservadores e liberais para finalizar a guerra.
A partir da década de 70, os efeitos do narcotráfico nas regiões produtoras da cocaína. Os barões da droga começaram a ganhar poder político e econômico, enquanto acabavam com as estruturas políticas do país. Quando o governo colombiana começou a implementar políticas anti-droga com o apoio dos Estados Unidos, principal receptor dos envios narcóticos – os líderes dos cartéis responderam com uma violenta campanha de assassinatos e bombardeios a instituições oficiais. Para piorar, a presença das FARC e outros grupos armados de esquerda como o ELN e M19 haviam submetido o país em um ambiente de violência cotidiana. A aparição de grupos para-militgares de direita, muitas vezes usados pelos narco traficantes para combater as forças de esquerda que disputavam as zonas de cultivo, aprofundaram a crise e provocaram uma migração massiva do interior às grandes cidades para fugir da violência. Neste momento, os cartéis de droga transformaram os terriristas de ambos os lados em seus sócios para ganhar território e controlar rotas de contrabando.
Em 1998 o governador colombiano iniciou as conversações de paz com a guerrilha e um programa de desarmamento das forças para-militares. A criação de uma região desmilitarizada fracassou diante do ataque seguido das FARC, revitalizadas por renda que recebiam dos cartéis e do sistema de sequestros. Quando o liberal Álvaro Uribe –cujo pai fora morto por uma guerrilha anos antes- significou o fim da política de contenção e o início de uma decidida campanha contra a guerrilha. O assassinato do chefe das FARC, Raúl Reyes, em território equatoriano e a liberação da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt pareciam indicar uma direta decadência da guerrilha. A queda dos índices de criminalidade e um mantido nível de crescimento econômico, ocorreram ao mesmo tempo que a retomada da violência política.

 

A Terra de Colombo”

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