República Popular da China


Nome Oficial
República Popular da China
Habitantes
Chineses
Capital:
Pequim
Língua Oficial
Mandarin. Fala-se pelo menos 400 dialetos locais
População
1.313.973 (est. 2010)
Presidente
Hu Jintao
Prefixo internacional
0086
Fuso horário
UTC +8
Moeda
Yuan
Outros grandes centros urbanos
Shangai, Chongqing, Xian, Wuhan, Cheng du e Hong Kong
superfície
9.596.960 Km2
Geografia e clima
A China é o terceiro maior país do mundo em extensão territorial. Pode ser dividido em seis regiões com climas distintos.
Economia
A economia chinesa demonstra atualmente uma complexa mescla de traços comunistas e capitalistas
O que vestir
dicas
Feriados nacionais: 1 de maio, 1 de outubro e 1 de janeiro
Locais essenciais


 
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HISTÓRIA
República Popular da China :
O MUNDO DO PASSADO E DO FUTURO
República Popular da China  - História

A milenar história da China atravessa dezenas de dinastias que, ao longo dos séculos, formaram uma cultura complexa e profundamente enraizada no passado. Reconhecida desde o espaço por sua Grande Muralha; estudada e analisada por seus filósofos e líderes políticos, a China possui uma riqueza histórica que merece ser descoberta.

Confúcio e a Grande Muralha.

Registros arqueológicos sugerem que os povoados chineses mais antigos, de tribos nômades e caçadoras, datam de, pelo menos, o ano 10.000 AC. O fato não é surpreendente quando se sabe que no território chinês foram encontrados restos de hominídeos, os antepassados mais antigos da espécie humana. Porém a primeira sociedade organizada da China remonta ao surgimento da dinastia Xia, desenvolvida a partir de 2.200 AC, durante a qual foi elaborado o primeiro calendário Chinês, que explicava a astrologia, os meteoros e outros fenômenos naturais e que determinava as atividades agrícolas e políticas de acordo com cada mês.


Outros avanços importantes foram conseguidos durante o período da dinastia Zhou, como por exemplo, o surgimento de filósofos tais como Confúcio e a formação de um sistema de comércio sólido, que utilizava dinheiro ao invés da troca de mercadorias, como pagamento. A última etapa da existência da dinastia Zhou foi marcada pelas guerras entre os diferentes estados, que terminaram recusando a autoridade da corte Zhou. Após a morte do último rei em 256 AC a situação de guerra constante continuou, o governo central perdeu o poder e foi separado em 7 grandes estados mais importantes até que o estado de Qin conquistou os demais.


A dinastia Qin conseguiu unificar e pacificar a maior parte do território chinês a partir do ano 200. A partir de então, os reis deixam de utilizar esta denominação e inicia-se a era dos imperadores. Durante este período, foi realizado um intenso trabalho de unificação de normas: foram unificados pesos, medidas e o sistema de escrita. Por outro lado, executou-se uma queima de livros, eliminando todos os que não se enquadravam no padrão religioso ou social do novo império.


A estabilidade trouxe um grande desenvolvimento para as artes e ciências. Foi também neste período que a cultura característica da nação foi definida. Neste momento, a construção da Grande Muralha da China foi concluída: até então, eram partes isoladas, cujo objetivo era prevenir às invasões bárbaras pelo norte e estabelecer as fronteiras do império unificado.


Apesar de haver passado muitos de seus anos entre lutas internas pelo poder, a primeira etapa da dinastia Tang foi uma época de esplendor cultural onde o império dominou grandes extensões de terra, incluindo regiões da Ásia Central. Sob o ponto de vista tradicional chinês, a dinastia Tang representou uma das épocas mais gloriosas da China.


A partir do século VI, a dinastia Tang também dedicou muita atenção ao desenvolvimento tecnológico e artístico, enquanto resistia aos intentos das potências vizinhas que cobiçavam o controle das vastas riquezas chinesas. A chegada do budismo e o desenvolvimento comercial através da Rota da Seda trouxeram maior prestígio econômico e estratégico ao império, que durante o século IX era uma das maiores potências do mundo.

A Dinastia Ming.

Em 1279 a China foi invadida e reunificada pelos Mongóis. Enquanto isto, a dinastia Ming iniciou outro período de esplendor artístico e científico, que foi coroado pela exploração do mundo iniciada pelo almirante Sheng He, cujas embarcações parecem haver visitado lugares distantes da América e África. Por outro lado, aprofundou-se o intercâmbio comercial com as potências comerciais da Ásia, África e Europa. Os primeiros contatos com os europeus surgiram em 1516, com a chegada dos primeiros navios exploradores portugueses.


A partir de 1644, a dinastia Qing fortaleceu o poderio militar da China e iniciou uma agressiva política de expansão que a levou a incorporar os territórios de Taiwan, Mongólia e Tibete. Porém ao mesmo tempo, a nova dinastia teve que enfrentar rebeliões contra o poder do governo central, que foram duramente esmagadas pelas tropas imperiais. No plano internacional, entre 1839 e 1860, a China enfrentou vários conflitos armados contra a Grã-Bretanha, em função da ambição da potência européia em controlar o circuito de produção e comércio do ópio. Aliados aos franceses e outras nações ocidentais, os britânicos derrotaram às forças chinesas e impuseram uma severa reparação de guerra. Pelos tratados de Nanquim e Tianjín, a China teve que ceder a cidade de Hong Kong ao Reino Unido e as potências estrangeiras tomaram o controle de praticamente todas as exportações chinesas.


Para piorar a situação, o descontentamento interno se aprofundou quando a China foi derrotada pelos japoneses e teve que assinar, em 1895, o Tratado de Shimonoseki, através do qual teve que entregar o controle de Taiwan ao Japão e reconhecer a independência da península coreana, anteriormente ocupada pelas forças chinesas. Paralelamente, nos anos seguintes a França tomou a Indochina e a Birmânia foi tomada pelos ingleses, acentuando a perda territorial chinesa em favor de potências estrangeiras.

República da China

Em 10 de Outubro de 1911, uma revolta republicana aconteceu em Wuchang, dando início à uma guerra civil que terminaria em 1912 com a queda do imperador Qing Puyi, o começo do período republicano e a nomeação de Sun Yat Sen como primeiro presidente da China.


Entretanto, suas ambições ao poder o levaram a proclamar-se imperador em 1915. A rivalidade entre o governo e os grupos republicanos e comunistas-opositores mergulhou a China em conflitos internos esporádicos. Neste contexto, em 1931 a China perdeu a Manchúria durante uma invasão japonesa. Nos anos posteriores, tropas imperiais japonesas seguiriam em seu avanço contra o interior do país e somente encontraram alguma resistência significativa nas tropas do general nacionalista Chiang Kai Sek, um subalterno do já derrotado Sun Yat Sen.

República Popular da China.

Durante a Segunda Guerra Mundial os japoneses avançaram sobre o território chinês e as forças nacionais lutaram ao lado dos aliados para expulsar os invasores. No fim do conflito, Chiang Kai Sek emergiu como líder da China, apoiado pelos países capitalistas. Porém as forças comunistas lideradas por Mao Tse Tung, respaldadas pelos soviéticos, iniciaram em 1947, uma campanha militar que pouco a pouco foi encurralando aos partidários de Chiang Kai Sek no sul do país. Em 1949, o líder nacionalista foi obrigado a fugir para Taiwan, onde estabeleceu um governo no exílio enquanto em 1 de Outubro deste mesmo ano, Mao Tse Tung proclamou a República Popular da China. No ano seguinte, a China invade o Tibete e o proclama parte de seu território.


Mao iniciou uma profunda transformação na sociedade chinesa. Os planos de industrialização acelerada, a desapropriação de propriedades, uma ampla reforma agrária e um férreo controle das atividades culturais caracterizaram os primeiros anos do governo comunista chinês. No contexto da Guerra Fria e em função de sua aliança com o bloco soviético, a China envolveu-se na Guerra da Coréia e nas revoltas independistas da Indochina, nas quais Pequim participou apoiando com tropas e mantimentos aos rebeldes que lutam respectivamente contra os Estados Unidos e a França. Mas as diferenças ideológicas e a necessidade de desenvolver uma política exterior própria levam a China a distanciar-se do governo soviético. Em 1960, já era possível observar uma grave tensão entre os dois países, o que levaria a uma série de conflitos na fronteira sem grandes repercussões.


No fim da década de 50, Mao lança seu programa de rápida modernização econômica, conhecido como O Grande Salto. A estratégia fracassaria devido a falhas no planejamento; uma série de desastres naturais terminam colocando a China num estado de fome devastador.


Os primeiros sinais de descontentamento contra as políticas maoístas foram seguidos pela Revolução Cultural, um processo de ataque à dissidência e que culminou com os grupos mais severos dentro do Partido Comunista Chinês e reforçou ao resto dos dirigentes a praticar a ortodoxia ideológica proposta por Mao.
Mao Tse Tung morreu em 9 de Setembro de 1976 e os líderes comunistas chineses evitaram ao máximo que outra figura carismática chegasse ao poder. Entretanto, o reformador Deng Xiaoping sobressaiu-se cada vez mais dentro do partido e suas idéias de adotar algumas medidas que moderassem mais o dogmatísmo comunista foram penetrando na direção do país. Desta forma, a China começou a implementar desde 1979 diversas medidas para incentivar a iniciativa privada e a aproximação com as potências ocidentais.
O clima de renovação motivou uma demonstração por parte de grupos estudantis, simpatizantes de Deng Xiaoping, reunidos na Praça da Paz Celestial (Tiananmen), no centro de Pequim. Em 4 de Junho de 1989, o protesto foi intensificado, culminando com centenas de jovens sendo atacados por tropas do exército e um sério número de prisões entre ativistas e simpatizantes do movimento mais liberal. Estima-se que entre 400 e 2.500 pessoas morreram e pelo menos 10.000 foram presas ou ficaram feridas.

RUMO À ABERTURA

Nos anos seguintes a China implementou sucessivas reformas para aproximar-se de um modelo econômico com maiores traços capitalistas, apesar de sua forma de governo, exercido por um único partido, não ter sofrido nenhuma mudança.


Após a morte de Deng, seu sucessor Jiang Zemin governou até que entre 2001 e 2004 foi substituido em todas as suas funções pelo atual Presidente da República Popular da China, Hu Jintao.
 

O mundo do passado e do futuro”

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