República de Chile


Nome Oficial
República de Chile
Habitantes
Chilenos
Capital:
Santiago de Chile
Língua Oficial
Espanhol – Castelhano
População
17.094.275 (est. 2010)
Presidente
Sebastián Piñera Echenique
Prefixo internacional
0056
Fuso horário
UTC -4 (exceto a Isla de Páscoa, con UTC-6)
Moeda
Peso chileno
Outros grandes centros urbanos
Valdivia, Concepción, Temuco, Valparaíso, Viña del Mar e Punta Arenas.
superfície
756.096 Km2
Geografia e clima
O Chile está localizado no extremo meridional do continente americano e cobre a costa oeste da Cordilheira dos Andes
Economia
A economia chilena se caracteriza por um sistema capitalista com forte estímulo às regras de autorregulação do mercado
O que vestir
dicas
Feriados nacionais: 18 de setembro e 12 de fevereiro.
Locais essenciais
Santiago de Chile, Valparaíso, Viña del Mar, Isla de Pascua, Parque Nacional Torres de Paine, Desierto de Atacama


 
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HISTÓRIA
República de Chile:
De vinhos, mar e futuro
República de Chile - História

Como todo país latino-americano, o Chile também tem seu conquistador. O português Fernando de Magalhães foi o primeiro europeu a visitar o atual Chile, quando em 1520 desembarcou na Ilha Chiloé, depois de haver cruzado o perigoso estreito que terminou sendo batizado com seu nome. Magalhães deparou-se com um território habitado por diferentes tribos com características bem distintas. No norte do país estavam os aimaras, atacameños e diaguitas que haviam estabelecido culturas agrícolas fortemente influenciadas pelo Império Inca que, desde fins do século XV, dominava grande parte do atual Chile, alcançando até o Rio Maule. Ao sul do Rio Aconcagua, estavam as comunidades semi-nômades dos mapuches (a principal etnia indígena do país), enquanto os grupos indígenas chonos, kawésqar, selknam e yaganes encontravam-se nos canais do sul.

A CONQUISTA ESPANHOLA

Foi a partir de 1535, quando Diego de Almagro, um dos capitães da conquista espanhola do Peru, aventurou-se a explorar as terras situadas ao sul de Cusco. Após tres anos de buscas em vão pelo território chileno, a expedição retornou ao Peru sem resultados: não somente não haviam encontrado ouro, também haviam descoberto a tenacidade dos mapuches.


Anos depois, Pedro de Valdivia conduziu uma segunda expedição pelo sul do Chile. Apesar de uma feroz resistência dos mapuches, conseguiu estabelecer várias colônias: Santiago de la Nueva Estremadura em 1541, Concepción em 1550 e Valdivia em 1552. Mas em 1554, os mapuches organizaram um levante geral, massacrando Valdivia e muitos de seus companheiros; devastaram todas as cidades, exceto Concepción e La Serena. Os combates continuaram de forma intermitente e não cessaram até o final do século XIX.


Em 1557, a Espanha tomou posse do território chileno. No seio deste império colonial, o Chile foi primeiramente uma dependência do Vice-reinado do Peru, antes de ter seu próprio governo, dirigido por um governador e um Tribunal Real. O desenvolvimento do país foi lento, particularmente pela falta de minas de ouro ou prata, tornando-o menos atrativo para os espanhóis. Por outro lado, o Chile estava distante dos grandes centros peruanos de colonização e seu acesso era difícil.

A INDEPENDÊNCIA DO CHILE

Em consonância com os movimentos independistas da região, no século XVIII, duas correntes entraram em conflito: os realistas, por um lado e os patriotas por outro. Seu combates levaram a uma primeira vitória em 1810, momento no qual, juntamente com outras colônias espanholas, o país rompeu todo e qualquer laço político com a Espanha. O conselho municipal de Santiago destituiu o governador colonial do Chile e delegou seus poderes a uma Assembléia formada por 7 pessoas. Embora oficialmente independente da Espanha desde então, o Chile continuou em combate contra as tropas espanholas enviadas pelo Peru, que tentaram a reconquista de 1814 a 1817.


A partir de 4 de Julho de 1811, o primeiro Congresso Nacional elegeu uma junta revolucionária com Bernardo O’Higgins no comando. Derrotadas primeiramente em Outubro de 1814, as tropas chilenas beneficiaram-se do apoio do general argentino José de San Martín, que lançou seu exército dos Andes ao ataque no Chile. Em 12 de Fevereiro de 1817, a derrota do exército realista na batalha de Chacabuco pôs fim ao controle dos espanhóis no norte do país.


San Martín recusou o poder e fez com que O’Higgins renunciasse como Diretor Supremo; um ano depois, em 12 de Fevereiro de 1818, o Chile proclamou sua independência. Entretanto, somente em 1826, as tropas reais foram definitivamente expulsas do país.

A HORA DE CRESCER

Após trinta anos de governo conservador, em 1861, iniciou-se um período de domínio do Partido Liberal que se caracterizaria pela riqueza econômica obtida através da exploração mineira do salitre na região de Antofagasta. Esta atividade causaria diferenças fronteiriças com a Bolívia, que reividicava a posse do mesmo território. Apesar de Chile e Bolívia haverem assinado acordos de demarcação em 1866 e 1874, não conseguiram solucionar suas disputas e, em 14 de Fevereiro de 1879, o Chile desembarcou suas tropas no porto de Antofagasta, dando início à ações militares contra a Bolívia. Como o Peru havia feito anteriormente um pacto de aliança defensiva com a Bolívia, o Chile declarou guerra aos dois em 5 de Abril dando início à Guerra do Pacífico, que terminaria com a assinatura do Tratado de Ancón com o Peru e o Pacto de Trégua com a Bolívia, em 1884. Com o fim do conflito, o Chile conseguiu o domínio sobre o lado boliviano de Antofagasta e as províncias peruanas de Tarapacá, Arica e Tacna.


Os anos anteriores a 1900, apesar do auge econômico, caracterizaram-se por uma instabilidade política e o início do movimento trabalhador conhecido como “Cuestión Social.” A base deste movimento encontrava-se na disparidade da distribuição de riqueza que, a medida que passavam os anos, acentuava-se cada vez mais, deixando cicatrizes na sociedade chilena. Como consequência, Arturo Alessandri foi eleito presidente, transformando-se numa elo provisório entre a elite e o proletariado, que encontrava-se cada vez mais agitado e organizado. Apesar disto, a crise agravou-se, o que levou à renúncia de Alessandri logo após a promulgação da Constituição de 1925, que deu origem à Rupública Presidencial. Após alguns anos caracterizados por uma forte crise econômica devido a pobres estratégias políticas e como consequência da Primeira Guerra Mundial, Pedro Aguirre Cerda é eleito Presidente em 1938 sob uma aliança que era opositora aos tradicionais governos da elite chilena. O governo de Aguirre Cerda deu início a um período de governos de Radicalismo e conseguiu muitas mudanças, principalmente na área econômica, ao fundar as bases da industrialização chilena. Porém seu governo viu-se truncado com a morte inesperada do mandatário. Juan Antonio Ríos, seu sucessor, teve que enfrentar a oposição e as pressões dos Estados Unidos para declarar guerra ao Eixo durante a Segunda Guerra Mundial, países com que rompe relações diplomáticas em 1943, declarando posteriormente guerra ao Japão em 1945.


Após obter o apoio do Partido Comunista, o radical Gabriel González Videla foi eleito Presidente em 1946. Todavia, no início da Guerra Fria, o distanciamento do país em relação às potências ocidentais motivou a proibição do comunismo através da chamada “Ley Maldita”. A situação endureceu e, em 1948, centenas de comunistas foram detidos baseados na lei pela Defesa da Democracia, que proibia a existência do Partido Comunista. Uma revolta militar, dirigida pelo antigo presidente Ibáñez, foi reprimida e o período que se seguiu foi tumultuado por uma importante agitação social. Em 1951, quase todos os setores da economia foram atingidos pelas greves. No ano seguinte, o povo demonstrou sua hostilidade pelos partidos tradicionais elegendo o general Carlos Ibáñez, apoiado pelo Partido dos trabalhadores rurais.


Em 1970, Salvador Allende foi eleito com 36,3% dos votos, e por não haver alcançado a maioria necessária, foi necessário o pronunciamento do Congresso. Uma vez no comando, o Presidente Allende realizou as promessas feitas durante sua campanha: transformou o país em um Estado socialista. Uma importante parte da economia ficou sob controle do Estado: minas, bancos estrangeiros e empresas monopólicas foram nacionalizadas. A reforma agrária foi acelerada e conselhos nacionais foram fundados. Ademais, Allende dedicou-se a redistribuição da renda nacional, aumentando os salários e instituindo um controle de preços. Entretanto, seu governo enfrentou muitos problemas econômicos externos, como a crise mundial 1972-1973, além da forte oposição do resto do espectro político e do governo de Richard Nixon.


Apesar do cobre haver sido nacionalizado, o país seguiu caindo numa forte crise econômica, enquanto a inflação alcançava níveis de 600 a 800%.


Os confrontos de rua entre opositores e simpatizantes da Unidade Popular tornaram-se frequentes e chegaram a altos níveis de violência. Allende, que acreditava numa revolução democrática, perdeu o apoio do Partido Socialista, que era partidário de um levante popular armado, para manter o poder. Finalmente, em 11 de Setembro de 1973, desferiu-se um Golpe de Estado que acabou com o governo de Allende. Ele se suicidou depois do bombardeio ao Palácio de La Moneda.
 

A DITADURA PINOCHET

Depois do Golpe de Estado instaurou-se uma ditadura comandada por Augusto Pinochet, Comandante do Exército. Neste período, estabeleceu-se uma dura repressão contra a oposição e diversas violações contra os direitos humanos foram perpetadas; mais de 1.000 presos desaparecidos, mais de 3.000 assassinados, 35.000 torturados e em torno de 200.000 exilados. No âmbito econômico, Pinochet encarou uma reestruturação do Estado criada pelos funcionários conhecidos com “Chicago Boys”, que implantaram um modelo neo-liberal que tentou aumentar o crescimento econômico, produzindo o chamado “Milagro de Chile”, sob o qual o Estado cedia grande parte de seu poder na economia ao setor privado.


Em 1978, o Chile e a Argentina enfrentaram-se no Conflito de Beagle pelo domínio das Ilhas Picton, Lennox e Nueva, fato que esteve a ponto de provocar uma guerra entre os dois países e que foi evitado pela intervenção do Papa João Paulo II. Em 1980, Pinochet conseguiu a aprovação de uma nova Constituição num plebiscito questionado por diversos organismos internacionais. Entretanto, a crise econômica de 1982 gerou altos níveis de desemprego e crescimento negativo, que em 1983 deram início a uma série de protestos contra o governo e seu modelo econômico que se extenderiam até o fim de seu mandato. Mesmo assim, nem tudo estava perdido para Pinochet. Durante 1985, a economia conseguiu uma recuperação no que tornou-se conhecido como o “Segundo Milagro”, ocorrido após a privatização da maioria das empresas estatais e da redução gasto social, o que gerou um explosivo crescimento econômico, mas também um aumento da pobreza e uma desigualdade crescente na distribuição de renda.

O RETORNO DA DEMOCRACIA

Augusto Pinochet deixou seu cargo em 11 de Março de 1990 depois de haver sido derrotado num plebiscito que ele mesmo convocou. Patricio Aylwin assumiu então o poder como o primeiro presidente do período conhecido como a Transição, que caracterizou-se por restaurar o regime democrático, estabelecer uma nova política nacional, manter a estrutura econômica do período anterior, reduzir de maneira significativa os níveis da pobreza e reconhecer as violações aos direitos humanos cometidas durante a ditadura.


Após as presidências de Eduardo Frei e Ricardo Lagos, durante as quais o Chile conseguiu uma significativa penetração internacional, a candidata socialista Michelle Bachelet foi eleita presidente em 2006, transformando-se na primeira mulher em conseguir atingir este posto na história do país. Seu governo caracterizou-se por desenvolver a paridade entre homens e muheres, o estabelecimento de uma rede de proteção social para os mais pobres e o ingresso do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Apesar da altíssima popularidade de Bachelet, o opositor Sebastián Piñera, representante da Coalisão pela Mudança, transformou-se em 2010 no primeiro centro-direitista a ser eleito presidente do país, depois de 52 anos.

De vinhos, mar e futuro”

5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
1901 D.C - 1950 D.C
1951 D.C - Atualidade