República Federal de Alemanha


Nome Oficial
República Federal de Alemanha
Habitantes
Alemães
Capital:
Berlim
Língua Oficial
Alemão
População
82.604.000 (est. 2010)
Presidente
Prefixo internacional
0049
Fuso horário
UTC + 1
Moeda
Euro
Outros grandes centros urbanos
Frankfurt, Colônia, Stuttgart, Dusseldorf, Dresden, Hamburgo, Munique, Leipzig e Kiel.
superfície
557.104 Km2
Geografia e clima
O território alemão divide-se entre a planície no norte, de clima temperado úmido e o sul montanhoso. Do leste, o clima é oceânico e pode alcançar temperaturas mais altas. As zonas mais íngremes do sul, apresentam um clima de montanha que se torna mais rigoroso a medida que aumenta a altitude.
Economia
A Alemanha é uma das dez maiores potências econômicas do mundo.
O que vestir
dicas
Feriados nacionais: 2, 4 e 5 de Abril, 1 de Maio e 3 de Outubro.
Locais essenciais
Berlim - Kiel - Munique - Frankfurt


 
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HISTÓRIA
República Federal de Alemanha:
Uma potência que sempre se reconstrói
República Federal de Alemanha - História

A Alemanha é indiscutivelmente uma potência, um país de grande influência mundial econômica, militar, intelectual, desportiva e científica, que ao longo de sua extensa história, vivenciou tanto o progresso e desenvolvimento, como o horror e a catástrofe. Um dos maiores berços filosóficos do Ocidente, também foi palco do pior genocídio do mundo moderno. É preciso mergulhar fundo em sua história para compreender sua cultura: imponente e enigmática.

A RESISTÊNCIA AO IMPÉRIO ROMANO

A formação das primeiras comunidades organizadas no território alemão coincidiu com a chegada das migrações procedentes da Rússia. Quando os romanos tentaram conquistar o território alemão, encontraram resistência das tribos locais e conseguiram somente pequenos avanços. No ano 9, os alemães derrotaram os romanos na Batalha de Teutoburgo e frearam definitivamente a penetração de Roma em seus territórios.


No ano 313, o cristianismo transforma-se na religião oficial de Roma e os alemãos adotam o catolicismo. Nesta época, os alemães haviam-se transformado numa importante parte do sistema comercial europeu e assimilado muitos dos costumes romanos. Organizados em um sistema de tribos confederadas, os reis alemãos conseguiram transformar o país em uma potência militar da época.


No ano 410, as tropas alemães visigodas saquearam Roma, precipitando a decadência do império. Em sucessivas campanhas, os germanos, visigodos, vândalos e saxões, entre outros, expulsaram os romanos da Grã-Bretanha, França, Espanha e norte da África.


Os romanos e germânicos aliaram-se para formar uma federação que tivesse, nos povos da Alemanha, um freio para as invasões dos povos do norte e dos hunos, procedentes do leste. Porém, os povos germânicos tambêm tinham conflitos internos: o mais persistente aconteceu entre os francos e os alemães, cujo ponto culminante foi a Batalha de Tolbiac, em 496. O triunfo dos francos pôs fim às ambições dos alemães em expandir-se para o oeste. Logo após a derrota, os alemães ficaram sob proteção de Teodorico, O Grande, rei dos godos. A morte do monarca os deixou sob o domínio franco, no ano 539. A situação seguiria até o ano 712, quando o monarca alemão, Pepino de Heristal, derrotou os francos, conseguindo a autonomia da região. Em 746, o rei franco Carlos Magno, submeteu novamente os nobres alemães, incorporando-os ao império Carolíngio.

DO SACRO IMPÉRIO ROMANO-GERMÂNICO A REUNIFICAÇÃO ALEMÃ

Em 962 nasce o Sacro Império Romano-Germânico, resultado da união dos antigos territórios carolíngios. Durante este período, o poder da liga dos príncipes alemães cresceu e extendeu sua influência aos territórios austríacos e eslavos, no leste e norte da Itália. A partir do século XII, os principados alemães ganharam mercados e se fortaleceram politicamente. Em 1356, os sete principados se organizaram como uma entidade política.


Em 1618, logo após a publicação das 95 Teses de Martinho Lutero, o território alemão mergulhou em uma longa guerra civil entre católicos e protestantes. O conflito prolongou-se até 1648, quando ocorreu a assinatura do Tratado de Paz de Westfália. Como consequência dele, a Alemanha foi dividida em uma série de estados, entre os quais, sobressaía-se a Prússia, com maior poderio. Quando a Revolução Francesa explodiu, as tropas napoleônicas encontraram nas forças prussianas um sério adversário. Apesar dos franceses conseguirem controlar uma importante parte do território alemão em 1806, durante a Batalha de Leipzig, em 1813, os prussianos obtiveram uma vitória esmagadora sobre o exército galo.


A criação de uma Confederação Germânica em 1813 foi o passo inicial para a reunificação alemã. Em 1848, ocorreram diversas lutas internas, fomentadas pelos republicanos alemães. A organização do Parlamento de Frankfurt deu impulso aos que viam a necessidade de formar uma nação alemã moderna sob a hegemonia da Prússia. A Prússia obteve a vitória na guerra contra a Áustria, pelo controle dos territórios de Hanover e Hesse Kassle, e formou a Confederação da Alemanha do Norte, sob a liderança do Chanceler Otto Von Bismarck. As idéias nacionalistas de Bismarck foram cruciais para superar antigas diferenças que os estados alemães possuíam e unir-los, sob o slogan de um estado único, que retomaria uma posição de poder estratégica na Europa.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

A vitória contra as forças francesas, na guerra que transcorreu entre Julho de 1870 e Maio de 1871, permitiu deixar para trás a interferência de Paris nos assuntos internos da Alemanha. A Prússia obteve o apoio de todos os estados alemães para levar a guerra adiante, fator determinante para fortificar os setores que apoiavam a reunificação política do território. Em 1871, consolidada a superioridade da Prússia, nasceu o Império Alemão. Guilherme I da Prússia foi aceito como imperador da Alemanha e, começou o II Reich.


O Congresso de Berlim de 1884, reuniu diferentes estados europeus para definir um acordo sobre a expansão colonial de cada país na África. Durante as deliberações, ficou claro que a Alemanha intencionava ter um papel muito mais protagônico no panorama mundial. Entre 1880 e 1884, os alemães conquistaram mais de dez países africanos e diversos territórios na Oceania e Ásia, que foram somados às outras colônias que possuíam em outras partes do mundo a partir do século XVIII.
A expansão alemã provocou reações da França e Inglaterra, que não viram com bons olhos o surgimento de um competidor de grande peso econômico e militar. Estas tensões fizeram com que a Alemanha, tendo a Áustria como aliada, entrasse em guerra contra a aliança formada pela França, Rússia e Reino Unido.


No início do conflito, os alemães conseguiram rápidos progressos e arrasaram simultaneamente com os exércitos da Rússia, no oriente e com os aliados, no ocidente, até chegar às portas de Paris. Uma contra-ofensiva aliada, deteve o avanço alemão e iniciou uma longa guerra nas trincheiras, que custou milhões de vidas de ambos os grupos. Quando a Rússia se retirou em 1917, por causa da Revolução Bolchevique, os alemães concentraram todas as suas forças nas trincheiras. Entretanto, seus adversários foram vitoriosos e conseguiram a rendição alemã, em Novembro de 1918. Durante a guerra, a Alemanha perdeu 1.770.000 soldados e milhões de outros ficaram descapacitados, em função das feridas causadas por fuzis, artilharia ou gases venenosos.

O NAZISMO

O Tratado de Versalhes, que determinou o fim das hostilidades, impôs condições humilhantes à Alemanha, e começaram anos de crises políticas e econômicas. Entre 1921 e 1923, o país entrou em uma gravíssima inflação e foi envolto por uma violência, derivada do choque entre os grupos antagonistas.


Em 1933, para enfrentar a crise política crônica, o presidente Paul Von Hindenburg convidou os nazistas para fazer parte do governo. A popularidade de Hitler foi aumentando e, nas eleições seguintes, o partido conseguiu o status de partido hegemônico da Alemanha. A medida que ganhavam mais poder, os nazistas avançavam na perseguição de seus opositores; desenvolviam uma política cada vez mais agressiva contra os judeus, a quem culpavam por todos os males passados e presentes do país.


Hitler aliou-se aos grandes industriais e lançou um programa de obras públicas que revitalizou a economia. Seu discurso nacionalista conquistou o apoio da maioria dos alemães. As forças de choque do partido se encarregaram de destruir qualquer vestígio de oposição mandando para o cemitério ou os campos de concentração todos aqueles que considerava “indesejáveis” (judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e uma infinidade de grupos minoritários).


Hitler rejeitou o Tratado de Versalhes e criou uma poderosa maquinaria militar a fim de recuperar territórios alemães em poder de outras nações. A França e a Grã-Bretanha reagiram com timidez quando Hitler aliou-se à Áustria e à Checoslováquia. Porém, em Setembro de 1939, Hitler invadiu a Polônia em cumplicidade com os soviéticos. As tropas nazistas mecanizadas, apoiadas por aviões da Luftwaffe, destruíram os exércitos aliados da França e Grã-Bretanha. Em questão de meses, ocuparam: França, Bélgica, Países Baixos, Dinamarca, Noruega, Yugoslávia, Grécia e outros estados europeus. A onda nazista encurralou os britânicos em sua ilha central e os submeteu a um assédio aéreo e marítmo. Em 1941, a Alemanha invadiu a União Soviética e seus aliados japoneses atacaram os Estados Unidos, precipitando a entrada dos norte-americanos na guerra. Nesta época, os campos de concentração nazistas já haviam sido palco do assassinato de milhões de pessoas.


Entretanto, a força dos aliados foi demasiada para os nazistas, que sofreram derrotas brutais na Rússia e em seguida, tiveram que enfrentar o desembarque aliado na Itália, Normandia e França. Em Maio de 1945, sobravam apenas alguns poucos redutos nazistas em Berlim. Em 30 de Abril de 1945, Hitler suicidou-se e, nos dias que se seguiram, a Alemanha rendeu-se aos aliados. Cinco milhões de mortos e o país devastado foi o epílogo do período nazista.

DO PÓS-GUERRA AOS DIAS DE HOJE

A Alemanha foi dividida em quatro zonas, e cada uma das potências vencedoras tomou posse de uma. Em 1948, os soviéticos bloquearam o acesso por terra aos fornecedores que abasteciam as zonas ocidentais de Berlim, com o objetivo de apressar a saída dos países capitalistas da cidade. A resposta foi uma ponte-aérea que salvou os berlineses da inanição. A tensão forçou a união dos territórios sob controle da França, Estados Unidos e Reino Unido formando uma entidade independente, que em 1949, passou a ser conhecida como República Federal da Alemanha.


Em 1962, os soviéticos anunciaram o nascimento da República Democrática da Alemanha, de tendência comunista.
A Alemanha ocidental transformou-se numa potência econômica e tecnológica, enquanto seu espelho oriental se debatia entre o atraso e a dura ditadura do regime comunista. A migração massiva do lado leste ao oeste levou os comunistas a erguer um ostensivo sistema de vigilância cujo símbolo foi o Muro de Berlim, que partiu a cidade em duas.

Uma potência que sempre se reconstrói”

5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
1901 D.C - 1950 D.C
1951 D.C - Atualidade